Como descansar na pandemia

Olá!

Já fizemos aniversário de vida em pandemia e as mulheres serão, certamente, lembradas como heroínas desse momento que ficará marcado para sempre na nossa história. Desde o início da pandemia a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um alerta sobre a saúde mental e emocional das mulheres, que estão extremamente sobrecarregadas nessa altura do campeonato.

Em uma pesquisa feita pela Catho, 60% das mães brasileiras disseram se sentir mais sobrecarregadas durante a pandemia. Na linha de frente da covid, as mulheres representam maior quantidade. Aqui no Brasil, 84,7% dos auxiliares e técnicos de enfermagens são mulheres. O site think Olga revela que em torno de 70% das equipes de saúde do mundo é feminina.

As mulheres têm tirado leite de pedra para garantir a entrada financeira em casa e seguir com a manutenção do cuidado. Na China, a jornalista Sophia Li compartilhou no Instagram (veja aqui) a vida das mulheres que trabalham em hospitais. Muitas chegaram a raspar o cabelo por causa do equipamento de proteção e da falta de suprimentos e algumas até tiveram de usar fraldas de adulto para evitar de ir ao banheiro e tomar anticoncepcional para atrasar o ciclo menstrual.

Posso estar sendo redundante falando desse assunto, mas não me sai da cabeça isso toda vez que me sinto exausta ou falo com uma amiga que está se sentindo igual ou quando me deparo com algum dado novo sobre o impacto do desdobramento da pandemia sobre nós. Mas como se sentir menos cansada, estressada e atarefada? Como se cuidar para que quando essa catástrofe chegar ao fim tenhamos saúde para desfrutar da vida em liberdade? Fuçando fontes na internet, fiz uma lista pensando nisso, mas aceito sugestões do que andam fazendo para que a coisa não descambe de vez.

Parar tudo pra descansar o corpo. Muitas vezes quando falamos em descansar associamos isso com fazer uma atividade da qual nos dá prazer como ler, escutar música, cozinhar. Mas, neste caso, me refiro à relaxar a mente e o corpo com meditação e um sono daqueles que quando acordamos nem sabemos onde estamos.

Ligar a tela do zoom quando realmente precisar ajuda a desacelerar. Outro dia li uma matéria que falava do estresse que reuniões em aplicativos como o zoom têm causado. Apesar de prática, a comunicação com a máquina traz, por sua vez, sintomas que podem dificultar ainda mais a vida em pandemia. Ficar olhando pra sua imagem refletida na tela pode ser cansativo e não ter a mesma troca de comunicação que a presencial (falas mais pausadas e menos gestos) também. Você também é daquelas que só liga a câmera quando realmente é necessário?

Dar uma trégua no barulho da mente e notar a paisagem é um respiro criativo assim como observar uma arte, pintar [mesmo que seja os desenhos do caderno da filha].

Olhar além dos próprios sapatos é antídoto. Sabe quando ajudamos alguém e sentimos uma tremenda sensação de bem-estar e prazer? Ir além do nosso perímetro de preocupação nunca fez tanta diferença como agora.

A ideia de querer atingir o ápice do wellness e adotar todas as recomendações de rituais de beleza e de saúde ofertadas na internet é um verdadeiro tiro no pé e pode levar à exaustão e ao extremo da ansiedade. Pegar leve e aliviar essa pressão da autoimagem é regra para viver bem e em paz.


As coragens de uma mãe

O medo, ou melhor, ‘os medos de quando nos tornamos mães’, já andou por aqui, em um post um tempo atrás. Talvez por instinto, aderimos alguns medos, mas, por outro lado, ganhamos uma força e uma coragem imensuráveis. Falar de coragem em um momento tão obscuro onde, por vezes, somos tomadas por certos temores é reforçar o nosso poder enquanto mães e mulheres, destacar aquele lugar quentinho de afeto e otimismo que nós sabemos ocupar e proporcionar como ninguém.

São as mulheres que, em maior proporção, estão na linha de frente do cuidado, são as mulheres que vêm se desdobrando de forma desproporcional para fazer com que a vida não pare. Países liderados por mulheres, como Alemanha e Dinamarca, tiveram o índice de casos e mortes da covid-19 mais controlados. Essa natureza do cuidado de onde nós viemos só pode ser adubada com doses generosas de resiliência, palavra tão batida, mas que sempre fez parte do nosso vocabulário. Por isso, você tem dúvida da sua força e coragem?

E se por acaso em algum momento questionar essa potência que esvai de dentro de você, lembre-se das suas conquistas e dos seus passos até aqui. Falando por mim, quando me tornei mãe ganhei coragens que, no mínimo, não sabia que as possuía. A começar pelo parto, onde você enfrenta pelo menos o medo da morte, supera dores e o incômodo do pós-cirúrgico em prol da mãe que acabou de se despontar.

Depois, de frente com os cuidados com aquele ser todo frágil e dependente, não existe possibilidade do medo crescer porque tem algo maior que você precisa sustentar pra poder proporcionar segurança, conforto e todos amparos imprescindíveis para essa vida em desenvolvimento. Então quando a criança adoece aí que você mostra o monstro gigante da força que habita o seu corpo.

Quer uma mãe em frangalhos é vê-la com seu filho com a saúde ameaçada. A gastrite ataca, a imunidade dispara lá no pé, mas aquela mulher está ali, pronta pro que der e vier, bebendo de uma fonte inesgotável de valentia. Sim, ser mãe é ter sua sua estabilidade emocional e mental testada constantemente. Um filho abala as estruturas e mede o quão grande é a nossa capacidade de lidar com os desafios da vida.

