Bem-estar e beleza, Mãe na real, Pausa para um papo

Como sobreviver às demandas da maternidade

Imagem de Ketut Subiyanto no Pexels

A vida tá uma loucura, eu sei. Tem dias que as 24 horas parecem ter 48 de tanta coisa… Um dos efeitos do nosso atual cenário é a crise do cuidado. 41% das mulheres que seguem trabalhando remuneradamente dizem trabalhar mais na pandemia, assim aponta uma pesquisa feita pela Sempreviva Organização Feminista (acesse aqui).

Listei 5 ideias para uma maternagem mais leve e sem grilos, que, afinal, é tudo que a gente mais quer, né? 😀

1//Tenha uma rede de apoio//
Aprendi que aceitar que não vou dar conta de tudo é um ato tão heroico quanto vestir a fantasia da mulher maravilha, fazer a criança se concentrar na atividade e sentir que meu dia rendeu bem.
Para construir um ser humano é preciso de uma aldeia inteira.

Eleja uma, duas tias para te socorrer quando precisar fazer um trabalho ou ter aquele encontro com as amigas que há séculos você vem sonhando. Quando teus pais moram longe, a rede de apoio fica ainda mais restrita, o recurso das tias é a salvação mais segura e certa.

Esteja sempre atenta às possibilidades de uma nova babá. Por exemplo, quando for numa festinha entre mães dos amiguinhos da sua filha, fica na espreita de alguém que potencialmente possa passar umas horinhas com a criança enquanto você sai para oxigenar o cérebro. Sempre tem uma amiga com indicação de uma moça fofa, atenciosa, que é experiente com crianças e que gosta de brincar.

2//Faça algo por você//
Nem que você precisa madrugar, mas encontre uma maneira de ficar só com você, seja para ficar olhando a tela do celular, segurar aquele livro ou ficar se esticando na yoga. O melhor dos mundos é fazer alguma coisa que faz bem, sempre, porque é aquela coisa, chega uma hora que não tem da onde tirar para dar…

3//Aproveite a criança//
Criança é luz, e na loucura do dia a dia, mesmo que a gente não repare com toda atenção, ela salva o ambiente. E tem a criança de dentro da gente, né? Rs. Acho que quando temos esse lado de certa forma ativo o espírito de sobrevivência é maior. O psiquiatra e pesquisador Stuart Brown, fundador do The National Institute for Play (Instituto Nacional para o Brincar, em português), confirma.

“Uma coisa muito peculiar sobre a nossa espécie é que fomos concebidos para brincar ao longo de todo o nosso curso de vida”, destaca ele. Ele reforça que só temos a ganhar com os sinais de brincar: tom de voz, gestos corporais e expressões faciais.

4//Tenha uma rotina//
Vejo por aqui, quando a rotina é seguida, as coisas parece que fluem de forma mais tranquila. Isso é bom para a criança, que se sente mais segura, e para nós, que temos a sensação de que a estrutura está garantida. Fora que quando eles dormem é a hora de relaxar, se conectar novamente.

5//Esqueça os padrões das redes sociais//
Na era da vida “editável” no Instagram é meio que um ato natural se comparar. A jornada de cada mãe, de cada pai é única e a história que cada um escreve tem um trajeto diferente. Mas vai lembrar disso na hora de rolar o feed?! O que não impede de se basear em algumas experiências dos outros para aprimorar o que você gostaria. Mas sem peso… O Instagram é excelente quando aproveitado como um meio de comunicação e informação. E que a gente nunca esqueça disso.

 

Mãe na real, Pausa para um papo

Como nós, mães, podemos nos colocar diante do desmatamento no Pantanal e na Amazônia

Imagem do Pantanal por @sospantanal

Há umas duas semanas escrevi sobre atitudes no dia a dia que podem ensinar crianças sobre ecologia. O fato é que este tema tem martelado bastante a minha cabeça e, nitidamente, a do mundo, né? Afinal, com dois nossos maiores biomas ameaçados, precisamos falar, gritar, agir contra esse mal que tem destruído nossas florestas.

Quando nos tornamos mães, queremos deixar um mundo melhor aos filhos. Repensamos com mais profundidade nos nossos hábitos, no impacto do nosso trabalho na vida das pessoas e nas nossas ações de uma forma geral. E essas últimas semanas em especial, com as notícias sobre os desmatamentos no Pantanal, a sensibilidade com a mãe terra cambaleia a cada olhada de tela.

Apesar de ser paulistana, vivi a infância inteira na terra do Pantanal. Tomei muito banho de cachoeira, pulei muito em rio, escalei muita árvore. Posso garantir com propriedade a teoria de especialistas de que crianças que convivem com a natureza são realmente felizes! Diante desse cenário do desmatamento desenfreado, se tem uma pergunta que não paro de fazer, bem no “gringês” mesmo (já que o vexame é internacional), é: what the fuck is this!??

