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Como fazer a criança esperar

Será que é só aqui em casa que as coisas tem que ser tudo pra ontem? Outras mães se lamentam dessa mesma questão, será que faz parte dessa nova geração não saber esperar?

Colagem @thecollageclub

No seu livro “Crianças francesas não fazem manha”, Pamela Druckermann fala sobre como os franceses ensinam os filhos a esperarem. “A mãe sensível está ciente das necessidades, dos humores, interesses e capacidades do filho. Ela permite que essa percepção guie suas interações com o filho”, diz a autora. No entanto, ela reforça: “os pais e cuidadores franceses não conseguem acreditar que somos tão displicentes com essa habilidade [saber esperar] importantíssima. Para eles, ter filhos que precisam de gratificação instantânea tornaria a vida insuportável.”, diz Pamela.

Dentro dessa lógica da cultura francesa de educar, Pamela destaca alguns critérios que os franceses usam para educar os filhos sabendo da necessidade de esperar. “Aprender a criar recursos internos para lidar com a frustração e não esperar obter o que quer instantaneamente é regra básica pra vida”, assim reforça a autora. O autocontrole também é importante “para estar calmamente presente e se divertir em vez de ficar ansioso”, destaca.

A partir das páginas em que a autora discorre sobre esse tema, desenvolvi esses três tópicos para, quem sabe, ajudar a gente com a grande missão de ensinar nossos filhos a conquistar essa virtude.

Culinária

As atividades na cozinha, além de render ótimos bolos (ou não, mas o que vale é a farra, prefiro pensar assim), ensina a criança a se controlar. Fazer bolos é aula perfeita pra exercitar a paciência. No caso dos franceses, eles só comem o bolo no horário do goûter (o lanche da tarde deles). Ou seja, um belo exercício pra fazer a larica esperar.

Refeições

Outro ponto são as refeições em etapa. Nas escolas e creches, por exemplo, o almoço é servido em quatro fases (salada, um queijo, um prato principal e a sobremesa), tudo, em pequenas porções. Esse hábito serve como ‘cápsulas de treinamento’ para a paciência. Fico imaginando aqui em casa a gente fazendo as refeições em quatro pequenas etapas e Helena esperando pacientemente. Acho que já seria forçar hábitos que não tem a ver com a nossa cultura até, mas o exemplo é bacana. Aliás, um parênteses, lá na França a alimentação é tão levada à sério que existe uma comissão pra definir o cardápio das escolas e a discussão entre professores, nutricionistas e pais leva praticamente o dia inteiro.

Plantar

Lembra quando a gente plantava um feijão no copinho de plástico na escola e levava pra casa pra cuidar depois? Tomava daquele feijão como um filho. A ideia era a gente ter a paciência de ver o bichinho crescer. Os franceses tem razão quando levam os filhos pro jardim pra plantar.

Brincar sozinha

“A coisa mais importante é que ela aprende a ser feliz sozinha”, dez uma das mães sobre a filha com quem a autora conversou . A criança que aprende a brincar sozinha desenvolve a capacidade de saber esperar quando a mãe, por exemplo, está ao telefone. É, acho que preciso repensar num modo criativo de dizer “estou no telefone, espere um pouco”.

Mãe na real · Pausa para um papo

Quem ficou do seu lado na pandemia?

Senhoras amigas
Imagem de Pexels

Essa semana uma amiga irmã contou que levou suas preces pra minha mãe [a que habita outras galáxias] quando fiquei com suspeita de covid depois de uma viagem à trabalho, mesmo tomando todos os cuidados recomendados. Fui na lua e voltei quando ela me disso isso. Não que eu duvide da fidelidade da sua amizade ou da capacidade dela de me amar, mas o fato dela se esforçar a tal ponto de trocar umas ideias com quem me trouxe pra essa existência, demonstrando tamanha preocupação e amor, me fez encher os olhos.

Outro dia, uma outra amiga me contou que sempre na virada do ano reserva parte dos seus pedidos em forma de oração para as pessoas que mais ama. Achei lindo ela se apropriar da sua crença de que sabe o que é ‘melhor’ pra gente. Uma prova estratosférica de que só quer o melhor para aqueles que lhe cercam, não é?

Fiquei pensando depois… a pandemia nos afastou do que era artificial e nos uniu do real, mesmo à distância. Reforçou laços, colocou novas pessoas, reprogramou rotas. E mesmo que nem sempre estamos com aquela disposição de antes desse dilúvio de falar com um amigo, uma mensagem de poucas palavras, um sinalzinho sempre vai existir do outro lado da ‘janela’ de quem realmente se preocupa conosco.

Durante esse quase um ano em confinamento, quem esteve do seu lado de verdade, assim, sem pestanejar? Quem foi, de fato, empático com suas dores? Quem cuidou de você mesmo longe e se sentindo cansado? Quem foi que você pendurou no pescoço feito um amuleto?

O universo se encarrega daquele alguém que não economiza no afeto, que lamenta suas dores e te faz esquecer a massa cinzenta que paira sobre sua cabeça.

A pandemia acentuou que, sim, somos sozinhos nesse planeta, mas, uma coisa é certa, vai ter sempre alguém pra recolher o brilho do céu e nos dar de presente.

