Escolhi não sofrer com meu corpo

É mais ou menos assim: não basta ter que sofrer com a dor e o cansaço de amamentar, ficar a noite em claro, ter que lidar com as emoções (inclusive por conta da oscilação dos hormônios) do puerpério e ainda ter que escutar comentários de quando seu corpo vai voltar ao “normal”. Mas o que seria “normal”? Já que a moda é ser fitness e você acabou de parir, acumulando em seu corpo o inchaço de uma cirurgia mais os quilos somados durante a gestação é normal que os outros te façam essa pergunta. Normal para eles, só se for. Afinal, blogueiras, atrizes e celebrities voltam ao corpão sarado em questão de dias e porque você continua com esse barrigão?

Então, seja “anormal” e desencane das pirações humanas. Vou ser bem sincera com relação a minha experiência. Fiz um trabalho psicológico em mim para não me cobrar. A ansiedade me bateu por muitas vezes e comi, comi, como se não houvesse amanhã, mas daí passou e chegou um momento em que a fome de draga passou para a fome moderada. Espelho? Não fugi, mas também não fiquei me medindo nem me namorando. A barriga? Malemá olhava pra ela. Se voltasse ao normal, perfeito; se não voltasse, ia me correr atrás mas de forma sem me cobrar. Esperei o tempo certo. Comecei aos poucos a voltar ao que eu era de verdade com meu estilo de vida (isso inclui alimentação e atividades). Todas essas escolhes foram escolhas para não me fazer sofrer, como se já não bastasse o “sofrimento” de uma mãe que acabava de despertar em mim para uma nova vida.

 

 

 

Publicado por Fernanda D`Angelo

Pode me chamar de Fê, se preferir! Comunicadora nata, me formei em jornalismo e sempre gostei de escrever. Amo dividir inspirações que nos fazem sentir leve, especialmente quando se trata de bem-estar, cuidados com a gente, decoração e experiências de vida como a prática do yoga, conhecer lugares e descobrir coisas... Há três anos me aventurei na maternidade e com essa missão encontrei um universo infinito de aprendizados e transformações. Por isso, explorar esse assunto é também uma forma de expandir o meu lado “mãe”. Aqui, pretendo partilhar minhas experiências e abordar temas com um olhar sutil e receptivo para mulheres que, diante de mil tarefas e cobranças, querem se sentir abraçadas e menos julgadas. Pois acredito que a vida se torna ainda mais interessante quando as experiências são compartilhadas e as emoções acolhidas. Seja bem-vinda e sinta-se em casa!

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