O Pantanal vive a pior seca dos últimos 47 anos. De 1 janeiro até o dia 13 de setembro, mais de 2,9 milhões de hectares queimados por lá, o que equivale 19% do bioma no Brasil ou 19 cidades de São Paulo.
Uma das regiões mais afetadas é o Porto Jofre, onde tem o Parque Estadual Encontro das Águas, lugar que reúne a maior concentração de onças pintadas do mundo. O local já teve mais de 84% devastado pelo fogo.

A principal causa é o agronegócio na região. Práticas ilegais da agropecuária tem acontecido bem abaixo dos olhos de quem deveria fiscalizar (orçamento para brigadistas florestais é reduzido em 58% pelo governo, leia aqui). Segundo o Instituto SOS Pantanal, cerca de 15% da área foi convertida em pastagem.
Sabemos que não precisa desmatar para matar a fome de mais de 800 milhões de pessoas no mundo e abastecer a geladeira de 8 milhões de crianças no Brasil que não têm o que comer por causa da pandemia — já que a agricultura familiar orgânica não consegue comportar toda essa demanda.

O que é preciso ser feito então? Um dos caminhos é claro: investir em tecnologias para que a produção dos alimentos se torne cada vez mais sustentável e que o nosso solo, completamente intoxicado, volte a respirar e produzir alimento sem precisar ser envenenado.

Qual o impacto do desmatamento da Amazônia e do Pantanal na nossa vida e na das nossas crianças?

A fauna e a flora não são as únicas afetadas, vidas humanas também estão em jogo. Cerca de 500 bebês foram internados por conta da fumaça das queimadas na Amazônia até agora. Essa nuvem tóxica aumentou em 65% as internações hospitalares na Amazônia e no Pantanal.

E o que nós mães vamos fazer? Se enfiar embaixo da terra com nossos filhos? Dá vontade. Mas, por enquanto, a vida rola aqui em cima, né não? Com essa realidade, cabe a nós buscar informações seguras e fazer o que estiver ao nosso alcance, se engajando em causas ligadas à preservação dos biomas.

Siga páginas como @fridaysforfuturebrasil (clica aqui para conhecer), que não só traz conteúdo informativo sobre questões ambientais como também os movimentos que estão rolando no Brasil e na América Latina. Inclua na sua lista para seguir @casaninjaamazonia e @sospantanal e @socioambiental. E, na dúvida das informações que chegam até você, cheque em sites como paremasfakenews.com.br

Estas páginas mostram tudo que vem acontecendo e as ações para combater as ameaças à biodiversidade.
O futuro das nossas crianças não pode ser ameaçado por irresponsabilidade e ganância alheias. Vamos dar respostas à elas com fundamentos e prepará-las para que cresçam conscientes e se tornem agentes de mudança.💕

Bem-estar e beleza

Como lidar com a TPM durante a pandemia

“Lá vem você com seus larará lara. Laralauê larauê lará. Lará larauê…” Ela chega de mansinho e quando menos espera já se apossou do corpo. A Tensão Pré-Menstrual tem sido bem ingrata nesses tempos de confinamento. No grupo de WhatsApp eu e amigas sentimos uma na outra o ombro certo pra desabafar o desconforto desse espectro que dá o ar da graça mês a mês.

É uma espécie de estelionato que chega pra tirar da gente as poucas energias que restam, limpando a raspa do tacho que sobrou de uma vida com esperança e empurrando a gente ladeira abaixo pro limbo da impaciência e ansiedade. E se em algum momento eu achava que a calma não estava de todo perdida taí um engano quando dou boas-vindas para essa tal da TPM.

Não dá pra fingir que tá tudo bem. Dizer que é só uma TPM. É uma senhora de uma TPM enrustida. Aceito, que dói menos. Sendo assim, é melhor eu, no lugar de viver em pé de guerra com ela todo mês, puxar a cadeira, convidá-la a sentar e oferecer um chá. Abraçar os sintomas físicos e psicológicos dessa enxurrada de hormônios é assinar um termo de paz comigo mesma. Se é para baixar a poeira do caos que me habita, que assim seja.

Cultivar a paz de espírito — por mais que eu esteja com esse B.O. na outra mão — é tudo que mais quero neste momento. Vale meditar, fazer yoga. Vale também tirar a TV da tomada, escutar aquela play que levanta até defunto. Vale curtir a bad do jeito mais chinfrim como assistir aquele filme de comédia romântica que há meses te olha no feed da Netflix.

Tudo pra transferir o butim pra bem longe. Detalhe importante: beber bastante água para eliminar o que acumulou no corpo faz bem. Ficar em silêncio, ah que delícia… mas se de repente sentir vontade de falar com aquela amiga que é toda ouvidos, por que não mandar uma mensagem ou telefonar? E ter calma. Pois, embora pareça uma eternidade esse mix de sensações, tem hora marcada para ir embora e, quem sabe, na próxima visita ele pega mais leve.