Dar de frente com questões que envolvem a maternidade nos obriga encarar quem somos, contestar tudo que nos foi um dia imposto como verdade absoluta. Afinal, a missão de preparar alguém pro mundo requer uma atenção especial à nós mesmas. E se antes encarar o status quo era amedrontador isso já não é mais.

Que mesmo diante do momento obscuro por qual todas passamos que nós saibamos utilizar toda nossa coragem para se ressignificar e seguir exercendo o nosso papel materno brilhantemente, dia após dia.


Mulheres cansadas: quando a sociedade vai entender?

Uns anos atrás uma colega transformou o nosso almoço em uma aula sobre como dividir as tarefas de casa com o marido de forma justa e equilibrada. Firme e desapegada sobre a possibilidade de uma desordem da casa, foi categórica quando disse que ‘se fazia de rogada’ quando via que o lixo estava na hora de ser trocado e a pia transbordando de louça para lavar, obrigações estas que competiam ao marido.

Ruth Manus, em seu livro ‘Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas’, diz que “quando pedimos ‘ajuda’ estamos afirmando que aquele trabalho é 100% nosso e que somos totalmente responsáveis por aquilo, quando, na verdade, aquela obrigação é da outra parte”.

Num cenário em que a mulher e o homem trabalham fora, dividem as contas da casa, por que o peso maior da gestão da casa, dos filhos e de tantas outras burocracias da vida tem que recair sobre a mulher?

“Em geral, nós, mulheres, continuamos a reforçar a falsa ideia de que as mulheres são sempre, naturalmente e biologicamente capazes de sentir, expressar e gerenciar nossas emoções melhor do que os homens”, diz Dra. Michele Ramsey, Professora Associada de Artes e Ciências da Comunicação na Penn State Berks, em entrevista à Harper’s Bazaar

Talvez, por conta de todo o nosso histórico em que sempre fomos obrigadas a sermos fortes e a resistirmos a tudo caladas, carregamos essa tal necessidade de reafirmarmos [para nós mesmas] que damos conta de tudo, que somos emocionalmente fortes e solucionadoras de problemas. Mas, os tempos são outros.

Somos tão cobradas a atingir o sucesso 360 graus, em casa, no trabalho, no relacionamento, que não dá pra colocar tudo num bojo e fingir que está tudo bem, porque definitivamente não está. Então que tal começar nos livrando do controle de forma que o homem tenha suas obrigações na mesma medida que nós?

Bem, e quando se trata de mães que moram sozinhas com seus filhos, o buraco é beem mais embaixo, já que o papel de gerência da casa sempre vai ser nosso por sermos o único ponto focal desse ambiente. O que não impede de construirmos uma rede de apoio que envolve família, amigos e vizinhança e, sim, exigir a participação da outra parte, pois, se existe uma mãe que está fazendo “100%, 80%, 70% e se sente exausta é porque tem um outro lado que não está fazendo seus 50%”, lembra Ruth Manus.

Mas, voltando ao ponto de início e falando de nós mulheres como um todo, suportar toda essa carga de fazer a maior parte do trabalho doméstico, bem como o cuidado com os filhos, é cansativo e frustrante. Nessa toada de funções, lutamos contra a exaustão e a sensação de impotência todos os dias.

Em uma matéria no “The New York Times” com o título em tradução livre “Como a sociedade deu as costas às mães: não se trata apenas de esgotamento, mas de traição”, (leia aqui) a psiquiatra Wendy Dean diz que o “impacto esmagador sobre a saúde mental das mães que trabalham [na pandemia] reflete um nível de traição social. Não se trata de esgotamento, mas sim de uma escolha da sociedade”.

Contextualizando, a médica diz que o que estamos vivendo é mais profundo do que imaginamos, pois fomos traídas por escolhas erradas de pessoas com poder de decisão sobre uma nação e estamos pagando o preço por isso, tendo que fazer escolhas para as quais não nos resta outra opção.

Por isso, quando tocamos no assunto ‘dividir tarefas em casa’ estamos falando de política, em possibilitar à mulher espaço para ela cuidar da sua cabeça, do seu bem-estar, dos seus estudos, da sua carreira, de viver tempo pra si da sua maneira para que se sinta bem e, consequentemente, a sociedade possa receber dela o seu melhor.

Uma pesquisa do IBGE, feita em 2018, revelou que as mulheres dedicam, em média, 73% a mais do seu tempo às tarefas domésticas do que os homens. E, apesar da dupla jornada, ou seja, trabalho fora e dentro de casa, ser cada vez mais uma realidade de ambos os gêneros, precisamos fazer com que homens sejam nossos aliados feministas.

Ainda sobre o livro de Ruth Manus: “As tarefas domésticas e todos seus desdobramentos – econômicos, sociais e psicológicos – é assunto que afeta todas nós, em maior ou menor grau, e que precisa estar em pauta.”

A autora divide o relato da professora italiana Giulia Manera: “A mulher nunca foi emancipada. Ela foi requisitada pelo capital. As tarefas domésticas nunca foram exatamente redistribuídas ente o homem e a mulher. Essa fala é importante para pensarmos sobre uma série de coisas: sobre a condição de vida das mulheres trabalhadoras (especialmente no Brasil); sobre a forma como tratamos esse tipo de mão de obra e, sobretudo, como a imensa maioria dos homens não se considera nem mesmo parcialmente responsável por essas tarefas.”