Mãe na real · Pausa para um papo

5 formas de organizar a rotina de trabalho

Ferramentas simples que podem te ajudar a organizar o dia a dia do home office

Você não precisa sentir vergonha por ter a sensação de não estar dando conta de tudo – embora o sentimento de culpa parece que vem junto do combo quando a gente se torna mãe. E se tem uma coisa que não pode ser ignorada é fato de nós, mães, estarmos mais sobrecarregadas ainda com a mudança de rotina desde o início do isolamento com a pandemia [já até cansei de falar disso por aqui rs].

Mas só um parênteses antes de dar continuidade ao assunto principal desse post, um estudo publicado no jornal acadêmico Gender, Work & Organization (Gênero, Trabalho & Organizações) é mais uma prova do cenário ‘mães e mulheres nessa crise sanitária’. Nele, é mostrado que a desigualdade de gênero medida por horas de trabalho aumentou de 20% a 50% durante a pandemia.

Retomando o que me trouxe até aqui, fiz uma lista com cinco formas de organizar a rotina de trabalho em casa tendo criança pra cuidar e um lar pra pôr em ordem. Espero que ajude vocês! E quem souber de alguma outra ferramenta bacana fique avonts pra dividir com a gente!

1- Trello: desde que descobri essa ferramenta não largo mais. Super intuitiva (basta criar os cartões e arrastar eles pra onde quiser!), ajuda a organizar o fluxo do trabalho e as ideias, e o melhor, é de graça pra usar. Acesso link dele aqui e se cadastra.

2- Bloco de notas do celular: pra quem tem um cérebro que não para como o meu o bloco de notas é um verdadeiro curinga. Coloco nele até anotações do que vou lendo pelo celular e tudo que me vem à cabeça. Quando não tô na frente do computador, ele me ajuda a não esquecer das ideias que vão brotando… O legal é que dar pra montar por pastas. Tenho uma do blog, é claro.

3- Agenda do Google: fácil e já te mostra uma visão do que tem no mês de tarefa. Usava muito para programar meus posts, mas agora tô mais focada no trello mesmo.

4- Grupo no WhatsApp: essa regra vale ouro! Monta um grupo só seu no whatsapp pra ir jogando ali suas referências de conteúdos que encontra pelas andanças na internet e as tarefas que considera prioridades para as próximas horas.

5- Caderninho não falha: o bem o velho papel não vai te largar na mão. Nele, anota as coisas que você tem pra fazer na noite anterior ou na manhã seguinte. Depois que passei a fazer isso, anotar minhas prioridades do dia, minha rotina ficou mais organizada e isso me ajudou a ter mais foco.

Kids

Como amenizar a ansiedade e o estresse das nossas crianças na pandemia

Colagem @sacharecorta

Isoladas e fora do círculo social, crianças precisam mais do que nunca de acolhimento durante esse período conturbado

Longe da escola e do convívio social e muitas vezes sem saber interpretar as emoções, as crianças estão mais entediadas. É o que nós pais podemos perceber durante o desenrolar do isolamento social, prestes a completar aniversário.

Como fazer com que o reflexo disso tudo seja o menor possível na cabeça e nas emoções delas uma vez que sentimentos de estresse e ansiedade se tornam mais comuns nesse período catastrófico?

De acordo com a pesquisa “ConVid Comportamentos”, feita pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em parceria com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), e que atingiu mais de 45.161 brasileiros, 40,4% das pessoas entrevistadas disseram ter sentimentos de tristeza ou depressão e 52,6% afirmaram experimentar sentimentos de nervosismo ou ansiedade, muitas vezes ou sempre.

E embora os que mais tiveram a saúde mental afetada sejam mulheres e pessoas com histórico de depressão, ligar o alerta em relação às nossas crianças é necessário — sabemos.  Elas estão sofrendo assim como todo mundo, mas com a diferença de que não possuem a mesma compreensão que a gente sobre as coisas e nem sempre conseguem externar o que sentem.

Diante desse cenário, foi desenvolvida uma cartilha por pesquisadores colaboradores do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes/Fiocruz), acesse aqui para ajudar nós, pais e cuidadores, sobre como  direcionar o cuidado aos nossos filhos nesse momento tão ofuscado, sobretudo no que diz respeito ao que sentimentos e pensamos.

Numa conversa por e-mail, Gabi Carlos, educadora parental e criadora da página @sobreelefantes no Instagram, falou do impacto do isolamento social nas nossas crianças e como podemos amenizar toda essa situação na vida delas. Vejam:

1- Com o isolamento social, crianças estão afastadas dos amigos e parentes, ficando restritas aos ambientes da casa. Qual o impacto dessa mudança brusca na rotina na vida delas no que diz respeito à saúde mental?

Gabi Carlos – A gente sabe que houve impactos, uns perceptíveis logo após os primeiros meses, pelos próprios pais e cuidadores. Crianças mau humoradas, impacientes, mais reativas, entediadas. Ou, e talvez mais preocupante, irritadas além do normal, tristes, apáticas, sem apetite, com muita fadiga, sintomas que devem ser observados com atenção para que não evoluam para um quadro de depressão infantil.

Mas além destes impactos, que já podemos perceber hoje, há aqueles que só saberemos no futuro. O quanto esse isolamento social afetou o desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas ainda não dá para prever. E

não será igual para todas as crianças ou para todas as idades. Crianças que passaram o isolamento na companhia de irmãos ou primos, ou que tinham algum acesso à natureza, por exemplo, tem mais chances de serem menos impactadas.

