Quem foi que disse que você não pode ser amiga do pai dos seus filhos?

Sim, você pode ser amiga do seu ex. Afinal, a vida te mostrou até aqui que é melhor ter uma vida com relações leves do que carregar bagagens pesadas de relações que um dia foram conflituosas. E você tem um motivo ainda maior para manter essa relação saudável: seu (s) filho (s).

Como uma uma árvore que renova sua florada na primavera, seu relacionamento com o pai do seu filho se transformou e dele surgiu uma nova amizade, liberta de mágoas e de sombras do passado.

Lembre-se, tudo o que você viveu até aqui te construiu uma mulher mais forte, inclusive as agruras da vida e as lágrimas que um dia pareciam não cessar. Uma separação quase sempre é dolorosa, mas a dor não dura para sempre e todos esses espinhos por quais um dia pisou te fizeram quem você é hoje.

Não hesite em sair para jantar com seu ex como dois bons amigos. São estes momentos que selam a paz e trazem bons fluidos, renovando uma relação de contrato vitalício como pais de alguém que vibra pela boa convivência das suas maiores inspirações.

Dividir conversas para além dos assuntos relacionados à educação ajuda nessa construção de uma nova relação que se desponta. Pois quem foi que disse que não pode ser assim? Quem foi que te contou a falácia de que ex-casal, pais separados, precisam viver em pé de guerra e se estranhar como cão e gato?

Quando você superar todo amargor que vem acompanhado de uma separação você vai perceber que é possível construir uma nova relação e fazer ressurgir dos escombros uma cumplicidade na qual pode-se atender pelo nome de amizade.

Reuniões com visitas dos filhos: uma realidade de quem faz home office

Fazer home office com filho é estar sujeito à receber um chá da tarde inesperado durante uma reunião por vídeo

Foto de Ketut Subiyanto no Pexels

“Mamãe, está na hora do café”. Poderia ser uma uma brincadeira de café da tarde divertida se não fossem as obrigações de trabalho para cumprir e, eu, estivesse em uma reunião por vídeoconferência, ou melhor, uma entrevista da emprego. Xícaras, pratos com ‘sanduíches’ de repente surgiram em minha frente.

Entre em uma resposta e outra para a pessoa do outro lado da tela, os olhares desviados tentando comunicar que aquela não era a melhor hora para brincar de chá da tarde. Na cabeça, só vinha a prece para que a criança pudesse ser tomada por um sinal de sensatez e parasse todo aquele auê — que seria muito bem recebido se não fosse a ocasião inapropriada.

Tal chamado estava longe de ser atendido. Minha filha estava mesmo obstinada em me ver saciando a fome que ela achava que havia espaço no meu estômago naquele momento.

Como se nada tivesse acontecendo e na intenção de transmitir a sensação de que tudo estava sob controle, prendo minha atenção em todas as perguntas ao mesmo tempo que tento driblar a ‘brincadeira’. Tudo bem que nessa altura da pandemia nós, mães, já nos tornamos especialistas em como estar presente em uma call em um ambiente conturbado.

Equilibrar a brincadeira de uma criança e a conversa sem causar a impressão de que a rotina foi atingida por um caos chamado pandemia (assim como milhares de famílias) de fato era algo impossível.

Tá, vamos lá, fazer uma reunião com o cenário de uma criança brincando e ansiando por interação tem suas vantagens, você descobre sua capacidade de saber lidar com várias situações ao mesmo tempo, além de ficar expert em como reagir aos contratempos.

E no fim, a entrevista que tinha tudo para ser um fiasco se revelou uma conversa entre duas profissionais que são mães e que entendem que a rotina de home office está sujeita à visitas surpresas de um filho entusiasmado para o piquenique.

A repetição de comportamento na criação dos nossos filhos

Todo mundo quer crescer e criar filhos em um ambiente emocionalmente saudável. Um dos grandes desafios na educação dos filhos é saber dosar os limites, quando é hora do sim e quando é hora do não. Pois nós pais “podemos ficar relutantes em estabelecer limites pelo medo de reprimir a espontaneidade e a imaginação dos filhos”, assim revelam Stanley Rosner, psicólogo com mais de 40 anos de experiência e diretor da Career and Educacional Planning Associates, e Patricia Hermes, escritora de mais de 40 romances, em seu livro O Ciclo da Autossabotagem.