Desapegando do controle e igualando meninas e meninos

Atire a primeira pedra quem nunca foi lá supervisionar a louça que o parceiro lavou ou que ficou ligando de hora em hora pra saber se o marido seguia todos os protocolos de cuidado com a criança?

Desapegando do hábito de querer ter um certo controle de como o outro domina as obrigações seremos mais felizes e teremos o que tanto buscamos e o que é JUSTO: homens assumindo metade das obrigações da casa.

Para isso, é preciso também que meninos vejam suas representações masculinas pondo a mão na massa e desenvolvendo tarefas domésticas naturalmente. Assim como meninas precisam ver o quanto isso é normal e que elas não devem carregar o mundo nas costas.

Nana Queiroz e Helena Bertho, no livro ‘Você já é feminista!’, utilizam uma pesquisa que demonstra a distribuição de tarefas domésticas entre crianças entre 6 a 9 14 anos. Vejam os dados: 81,4% das meninas arrumam a cama contra 11,6% dos meninos; 76,8% das meninas lavam a louça e só 12,5% dos meninos fazem o mesmo; 65,6% das meninas limpam a casa, ante 11,4% dos meninos.

Com a distribuição de tarefas domésticas feita de forma equilibrada e justa o assunto deixará, quem sabe, de ser o trending topic nas nossas conversas.

Fica aí um assunto de extrema importância para levarmos para o Dia das Mulheres.


Por que, nós, mulheres, sentimos ainda tanto medo?

Colagem James Dawe

Uma das frases mais comuns de se escutar hoje em dia é ‘seja você mesma’. Nunca se falou tanto em autenticidade, em ser quem você é, vestir, ter o estilo e as escolhas que quiser. Quantas vezes já escutamos ‘seja você sem se preocupar com o que os outros vão pensar’? Mas como ser quem você é se fomos condicionadas durante a vida toda a agradar para caber num padrão?

Será que a estrutura na qual vivemos quer, realmente, receber uma mulher ‘livre’? Ou será que querem mulheres ‘robôs’, que concordam caladas com o que não lhes agrada, que não têm direito de ‘errar’ e que abandonam suas opiniões?

Já repararam que o tempo inteiro corremos o risco de sermos anuladas, massacradas, pondo em risco o lugar de liberdade onde cada uma de nós queremos chegar? Com o tribunal da internet sem direito à fala [em muitos casos], o desafio da comunicação mais clara e objetiva é ainda maior.

Em seu livro Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas, Ruth Manus diz: “Vamos refletir e identificar quais são as amarras que nos prendem, mesmo quando são sutis. Vamos repetir diariamente para nós mesmas que somos livres para questionar os gostos e comportamentos que nos foram impostos desde o nascimento. E, acima de tudo, entender que ser diferente [quem você é] é uma qualidade, nunca um defeito.”.

Ser quem você é exige resistência, olhar suas dores e desafios a partir de uma ótica particular, uma vez que cada uma de nós tem sua história. E essa é a beleza da vida, cada uma ser quem é, preferencialmente, com apoio de todas. Quando falo em apoio não me refiro em termos que concordar 100% tampouco forçar uma amizade com outra mulher. É possível fazer críticas para a outra, mas que isso seja feito com os ouvidos atentos, sempre pela lógica de dar espaço para a pessoa falar, se colocando no lugar dela, compreendendo a luta particular de cada uma até aqui. Sororidade no sentido mais amplo da palavra.

Para que a engrenagem da máquina da mudança continue acontecendo e nossos medos limados, que nós, mulheres, coloquemos nossas diferenças de canto e respeitemos o espaço que cada uma escolheu ocupar. Um exercício diário de se olhar e buscar melhorar, tendo em mente que o erro acontece e vai acontecer, e, que bom, pois faz parte do crescimento. Ainda, em seu livro, Ruth diz “tenhamos em mente que, para aqueles que querem preservar o status quo, é muito mais interessante que nós, mulheres, estejamos desunidas, e nada conveniente que sejamos fortes e demos suporte umas à outras”.

Ser quem queremos ser é inegociável, libertador e exige sim coragem.


4 páginas sobre plantas e flores e 6 inspirações de quintais de estar

Oie!

É sempre bom dar um respiro nos assuntos e viajar nas ideias, naquilo que enche nossos olhos e contribuem para que a nossa casa fique um refúgio cada vez mais aconchegante e com nosso jeito de viver, não acham? Reativando a seção que traz beleza e inspiração, pesquei da internet algumas ideias de decoração para quintais de estar, jardins e varandas. Ah, já deixo avisado, com uma nova moradia pra mobiliar e dar a nossa cara, pode ser que daqui pra frente eu compartilhe muitas coisas desse mundo com vocês. Acho que não é de todo mal, néee? Hahaha 🙂

Inspiração hygge por @apartmenttherapy
Área externa com mesas e cadeiras
Canto externo com buda
Área externa bege
Jardim estilo rústico
Varanda de estar

O Insta é aquele lugar na internet que a gente entra e que vai te puxando para uns @ mais interessantes que outro. Por isso, falar de inspiração é lembrar dessa rede social intuitivamente. Listo, abaixo, quatro páginas por lá que fazem a gente esquecer da vida e só pensar em flores e plantas, trazendo a natureza mais pra perto da gente, de onde ela nunca deveria ter saído.

