Desemprego entre mulheres é o maior nos últimos 30 anos

Mulheres precisam lidar com a falta de emprego e a exaustão causada pelo acúmulo de tarefas durante a pandemia

Colagem de Astrid Torres

Exaustas e desempregadas. É assim que vivem muitas (mas muitas mesmo!) mulheres no Brasil hoje em dia. Segundo informações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), há trinta anos o país não registrava uma participação feminina no mercado de trabalho tão baixa. Do terceiro trimestre de 2019 até o mesmo período de 2020, foram 5, 7 milhões de postos de trabalhos perdidos, assim aponta o E-book do Think Eva sobre mulheres na pandemia.

Com a catástrofe do desemprego entre as mulheres, a desigualdade de gêneros ocupa um lugar onde já não deveria existir mais. Essa desigualdade que afeta mulheres não tem olhos para raças, etnias, status socioeconômico, idade, ela atravessa todos os campos, inviabilizando oportunidades para a população feminina. “Se o mundo continuar como está, o futuro do trabalho vai ser de quem sempre ocupou as posições de poder: homens brancos, cisgênero, de classe média alta”, diz Silvana Bahia, idealizadora do PretaLab, um projeto dentro da organização Olabi, que busca estimular a participação de mulheres negras e indígenas no setor de tecnologia para a plataforma Azmina (leia a matéria completa aqui)

Exaustas e sem emprego, muitas vezes sendo o arrimo de família, as mulheres precisam encontrar forças e equilíbrio para seguir cuidando dos filhos, administrando a casa e pondo comida na mesa.

Segundo a plataforma Maternativa, a participação das mulheres com filhos de até dez anos no mercado caiu de 58,3% no segundo trimestre de 2019 para 50,6% no segundo trimestre de 2020.

Cansadas e com trabalho escasso  

O desemprego é só a ponta do iceberg. Além da perda de empregos ter aumentado entre as mulheres, o trabalho que não é visto também cresceu. Um estudo do veículo Gênero e Número revelou que 50% das mulheres passaram a cuidar de alguém na pandemia.

O cansaço causado pela tripla jornada das mulheres, que precisam cuidar da casa, dos filhos e dar conta da carreira é de longe um tema novo, mas ele precisa ser revirado, destrinchado, para que projetos, iniciativas e políticas sejam criados com objetivo de dar suporte às mulheres que se desdobram em mil para dar conta de todos os papeis que lhe recaem sobre o colo.

Partindo do pressuposto de promover o empoderamento econômico e a liderança das mulheres nas empresas, a ONU Mulheres, a Organização do Trabalho e a União Europeia criaram o programa “Ganha-ganha: igualdade de gêneros significa bons negócios”. Implementado em seis países da América Latina e Caribe (ALC), incluindo o Brasil, e nos países da União Europeia, o programa vem incentivando desde 2018 as empresas a adotar políticas em prol da igualdade de gêneros, reforçando a importância da liderança das mulheres nas empresas, da sua participação na força de trabalho, do seu acesso ao trabalho decente. (Clique aqui para saber mais)

Programas como este são como uma luz no fim do túnel para cessar a desigualdade de gêneros que nos assola. Caso você saiba de algum projeto que visa empoderar mulheres e impulsionar lideranças femininas, compartilhe conosco. 😊

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