95% das mulheres sentem pelo menos uma variação psicológica ou física no período da TPM

Kids, Mãe na real

Como tornar filhos mais ecológicos

Hoje, dia 5 de setembro, é dia da Amazônia. Com presença em 9 países da América Latina, sendo que o Brasil é o que mais abrange território sobre ela, é o maior bioma do mundo, com 4,2 milhões km² de verde.
Infelizmente, o maior pulmão tropical do planeta tem sofrido com aumento do desmatamento.

Dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) estão aí para comprovar: o desmatamento acumulado nas florestas amazônicas entre agosto de 2019 e julho de 2020 cresceu 34,49% comparando com o mesmo período anterior (entre 2018 e 2019).

Órgãos ambientais fiscalizadores precisam ser fortalecidos (ao contrário do que vem acontecendo) e políticas de proteção devem ser criadas para ontem. E nós como pais, com o papel de preparar pessoas para o mundo, temos como missão criar filhos que respeitam o nosso planeta.

As próximas gerações precisam estar atentas ao que vem acontecendo na natureza para aprender a lidar com os problemas e promover mudanças na forma como a Mãe Terra vem sendo tratada.

Listei algumas ideias de por onde podemos começar para fazer com que nossos pequenos se tornem adultos cientes da importância de cuidar da natureza.

BRINQUEDOS RECICLADOS
Objetos como rolos de papel, latas e caixa de fósforo podem se tornar brinquedos super divertidos. Dá uma olhada nesse link com várias ideias de brinquedos reciclados fáceis. Jogando no Google você consegue encontrar vários sites com uma ideia mais criativa que a outra.

CONVIVENDO COM A NATUREZA
Explorar a natureza com a criança é tão benéfico que dá pra montar uma lista quilométrica das coisas boas que esse contato traz. Brincar com terra, folhas e galhos do chão amplia a imaginação e rende boas histórias, além de ressaltar para criança, por meio desses detalhes, a importância de estar em meio ao verde.

HÁBITO DE RECICLAR
Ter coleta seletiva, jogar o lixo no lugar certo, aproveitar os dois lados do papel são atitudes vão fazer a criança levar esses hábitos para a vida dela, mostrando que se cada um fizer a sua parte podemos ter um futuro diferente.

SEJA EXEMPLO SEMPRE
Mostre à criança que você também valoriza cada coisa da casa conquistada e que pode dar outro sentido para cada item. Buscar inspirações na internet e lançar mão da criatividade é uma boa. Inclusive, essa dica serve bastante pra mim também!

DEFENSORA DA NATUREZA
Mostre que jamais deve-se jogar lixo na rua (se tem uma coisa que me faz mal é ainda presenciar pessoas fazendo isso!). Quando estiverem andando na beira da praia, recolham os lixos que encontrar no caminho. Evite desperdício de água e se achar necessário crie uma história, por exemplo, que se gastar muita água vai faltar para os peixes e jacarés.

VALORIZE O QUE EXISTE DE MAIS PODEROSO
Respeitando cada pedaço da natureza a criança vai perceber a grandiosidade dela em nossas vidas. Mostre e agradeça como temos sorte de termos o oceano, as árvores, os rios…

E aí, gostou das ideias? E se você quiser compartilhar alguma atitude bacana nesse sentido ficarei muito feliz!

 

Bem-estar e beleza

Como cuidar da alimentação durante a gestação

Imagem de Janko Ferlic no Pexels

Olá, gravidinhas lindas!

Nós ouvimos vocês! E esse post foi pensando especialmente para as mamis que estão passando pela fase da gestação. Pois sabemos que pode ser difícil tentar manter a alimentação equilibrada tão recomendada pelos médicos, ainda mais nesse momento pelo qual o mundo está passando em que emoções podem ficar mais à flor da pele e a comida acabar servindo de válvula de escape. Por isso, conversei com a Dra. Patrícia Oliveira, que além de ser ginecologista e obstetra do Numa (Núcleo de Medicina Antroposófica — abordagem espiritual holística que apoia e complementa a medicina convencional) da UNIFESP, é um ser humano lindo e quem cuidou da minha gravidez — a quem serei eternamente grata 💕.

Vejam as dicas valiosas dela e comentem aqui o que acharam! 🙂

1 / / TENHA UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA
Normalmente quando a mulher engravida ela pensa “no que é proibido comer” e “ no que é necessário comer”, o ideal é encontrar um meio termo onde ela terá uma alimentação saudável e também prazerosa. Descobrir novos sabores e sair da monotonia alimentar pode ser um caminho interessante. O olfato e o paladar aguçados na gravidez podem fazer com que a gestante desgoste de alguns sabores conhecidos e reconquiste sabores abandonados.