O fato é que nós pais temos grandes chances de repetir o padrão da criação que recebemos e acreditamos que precisamos reproduzir os mesmos comportamentos e crenças dos nossos pais. Enxergar estes padrões é como encontrar uma agulha no palheiro, mais não é impossível. Exige autobservação, leitura e autoconhecimento.

“Pois através do sofrimento descobrimos traços profundos em nós que podem ser mudados.”, revelam os autores E, em vez de esconder debaixo do tapete traumas e acontecimentos marcantes, é preciso ter consciência destes fatos para que uma possível mudança ocorra.

“Expor vulnerabilidades e encarar questões desagradáveis que foram sepultadas há muito tempo é uma etapa preliminar necessária e, às vezes, a parte mais fácil. O que vem a seguir é a parte mais difícil do processo — transformar aquele reconhecimento em uma mudança de comportamento — porque a mudança não é um exercício intelectual.”, alegam em seu livro.

O que os autores afirmam em O Ciclo da Autossabotagem é que em vez de enxergarmos como certos ou errados, bons ou ruins, devemos encarar nossos comportamentos na criação dos nossos filhos como um reflexo do modo como nós fomos criados bem como as nossas crenças.

Muitas vezes, estamos repetindo comportamentos destrutivos sem nos darmos conta. Reconhecer alguns hábitos autodestrutivos que se repetem e entendê-los para mudar é o caminho. Em O Ciclo da Autossabotagem os autores afirmam que “às vezes é preciso chegar ao sofrimento para que os problemas sejam resolvidos.

Os autores acreditam que se mensagem consistentes forem comunicadas ao longo da criação é possível preparar crianças saudáveis, por assim dizer. No entanto, se estiverem expostas às dúvidas e inseguranças dos pais é provável que crescerão com algumas inseguranças.

Preparar filhos pro mundo não é da tarefa mais fácil, requer autoconhecimento, empatia e sem dúvida amor para criar um ambiente afetuoso e acolhedor.

Acolhendo as emoções

Às vezes, rejeitamos emoções que fazem parte da vida por acreditarmos que é necessário exercer uma positividade a todo momento quando na verdade faz parte da vida absorver todos os sentimentos, os bons e os considerados ruins. Afinal, é desconfortável ter que lidar com emoções negativas, então por que não ignorá-las?

Ledo engano achar que pondo uma pedra nesses sentimentos estamos superando eles. Deixar de cuidar de algo que precisa ser cuidado, acolhido, e não ignorado é flanar no caminho da nossa jornada, é viver negligenciado o nosso próprio “Eu”. Acomodar nossos sentimentos, dos mais prazerosos aos mais incômodos, é viver uma vida com sentido. Estar consciente e atento às nossas mais diversas emoções é caminhar rumo ao autoconhecimento.

Tenho pensando muito nisso depois de atravessar uma avalanche de emoções nesses últimos tempos em meio a pandemia. Como nos enganamos acreditando que estamos fazendo o melhor ao fazer vista grossa os sentimentos mais difíceis, não é mesmo? Não seria uma desatenção com nossas mais profundas questões? Não deve ser assim e não pode ser assim. Se queremos criar filhos conscientes e que saibam lidar com suas emoções precisamos primeiro tomar as rédeas das nossas próprias emoções.

Estudos sobre repressão emocional mostram que quando as emoções são rejeitadas ou ignoradas elas ficam mais poderosas. Desprezar os sentimentos é não dar espaço para que eles se dissipem em algum momento. Quando ignoramos emoções normais e naturais para buscar uma falsa positividade estamos deixando de aprender e desenvolver competências para lidar com o mundo aqui fora. Ou seja, estamos negando o que os sentimentos têm a nos ensinar.

Então como lidar com as emoções ruins? Se livrando da negação rígida e dando espaço para elas é possível traçar um exercício para extrair aprendizados a partir delas. O que esse sentimento está querendo me dizer? Por que estou me sentindo dessa forma? Como posso lidar com determinado sentimento?

Em seu livro Torna-se o que você é, Alan Watts diz: “desapego significa não ter arrependimentos pelo passado nem temores pelo futuro; significa deixar a vida seguir seu curso sem tentar interferir em seu movimento e mudança, sem tentar prolongar o estado das coisas agradáveis nem acelerar a partida das coisas desagradáveis”. Em suma, é respeitar o ritmo das coisas e seguir o fluxo da vida, vivendo o agora, sem apego ao passado e ao futuro.