@minhasplantas – Página da jornalista Carol Costa, que já publicou cinco livros voltados para jardinagem. Por lá, você encontra dicas de como cuidar das plantas e deixá-las mais bonitas. Carol também fala sobre hortas e inclusive tá com um curso gratuito sobre isso. Corre lá na página dela.

@floresparaosrefugiados – “Ateliê que cria arranjos fora da caixinha”. É dessa forma que as sócias Kety e Gabriela se denominam. Vale a pena conhecer as criações que mais parecem quadros vivos de flores de tão vívidas e criativas.

@liricasbotanica – Design, paisagismo, cenografia, arranjos. A arquiteta Simone Silveira Couto se encarrega de todas essas funções em seu ateliê. No seu site, tem a lojinha online com acessórios pra cabelo com composições de flores artificiais uns mais lindos que outros. Entra lá e vai que a atmosfera de carnaval te anime!

@botanica.com.br – Loja focada em produtos com ilustrações botânicas e produtos como camisetas e canecas pra quem respira o mundo das plantas, flores e jardins.


Como fazer a criança esperar

Será que é só aqui em casa que as coisas tem que ser tudo pra ontem? Outras mães se lamentam dessa mesma questão, será que faz parte dessa nova geração não saber esperar?

Colagem @thecollageclub

No seu livro “Crianças francesas não fazem manha”, Pamela Druckermann fala sobre como os franceses ensinam os filhos a esperarem. “A mãe sensível está ciente das necessidades, dos humores, interesses e capacidades do filho. Ela permite que essa percepção guie suas interações com o filho”, diz a autora. No entanto, ela reforça: “os pais e cuidadores franceses não conseguem acreditar que somos tão displicentes com essa habilidade [saber esperar] importantíssima. Para eles, ter filhos que precisam de gratificação instantânea tornaria a vida insuportável.”, diz Pamela.

Dentro dessa lógica da cultura francesa de educar, Pamela destaca alguns critérios que os franceses usam para educar os filhos sabendo da necessidade de esperar. “Aprender a criar recursos internos para lidar com a frustração e não esperar obter o que quer instantaneamente é regra básica pra vida”, assim reforça a autora. O autocontrole também é importante “para estar calmamente presente e se divertir em vez de ficar ansioso”, destaca.

A partir das páginas em que a autora discorre sobre esse tema, desenvolvi esses três tópicos para, quem sabe, ajudar a gente com a grande missão de ensinar nossos filhos a conquistar essa virtude.

Culinária

As atividades na cozinha, além de render ótimos bolos (ou não, mas o que vale é a farra, prefiro pensar assim), ensina a criança a se controlar. Fazer bolos é aula perfeita pra exercitar a paciência. No caso dos franceses, eles só comem o bolo no horário do goûter (o lanche da tarde deles). Ou seja, um belo exercício pra fazer a larica esperar.

Refeições

Outro ponto são as refeições em etapa. Nas escolas e creches, por exemplo, o almoço é servido em quatro fases (salada, um queijo, um prato principal e a sobremesa), tudo, em pequenas porções. Esse hábito serve como ‘cápsulas de treinamento’ para a paciência. Fico imaginando aqui em casa a gente fazendo as refeições em quatro pequenas etapas e Helena esperando pacientemente. Acho que já seria forçar hábitos que não tem a ver com a nossa cultura até, mas o exemplo é bacana. Aliás, um parênteses, lá na França a alimentação é tão levada à sério que existe uma comissão pra definir o cardápio das escolas e a discussão entre professores, nutricionistas e pais leva praticamente o dia inteiro.

Plantar

Lembra quando a gente plantava um feijão no copinho de plástico na escola e levava pra casa pra cuidar depois? Tomava daquele feijão como um filho. A ideia era a gente ter a paciência de ver o bichinho crescer. Os franceses tem razão quando levam os filhos pro jardim pra plantar.

Brincar sozinha

“A coisa mais importante é que ela aprende a ser feliz sozinha”, dez uma das mães sobre a filha com quem a autora conversou . A criança que aprende a brincar sozinha desenvolve a capacidade de saber esperar quando a mãe, por exemplo, está ao telefone. É, acho que preciso repensar num modo criativo de dizer “estou no telefone, espere um pouco”.


Quem ficou do seu lado na pandemia?

Senhoras amigas
Imagem de Pexels

Essa semana uma amiga irmã contou que levou suas preces pra minha mãe [a que habita outras galáxias] quando fiquei com suspeita de covid depois de uma viagem à trabalho, mesmo tomando todos os cuidados recomendados. Fui na lua e voltei quando ela me disso isso. Não que eu duvide da fidelidade da sua amizade ou da capacidade dela de me amar, mas o fato dela se esforçar a tal ponto de trocar umas ideias com quem me trouxe pra essa existência, demonstrando tamanha preocupação e amor, me fez encher os olhos.

Outro dia, uma outra amiga me contou que sempre na virada do ano reserva parte dos seus pedidos em forma de oração para as pessoas que mais ama. Achei lindo ela se apropriar da sua crença de que sabe o que é ‘melhor’ pra gente. Uma prova estratosférica de que só quer o melhor para aqueles que lhe cercam, não é?