2- Quais são os sinais de que a criança está estressada, ansiosa e irritada por causa da pandemia e do isolamento social?

Não dá pra ter certeza de que a causa do estresse, ansiedade e irritação é o isolamento. Mas é dedutível que seja, a menos que a criança esteja vivenciando alguma situação fora do comum em casa, além da pandemia.

Seguramente a falta de convivência com os amigos e a família, principalmente com os avós, a falta de sair, frequentar parques, cinemas, escolinha de artes e esportes e a própria escola são fatores desencadeantes de ansiedade e estresse e isso se reflete em irritação, reatividade, rebeldia ou, como falei, em aspectos mais ligados a sintomas de depressão.

3- Como os pais podem trabalhar estes sintomas e reduzir ao máximo os impactos causados pela pandemia na vida dos seus filhos?

Os pais também estão a mercê de sentirem eles mesmos estes sintomas. Mas, como adultos, e apesar do ineditismo dessa situação, sabemos, ou pelo menos já deveríamos saber, lidar melhor com tudo isso. E é o que precisamos para ajudar nossas crianças.

Se por um lado o isolamento mudou nossas rotinas e trouxe sobrecarga para muitas famílias, especialmente para as mães, também é uma oportunidade de convivência que jamais tivemos. Apesar do cansaço, encarar essa situação por essa ótica, a da oportunidade de fortalecer vínculos, pode ser incrível e oferece equilíbrio emocional e segurança.

Olhar mais nossos filhos nos olhos. Ouvi-los, escuta empática de verdade. Tempo dedicado, seja em simples conversas, em realizar tarefas domésticas juntos, jogos, brincadeiras. Algumas famílias se esforçaram muito para manter uma rotina rígida na esperança desse ser o melhor caminho para atravessar essa fase.

As crianças precisam de rotina para se sentirem seguras, mas elas já estão tão sobrecarregadas emocionalmente que é preciso cuidado para não exagerar na dose. Também sei que o uso de telas aumentou muito na maioria das casas e tudo bem, é natural. Porém, é preciso abrir espaço para o tédio e entender que a criança precisa ser responsável por gerenciar seu tempo livre.

Muitas crianças não sabem fazer isso e ficam perdidas sem as telas, sem saber o que fazer. É um bom momento para exercitarem esse gerenciamento do tédio, por exemplo. No começo pode chover reclamação, mas elas acabam por achar o que fazer. Os pais não precisam ficar preocupados em oferecer atividades 24 horas por dia. Elas precisam brincar livres, inventar suas próprias atividades.

4- Quais tipos de brincadeiras ajudam a reduzir a ansiedade e a sensação de tédio nas crianças pequenas de até cinco anos?

As telas não ajudam em nada, para ser bem direta, mesmo sabendo que nesse momento fica difícil abrir mão dessa opção. Atividades com o corpo são ideais nessa faixa etária. Atividades manuais como desenhar, pintar, recortar e colar, fazer artesanato. Crianças a partir de 4 anos já conseguem fazer pulseirinhas ou mandalas, se forem orientadas, na internet dá pra achar fácil como fazer.

Dançar, brincar de imitar animais. Se houver espaço, reservar um tempo para andar de bicicleta, de motoca. Uma boa ideia também é cultivar plantinhas ou uma horta. E inclua sempre que possível as crianças nos afazeres da casa.

Existem tabelas que indicam atividades domésticas adequadas para cada faixa etária. Além de movimentar o corpo, elas se sentem importantes por participarem da rotina da casa e isso conta muitos pontos para o senso de pertencimento e para fortalecimento da sua autoimagem.

5- Como descobrir se os sentimentos de tédio, ansiedade e estresse estão prejudicando a saúde mental da criança e como buscar ajuda em um momento de acessos restritos?

Os principais sintomas de um quadro de depressão infantil são tristeza e um tipo de apatia, como uma falta de vontade de fazer o que ela comumente faz como brincar, jogar, ver televisão. Esses sintomas somados às dificuldades para dormir, distúrbios de alimentação ou queixas de dores físicas devem ser acompanhados atentamente. Algumas crianças, em vez de se mostrarem tristes, ficam irritadas além do normal.  Muitos profissionais continuam atendendo  presencialmente com os devidos cuidados.

Bem-estar e beleza

Como cuidar das energias

Terapias holísticas como reiki e mesa quântica ajudam a equilibrar as energias, sobretudo, em momentos de crise como este em que estamos vivendo

Foto por Pexels

“Como cuidar e atrair energias positivas pra vida”. Uma amiga online me mandou essa durante uma caixa de perguntas que abri no Insta sobre quais tipos de conteúdo gostariam de encontrar tanto aqui quanto por lá. Tudo bem, vocês pode ser do tipo como eu que não liga de comer lentilha, uvas e pular as sete ondas na virada do ano novo, mas querer atrair energias positivas quem não quer?

Ainda mais nesse contexto pandêmico onde as preocupações e o estresse viraram parceiros diários de café da manhã. Para saber o que está ao nosso alcance e o que podemos fazer para cuidar das nossas energias e atrair coisas boas, conversei com Sol Vieira, que atua com radiestesia e radiônica (técnicas holísticas que utilizam instrumentos como o pêndulo e gráficos no diagnóstico e tratamentos de bloqueios energéticos de pessoas, lugares e situações) há 25 anos, além de ser terapeuta de Aconselhamento Metafísico, Reikiana Master e Consultora de Feng Shui.