2 // DIVIDA AS REFEIÇÕES EM PORÇÕES
A ansiedade pode estimular a vontade de ingerir carboidratos, a falta de tempo faz com que busquemos alimentos gordurosos como os “crocantes” e os finger foods e o home office faz com que fiquemos mais tempo sentados. Para evitar o desconforto e o ganho exagerado de peso, a grávida pode fracionar as refeições comendo pequenas porções várias vezes por dia, pelo menos em três delas ingerir uma boa fonte de proteínas, principalmente no terceiro trimestre da gestação. Evitar também petiscar na frente do computador e aproveitar a hora de se alimentar para se levantar, esticar as pernas e se movimentar é importante.

3 // INVISTA NOS ALIMENTOS DA NATUREZA
Na gravidez o mais importante é que alimentação seja equilibrada, evitando restrições calóricas e o consumo exagerado de alimentos industrializados. Na composição da dieta devem ter: cereais, proteínas (animais e/ou vegetais), verduras, frutas, legumes, tubérculos e castanhas.

4 // TENHA ATOS DE AMOR
Temos os 1100 dias mais importantes para sermos saudáveis durante toda a vida. São eles: 90 dias antes da mãe engravidar, 280 dias da gestação, 365 dias do primeiro ano de vida e 365 dias do segundo ano de vida, ou seja , a alimentação da mãe é por si um ato de amor. Quando a mulher se nutre com a intenção de transformar o seu alimento em saúde para o seu bebê é justamente isso que acontece. Fortalecer o vínculo materno fetal através da respiração e exercícios meditativos traz o enriquecimento desse relacionamento.

5// APROVEITE A GESTAÇÃO PARA MUDANÇAS
É muito importante que a mulher aproveite as possibilidades transformadoras da gravidez. Quando ela aceita essa missão de ser “criadora” dos elementos Universais, ela consegue driblar as dificuldades e adquirir nesse curto período de tempo um novo olhar sobre o mundo e consequentemente uma nova forma de viver.

Mãe na real, Pausa para um papo

Mulher e o mercado de trabalho na pandemia

Mulheres são as mais afetadas na carreira com a crise

Na caixa de entrada a seguinte mensagem: PARABÉNS! Sua inscrição está confirmada!

O tão aguardado dia 13 de março do qual a inscrição se referia nunca chegou. Já era uma constatação de uma catástrofe iminente. Imagina, como reunir um evento previsto para receber 10 mil mulheres, durante meio período, no Ginásio do Ibirapuera, diante das notícias explodindo sobre o novo coronavírus pelo mundo?

Àquela altura, com os primeiros casos no Brasil de Covid-19, já não tinha mais como fazer acontecer um evento daquela proporção. Iniciativa do Google para estimular mulheres empreendedoras a desenvolver habilidades comportamentais e pessoais com um programa elaborado especialmente para o perfil feminino, o evento Cresça com o Google – Women Will, não foi materializado dessa vez no Brasil.

Minhas esperanças é que em 2021 tudo seja diferente e que essa agenda tão aguardada por mim e tantas outras mulheres aconteça. Só para contextualizar, o Women Will (acesse aqui para saber mais) é uma ação do Google que desenvolve programas para fomentar o empoderamento econômico das mulheres no mundo todo e o Brasil, assim como Índia e México, é um dos primeiros países a ganhar essa iniciativa.

Pula a página.

Arte feita por Igor Rodrigues @atelieigorrodrigues

No Brasil, as mulheres são a maioria entre os novos empreendedores e representam 51% das novas empresas, é o que revela o site do Sebrae. No entanto, a pandemia tem deixado muitas empreendedoras desoladas. Um estudo feito pelos institutos Rede Mulher Empreendedora e Locomotiva mostra que 86% dos negócios liderados por mulheres fecharam ou funcionam parcialmente durante o isolamento social no Brasil.

Em resposta à essa crise, o Rede Mulher Empreendedora, com apoio do Google.org, desenvolveu o Potência Feminina (veja o site aqui), que pretende capacitar e estimular o negócio de 50 mil mulheres espalhadas em 10 comunidades no país. A ideia é escolher 180 negócios e cada um vai receber um capital de R$ 10 mil.

Está explícito o quanto a pandemia afetou e afeta as mulheres. Para piorar o quadro, existe a preocupação de se manter no mercado de trabalho vendo de perto o impacto da crise na economia e lidando com o fato de que 7 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho na última quinzena de março. É o que mostra o levantamento feito pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc).

No total, são cerca de 12.428 milhões de desempregados segundo o IBGE — isso na quarta semana de junho.
Neste cenário desesperador, 58% das mulheres desempregadas são negras. Trabalhando de forma autônoma como domésticas ou vendedoras ambulantes, por exemplo, estas mulheres representam a maior parte das guerreiras em condições de vulnerabilidade.