Aceitar os mais diversos eventos internos em vez de se manter resistente a eles é adquirir uma resposta harmoniosa para eles. Deixe a vida fluir e escute a voz da sabedoria dos sentimentos. Um beijo grande e ótima semana!

Crianças podem adquirir medos na pandemia: como identificá-los e trabalhá-los

Nesse período de pandemia pode acontecer das crianças sentirem mais medo, um comportamento que, segundo Haroldo Sato, mestre e doutor em Psicologia Clínica pela USP e psicoterapeuta de crianças, adolescentes e adultos, acaba sendo reflexo do que nós, pais, estamos sentindo. O Childline, serviço de aconselhamento para crianças e jovens até os 19 anos de idade no Reino Unido, relatou um aumento de 16% no número de sessões de aconselhamento de saúde mental para crianças de 11 anos ou mais.

Como reconhecer esta sensação de medo constante para saber trabalhar este sentimento — muitas vezes em excesso — nas nossas crianças em meio ao cenário de pandemia? Conversei com Haroldo Sato sobre isso.

1. Nesse período de pandemia as crianças podem ter mais medo?

Com certeza. Primeiro que os próprios pais estão com mais medo, de certe forma, e isso gera impacto nas crianças. O medo é reação normal do ser humano, porém o que acontece é que o medo está mais em evidência. No entanto, os pais podem ficar muito ansiosos por causa da pandemia e elas [as crianças] naturalmente ficam com medo também. Claro que a gente tem que se proteger, mas também o exagero das condutas pode deixar as crianças mais inseguras.

2.Quais os sintomas de quando a criança está com mais medo?

Pesadelos, choros, recusas de sair. É bom respirar um ar que não seja do apartamento, fazer coisas que têm importância para a saúde mental da criança, mas, claro, sempre usando máscara e álcool gel e respeitando as regras de distanciamento, como dar uma caminhada, ir na área de lazer do prédio.

3.Ficar muito tempo fechado no apartamento pode deixar a criança com algum estresse mental?

O estresse é dado por duas maneiras, uma por excesso de estímulos, demandas, você tem mil desafios e fica estressado, outro estresse é por falta de estímulos, então pessoas que sempre vivem no mesmo ambiente, sempre veem as mesmas coisas, comem as mesmas comidas, isso é ruim para o organismo também, tanto para a criança quanto para o adulto. Até os animais são assim. Você vê o exemplo do zoológico, onde os animais muitas vezes ficam em um espaço limitado, num cercadinho, sem variações de estímulos e ficam estressados. Nada muda, tudo é igual, e o ser humano precisa de estímulos variados até para ativar o seu organismo, se não tiver nenhum estímulo novo a criança pode entrar em estresse e depois até ter depressão.

4.E como cuidar dos medos das crianças?

Primeiro os pais precisam mostrar uma atitude mais equilibrada, mais centrada. O Jung falava que o equilíbrio é a saúde psíquica; um dos meios de você avaliar a saúde psicológica de alguém é avaliar o equilíbrio dela, claro que não ter nenhum medo diante da situação em que vivemos é uma conduta até perigosa, é ruim, mas ter muito medo também não é bom.

O adulto que cuida da criança tem que entender também que não pode ficar totalmente amedrontado. A criança vai presenciar e tende a imitar o comportamento do adulto. Ela acaba introjetando isso dentro dela e acaba se identificando com a pessoa que faz isso e agindo da mesma forma. Tem que tomar cuidado, o vírus é uma ameaça real, por outro lado também não pode ficar totalmente paralisado pelo vírus.

O medo é uma forma de preservação do indivíduo da espécie de certa forma. Tem os mecanismos fisiológicos que atuam para você sentir medo. Existe toda uma relação entre corpo e mente através da ativação do sistema nervoso simpático que ajuda isso. Quando você toma um susto, por exemplo, seu coração acelera porque nós temos dois sistemas nervosos, o sistema nervoso central, que é responsável pelas questões mais conscientes e funcionamento do corpo e das nossas atividades, e o sistema nervoso autônomo [conhecido também como sistema nervoso vegetativo], autônomo porque funciona sem a nossa vontade.

Algumas funções no organismo funcionam sem controle consciente, por exemplo, se a gente tivesse que pensar para respirar ou bater o coração nós não poderíamos dormir. Quando existe uma ameaça real e de extrema avalia é melhor ficar tenso para reagir. E isso acontece quando sentimos medo.