O papo rendeu muitas linhas que até decidi criar uma série sobre o tema, que será dividido em energias de um modo geral, das nossas crianças e da casa por meio da técnica milenar chinesa Feng Shui. Pra começar, vejam as nove perguntas e as noves respostas sobre como cuidar do nosso campo energético.

1 – A mesma força do universo é a que está dentro da gente?
Sol Vieira – Sim, mas temos duas forças distintas, a energia universal, também conhecida como Fohat ou éter, que é a essência que permeia e mantém todas as coisas, e a energia de força vital individual que circula por nossos corpos conhecida por Ki e que flui através dos chakras e canais sutis de ligações, chamados de nadis ou meridianos.

2- As energias surgem de onde? Objetos e ambientes à nossa volta também emanam energias?
Na verdade, até hoje, os físicos ainda não conseguiram nos proporcionar uma definição específica para energia. O máximo que conseguimos compreender é a forma de como ela se propaga, sabemos também que ela não pode ser criada nem extinta, ela só pode ser transformada.

Albert Einstein definiu que toda matéria é energia, portanto, tudo que existe no universo, que nós conhecemos, é constituído de energia. E, como sabemos, tudo no universo é constituído de átomos, explicando de uma forma bem geral, os átomos são compostos por prótons, nêutrons e elétrons, além de outras partículas.

Os prótons possuem carga elétrica positiva, enquanto que os nêutrons não possuem carga elétrica neutra, os dois formam o núcleo do átomo. Os elétrons, possuem carga negativa e orbitam ao redor do núcleo do átomo por força de atração à carga positiva do núcleo. Basicamente, o átomo contém energia e, quando estimulado, libera parte da energia recebida.

Portanto, os objetos, os ambientes, as plantas, os animais e os seres humanos emanam energias. E elas interagem, por exemplo, num local onde há brigas e discussões constantes. O ambiente fica impregnado dessa energia e, como ela não pode ser extinta, permanece no local, ecoando em nosso inconsciente, fazendo as discussões se repetirem.

Torna-se um círculo vicioso, o que a gente chama de energia pesada, que afeta e faz mal a qualquer ser que permanecer ou visitar o local. Plantas morrem, animais domésticos e crianças ficam estressados, pessoas adoecem, acidentes acontecem e por aí vai…

3 – Matéria, energia e mente estão interligados de que forma? Como podemos cuidar deles?
A matéria e a mente são formas de energia que estão interligadas como tudo no universo está. Todos somos um, estamos no universo, fazemos parte dele e somos afetados por tudo que ocorre nele. Podemos cuidar da mente em primeiro lugar, tendo pensamentos bons, sendo gratos a tudo que temos, deixando de nos preocupar, lendo bons livros, ouvindo boas músicas, curtindo e cuidando da natureza, amando ao próximo.

Com a mente sã, teremos um corpo são livre de desconfortos para podermos atrair o que desejarmos da matéria. Você pode atrair a matéria que quiser para sua vida desde que você esteja em sintonia com ela, ou seja, você precisa vibrar na mesma frequência da matéria que quer alcançar.

Por exemplo, se você pretende ter um carro novo porque o seu já está causando problemas, e se você todo dia briga e reclama dos problemas que seu carro está causando, ou o trata com indiferença, você não está vibrando na mesma frequência para ter um novo veículo e esta nova aquisição vai demorar mais tempo para acontecer. Você não precisa saber a frequência que a matéria está vibrando.

Por isso, eu digo que você precisa sentir amor e ser grato por tudo que você já tem para que algo melhor chegue até você.

4 – Quais são os tipos de terapias que você indica para equilibrar as energias?
Existem muitos tipos de terapias disponíveis, eu indico a terapia holística porque ela trabalha com o indivíduo de uma forma global, ou seja, com a mente, o corpo físico, o emocional, o espiritual e o astral.

Dentro do campo das terapias holísticas eu me especializei em Radiestesia/Radiônica (Mesa Quantum e Radiestesia para Lavouras), Terapia Breve de Aconselhamento, Reiki, e FengShui. Vou te explicar melhor cada uma delas:

1 – A Mesa Quantum é um instrumento de Radiestesia empregado pela radiônica, desenvolvida por mim. Serve para fazer os diagnósticos dos problemas que afetam a vida da pessoa, sejam eles relacionados ao corpo físico, mental, emocional, espiritual e/ou provenientes da casa, da família, dos amigos que convivem com ele, e até do ambiente de trabalho. Nessa terapia, também são detectados eventuais frequências oriundas da ancestralidade, que podem não ser benéficas para o indivíduo.

Além de fornecer o diagnóstico, a Mesa Quantum faz o tratamento vibracional, com o auxílio dos gráficos de Radiestesia e também dos Códigos Sagrados, que, por sua vez, agem em todos os corpos sutis do paciente com a frequência de cura. A vantagem é que pode ser feita a distância e tratar assuntos pontuais, e a resposta é bem rápida.

