Mãe na real, Pausa para um papo

Mulher e o mercado de trabalho na pandemia

Mulheres são as mais afetadas na carreira com a crise

Na caixa de entrada a seguinte mensagem: PARABÉNS! Sua inscrição está confirmada!

O tão aguardado dia 13 de março do qual a inscrição se referia nunca chegou. Já era uma constatação de uma catástrofe iminente. Imagina, como reunir um evento previsto para receber 10 mil mulheres, durante meio período, no Ginásio do Ibirapuera, diante das notícias explodindo sobre o novo coronavírus pelo mundo?

Àquela altura, com os primeiros casos no Brasil de Covid-19, já não tinha mais como fazer acontecer um evento daquela proporção. Iniciativa do Google para estimular mulheres empreendedoras a desenvolver habilidades comportamentais e pessoais com um programa elaborado especialmente para o perfil feminino, o evento Cresça com o Google – Women Will, não foi materializado dessa vez no Brasil.

Minhas esperanças é que em 2021 tudo seja diferente e que essa agenda tão aguardada por mim e tantas outras mulheres aconteça. Só para contextualizar, o Women Will (acesse aqui para saber mais) é uma ação do Google que desenvolve programas para fomentar o empoderamento econômico das mulheres no mundo todo e o Brasil, assim como Índia e México, é um dos primeiros países a ganhar essa iniciativa.

Pula a página.

Arte feita por Igor Rodrigues @atelieigorrodrigues

No Brasil, as mulheres são a maioria entre os novos empreendedores e representam 51% das novas empresas, é o que revela o site do Sebrae. No entanto, a pandemia tem deixado muitas empreendedoras desoladas. Um estudo feito pelos institutos Rede Mulher Empreendedora e Locomotiva mostra que 86% dos negócios liderados por mulheres fecharam ou funcionam parcialmente durante o isolamento social no Brasil.

Em resposta à essa crise, o Rede Mulher Empreendedora, com apoio do Google.org, desenvolveu o Potência Feminina (veja o site aqui), que pretende capacitar e estimular o negócio de 50 mil mulheres espalhadas em 10 comunidades no país. A ideia é escolher 180 negócios e cada um vai receber um capital de R$ 10 mil.

Está explícito o quanto a pandemia afetou e afeta as mulheres. Para piorar o quadro, existe a preocupação de se manter no mercado de trabalho vendo de perto o impacto da crise na economia e lidando com o fato de que 7 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho na última quinzena de março. É o que mostra o levantamento feito pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc).

No total, são cerca de 12.428 milhões de desempregados segundo o IBGE — isso na quarta semana de junho.
Neste cenário desesperador, 58% das mulheres desempregadas são negras. Trabalhando de forma autônoma como domésticas ou vendedoras ambulantes, por exemplo, estas mulheres representam a maior parte das guerreiras em condições de vulnerabilidade.

Mas o que fazer para que estatísticas como estas passam ganhar contornos menores? O relatório da ONG Think Olga (acesse aqui) propõe iniciativas que fazem a diferença, como: comprar de pequenas produtoras e comerciantes da região onde você mora e promover medidas de políticas que permitam reconhecer e reduzir a diferença de trabalho de cuidado não-remunerado entre homens e mulheres em casa.

Atitudes que estimulam o empreendedorismo feminino

Por falar em ações que valorizam o negócio de pequenas empresárias, alunos da unidade de São Carlos da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru (SP), criaram Appadoca Delivery (clique aqui para conhecer), plataforma online de entregas de pedidos pelo Instagram com objetivo de ajudar mulheres desempregadas a encontrar uma forma de ter renda durante a pandemia.

Vencedora no Desafio USP – Covid-19, uma competição online, a ferramenta conecta cozinheiras e confeiteiras aos seus clientes na cidade de São Carlos (SP). Ações voltadas para mulheres em comunidades surgem graças ao bom coração de tantas pessoas.

Outro dia, me deparei com um número que não saiu mais da minha cabeça: 57% da pobreza no Brasil é composta por mulheres com filhos e sem cônjuges. E, segundo o Instituto de pesquisa Data Favela, existem 5,2 milhões de mães nas comunidades do Brasil e, deste número, 72% afirmam que alimentação da família ficará prejudicada pela ausência de trabalho.

Percebendo a necessidade urgente de ajudar mulheres, mães, mantenedoras de seus lares, voluntários do Cursinho Popular Chance, da favela de Paraisópolis, em São Paulo, lançaram a vaquinha online (acesse aqui) para arrecadar doações e ajudar mães e trabalhadoras informais com uma renda básica de R$ 400.

Levando em consideração que a maior parte das mulheres afetas são negras, o Movimento Black Money propôs o fundo emergencial Impactando Vidas Pretas (clique aqui para conhecer) que leva uma renda básica para famílias lideradas por mulheres negras solos e para afroempreendedoras. Até a última vez que entrei no site, já tinha sido arrecadado R$ 168.746,00 por meio de 2475 doares.

A situação atual no mundo tem impactado em diferentes aspectos as nossas vidas. O respingo maior está nas mulheres. Fico feliz em presenciar tantas iniciativas dedicadas a nós. 💕

 

 

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