Beleza e bem-estar, Lady Fê

A pandemia da beleza natural

Sempre curti um batom cheguei. Vermelho fechado, vermelho aberto, roxo, quanto mais pigmento, melhor ainda. Tenho essa ideia de que é uma ferramenta que confere um poder mais a nós mulheres, dá uma sensação de “eu estou segura de mim”, sabe?

Mass esses tempos em casa malemá ando passando um hidrante labial. O negócio tem sido lavar e hidratar bem o rosto, sem muita firula mesmo.

Imagem Kira Gyngazova (@kira.gyn)

Recentemente, a @exame publicou a matéria “o fim do efeito batom?” (clique aqui para ler) na qual mostra que o segmento de beleza deve ter uma retração por conta da crise de 2,5%, segundo a consultoria de inteligência de mercado Kline. Apesar dessa análise, um relatório da L’Oréal revelou que o setor de produtos para a pele aumentou 13%.

O fato é que a falta de interação social anda nos fazendo mudar certos comportamentos e usar menos coisas que sufocam a cútis é um deles, é o que ando percebendo. O importante é pele saudável e bem hidratada. Afinal, pra que pintar os lábios se agora temos um novo acessório de beleza — a máscara — que esconde a boca ahahah?

Esse perspectiva do mercado em relação à queda sobretudo de produtos de maquiagem como o batom vai na contramão da teoria de Leonard Lauder (presidente da Estee Lauder), que afirma que em tempos de incerteza financeira em vez dos consumidores (neste caso femininos) comprarem um artigo de luxo de maior custo como uma bolsa ou um sapato se voltam para os produtos mais baratos, como os cosméticos e o batom, o que possibilitam a gente se sentir atraente e proporcionam um sentimento de bem-estar.

A partir dessa teoria, Lauder criou o lipstcik index, indicador que por meio de estatísticas evidencia o aumento nas vendas de cosméticos (como o batom) em momentos de crises econômicas ou recessões. A expressão ganhou o ar da graça dias após o atentado de 11 de setembro, que, segundo a grife de beleza, as vendas do produto dispararam em um período onde as pessoas sofriam os impactos do ataque terrorista.

Hoje o nosso novo batom para ir às ruas ganhou versão em tecido colorido e estampado. E já que não tem outro jeito, bora se jogar nas oncinhas, zig-zag, poás, cores e afins, não é? Os olhos ganham até um brilho a mais com esse novo acessório, cês não acham? Bota um rímel bem pã, mas se quiser aparecer na live mais tcham mergulha na boca cheguei que continua valendoo.

A Zara britânica percebeu essa mudança das mulheres na forma de se olhar no espelho e quis mostrar em época de pandemia o poder da naturalidade em um ensaio pouco usual. Enviou as roupas da coleção nova para a casa de cada modelo e propôs que elas produzissem tanto seus próprios looks quanto suas fotos com o rosto bem fresh (veja a matéria na @marieclairemag aqui).

Ensaio da coleção da Zara com modelos em casa

Viva a beleza natural – assim agradece a pele! E vcs, como estão lidando com os cosméticos? Também tão na vibe fresh skin?

Mãe na real, Pausa para um papo

Crise de Covid-19 contribui para o aumento da violência doméstica no mundo

Imagem Unsplash

O início do texto diz de cara: o conteúdo só pode ser compartilhado por whatsapp. A mensagem em questão apresenta a campanha de uma grande empresa brasileira com a intenção de ajudar mulheres que estão passando por algum tipo de violência doméstica. Disfarçado de tutorial de maquiagem, o vídeo, enquanto mostra cenas do maquiador Marcos Costa ensinando como fazer o perfeito delineado, na verdade é um atalho para ajudar vítimas e se safar de seus agressores.

É triste aceitar, mas a violência doméstica – é importante destacar que ela abrange várias tipos desde física à psicológica e sexual – tem se alastrado em época de isolamento social. Um vírus catastrófico assim como o que causa Covid-19.