Saiba como cuidar da diabetes gestacional

Comum entre gestantes, diabetes durante a gravidez precisa ser cuidada de forma rigorosa para não causar problemas ao bebê

A diabetes gestacional, aumento no nível de açúcar no sangue na gravidez, costuma aparecer depois do segundo trimestre e, segundo Dra. Renata Assunção, médica especialista em medicina fetal, médica-assistente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e coordenadora de Medicina Fetal do grupo GNDI, a diabetes gestacional acomete uma em cada seis gestantes.

Chamando a atenção para o crescimento da doença nas últimas décadas, relacionado ao aumento da obesidade nos adultos, ela destaca que o diagnóstico é fundamental para o acompanhando adequado das pacientes, tanto para o desenvolvimento do feto quanto para o momento do parto e pós-parto.

Além de correr o risco do óbito fetal súbito, pode acontecer a macrossomia fetal (quando o bebê atinge um peso maior que 4.000 g ao nascer), sem falar no risco de acontecer diminuição ou ausência da assimilação de oxigênio recebida pelo feto através da placenta e até quadros associadas à lesão de plexo braquial (conjunto de nervos que conduz sinais da medula espinhal).

Por isso, os testes de rastreamento para diabetes são fundamentais na gestação e fazem parte do programa de atenção e cuidado do período pré-natal, parto e puerpério do Ministério da Saúde e estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde. Dra. Renata conversou comigo sobre o assunto. Veja abaixo e boa leitura!

1- O que caracteriza uma diabetes gestacional e como a doença deve ser cuidada?

Dra. Renata Assunção: Diabetes gestacional é caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar na corrente sanguínea materna durante a gestação. Este excesso de açúcar atravessa a placenta e chega ao feto, podendo levar a alterações metabólicas fetais, tais como a macrossomia fetal, polidrâmnio (aumento da quantidade de líquido) e alteração nas células pulmonares que levam ao desconforto respiratório ao nascimento.

Para tratar a DG [diabetes gestacional] a paciente precisa mudar o seu hábito alimentar, retirando da alimentação principalmente os alimentos ricos em carboidratos, tais como bolos, pães, doces, refrigerantes e pizza.

2- Existe uma forma de prevenir a diabetes na gestação?

A diabetes gestacional ocorre devido alterações hormonais durante a gestação, que elevam a produção de hormônios que aumentam a resistência insulínica. Assim, não existe uma forma de prevenir a diabetes na gestação, sendo observado inclusive em pacientes muito magras.

No entanto, gestantes com sobrepeso ou obesas apresentam maior incidência da doença, pois já apresentam função pancreática no limite. Assim, recomendamos que as gestantes mantenham dieta equilibrada, exercício físico regular e, se possível, mantenham o ganho de peso normal para minimizar o impacto das alterações hormonais na gestação.

3- Quais são as complicações para a saúde da mãe e do bebê?

As mães diabéticas podem apresentar aumento dos níveis pressóricos na gestação. Mas, em geral, estas pacientes são assintomáticas, isto é, não apresentam nenhuma alteração durante a gestação . No entanto, a longo prazo, apresentam maior risco para desenvolver Diabetes Mellitus tipo II, forma mais frequente de diabetes em que o corpo não absorve a glicose de forma adequada.

Para o feto, no entanto, as repercussões [da doença] são muito significativas. O excesso de açúcar na corrente sanguínea materna provoca o aumento de açúcar na corrente sanguínea do bebê. O feto, para compensar este excesso de açúcar, aumenta a sua produção de insulina, transportando o açúcar para o interior das células, ganhando peso excessivo, levando a a macrossomia fetal.

4- Como deve ser a alimentação da gestante com diabetes gestacional?

Na gestação, a alimentação deve ser rica em proteínas e vitaminas provenientes das carnes, frutas e verduras. Se possível, preferir alimentos in natura – não processados ou congelados.

Os carboidratos podem ser ingeridos, porém em menores quantidades e preferencialmente os integrais. As gorduras das frituras e os alimentos enlatados devem ser evitadas, bem como os refrigerantes e sorvetes.

Lembrar sempre de avaliar o hábito alimentar, que não há necessidade de comer por dois, entendendo que é o melhor para o bebê e que a gravidez tem prazo de validade. Depois que o bebê nascer, elas podem voltar a se alimentar, eventualmente, dos junk foods.