Mas o que fazer para que estatísticas como estas passam ganhar contornos menores? O relatório da ONG Think Olga (acesse aqui) propõe iniciativas que fazem a diferença, como: comprar de pequenas produtoras e comerciantes da região onde você mora e promover medidas de políticas que permitam reconhecer e reduzir a diferença de trabalho de cuidado não-remunerado entre homens e mulheres em casa.

Atitudes que estimulam o empreendedorismo feminino

Por falar em ações que valorizam o negócio de pequenas empresárias, alunos da unidade de São Carlos da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru (SP), criaram Appadoca Delivery (clique aqui para conhecer), plataforma online de entregas de pedidos pelo Instagram com objetivo de ajudar mulheres desempregadas a encontrar uma forma de ter renda durante a pandemia.

Vencedora no Desafio USP – Covid-19, uma competição online, a ferramenta conecta cozinheiras e confeiteiras aos seus clientes na cidade de São Carlos (SP). Ações voltadas para mulheres em comunidades surgem graças ao bom coração de tantas pessoas.

Outro dia, me deparei com um número que não saiu mais da minha cabeça: 57% da pobreza no Brasil é composta por mulheres com filhos e sem cônjuges. E, segundo o Instituto de pesquisa Data Favela, existem 5,2 milhões de mães nas comunidades do Brasil e, deste número, 72% afirmam que alimentação da família ficará prejudicada pela ausência de trabalho.

Percebendo a necessidade urgente de ajudar mulheres, mães, mantenedoras de seus lares, voluntários do Cursinho Popular Chance, da favela de Paraisópolis, em São Paulo, lançaram a vaquinha online (acesse aqui) para arrecadar doações e ajudar mães e trabalhadoras informais com uma renda básica de R$ 400.

Levando em consideração que a maior parte das mulheres afetas são negras, o Movimento Black Money propôs o fundo emergencial Impactando Vidas Pretas (clique aqui para conhecer) que leva uma renda básica para famílias lideradas por mulheres negras solos e para afroempreendedoras. Até a última vez que entrei no site, já tinha sido arrecadado R$ 168.746,00 por meio de 2475 doares.

A situação atual no mundo tem impactado em diferentes aspectos as nossas vidas. O respingo maior está nas mulheres. Fico feliz em presenciar tantas iniciativas dedicadas a nós. 💕

 

 

Mãe na real, Pausa para um papo

Surto de divórcios na pandemia

Cresce o números de casais que decidem se separar durante a crise da Covid-19

Imagem Unsplash

Muitos casais conseguem tirar proveito dessa crise para fortalecer a união e, convenhamos, é lindo se deparar com exemplos onde, numa relação, o outro se sente completamente à vontade para dividir suas fragilidades e, que, mesmo no meio dessa onda gigante, a parceria não acaba por aqui, pelo contrário.

Porém, esse cenário não acontece em todos os tetos. Como se não bastasse tudo que estamos vivendo, com o rojão chamado Covid-19 pipocando sobre nossa cabeça diariamente, testando nossos limites o tempo todo, eis que tudo pode ficar ainda pior e o tão idealizado casamento, aquele laço criado por anos de convivência com uma pessoa, acaba por vir por água abaixo.

Em Xiam, na China, as agendas nos escritórios de advocacias para tratar de divórcios estão esgotadas e a procura por formulários para entrar com a separação aumentou em outras províncias do gigante asiático. Países como Itália, Portugal e Estados Unidos também contam com essa explosão nos números de divórcios.

Aqui no Brasil, de acordo com um levantamento da revista Pais & Filhos (clique aqui para ler), a busca por consultoria de advogados para separações cresceu 117% em comparação com 2019. O Colégio Notarial do Brasil, que representa os tabeliães de notas que atuam em cartórios pelo país, revelou alguns dados que confirmam isso.

Em maio deste ano, por exemplo, o aumento das separações registradas em cartórios cresceram 55% comparado com o mesmo período do ano passado. Ao que tudo indica, a convivência intensa durante a quarentena tem culminado no término de muitos relacionamentos. Mas será que essa situação da pandemia/isolamento só acentuou o que já estava desajustado?

Independentemente de pandemia, o divórcio é um momento difícil e doloroso. Ter que lidar com o desfecho de um projeto de vida não está entre as melhores coisas para lidar. Apesar de não ter me separado na pandemia, não faz muito tempo que eu e o pai da minha filha decidimos tomar rumos opostos. Uma crise como essa precedendo outra crise — neste caso, de proporção mundial — obriga a gente a ser forte na raça, ainda mais quando envolve uma criança.

