Gostar ou não das mães ‘perfeitas’ nas mídias sociais?

Gostar ou não das mães ‘perfeitas’ nas mídias sociais?

Vocês não acham incrível como as redes sociais nos conectam com o universo maternal em seus mais diversos assuntos? Há de tudo, mas de tudo mesmo pelo mundo virtual. Por exemplo, uso muito Instagram, e lá encontro desde comunidades de diferentes lugares do mundo até mães que decidiram criar seu micronegócio e mulheres que transformaram a própria rede social como uma fonte de renda após a maternidade — profissão hoje em dia conhecida como influencer digital. Bingo para estas mães que não querem abdicar da criação do filho (o que muitas vezes parece ser uma atitude insana para a sociedade) e desvendaram uma forma de se sentir ativa não só dentro de casa e ainda tirar lucro disso. Engano meu ou não, compartilhar um estilo de vida virou uma grande potência da internet e relacionar-se com ‘queridinhos da rede’ que exibem uma conta cheia fotos de paisagens bonitas e a família perfeita desperta sensação de conforto e fome de desejo para quem está do outro lado conectado.

Traçando um viés otimista e real: as mulheres estão mais felizes no sentido de não estarem num escritório por mais de 10 horas por dia sem acompanhar o crescimento do filho e, ainda assim, encontraram a oportunidade de se sentirem úteis e terem uma perspectiva financeira. Mesmo que isso pareça promover a si mesma, o que faz totalmente sentido já que ser mãe pode ser a estratégia de um novo negócio.

Fora que essa nova forma das se relacionar traz um papel importante à tona de impedir ou amenizar aquele sentimento de solidão e ansiedade que a maternidade nos traz, afinal, agora podemos trocar ideias e encontrar inspirações — mesmo que virtualmente — com tantas mulheres na mesma (ou parecida) situação que a gente. Mesmo com todas suas falhas que muitas vezes transpassa o conceito romântico da maternidade que deve ser descontruído ao meu ver, as mídias ocupam, de certa forma, uma função de ajudar as mães mais do que atrapalhar, vocês não acham?

Fico pensando como não devia ser no tempo das nossas avós que não tinham internet, TV, era casa, filho e ponto. Acho que eu enlouqueceria. Elas foram guerreiras, hein!  No mínimo, durante muito tempo a maternidade e seus desafios deram a muitas mulheres o combo dos sentimentos solidão e isolamento.

E mesmo que pareça falso de mais retratar imagens de mulheres perfeitas e não descabeladas, com a casa superarrumada e filhos limpinhos aquilo que consideramos como bonito, polido e inspirador é muito mais agrádavel de se enxergar do que imagens contrárias a isso, do meu ponto de vista. Eu mesmo uso a minha conta no Instagram para registrar e compartilhar o que me faz feliz e me trará boas recordações, como momentos com minha filha, marido e família, lugares e encontros. E talvez eu não tenha uma opinião formada sobre perfis que focam suas publicações em desgraças, tristezas, mazelas e na realidade nua a crua da maternidade. Sim, existe também. Outro diz zapeando pela internet encontrei um blog de uma pessoa X que foca nos conflitos entre seu marido e seus filhos, mas de uma forma com humor, o que achei legal. Não que eu me oponha a publicar essas coisas também, mas gosto de usar essa minha ‘porta para o mundo’ me conectando de maneira leve a agradável com aquilo que me faz bem e seguir esse padrão da cultura de massa. Quando olho uma revista gosto de encontrar coisas inspiradoras e que enchem os olhos. Gosto do que é belo e do que infla o peito de emoção e faz os olhos brilharem (libriana, minha gente! Hahaha). Mas isso não me impede de um dia publicar minhas dificuldades reais a fim de buscar ajuda.

 

 

 

 

 

Um comentário sobre “Gostar ou não das mães ‘perfeitas’ nas mídias sociais?

  1. É muito agradável ver o lado bonito da maternidade, que é exatamente o que as “influencer mothers” postam. Talvez, nessas redes sociais, as pessoas não estejam buscando nada além de satisfação, o me parece diferente do conteúdo de blogs e outras plataformas, onde há busca por conteúdos como conselhos e ajuda. No entanto, no youtube, a “Hellmother”, por exemplo, começou um trabalho muito bacana sobre o lado negro da maternidade mas já aproveitou a fama para enveredar para outris assuntos como política e bajulação de patrocinadores. É difícil encontrar ajuda e apoio quando quase tudo vira um negócio!

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