5- Quem desenvolveu diabetes na gestação pode se tornar uma pessoa diabética futuramente? Por quê?

Pacientes que tiveram diabetes na gestação podem desenvolver diabetes mellitus tipo 2. Diversos estudos apontam que estas pacientes devem ter predisposição genética, ou, durante a gestação, apresentar o primeiro sinal de síndrome metabólica. No futuro, em decorrente de maior sobrecarga no organismo, associado ao envelhecimento celular dos órgãos e resistência insulínica, estas pacientes podem desenvolver DM tipo II.

6- Tem como a paciente que teve diabetes na gestação se prevenir de uma diabetes futuramente? Se sim, como?

Pacientes que tiveram diabetes gestacional necessitam de controle seis semanas após o parto para verificar se não apresentam diabetes. Caso não sejam diabéticas, o ideal é manter dieta sempre equilibrada, evitando os carboidratos industrializados e de farinha branca, mantendo sempre a atividade física.

Como manter a casa com boas vibrações

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Para manter o ambiente da casa equilibrado, com energia leve e agradável, Sol Vieira, que atua com radiestesia e radiônica (técnicas holísticas que utilizam instrumentos como pêndulo e gráficos no diagnóstico e tratamentos de bloqueios energéticos de pessoas, lugares e situações) há 25 anos, além de ser terapeuta de Aconselhamento Metafísico, Reikiana Master e Consultora de Feng Shui, listou algumas dicas. Veja as sete condições para manter a casa com bom astral.

1. Pare de reclamar

Deixe de reclamar, não reclame de mais nada, simplesmente faça, porque você reclamando ou não reclamando as tarefas vão continuar as mesmas. E quando você não reclama tudo fica mais leve, mais fácil.

2. Tenha o hábito da gratidão

Desenvolva sua capacidade de agradecer. Comece por você e por todos que te cercam. Agradeça por você existir e por todos que você ama também existirem, agradeça por todos os momentos que partilhou junto aos que já se foram. Na sua casa, agradeça por tudo que você tem, desde o cabo de vassoura até a TV de 50 polegadas. Sinta gratidão, inclusive pelas coisas que não estão do jeito que você gostaria, porque elas podem ser mudadas, mas talvez ainda não tenha chegado o momento. O sentimento de gratidão, já bem estudado pela neurociência, confere a nós a sensação de prazer e de plenitude e é isso que atrai a abundância, tanto nos relacionamentos pessoais quanto no profissional com a prosperidade.

3. Pratique o desapego

Se organize, deixe as coisas de forma prática para que você possa localizar todas as vezes que precisar. Providencie organizadores para chaves, para controles remotos, para carteiras, documentos e etc. Tire dos armários (de roupas, utensílios domésticos, documentos e etc.) tudo que não usa mais e doe. Ensine as crianças a fazerem o mesmo. Aparelhos, brinquedos e objetos quebrados devem ir para o lixo. Com uma casa organizada você consegue ter uma vida profissional e íntima mais tranquila, sem estresse. Dessa forma, você terá mais clareza em suas decisões.

4. Tenha disciplina

Coloque disciplina na casa, algumas pequenas regras podem facilitar a manter o local organizado, por exemplo, sujou, lave, não deixe para depois porque o acúmulo pesa, dispersa energia para realização de coisas legais e também sobrecarrega aquele que não gosta de bagunça.

5. Evite o perfeccionismo

O perfeccionismo e a mania de limpeza em excesso só te desgastam energeticamente e fisicamente. Existe um mundo lá fora, não se prenda a algo que é momentâneo, passageiro…

6. Aproveite a leveza da música e a beleza das flores

Ouça boas músicas e cultive ou coloque flores nos ambientes para que a energia da casa flua com mais harmonia. Desligue a TV que prende sua atenção para coisas ilusórias e que tanto traz notícias ruins. As paredes têm memória, todos os conflitos vivenciados na casa e também aqueles trazidos pela TV ficam gravados nas paredes e essa energia contamina os moradores, fica ressoando como um eco em nosso subconsciente.

7. Desenvolva a prática do ‘nadismo’

Tire alguns minutos por dia para curtir o seu cantinho favorito da casa, de preferência sem celular, pois o objetivo é curtir aquele cantinho e não curtir a conversa do celular. Fique por esse período sem fazer nada, aprecie o céu ou simplesmente fique olhando para o teto. Isso vai desocupar sua mente. É uma forma de meditação. Procure se aquietar, respire fundo e vai relaxando até se sentir revigorado. É nesse momento que, sem você perceber, que os pensamentos vão para o lugar certo e as ideias aparecem. Precisa treinar todos os dias para você começar a perceber as intuições.