Como lidar com a separação durante a pandemia

Com base nessa minha experiência, listei algumas formas positivas de seguir o barco. 💕

1// TÊTE-À-TÊTE ALONE
Fernando Pessoa já dizia: “A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo”. Eu que gosto de ficar divagando sobre o nosso propósito aqui na terra, penso que é um exercício contínuo lidar com o fato de que, no fundo, somos todos sozinhos e, assim, aperfeiçoar a maneira de nos relacionarmos com nós mesmos. Aproveita o momento para se reencontrar com você mesma, fazer tudo o que gosta e se sentir plena. (Leia aqui minha crônica sobre ir ao cinema sozinha, basicamente uma espécie de date comigo mesma).

2// MIRA TEUS SONHOS E VAI
Aproveita essa fase para mergulhar de cabeça nos seus ideiais. Nunca é tarde para descobrir uma nova aptidão ou focar em algo do qual tu sempre quis e nunca teve tempo ou disposição necessários. É outra pegada praticar aquilo que realmente gostamos. Isso se chama encontrar a felicidade.

3// PASSADO TE FEZ QUEM VOCÊ É HOJE 
Graças à ele você é quem é hoje e o que não tem remédio, remediado está. Não fique olhando para traz uma vez que está certa da sua decisão e sabe dos teus sentimentos. Isso pode atrapalhar o novo rumo e, pior, não te fazer bem nesse momento onde as emoções já estão conturbadas. Agradeça o que viveu e siga o baile sem pestanejar.

4// FOCA NO QUE IMPORTA
Coisas práticas do dia a dia exigem atenção. É nelas que suas energias precisam se voltar. O planejamento financeiro, a organização da rotina e outras questões burocráticas não permitem atropelamentos ainda mais quando envolve uma terceira pessoa, o seu filho.

5// AGRADEÇA E PERDOE
Agradeça na prática, com gestos e não apenas com palavras. Perdoe o que tiver que perdoar porque, sabemos, a mágoa impede a felicidade e faz mal para saúde. Deseje o bem e se por acaso a gratidão tentar escapar de você, puxe ela pela orelha e siga agradecendo ou, pelo menos, tentando até conseguir 100% ahahaha.

 

Mãe na real, Pausa para um papo, Sem categoria

Saudade na pandemia

Imagem Pexels

É domingo. Dia da saudade, da nostalgia. Reviro memórias, me remeto às lembranças, resgato partes de mim lá atrás e que me construíram quem sou hoje. Das macarronadas em família às bagunças entre mim e meus irmãos misturadas com brigas e brincadeiras, dos melhores momentos em fotos às mais inspiradoras palavras em cartas.

Saudade é tecer recortes que o tempo não desfez. É degustar simultaneamente o sabor doce de cenas vividas guardadas eternamente num canto e provar o amargor de uma imagem que ficou lá atrás.
Pelo olfato, revivo aromas de um tempero, de um perfume, de um aconchego.

Por uma música, sambo de alegria ou choro de melancolia. A saudade também pode ser tocada por texturas, cores e tramas. Nesse espaço vago entre o ontem e o hoje memórias se constroem. Talvez, numa velocidade de flash maior do que há alguns meses, quando se existia uma rotina pautada antes da pandemia.

Guardar olhares, sorrisos, sensações, sons e aromas ganhou uma proporção maior. Se não fosse isso tudo, o dilúvio da pandemia, a saudade continuaria sendo só aquela saudade gostosa na maioria das vezes, com um toque de gratidão. Mas, hoje, ela é a Senhora Saudade, misturada com o sentimento da nostalgia de uma vida ameaçada por um vírus devastador. Surge também de algo que não se viveu e se escorreu pelos dedos.

Na solitude do isolamento, ela ganhou uma nova proporção. Sua presença pode ser sentida em questão de minutos, horas e dias, em diferentes formas e contextos. A saudade agora reforça que não se vive sem abraço e um “bom dia” com sorriso no rosto faz toda diferença. Ela valoriza coisas que, um dia, sepá, já foram abafadas pelo frenesi de uma rotina.

Ela vem agora pra dizer e reforçar que só se vive uma vez e, que, por mais que as memórias lhe dão o seu sentido, só com o presente pode se construir uma saudade eterna e viajar por tantas outras vidas. S2

E você, que gosto te traz a saudade nesses tempos de distanciamento?

Bem-estar e beleza

8 perguntas e 8 respostas sobre o sono e como melhorar a qualidade dele

Imagem Cottonbro

Desde que o isolamento social começou, há mais de 120 dias, tenho escutado de alguns amigos que não conseguem dormir direito. No meu caso, apesar de eu ter um histórico com o sono tranquilo (sou do time que se encostou, dormiu), tenho tido dificuldades em alguns momentos para dormir. Quando me observo, isso acontece mais quando fico nas telas (celular, TV e computador) até mais tarde ou quando a confusão dos hormônios da TPM resolvem bater à minha porta.

Uma pesquisa feita com 780 brasileiros pela The Bakery, empresa global de inovação corporativa, mostra que 44% dos entrevistados estão com mais dificuldades de dormir na pandemia. Não é para menos, o medo e a ansiedade associados à mudança de rotina repentina formam o combo causador de insônia.