Fiquei pensando depois… a pandemia nos afastou do que era artificial e nos uniu do real, mesmo à distância. Reforçou laços, colocou novas pessoas, reprogramou rotas. E mesmo que nem sempre estamos com aquela disposição de antes desse dilúvio de falar com um amigo, uma mensagem de poucas palavras, um sinalzinho sempre vai existir do outro lado da ‘janela’ de quem realmente se preocupa conosco.

Durante esse quase um ano em confinamento, quem esteve do seu lado de verdade, assim, sem pestanejar? Quem foi, de fato, empático com suas dores? Quem cuidou de você mesmo longe e se sentindo cansado? Quem foi que você pendurou no pescoço feito um amuleto?

O universo se encarrega daquele alguém que não economiza no afeto, que lamenta suas dores e te faz esquecer a massa cinzenta que paira sobre sua cabeça.

A pandemia acentuou que, sim, somos sozinhos nesse planeta, mas, uma coisa é certa, vai ter sempre alguém pra recolher o brilho do céu e nos dar de presente.


5 formas de organizar a rotina de trabalho

Ferramentas simples que podem te ajudar a organizar o dia a dia do home office

Você não precisa sentir vergonha por ter a sensação de não estar dando conta de tudo – embora o sentimento de culpa parece que vem junto do combo quando a gente se torna mãe. E se tem uma coisa que não pode ser ignorada é fato de nós, mães, estarmos mais sobrecarregadas ainda com a mudança de rotina desde o início do isolamento com a pandemia [já até cansei de falar disso por aqui rs].

Mas só um parênteses antes de dar continuidade ao assunto principal desse post, um estudo publicado no jornal acadêmico Gender, Work & Organization (Gênero, Trabalho & Organizações) é mais uma prova do cenário ‘mães e mulheres nessa crise sanitária’. Nele, é mostrado que a desigualdade de gênero medida por horas de trabalho aumentou de 20% a 50% durante a pandemia.

Retomando o que me trouxe até aqui, fiz uma lista com cinco formas de organizar a rotina de trabalho em casa tendo criança pra cuidar e um lar pra pôr em ordem. Espero que ajude vocês! E quem souber de alguma outra ferramenta bacana fique avonts pra dividir com a gente!

1- Trello: desde que descobri essa ferramenta não largo mais. Super intuitiva (basta criar os cartões e arrastar eles pra onde quiser!), ajuda a organizar o fluxo do trabalho e as ideias, e o melhor, é de graça pra usar. Acesso link dele aqui e se cadastra.

2- Bloco de notas do celular: pra quem tem um cérebro que não para como o meu o bloco de notas é um verdadeiro curinga. Coloco nele até anotações do que vou lendo pelo celular e tudo que me vem à cabeça. Quando não tô na frente do computador, ele me ajuda a não esquecer das ideias que vão brotando… O legal é que dar pra montar por pastas. Tenho uma do blog, é claro.

3- Agenda do Google: fácil e já te mostra uma visão do que tem no mês de tarefa. Usava muito para programar meus posts, mas agora tô mais focada no trello mesmo.

4- Grupo no WhatsApp: essa regra vale ouro! Monta um grupo só seu no whatsapp pra ir jogando ali suas referências de conteúdos que encontra pelas andanças na internet e as tarefas que considera prioridades para as próximas horas.

5- Caderninho não falha: o bem o velho papel não vai te largar na mão. Nele, anota as coisas que você tem pra fazer na noite anterior ou na manhã seguinte. Depois que passei a fazer isso, anotar minhas prioridades do dia, minha rotina ficou mais organizada e isso me ajudou a ter mais foco.


Como amenizar a ansiedade e o estresse das nossas crianças na pandemia

Colagem @sacharecorta

Isoladas e fora do círculo social, crianças precisam mais do que nunca de acolhimento durante esse período conturbado

Longe da escola e do convívio social e muitas vezes sem saber interpretar as emoções, as crianças estão mais entediadas. É o que nós pais podemos perceber durante o desenrolar do isolamento social, prestes a completar aniversário.

Como fazer com que o reflexo disso tudo seja o menor possível na cabeça e nas emoções delas uma vez que sentimentos de estresse e ansiedade se tornam mais comuns nesse período catastrófico?

De acordo com a pesquisa “ConVid Comportamentos”, feita pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em parceria com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), e que atingiu mais de 45.161 brasileiros, 40,4% das pessoas entrevistadas disseram ter sentimentos de tristeza ou depressão e 52,6% afirmaram experimentar sentimentos de nervosismo ou ansiedade, muitas vezes ou sempre.

E embora os que mais tiveram a saúde mental afetada sejam mulheres e pessoas com histórico de depressão, ligar o alerta em relação às nossas crianças é necessário — sabemos.  Elas estão sofrendo assim como todo mundo, mas com a diferença de que não possuem a mesma compreensão que a gente sobre as coisas e nem sempre conseguem externar o que sentem.

Diante desse cenário, foi desenvolvida uma cartilha por pesquisadores colaboradores do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes/Fiocruz), acesse aqui para ajudar nós, pais e cuidadores, sobre como  direcionar o cuidado aos nossos filhos nesse momento tão ofuscado, sobretudo no que diz respeito ao que sentimentos e pensamos.

Numa conversa por e-mail, Gabi Carlos, educadora parental e criadora da página @sobreelefantes no Instagram, falou do impacto do isolamento social nas nossas crianças e como podemos amenizar toda essa situação na vida delas. Vejam:

1- Com o isolamento social, crianças estão afastadas dos amigos e parentes, ficando restritas aos ambientes da casa. Qual o impacto dessa mudança brusca na rotina na vida delas no que diz respeito à saúde mental?