Como nutrir pensamento de força e vitalidade

“O corpo é literalmente construído e sustentado pela mente”, disse o Swami Tigre, um santo com quem Paramahansa Yogananda conversou e relatou em sua autobiagrafia (Autobiografia de um Iogue – Paramahansa Yogananda).

Ao longo das nossas vidas, acumulamos fraquezas e inseguranças que criam raízes em nossas mentes. Detectar círculos viciosos da nossa existência humana é tão difícil quanto fazer com que eles não façam mais parte dos hábitos que, em vez de nutrir, sugam nossas energias. 

Lutando com os tigres-de-bengala mais ferozes, Swami Tigre ficou reconhecido como o santo que transformava tigres em ‘gatos’. Sem força suficiente para enfrentar as feras mais indomáveis, primeiro ele cocriou a sua realidade. Por meio do pensamento, transformou fragilidade física no vigor da força para domar tigres selvagens. Foi assim, com o poder da mente que Swami Tigre venceu o animal mais feroz já visto.

“O corpo escravizado pelos hábitos limita a mente”, dizia. Sabe aquela velha-máxima que atraímos aquilo que pensamos? A experiência do santo Swami Tigre mostra essa força do nosso pensamento. Pois foi por sua inabalável persistência em pensamentos de saúde e força que ele superior sua desvantagem em lutar com um tigre forte e feroz.

O que é possível capitar nesse trecho do livro de Paramahansa Yogananda é que a nossa consciência humana absorve todos os nossos pensamentos e, a partir deles, construímos um corpo forte ou fraco. Qual a saúde que você quer para o seu corpo? Você deseja vitalidade? Para isso, como andam os ‘músculos’ da sua mente? Como vibrar no pensamento de força e vivacidade?

Depois da experiência de vencer o tigre-de-begala mais furioso, Swami Tigre partiu para o Himalaia para aprender sobre as ‘selvas que vagam a mente humana’ com seu guru. Cuidar do jardim da mente, do cérebro que nos sabota o tempo inteiro estão entre os ensinamentos de Swami Tigre, que precisou trabalhar a sua mente para conseguir driblar a fera que propôs a lutar.

Ele dizia: “O corpo é literalmente construído e sustentado pela mente. A fragilidade física tem origem mental; em círculo vicioso, o corpo escravizado pelos hábitos limita a mente”, dizia.

Como descansar na pandemia

Olá!

Já fizemos aniversário de vida em pandemia e as mulheres serão, certamente, lembradas como heroínas desse momento que ficará marcado para sempre na nossa história. Desde o início da pandemia a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um alerta sobre a saúde mental e emocional das mulheres, que estão extremamente sobrecarregadas nessa altura do campeonato.

Em uma pesquisa feita pela Catho, 60% das mães brasileiras disseram se sentir mais sobrecarregadas durante a pandemia. Na linha de frente da covid, as mulheres representam maior quantidade. Aqui no Brasil, 84,7% dos auxiliares e técnicos de enfermagens são mulheres. O site think Olga revela que em torno de 70% das equipes de saúde do mundo é feminina.

As mulheres têm tirado leite de pedra para garantir a entrada financeira em casa e seguir com a manutenção do cuidado. Na China, a jornalista Sophia Li compartilhou no Instagram (veja aqui) a vida das mulheres que trabalham em hospitais. Muitas chegaram a raspar o cabelo por causa do equipamento de proteção e da falta de suprimentos e algumas até tiveram de usar fraldas de adulto para evitar de ir ao banheiro e tomar anticoncepcional para atrasar o ciclo menstrual.

Posso estar sendo redundante falando desse assunto, mas não me sai da cabeça isso toda vez que me sinto exausta ou falo com uma amiga que está se sentindo igual ou quando me deparo com algum dado novo sobre o impacto do desdobramento da pandemia sobre nós. Mas como se sentir menos cansada, estressada e atarefada? Como se cuidar para que quando essa catástrofe chegar ao fim tenhamos saúde para desfrutar da vida em liberdade? Fuçando fontes na internet, fiz uma lista pensando nisso, mas aceito sugestões do que andam fazendo para que a coisa não descambe de vez.