E como lidar com esse mal que pode acabar com nosso humor, atrapalhar a produtividade e aflorar ainda mais os sentimentos de angústia? Conversei com a Dra. Helena Hachul, médica responsável pelo Setor Sono na Mulher do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (USP) e que atua no Instituto do Sono. Quem sabe a nossa conversa possa ajudar você a previnir episódios de insônia ou contribuir para ter de volta a qualidade do sono que te foi tirada.

1- Ansiedade e medo tem causado mais insônia nas pessoas. Quais são as recomendações do Instituto do Sono para que as pessoas melhorem sua qualidade do sono?
Dra Helena Hachul: Manter uma rotina de dia com horários definidos para acordar, dormir, se alimentar, fazer exercícios, trabalhar, descansar e desligar tv, computadores etc.

2- Existe um tratamento alternativo que possa se fazer em casa para trabalhar essa questão?
R: Os exercícios físicos são de fundamental importância tanto para a qualidade de vida como para a qualidade de sono. Procurar momentos de lazer mesmo na rotina de casa: ler livros, assistir filmes, estar em família também ajudam. Outras sugestões são técnicas de relaxamento como meditação e yoga.

3- Quais os impactos de uma noite ou várias mal dormidas?
R: Em geral, as pessoas dormem cerca de 6 a 8 horas por noite. Existem variações da normalidade. Os pequenos dormidores dormem cerca de mais ou menos 5 horas e ainda assim estão dispostos para as atividades do dia seguinte, enquanto os grandes dormidores precisam de 11 horas para estar bem no dia seguinte. Dormir menos que 4 horas e mais que 11 parece estar associado a problemas de aumento de risco cardiovascular e diminuição de longevidade. Pelo fato de o sono restaurar tanto a parte física quanto mental, se dormirmos mal, no dia seguinte teremos irritabilidade, déficit de memória, atenção e até diminuição de imunidade. Há mais chance de pegar infecções. Além disso, não havendo restauração física adequada, a pessoa passa a ter cansaço físico e sente-se indisposta para suas atividades habituais. Isso reflete na aparência. A falta de sono adequado também pode acarretar ganho de peso e alterações na pele. Ainda sobre sono e emagrecimento: durante o sono perdemos peso. Assim, o sono fragmentado favorece o ganho de peso.

4- A qualidade do sono impacta na imunidade? 
R: O sono restaura o corpo e a mente. A insônia ou privação de sono está diretamente relacionada ao aumento de cortisol e isso faz diminuir substâncias como as citocinas, relacionadas à defesa. Por isso dormir mal está associado a diminuição de imunidade.

5- No caso das mães, que estão sobrecarregadas, e que muitas vezes vão dormir tarde e acordam muito cedo para dar conta da rotina, o que a senhora recomenda? 
R: A mulher hoje vive cronicamente em privação de sono por não ter tempo para dormir. A dupla jornada, às vezes tripla (casa, trabalho e estudo), toma todo o seu tempo. Então, quando a mulher vai se deitar para dormir, vêm as preocupações que lhe roubam o sono: a insônia. Na realidade, a mulher sofre a somatória de efeitos da oscilação hormonal ao longo do ciclo menstrual somada à demanda exigente da dupla ou até tripla jornada de trabalho. Como resultado, vive uma sobreposição de privação de sono e insônia, pois no pouco tempo que lhe “sobra para dormir” não consegue pegar no sono. Essa é uma característica da condição biopsicossocial da mulher moderna. Para melhorar isso, é muito importante que haja uma divisão de tarefas na casa e seguir as recomendações escritas nas questões 1 e 7.

6- Para as grávidas, qual a importância de uma noite bem dormida?
R: O desgaste da concepção e da formação do bebê são grandes, por isso, toda grávida necessita mais de sono do que a população em geral. Se tiver vontade de dormir mais, fica mais um pouquinho na cama. A indicação é incluir um cochilo de uma hora no meio do dia e não passar muito disso para não interferir na qualidade do sono noturno. Nem toda grávida consegue por conta do trabalho. Nesse caso, a recomendação é arranjar um lugar para ficar com os pés para cima a fim de evitar o inchaço e relaxar um pouco. A melhor posição é a virada do lado esquerdo porque assim fica mais fácil a oxigenação da veia cava e, de preferência, colocar um travesseiro entre as pernas. É claro que a mulher não consegue manter a posição a noite inteira, mas, ao acordar, volte para a posição. Aquelas mulheres que engordaram muito, cerca de 20 quilos, têm muita dificuldade em encontrar uma posição confortável. A dica é recorrer a travesseiros e ir se ajeitando. Há casos em que a mulher só consegue dormir praticamente sentada no finalzinho da gestação.