Gabi Carlos – A gente sabe que houve impactos, uns perceptíveis logo após os primeiros meses, pelos próprios pais e cuidadores. Crianças mau humoradas, impacientes, mais reativas, entediadas. Ou, e talvez mais preocupante, irritadas além do normal, tristes, apáticas, sem apetite, com muita fadiga, sintomas que devem ser observados com atenção para que não evoluam para um quadro de depressão infantil.

Mas além destes impactos, que já podemos perceber hoje, há aqueles que só saberemos no futuro. O quanto esse isolamento social afetou o desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas ainda não dá para prever. E

não será igual para todas as crianças ou para todas as idades. Crianças que passaram o isolamento na companhia de irmãos ou primos, ou que tinham algum acesso à natureza, por exemplo, tem mais chances de serem menos impactadas.

2- Quais são os sinais de que a criança está estressada, ansiosa e irritada por causa da pandemia e do isolamento social?

Não dá pra ter certeza de que a causa do estresse, ansiedade e irritação é o isolamento. Mas é dedutível que seja, a menos que a criança esteja vivenciando alguma situação fora do comum em casa, além da pandemia.

Seguramente a falta de convivência com os amigos e a família, principalmente com os avós, a falta de sair, frequentar parques, cinemas, escolinha de artes e esportes e a própria escola são fatores desencadeantes de ansiedade e estresse e isso se reflete em irritação, reatividade, rebeldia ou, como falei, em aspectos mais ligados a sintomas de depressão.

3- Como os pais podem trabalhar estes sintomas e reduzir ao máximo os impactos causados pela pandemia na vida dos seus filhos?

Os pais também estão a mercê de sentirem eles mesmos estes sintomas. Mas, como adultos, e apesar do ineditismo dessa situação, sabemos, ou pelo menos já deveríamos saber, lidar melhor com tudo isso. E é o que precisamos para ajudar nossas crianças.

Se por um lado o isolamento mudou nossas rotinas e trouxe sobrecarga para muitas famílias, especialmente para as mães, também é uma oportunidade de convivência que jamais tivemos. Apesar do cansaço, encarar essa situação por essa ótica, a da oportunidade de fortalecer vínculos, pode ser incrível e oferece equilíbrio emocional e segurança.

Olhar mais nossos filhos nos olhos. Ouvi-los, escuta empática de verdade. Tempo dedicado, seja em simples conversas, em realizar tarefas domésticas juntos, jogos, brincadeiras. Algumas famílias se esforçaram muito para manter uma rotina rígida na esperança desse ser o melhor caminho para atravessar essa fase.

As crianças precisam de rotina para se sentirem seguras, mas elas já estão tão sobrecarregadas emocionalmente que é preciso cuidado para não exagerar na dose. Também sei que o uso de telas aumentou muito na maioria das casas e tudo bem, é natural. Porém, é preciso abrir espaço para o tédio e entender que a criança precisa ser responsável por gerenciar seu tempo livre.

Muitas crianças não sabem fazer isso e ficam perdidas sem as telas, sem saber o que fazer. É um bom momento para exercitarem esse gerenciamento do tédio, por exemplo. No começo pode chover reclamação, mas elas acabam por achar o que fazer. Os pais não precisam ficar preocupados em oferecer atividades 24 horas por dia. Elas precisam brincar livres, inventar suas próprias atividades.

4- Quais tipos de brincadeiras ajudam a reduzir a ansiedade e a sensação de tédio nas crianças pequenas de até cinco anos?

As telas não ajudam em nada, para ser bem direta, mesmo sabendo que nesse momento fica difícil abrir mão dessa opção. Atividades com o corpo são ideais nessa faixa etária. Atividades manuais como desenhar, pintar, recortar e colar, fazer artesanato. Crianças a partir de 4 anos já conseguem fazer pulseirinhas ou mandalas, se forem orientadas, na internet dá pra achar fácil como fazer.

Dançar, brincar de imitar animais. Se houver espaço, reservar um tempo para andar de bicicleta, de motoca. Uma boa ideia também é cultivar plantinhas ou uma horta. E inclua sempre que possível as crianças nos afazeres da casa.

Existem tabelas que indicam atividades domésticas adequadas para cada faixa etária. Além de movimentar o corpo, elas se sentem importantes por participarem da rotina da casa e isso conta muitos pontos para o senso de pertencimento e para fortalecimento da sua autoimagem.

5- Como descobrir se os sentimentos de tédio, ansiedade e estresse estão prejudicando a saúde mental da criança e como buscar ajuda em um momento de acessos restritos?

Os principais sintomas de um quadro de depressão infantil são tristeza e um tipo de apatia, como uma falta de vontade de fazer o que ela comumente faz como brincar, jogar, ver televisão. Esses sintomas somados às dificuldades para dormir, distúrbios de alimentação ou queixas de dores físicas devem ser acompanhados atentamente. Algumas crianças, em vez de se mostrarem tristes, ficam irritadas além do normal.  Muitos profissionais continuam atendendo  presencialmente com os devidos cuidados.