2- Também conhecida por Terapia Breve o Aconselhamento Metafísico Transenergético – É um tratamento terapêutico que trabalha o corpo, a mente e o espírito. Através de diversas técnicas, tais como, Gestalt terapia, PNL (ProgramaçãoNeurolingística), regressão às vidas passadas, interpretação dos sonhos, hipnose, bioenergética, a terapeuta identifica os traumas, as crenças limitantes, repetição de padrões, que, de alguma forma, estão bloqueando o curso da vida da pessoa e que vem se repetindo ao longo dos anos.

3- A terapia de Reiki segue um método de cura natural  que permite ao terapeuta captar a energia de cura e com a imposição das mãos direcioná-la ao corpo do receptor, que pode ser ele mesmo, qualquer pessoa, animal, planta, ambiente, água, por exemplo. Seus efeitos terapêuticos, já comprovados, revitalizam o sistema imunológico, combatem estresse, auxiliam no tratamento de várias doenças e na regeneração de tecidos (na recuperação de queimaduras, fraturas, hemorragias e pós-cirúrgico), minimizam e, em alguns casos, eliminam a dor e os efeitos secundários de tratamentos como a quimioterapia e radiação, diminuindo a ansiedade, proporcionando mais conforto no combate da doença. 

São considerados como terapias complementares da medicina alopática, homeopatia, antroposofia (segundo Rudolf Steiner [1861-1925], esta é a ‘ciência espiritual’), acupuntura, yoga, massagem, cromoterapia, florais, por exemplo, ampliando os efeitos positivos das técnicas mencionadas acima.

4- O Feng Shui é uma técnica milenar de observar o ambiente que nos cerca, sob a ótica das energias vitais que nos envolvem e sobre como somos influenciados por elas. Feng Shui significa vento e água. Surgido das remotas tradições da Índia e Tibete, esta mistura de arte e ciência visa equilibrar as energias que circulam por terrenos e construções, gerando saúde, paz e prosperidade aos seus ocupantes.

5 – E como forma de manutenção, a grosso modo, para não deixar a energia positiva ir embora, que tipo de ritual, banho, oração você recomendaria?
Para a energia positiva não ir embora, precisamos observar constantemente nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, sempre plantando coisas boas para colhê-las, quando chegar a hora. Precisamos estar despertos para o aqui e agora, não deixar a mente viajar no passado nem no futuro.

A mente não sabe a diferença entre o que é real e o que é imaginário. Dessa forma, tudo que você pensa a mente processa como real e é isso que a sua energia atrai para você. O melhor ritual, a melhor oração e o melhor banho, você cria na sua mente.

Por exemplo, quando for tomar seu banho normal imagine que você está embaixo de uma cachoeira magnífica e que está extraindo de lá toda a energia revigorante que você precisa e você sairá do seu banho revigorado!

Os banhos de ervas são excelentes porque promovem a sinergia com as plantas e a natureza, nos proporcionando equilíbrio e proteção.

7- Como as crianças reagem às energias positivas e negativas?
As crianças sentem as energias de forma bem mais forte que os adultos. Por elas estarem se descobrindo e descobrindo o mundo, estão mais abertas e receptivas a todo tipo de energia. Reagem bem às energias sutis (positivas) expressando alegria e paz interior.

Quanto às energias densas (negativas), elas podem reagir de diversas maneiras, depende da criança e do ambiente em que ela vive. As reações mais evidentes seriam febre, dor de cabeça, falta de apetite, cansaço, alergias (rinite, bronquite, asma), excesso de energia (tipo hiperatividade).

8- De que forma podemos cuidar das energias das nossas crianças?
Uma dica é aproveitar os momentos de laser com a criança para sair um pouco da internet, procurar criar junto com elas como pegar caixas de papelão para criar brinquedos, pintar com tinta lavável, elas precisam trabalhar a criatividade.

Além disso, para amenizar esta situação que vivemos, sugiro que a família se organize para criar disciplina em casa e incluir a criança nas tarefas da casa do tipo arrumar sua própria cama, tirar seu prato da mesa, guardar suas roupas.

Assim, elas se sentirão capazes de poder contribuir. Horários predeterminados para acordar, comer e brincar com os pais e sozinha são fundamentais. E o mais importante é que seja dito para ela a verdadeira situação e o porquê de estar acontecendo isso tudo. Quando você explica para a uma criança uma determinada situação, olhando diretamente em seus olhos, ela entende.

9- Para elas, existe algum cuidado simples, que pode ser feito em casa, que você recomenda para a manutenção da energia?
Os banhos de ervas são maravilhosos, banho de camomila, erva-doce e erva-cidreira, acalmam.

Evite que assistam a programas que contenham violência e notícias ruins.
Conversar com elas durante o sono, expressando muito amor, carinho, ternura, ajudam bastante. A criança precisa se sentir amada.

Espero que tenham curtido o conteúdo! Bjs

Mãe na real · Pausa para um papo

6 maneiras de trabalhar a mente para não sabotar o seu sucesso em 2021

Foto por Pexels

Olá mamacitas!

Chegamos na reta final de 2020, o ano que fez a gente tirar leite de pedra, que logo no primeiro ring fomos nocauteados. Agora é hora de encher os pulmões para o que nos espera em 2021, concentrar nos objetivos e ir, remar e remar…

Como uma mulher que segue se movimentando para continuar fazendo com que este espaço continue ativo, vou falar hoje sobre sinais que a nossa mente pode nos sabotar em relação àquela ideia que não sai do papel (ou da cabeça) e começar o projeto que tanto desejamos.