7- Quais são os hábitos que a senhora recomenda para ter uma rotina de sono saudável?
R: Algumas dicas de higiene do sono podem ser úteis como procurar dormir sempre no mesmo horário dentro de uma rotina, não ficar “tentando” dormir, pois isso é ansiogênico, evitar refeições fartas à noite, bem como não assistir TV na cama. O quarto deve ser um ambiente escuro, com boa temperatura e silencioso.

8- Na pandemia, o que tem contribuído para insônia e por quê?
R: A falta de rotina e o medo são os principais itens que têm contribuído para o aumento da insônia. A falta de rotina por “dessincronizar com o dia”. Precisamos acordar e receber a luz do dia e, à noite, com a diminuição da luz, liberamos a nossa melatonina, que é o hormônio do sono. As pessoas, ficando mais em casa, não têm horário para acordar nem para dormir. Acabam, ao contrário, dormindo mais no período da manhã e, de noite, ficam assistindo TV ou usando celulares, tablets, etc, o que prejudica o ritmo de sono.

Mãe na real, Pausa para um papo

Como olhar mais para você no meio da confusão da crise

Imagem Unsplash

Você se olha no espelho e se sente um trapo. Descabelada, cansada, com vontade de dar um up no visu. Soa familiar? A verdade é que a gente passa tanto tempo cuidando do outro (ou dos outros) que ficar por último acabando sendo comum, e sabemos que não é bem assim que deveria ser, certo? Mas para onde correr?

A mãe ocupada, exausta, que gerencia um monte de tarefas e que tem um trabalho constante de atenção precisa arranjar de alguma forma “mecanismos” para se cuidar e manter a mínima sanidade.
Aliás, não me refiro sobre ser “normal”, até porque uma dose de loucura cai bem e não faz mal, muito pelo contrário.

Mas é sobre poder optar por fugir da programação, é sobre poder sair um pouco do estado constate de alerta de mãe, que quero dizer. É sobre ligar o modo off, enrolar na cama, ficar sem falar com ninguém, se desconectar.
Que eu me permita poder sair da rotina de vez em quando, dormir sem hora para acordar no fim de semana, tomar sol pela janela sem me preocupar se o almoço vai atrasar.

Focar em nada, apenas olhar pro teto ou a paisagem do recorte da janela. Nessa altura do campeonato, ou melhor, da quarentena, ser funcional o tempo inteiro já não faz mais sentido. Que com o meu silêncio eu possa me escutar mais e cuidar daquilo por ora escondido debaixo do tapete, mas tali urgindo atenção.

Como diz a psicanalista Mafria Homem, ” se a gente conseguir desacelerar a gente vai fugir menos e saber para onde ir”. E desacelerar é se olhar, se escutar. “Menta vazia, oficina do Eu”, assim ela diz, e assim eu concordo. Não temos para onde correr a não ser para dentro de nós e buscar a calmaria para sustentar o espaço necessário para lembrar, conectar ideias, lançar um projeto, ter aquele insight.

E você, tá se olhando? Se escutando? Ta deixando o seu silêncio tomar parte da situação? O que ta faltando mais atenção dentro de você? Alimentar bem, fazer um pouco de exercício não necessariamente significa estar atenta a você. Para e se escuta. Observa o que te incomoda e cuida disso.

Pensando nisso, elaborei um lista para essa autocuidado. Mas vou ficar muito feliz se você compartilhar o que tem feito para esvaziar a mente e se escutar mais. 🙂

//OBSERVE TEUS SENTIMENTOS

Se ainda não parou para analisar o que está por traz dos sentimentos faça isso já. Se está com medo, está em estado de alerta. Se a ansiedade bateu, alguma coisa pode estar te incomodando. Se está com raiva, algo te deixou frustrado.

//FAÇA O QUE TE FAZ BEM

Não é egoísmo, é autoamor. Viver sem prazer é horrível e realizar coisas que fazem a gente se sentir bem é o combustível para a vida. Explore a sua casa, a internet, caça algo que vai te remeter à sensações boas de encontrar com você mesma.

//NÃO PEGUE O “LIXO” DOS OUTROS PARA VOCÊ

Se alguém ou uma situação te incomodou, entenda que aquilo diz respeito ao outro e não a você. Evite fadiga desnecessária. Desapegue dos problemas do outro e foque em ti, afinal, você já temos questões demais para lidar.

//SE LIBERTE DA BUSCA DO PERFECCIONISMO

Uma coisa é fato, buscar perfeição é uma aspiração tóxica. Então, já que perfeitos nunca seremos abrace suas imperfeições e não tente escondê-las de seus filhos. Se gritou e perdeu a paciência não se mutile com autojulgamentos. Ser mãe é aprendizado constante, deixa que eles veem suas falhas de forma natural e, se você errou, é possível fazer outra escolha em vez de se julgar como péssima mãe.

Beijos, estamos juntas nessa! 💕