Como cuidar das energias

Terapias holísticas como reiki e mesa quântica ajudam a equilibrar as energias, sobretudo, em momentos de crise como este em que estamos vivendo

Foto por Pexels

“Como cuidar e atrair energias positivas pra vida”. Uma amiga online me mandou essa durante uma caixa de perguntas que abri no Insta sobre quais tipos de conteúdo gostariam de encontrar tanto aqui quanto por lá. Tudo bem, vocês pode ser do tipo como eu que não liga de comer lentilha, uvas e pular as sete ondas na virada do ano novo, mas querer atrair energias positivas quem não quer?

Ainda mais nesse contexto pandêmico onde as preocupações e o estresse viraram parceiros diários de café da manhã. Para saber o que está ao nosso alcance e o que podemos fazer para cuidar das nossas energias e atrair coisas boas, conversei com Sol Vieira, que atua com radiestesia e radiônica (técnicas holísticas que utilizam instrumentos como o pêndulo e gráficos no diagnóstico e tratamentos de bloqueios energéticos de pessoas, lugares e situações) há 25 anos, além de ser terapeuta de Aconselhamento Metafísico, Reikiana Master e Consultora de Feng Shui.

O papo rendeu muitas linhas que até decidi criar uma série sobre o tema, que será dividido em energias de um modo geral, das nossas crianças e da casa por meio da técnica milenar chinesa Feng Shui. Pra começar, vejam as nove perguntas e as noves respostas sobre como cuidar do nosso campo energético.

1 – A mesma força do universo é a que está dentro da gente?
Sol Vieira – Sim, mas temos duas forças distintas, a energia universal, também conhecida como Fohat ou éter, que é a essência que permeia e mantém todas as coisas, e a energia de força vital individual que circula por nossos corpos conhecida por Ki e que flui através dos chakras e canais sutis de ligações, chamados de nadis ou meridianos.

2- As energias surgem de onde? Objetos e ambientes à nossa volta também emanam energias?
Na verdade, até hoje, os físicos ainda não conseguiram nos proporcionar uma definição específica para energia. O máximo que conseguimos compreender é a forma de como ela se propaga, sabemos também que ela não pode ser criada nem extinta, ela só pode ser transformada.

Albert Einstein definiu que toda matéria é energia, portanto, tudo que existe no universo, que nós conhecemos, é constituído de energia. E, como sabemos, tudo no universo é constituído de átomos, explicando de uma forma bem geral, os átomos são compostos por prótons, nêutrons e elétrons, além de outras partículas.

Os prótons possuem carga elétrica positiva, enquanto que os nêutrons não possuem carga elétrica neutra, os dois formam o núcleo do átomo. Os elétrons, possuem carga negativa e orbitam ao redor do núcleo do átomo por força de atração à carga positiva do núcleo. Basicamente, o átomo contém energia e, quando estimulado, libera parte da energia recebida.

Portanto, os objetos, os ambientes, as plantas, os animais e os seres humanos emanam energias. E elas interagem, por exemplo, num local onde há brigas e discussões constantes. O ambiente fica impregnado dessa energia e, como ela não pode ser extinta, permanece no local, ecoando em nosso inconsciente, fazendo as discussões se repetirem.

Torna-se um círculo vicioso, o que a gente chama de energia pesada, que afeta e faz mal a qualquer ser que permanecer ou visitar o local. Plantas morrem, animais domésticos e crianças ficam estressados, pessoas adoecem, acidentes acontecem e por aí vai…

3 – Matéria, energia e mente estão interligados de que forma? Como podemos cuidar deles?
A matéria e a mente são formas de energia que estão interligadas como tudo no universo está. Todos somos um, estamos no universo, fazemos parte dele e somos afetados por tudo que ocorre nele. Podemos cuidar da mente em primeiro lugar, tendo pensamentos bons, sendo gratos a tudo que temos, deixando de nos preocupar, lendo bons livros, ouvindo boas músicas, curtindo e cuidando da natureza, amando ao próximo.

Com a mente sã, teremos um corpo são livre de desconfortos para podermos atrair o que desejarmos da matéria. Você pode atrair a matéria que quiser para sua vida desde que você esteja em sintonia com ela, ou seja, você precisa vibrar na mesma frequência da matéria que quer alcançar.

Por exemplo, se você pretende ter um carro novo porque o seu já está causando problemas, e se você todo dia briga e reclama dos problemas que seu carro está causando, ou o trata com indiferença, você não está vibrando na mesma frequência para ter um novo veículo e esta nova aquisição vai demorar mais tempo para acontecer. Você não precisa saber a frequência que a matéria está vibrando.

Por isso, eu digo que você precisa sentir amor e ser grato por tudo que você já tem para que algo melhor chegue até você.

4 – Quais são os tipos de terapias que você indica para equilibrar as energias?
Existem muitos tipos de terapias disponíveis, eu indico a terapia holística porque ela trabalha com o indivíduo de uma forma global, ou seja, com a mente, o corpo físico, o emocional, o espiritual e o astral.

Dentro do campo das terapias holísticas eu me especializei em Radiestesia/Radiônica (Mesa Quantum e Radiestesia para Lavouras), Terapia Breve de Aconselhamento, Reiki, e FengShui. Vou te explicar melhor cada uma delas:

1 – A Mesa Quantum é um instrumento de Radiestesia empregado pela radiônica, desenvolvida por mim. Serve para fazer os diagnósticos dos problemas que afetam a vida da pessoa, sejam eles relacionados ao corpo físico, mental, emocional, espiritual e/ou provenientes da casa, da família, dos amigos que convivem com ele, e até do ambiente de trabalho. Nessa terapia, também são detectados eventuais frequências oriundas da ancestralidade, que podem não ser benéficas para o indivíduo.