No Brasil, segundo a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, do começo ao fim do mês de maio desse ano (quando começou a quarentena) o aumento no número de registros no canal de denúncias 180 foi de 17%. A situação é preocupante. Por causa da pandemia de covid-19 a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ampliou o serviço da delegacia eletrônica e passou a disponibilizar o registro de ocorrências de violência doméstica online (acesse aqui o link).

Recentemente, o governador do estado paulista, João Doria (PSDB), sancionou o projeto de lei da Patrulha Maria da Penha, que reúne uma série de ações para monitoramento da segurança de mulheres vítimas de violência doméstica.

Em outros estados como Rio de Janeiro e Bahia já existe o serviço que funciona como uma espécie de ronda militar destinada às mulheres vulneráveis. E apesar da patrulha já acontecer no estado fluminense, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro revelou um crescimento de 50% nos casos de violência doméstica por lá durante os primeiros dias do período de isolamento.

Conviver por mais tempo do que o comum com o agressor pode custar a vida de muitas mulheres no mundo todo durante a pandemia. Na China, por exemplo, com mais de 50 milhões de pessoas confinadas desde 23 de janeiro na província de Hubei, os casos de violência doméstica estufaram. Em Pequim, o governo colocou à disposição mais de 300 linhas de assistência telefônica administradas por universidades ou associações ligadas ao assunto. Outro caminho criado na capital chinesa foi disponibilizar sessões de análise em streaming nas quais psicólogos respondem às perguntas dos internautas.

Outro país que decretou confinamento e tem sofrido com o aumento da violência doméstica é a Espanha, cujo crescimento nas ligações de emergência foi de 18% nas duas primeiras semanas de bloqueio comparado com o mesmo período do mês anterior.

A situação realmente desespera. Tanto é que as Nações Unidas pediram no domingo medidas urgentes para combater o aumento mundial dos abusos em casa. Em seu twitter, o secretário geral António Guterres apelou: “Peça a todos os governos que coloquem a segurança das mulheres em primeiro lugar ao responder à pandemia”.

Lívia Maria Guimarães, psicóloga e voluntária do Mapa do Acolhimento, ONG que reúne uma rede de terapeutas e advogadas para atender de forma gratuita mulheres que passaram ou passam por qualquer tipo de abuso (acesse o link da entidade aqui para saber mais), observa que o “isolamento social na pandemia aumenta as possibilidades de escapar de uma situação de abuso”.

Ela destaca que um dos fatores catalisadores da violência é o consumo de bebidas alcoólicas que, vale destacar, cresceu na pandemia. “Também podemos que outras questões de ordem econômica e social que podem influenciar o agravamento entre as relações. Mas o que acho importante ressaltar é que nada justifica atos de violência, de qualquer natureza, a qualquer grupo social”, destaca.

Lívia reforça: “a vítima não está sozinha e há muitas organizações engajadas em auxiliá-la neste momento. Acolhendo com amor às suas necessidades é possível sair dessa situação, pois ela já tem todos os recursos que precisa para acessar essa força de transformação. Mesmo durante a quarentena os serviços de apoio à mulher permanecem em funcionamento.”

Além do ligue 180 disponível para qualquer região do Brasil, em São Paulo o governo desenvolveu o aplicativo SOS Mulher (saiba mais aqui) que permite que mulheres tenham medidas protetivas concedidas pela justiça acionem o serviço 190 em caso de risco.

Os Centros de Referência de Atendimento às Mulheres são locais destinados ao acolhimento e acompanhamento de mulheres em situação de violência e quem sofre agressão pode procurar a unidade mais próxima. Movimentos e iniciativas criadas por autoridades e empresas permitem diferentes caminhos para buscar ajuda. E apesar da situação de vulnerabilidade nós mulheres remamos cada vez mais forte para que esse mal cesse.

“Estamos fazendo barulho! Os índices de violência aumentaram porque as denúncias ganharam volume e dessa maneira os movimentos e serviços se aprimoraram e este dado é positivo.”, diz Lívia. Do ponto de vista de outro ângulo e não da mulher, passou da hora de que os homens sejam colocados no centro da questão.