Mas, antes, pausa para falar do que a astrologia prevê para 2021. Ele será regido por Vênus, a deusa do amor, ou seja, será transbordante. O que não significa que será moleza. Será preciso nos olharmos com carinho para que as coisas possam acontecer como imaginamos, nos mais diversos cenários (finanças, carreira, alimentação, amor e por aí vai).

2021 exigirá colocar em prática as transformações (ou dar continuidade a elas!). De certa forma, a cartada final depois de um jogo duro que foi 2020. Pode parecer fácil falar, né? Embora esse choque entre a nossa cabeça e o coração em relação às nossas ideias seja meramente comum, a assombração da síndrome da impostora deve ser colocada no lugar dela — bem longe de cada uma de nós.

Com base em alguns conteúdos que encontrei pela internet, montei essa lista, abaixo, que espero ser útil não só para vocês, mas pra mim também!

1/ NÃO MENOSPREZE SEUS SONHOS
Não encare como um hobby ou uma distração se é algo que você tem uma missão definida e, lá dentro, acredita. Então por que não ir a fundo? Use o poder da metafísica, visualize na sua mente e escreva onde quer chegar (o papel tem poder). Mas, claro, faça por onde, arregace as mangas. Se quer colher o mel, não chute a colmeia. Não se acomode, vá atrás de novos conhecimentos, se planeje, se conecte com pessoas que vão te agregar e te fazer crescer.

2/ TENHA DISCIPLINA
Sair da zona de conforto, mudar hábitos exige esforço tremendo. Mas se seu sonho, vontade ou necessidade são maiores é preciso causar uma confusão o repensar os seus hábitos. Quando se joga pequeno está dando o que seu cérebro, que adora a zona de conforto, está pedindo. Bora estimular ele!

3/ NÃO TENHA COMPROMISSO COM A PERFEIÇÃO
Se a maior empreendedora do país, Luiza Helena Trajano, tem essa linha de pensamento por que cargas d’água contestar? Tudo bem ter medo de falhar, e errar é tanto humano quanto necessário pra aprender e evoluir. Mas isso só é possível quando nos permitimos sair do lugar. Como diz Dra. Carla Sarni, fundadora do Sorridents, “tem águia que acha que é galinha, passa a vida inteira ciscando pra não levantar voo.”

4/ LUTE PELAS CAUSAS QUE ACREDITA
Escute a sua intuição, o que o seu coração diz, por mais que todos estejam contra e a probabilidade de algo dar errado exista. Também não fique emitindo ao universo inseguranças com pedidos de desculpas a todo momento. Não que a gente não tenha mais que pedir desculpas, mas, sim, fazê-las quando forem realmente necessárias.

5/ FAÇA ALGO POR VOCÊ TODOS OS DIAS
Muitas pessoas das quais me inspiram tem o ritual de no primeiro momento quando acordam fazer algo por elas, para elas. Tem melhor forma de começar o dia do que fazendo algo que te faça bem e te inspire? Além de praticar o amor próprio, ajuda a criar a bendita da tal disciplina.

6/ VIVA O AGORA
Bingo! Como, como? Meditação ganha de lavada quando se fala disso. Se Dalai Lama consegue prestar atenção plena numa conferência de física quem somos nós para questionar o poder da medição?! Isso não significa que você precisa se transformar em um monge pra viver o tão distante, #sóquenão, “agora”. Aplicativos pra começar a meditar tem aos montes, basta querer, garota (viu, Fernanda?!).

Que em 2021 sejamos perseverança, renovação e coragem pra colocar aquilo que causa rebuliço dentro de nós pra fora. Da desordem, surge aquele movimento necessário para as coisas acontecerem, não é mesmo?! 💕

Mãe na real · Pausa para um papo

2020, um ano de quem cuidou

Colagem de Pinterest

Resilientes, valentes. Daqui do meu lugar, me refiro à nós, mulheres, tanto àquelas que são mães ou às mães por tabela, que acolhem a amiga, o irmão, o vizinho (o instinto materno corre nas veias de uma mulher).

Todas sentiram. Sentiram medo de um futuro incerto amedrontador. Sentiram dores imensuráveis, da perda, da iminência de uma, do emprego ou da vida de um ente querido. Em meio à dores, medos e confusões, ressurgiram, dia após dia. Geraram vidas, seja uma gravidez ou um novo projeto, um propósito de vida, um trabalho.

Desafiando as próprias leis da física, onde o pensamento cria o resultado, muitas, mesmo com o pavor do caos latente, trabalharam incansavelmente para salvar e cuidar. Aliás, essa palavra “cuidar” nunca ganhou tanta notoriedade como agora, no mundo pandêmico. Mulheres que distribuíram cestas básicas, marmitas e agasalhos. Acolheram muitos e reduziram perdas.

E ainda que vararam (e varam) noites costurando máscaras para a vizinhança. Há quem viajou quilômetros para manter esperança às crianças, desoladas com a ausência da sala de aula. Se sensibilizaram por testemunhar a alegria de quem teve de volta o sonho dos cadernos.

Lágrimas escorreram dos mais diversos cantos e se tornaram antídoto para seguir com fé, que, em vez de minguar, cresceu. Com o passar dos dias, criaram cada uma a sua couraça de proteção, que nada tem a ver com a sensibilidade na alma feminina, pois essa prevalece intacta.