Além de fornecer o diagnóstico, a Mesa Quantum faz o tratamento vibracional, com o auxílio dos gráficos de Radiestesia e também dos Códigos Sagrados, que, por sua vez, agem em todos os corpos sutis do paciente com a frequência de cura. A vantagem é que pode ser feita a distância e tratar assuntos pontuais, e a resposta é bem rápida.

2- Também conhecida por Terapia Breve o Aconselhamento Metafísico Transenergético – É um tratamento terapêutico que trabalha o corpo, a mente e o espírito. Através de diversas técnicas, tais como, Gestalt terapia, PNL (ProgramaçãoNeurolingística), regressão às vidas passadas, interpretação dos sonhos, hipnose, bioenergética, a terapeuta identifica os traumas, as crenças limitantes, repetição de padrões, que, de alguma forma, estão bloqueando o curso da vida da pessoa e que vem se repetindo ao longo dos anos.

3- A terapia de Reiki segue um método de cura natural  que permite ao terapeuta captar a energia de cura e com a imposição das mãos direcioná-la ao corpo do receptor, que pode ser ele mesmo, qualquer pessoa, animal, planta, ambiente, água, por exemplo. Seus efeitos terapêuticos, já comprovados, revitalizam o sistema imunológico, combatem estresse, auxiliam no tratamento de várias doenças e na regeneração de tecidos (na recuperação de queimaduras, fraturas, hemorragias e pós-cirúrgico), minimizam e, em alguns casos, eliminam a dor e os efeitos secundários de tratamentos como a quimioterapia e radiação, diminuindo a ansiedade, proporcionando mais conforto no combate da doença. 

São considerados como terapias complementares da medicina alopática, homeopatia, antroposofia (segundo Rudolf Steiner [1861-1925], esta é a ‘ciência espiritual’), acupuntura, yoga, massagem, cromoterapia, florais, por exemplo, ampliando os efeitos positivos das técnicas mencionadas acima.

4- O Feng Shui é uma técnica milenar de observar o ambiente que nos cerca, sob a ótica das energias vitais que nos envolvem e sobre como somos influenciados por elas. Feng Shui significa vento e água. Surgido das remotas tradições da Índia e Tibete, esta mistura de arte e ciência visa equilibrar as energias que circulam por terrenos e construções, gerando saúde, paz e prosperidade aos seus ocupantes.

5 – E como forma de manutenção, a grosso modo, para não deixar a energia positiva ir embora, que tipo de ritual, banho, oração você recomendaria?
Para a energia positiva não ir embora, precisamos observar constantemente nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, sempre plantando coisas boas para colhê-las, quando chegar a hora. Precisamos estar despertos para o aqui e agora, não deixar a mente viajar no passado nem no futuro.

A mente não sabe a diferença entre o que é real e o que é imaginário. Dessa forma, tudo que você pensa a mente processa como real e é isso que a sua energia atrai para você. O melhor ritual, a melhor oração e o melhor banho, você cria na sua mente.

Por exemplo, quando for tomar seu banho normal imagine que você está embaixo de uma cachoeira magnífica e que está extraindo de lá toda a energia revigorante que você precisa e você sairá do seu banho revigorado!

Os banhos de ervas são excelentes porque promovem a sinergia com as plantas e a natureza, nos proporcionando equilíbrio e proteção.

7- Como as crianças reagem às energias positivas e negativas?
As crianças sentem as energias de forma bem mais forte que os adultos. Por elas estarem se descobrindo e descobrindo o mundo, estão mais abertas e receptivas a todo tipo de energia. Reagem bem às energias sutis (positivas) expressando alegria e paz interior.

Quanto às energias densas (negativas), elas podem reagir de diversas maneiras, depende da criança e do ambiente em que ela vive. As reações mais evidentes seriam febre, dor de cabeça, falta de apetite, cansaço, alergias (rinite, bronquite, asma), excesso de energia (tipo hiperatividade).

8- De que forma podemos cuidar das energias das nossas crianças?
Uma dica é aproveitar os momentos de laser com a criança para sair um pouco da internet, procurar criar junto com elas como pegar caixas de papelão para criar brinquedos, pintar com tinta lavável, elas precisam trabalhar a criatividade.

Além disso, para amenizar esta situação que vivemos, sugiro que a família se organize para criar disciplina em casa e incluir a criança nas tarefas da casa do tipo arrumar sua própria cama, tirar seu prato da mesa, guardar suas roupas.

Assim, elas se sentirão capazes de poder contribuir. Horários predeterminados para acordar, comer e brincar com os pais e sozinha são fundamentais. E o mais importante é que seja dito para ela a verdadeira situação e o porquê de estar acontecendo isso tudo. Quando você explica para a uma criança uma determinada situação, olhando diretamente em seus olhos, ela entende.

9- Para elas, existe algum cuidado simples, que pode ser feito em casa, que você recomenda para a manutenção da energia?
Os banhos de ervas são maravilhosos, banho de camomila, erva-doce e erva-cidreira, acalmam.

Evite que assistam a programas que contenham violência e notícias ruins.
Conversar com elas durante o sono, expressando muito amor, carinho, ternura, ajudam bastante. A criança precisa se sentir amada.

Espero que tenham curtido o conteúdo! Bjs