Vivemos uma era de amores líquidos

Ilustração Nashid Chroma

A liquidez dos dias atuais, do mundo contemporâneo, que tudo se desfaz.
Do mundo que o sentir, se dissolve, que o partir se torna fuga e tudo resolve…
O mundo das relações, que se tornaram trocas de seres humanos dotados de emoções e sentimentos por outros, com os mesmos caracteres fisiológicos.
Que a falta de compreensão, paciência e tolerância, torna a vida, os problemas e sentimentos sem importância.
Vida esta, que precisa ser vivida com respeito a si próprio e ao outro ser humano.
Vida que se desfaz, quando um outro ser humano é incapaz de resolver os problemas e aquilo se tornar sólido.
Fluir e diluir, palavras que rimam, no entanto, são formas distintas.
Fluir é natural, a vida necessita ser vivida com suas alegrias e percalços, com seus altos e baixos, entendendo que todos seres humanos são dotados de vícios e virtudes, não é fácil, mas é o fluir.
A dissolução, liquidez, ocorre quando não se zela, quando tudo se derrete, quando não se importa com o que vai acontecer.
A vida, os sentimentos, são perecíveis, é necessário cuidado ao tocar, cuidado com o que falar.
Neste mundo de liquidez, onde a felicidade é para inglês ver, do bem estar individual, sem responsabilidade sentimental, seguindo o instinto animal, quero fugir.
O raso, não me atraí, profundidade e imensidão é o que me traz paz
A fluidez da vida, do enfrentamento é a minha cara.
As pessoas não são descartáveis, quase tudo é passível de conserto, se vale à pena, conserte, não descarte, tudo é aprendizado.
Viver é uma dádiva, precisamos saber viver e conviver com as diferenças…

Por Clarice Dias

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