Sob efeito de uma força incalculável, algumas superaram um casamento infindável. E tal como um procedimento cirúrgico que invade o corpo trazendo um mudança, se anestesiaram da dor. Uma anestesia causada por música, leituras, escritas, vozes, ouvidos. Quando o efeito indolor passava, a ação ganhava seu espaço na dimensão da vida.

Pois, no fim das contas, é preciso continuar sonhando e fazendo por onde já que o desejo de deixar algo para posteridade é latente. Em 2020, o roteiros ganharam emoções parecidas com o contraste pessoal marcado pela história e personalidade de cada uma de nós, mulheres.

Para 2021, que demos um reset no que não foi bom e que as energias, emoções e experiências positivas de um ano atípico e por tantas vezes amargo sejam carregadas juntas com cada uma de nós.

Mãe na real · Pausa para um papo

Culpa materna e a nossa mente

Arte por @handleofiron

A culpa que acompanha nós, mães. Psicólogos dizem que é impossível se livrar dela, mas que, sim, podemos lidar de forma mais branda. Se apegar a essa crença certamente pode trazer leveza para essa maternagem cheia de emaranhados, desafios e misto de sentimentos.

Esse papel poderia talvez ser mais leve e mágico se não fosse a imagem “pesada” sobre a mulher que é mãe que a sociedade criou ao longo de todo esse tempo. Um cargo exercido sem pausas repleto de reponsabilidades e carregado de exaustão.

Precisamos suportar essa gigantesca função tendo que encarar pressões sociais, de marcas que romantizam a maternidade, de outras mães (mesmo que inconscientemente) e da internet. A conclusão, no fim das contas, é uma maternidade exaustiva e cheia de culpas.

Segundo um estudo levado a cabo pela NUK, uma marca de produtos para bebês, 87% das mães têm sentimentos de culpa invariavelmente, enquanto 21% sentem isso o tempo todo. A culpa existe, hora maior, hora menor, e não podemos negar.

Mas como lidar com ela? Conteúdos disponíveis na internet e conceitos como “a mãe suficientemente boa”, de Donald Woods Winnicott, ajudam a gente a sobreviver aos nossos martírios maternos. Mas será que mesmo com acesso a tanta informação não será preciso investigar a raiz da onde surge tanta culpa em cada uma de nós?

A psicóloga e pedagoga Betty Monteiro disse durante uma palestras que “a culpa impede de educar, pois isso impede de dizer não”. Ela destacou também que quando a gente mostra para o filho que a gente o aceita com suas dificuldades e do jeito como ele é fica mais fácil desenvolver o vínculo e se libertar de crenças que levam à culpa.

A mente, esse jardim fértil dentro da gente cheio de pensamentos borbulhantes que criam a nossa realidade, pode ser reconfigurada para uma maternidade com menos culpa e sofrimento? SIIMM! E a metafísica está aí para comprovar.

Para essa filosofia que estuda a natureza da realidade a partir da relação entre mente e matéria, os pensamentos são ondas cósmicas no mar universal de energia em que vivemos e vão além do tempo e do espaço. Mais presentes e com a consciência plena desperta, temos mais controle dos nossos pensamentos, podendo, assim co-criar a nossa realidade.

Nas viagens pela internet, encontrei essa apresentação (clica aqui) do Master Shi Heng Yi, diretor do templo Shaolin, mosteiro budista em (Sung Chan), na República Popular da China, que fala sobre os cinco obstáculos que descrevem diferentes estados da mente (desejo sensual, má vontade, preguiça e torpor e inquietação).

Ele explica como são cada um destes obstáculos que atrapalham a gente num grau que às vezes nem imaginamos e usa como metáfora escalar uma montanha e as distrações (os obstáculos da mente) que surgem ao longo do caminho.

Sabe aquele momento quando você se organiza para ficar com o filho e desvia o pensamento indo fazer outra coisa nada a ver? Um exemplo de situação onde a gente está sendo traída pela mente.

Vale ver o vídeo, mas não vale pirar. Vai de boas porque, nos tempos em que vivemos, tá bem mais difícil escalar qualquer montanha sem parar pra pegar aquele fôlego. E outra, o ‘caminho do meio’ é sempre mais garantido ;). Bjs!

Mãe na real · Pausa para um papo

Se conectar para se conectar com os filhos

Colagem por Maja Egli

Olá chicas, como estão?

A avalanche de acontecimentos e obrigações ativa o modo automático e se distanciar de você mesma acaba que sendo uma resposta a isso tudo. Talvez uma mecanismo de defesa contra seu lado mais profundo?

É quando cai a ficha de que é preciso caber dentro de você primeiro pra se encaixar no lugar de mulher, mãe, o ser que deseja. Recuar, se fechar, se olhar. Se viver exige intensidade, esse portal de dentro de nós precisa ser abastecido para que haja imensidão. Manter essa conexão com nós mesmas é, sem dúvida, o maior desafio.

E nessa peleja, você tem parado pra se escutar ou tem fugido de você mesma? Estar inteira exige. Exige coragem, exige um querer de verdade. Exige ânimo pra tirar os móveis do lugar e levantar a poeira debaixo do tapete. Exige sair da zona de conforto, questionar suas certezas.

Essa tal necessidade de balançar nossas verdades, cavucar questões nunca tocadas antes é revolucionária e o impacto no lado mãe é avassalador. Precisamos transbordar pra poder dividir e, para além disso, mostrar na prática o que se aproxima do que é viver “plenamente”.