Parar tudo pra descansar o corpo. Muitas vezes quando falamos em descansar associamos isso com fazer uma atividade da qual nos dá prazer como ler, escutar música, cozinhar. Mas, neste caso, me refiro à relaxar a mente e o corpo com meditação e um sono daqueles que quando acordamos nem sabemos onde estamos.

Ligar a tela do zoom quando realmente precisar ajuda a desacelerar. Outro dia li uma matéria que falava do estresse que reuniões em aplicativos como o zoom têm causado. Apesar de prática, a comunicação com a máquina traz, por sua vez, sintomas que podem dificultar ainda mais a vida em pandemia. Ficar olhando pra sua imagem refletida na tela pode ser cansativo e não ter a mesma troca de comunicação que a presencial (falas mais pausadas e menos gestos) também. Você também é daquelas que só liga a câmera quando realmente é necessário?

Dar uma trégua no barulho da mente e notar a paisagem é um respiro criativo assim como observar uma arte, pintar [mesmo que seja os desenhos do caderno da filha].

Olhar além dos próprios sapatos é antídoto. Sabe quando ajudamos alguém e sentimos uma tremenda sensação de bem-estar e prazer? Ir além do nosso perímetro de preocupação nunca fez tanta diferença como agora.

A ideia de querer atingir o ápice do wellness e adotar todas as recomendações de rituais de beleza e de saúde ofertadas na internet é um verdadeiro tiro no pé e pode levar à exaustão e ao extremo da ansiedade. Pegar leve e aliviar essa pressão da autoimagem é regra para viver bem e em paz.

As coragens de uma mãe

O medo, ou melhor, ‘os medos de quando nos tornamos mães’, já andou por aqui, em um post um tempo atrás. Talvez por instinto, aderimos alguns medos, mas, por outro lado, ganhamos uma força e uma coragem imensuráveis. Falar de coragem em um momento tão obscuro onde, por vezes, somos tomadas por certos temores é reforçar o nosso poder enquanto mães e mulheres, destacar aquele lugar quentinho de afeto e otimismo que nós sabemos ocupar e proporcionar como ninguém.

São as mulheres que, em maior proporção, estão na linha de frente do cuidado, são as mulheres que vêm se desdobrando de forma desproporcional para fazer com que a vida não pare. Países liderados por mulheres, como Alemanha e Dinamarca, tiveram o índice de casos e mortes da covid-19 mais controlados. Essa natureza do cuidado de onde nós viemos só pode ser adubada com doses generosas de resiliência, palavra tão batida, mas que sempre fez parte do nosso vocabulário. Por isso, você tem dúvida da sua força e coragem?

E se por acaso em algum momento questionar essa potência que esvai de dentro de você, lembre-se das suas conquistas e dos seus passos até aqui. Falando por mim, quando me tornei mãe ganhei coragens que, no mínimo, não sabia que as possuía. A começar pelo parto, onde você enfrenta pelo menos o medo da morte, supera dores e o incômodo do pós-cirúrgico em prol da mãe que acabou de se despontar.

Depois, de frente com os cuidados com aquele ser todo frágil e dependente, não existe possibilidade do medo crescer porque tem algo maior que você precisa sustentar pra poder proporcionar segurança, conforto e todos amparos imprescindíveis para essa vida em desenvolvimento. Então quando a criança adoece aí que você mostra o monstro gigante da força que habita o seu corpo.

Quer uma mãe em frangalhos é vê-la com seu filho com a saúde ameaçada. A gastrite ataca, a imunidade dispara lá no pé, mas aquela mulher está ali, pronta pro que der e vier, bebendo de uma fonte inesgotável de valentia. Sim, ser mãe é ter sua sua estabilidade emocional e mental testada constantemente. Um filho abala as estruturas e mede o quão grande é a nossa capacidade de lidar com os desafios da vida.

Dar de frente com questões que envolvem a maternidade nos obriga encarar quem somos, contestar tudo que nos foi um dia imposto como verdade absoluta. Afinal, a missão de preparar alguém pro mundo requer uma atenção especial à nós mesmas. E se antes encarar o status quo era amedrontador isso já não é mais.

Que mesmo diante do momento obscuro por qual todas passamos que nós saibamos utilizar toda nossa coragem para se ressignificar e seguir exercendo o nosso papel materno brilhantemente, dia após dia.