É da maternidade de onde nossas energias são consumidas numa potência surreal e para que esse maternar siga acontecendo forças precisam ser resgatadas, movimentos devem acontecer.

Nesse rolê louco da vida, quando a bússola está desregulada e as ruas ficam sem saída, daí a necessidade desse cara-a-cara com gente. Se colocar numa outra perspectiva, nadar de braçada sobre seus embates, apertar o que estava frouxo, te levar de volta à sua órbita.

Mas ledo engano achar que deixar de se alienar de nós mesmas significa encontrar a paz eterna, até porque, já diria Freud “O Eu não é senhor em sua morada, ele está sempre em conflito”. E apesar dessa visita à você ser algo sem fim, vale a pena, e, no fundo, a gente sabe disso.

Se reconectar com a natureza é potente e pode trazer respostas para as mais profundas questões. Andar sozinha, observar as ondas e o vento são remédios para alma, no fazendo escapar do burnout materno ou até nos curar dele.

Chega uma hora, que é preciso abandonar aquela mulher que já não se encaixa mais aí dentro, recolher os cacos e ir. E para que essa reprogramação aconteça é preciso abraçar o desconforto. Pois, como disse Rubem Alves: “ostra feliz não faz pérola”.

Bjs, se cuidem.

Mãe na real · Pausa para um papo

Aplicativos de relacionamento é o novo jeito de não “isolar” totalmente as pessoas

No Par Perfeito, uma das maiores plataformas de conhecer pessoas online no Brasil, cresceu 70% o número de usuários

Colagem por @sacharecorta

Às 21h apita a chamada de um número desconhecido no meu celular. Esse horário é melhor atender. Para uma pessoa preocupada com todos à sua volta esse pode ser um sinal de socorro. Dito e feito. Na verdade não era bem isso, mas um chamado de alerta de uma amiga.

Com voz animada, ela dizia: “anota o endereço que vou te passar caso eu não volte para a casa no dia seguinte.” Eu disse: “como assim?”. Ela tinha acabado de comprar um número para os flerts dos aplicativos de dates e alguém que ligeiramente decide ter um número de celular reservado para as aventura também tem a inteligência de ligar para uma amiga e deixá-la esperta na possibilidade dela sumir do mapa depois de uma aventura transferida do online para o físico.

Confesso que fiquei um pouco aflita com o jantar que ela disse que o tal do boy paquera que ela ia ver pela primeira vez tinha preparado. Mas ali a esperteza grita (ela é mais ligeira que o estádio do Maracanã), e mesmo num terreno desconhecido saberia se ia dar pra pisar nele ou sair correndo. Me apeguei a isso.

Mandei mensagem na mesma noite para saber se estava tudo bem. Ela retornou com uma resposta feliz, e eu, fiquei aliviada. Nesses meses de quarentena, pessoas têm se jogado na internet adentro nesse novo contexto de paqueras que, para mim, ainda é um tanto desconhecido, e, admito, me divirto com as histórias que me chegam.

Outro dia, por pouco os ovos que fervilhavam no fogo não carbonizaram enquanto um amigo desenvolvia um papo interessante com um “matcher”. Vasculhadora assídua de quem é você e qual a vida que leva, a tecnologia desperta essa hipótese de cair em tentação.

Volta e meia cai no meu celular o anúncio de um app que promete fazer você encontrar alguém “à sua altura”. Não duvido que deva rolar gente interessante, mas preguiça pra desenvolver papos longos precisa passar longe dessa porta dos encontros online.

Tenho a impressão que na época do “quer tc?” era tudo mais fluido, no mínimo você já tinha visto a pessoa pelo menos uma vez. Nos aplicativos de hoje em dia é tudo mais rápido e líquido. Novos tempos!

Visão estereotipada à parte, mas, sim, o amor pode começar nas telas e existir além delas. Prova disso é que dois casais que conheço se encontraram numa destes apps bem famosos, casaram e formaram uma família.

O que não substitui o encontro ao acaso, um olho no olho, um toque de pele espontâneo, uma troca de risada sem ter tela pra separar. Gente, só de pensar eu indo para um date com alguém que cruzei nas vias online já me ataca a gastrite.

E o medo de estar me encontrando com um serial killer? De chegar lá e não reconhecer a imagem da pessoa que se apresentava nas telas cintilantes? Se apaixonar por um meme era só o que me faltava nessa altura da “carentena”.

Não que aparência seja tudo, mas, vocês me entendem, né? Uma química mínima precisa rolar. Admiro o espírito desbravador de quem se arrisca à circular entre os apps. E embora me soe um pouco frio esse tipo de contato, é uma maneira de dizer “oi, eu tô aqui, por mais que a minha cidade, meu bairro, meu país e o mundo não sejam mais os mesmos e aquela vida pulsante de antes dos bares e baladas já não existe mais”.

É uma forma de tirar onda com o próprio vírus que nos impôs um dia a dia totalmente sem contato físico com os outros. Daqui desse lado, meu rolê digital, por enquanto, fica nas festas no zoom, vez ou outra. E enquanto isso, vou me divertindo com histórias de encontros virtuais dos amigos, do jantar romântico bem-sucedido a um possível date que deu ruim por causa de um “tudo bem com você?” na hora errada. 🙂