Chegou a vez de quem agride assumir a coragem necessária para buscar ajuda e mudar esse quadro. Como? Avaliando as causas do comportamento e desconstruindo a cultura da tal da masculinidade estereotipada. Lívia diz que consegue ver uma luz no fim do túnel e recomenda o documentário O Silêncio dos Homens, (clique aqui para assistir no Youtube). A obra aborda relatos de homens que buscaram ajuda para mudar posturas abusivas.

Como mulher, me incomoda muito dar de cara com as estatísticas e ficar quieta. Compartilhe esse conteúdo e ajude a chegar até quem precisa. #juntassomosmaisfortes

Mãe na real, Pausa para um papo

Como se planejar com as finanças na crise

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Momentos de incertezas acontecem muitas vezes sem hora marcada pra chegar. A atual crise por qual o mundo passa tem deixado a gente com dúvidas e inseguranças, inclusive a financeira. Se programar e manter o controle dos gastos é um caminho de certo alívio. Falei com Diego Maia, consultor de finanças pessoas da Plano, e ele deu alguns dicas pra gente não desesperar com as contas.

1// NÃO CONTRAIA DÍVIDAS DE EMPRÉSTIMOS

Seja de bancos ou particular e de preferência não fazer nenhum tipo de compras parceladas. Já que isso compromete os próximos meses e o futuro ainda é muito incerto.

2// MANTENHA UM PLANEJAMENTO COM OU SEM CRISE

“Essa é uma ferramenta que auxilia na tomada de decisão mais assertiva”, diz Diego, que destaca que os aspectos mais importantes de um planejamento de orçamento são:

– Mapeamento de todas as previsões financeiras (receitas, despesas fixas e variáveis, dívidas e parcelamentos);
– Linha do tempo mínima de 12 meses. Desse modo, se o mês fecha no negativo é possível então enxergar em quanto tempo esse “ciclo” se encerra e qual o tamanho dos esforços necessários para sair do negativo.

3// CONTROLE OS IMPULSOS

 Segundo o especialista em finanças, nós brasileiros temos enraizado na nossa cultura o imediatismo, isso atrapalha demais no controle e direcionamento de um orçamento. “Deixar de consumir coisas menos importantes vale também para todos os momentos”, observa Diego. Ele diz que a expressão que mais esclarece essa situação é “mas é só mais um cafezinho”. “Se fizermos as contas das economias em cafezinhos por dia durante 10 anos os valores são muito mais expressivos”, diz.

4// FIQUE ATENTA À EDUCAÇÃO ALIMENTAR DOS FILHOS

Se você acostumar a criança a consumir muitas besteiras como biscoitos recheados, salgadinhos e doces a conta do mercado no fim do mês ficará mais alta.  Outro ponto é habituá-la com as melhores marcas, “em um momento como o que vivemos agora fica mais difícil adaptar ao ‘mais barato’”, analisa.

5// COLOQUE EM PRÁTICA O QUE APRENDEU

“O melhor investimento que existe é o conhecimento, porém devemos ter cuidado para não assumir a condição de ‘obesidade intelectual’, ou seja, ter todos os aprendizados possíveis sobre finanças e não utilizá-los”, conclui o consultor financeiro Diego Maia.

 

 

Pausa para um papo

Como aprender com a quarentena e evitar a vibe ruim

Imagem Unsplash

Ressignificar. Provavelmente essa palavra é uma das mais usadas nestes dias. Afinal, não é pra menos, o momento oferece oportunidade para darmos um outro sentido a essa crise causada pelo surto da Covid-19.

Outro dia fiz um texto pra cá sobre como melhorar a imunidade a partir de alguns cuidados básicos como alimentação equilibrada e bom sono. Entrevistei a Dra Patrícia de Oliveira, que cuidou do meu pré-natal. Ela é médica especialista em antroposofia (abordagem espiritual holística que apoia e complementa a medicina convencional) e num papo comigo por whatsapp me fez lembrar de uma parte essencial para um sistema imunológico vigoroso: o lado espiritual.

Já pararam pra pensar que a forma como lidamos com o excesso de informação hoje em dia pode ter culminado num distanciamento de nós mesmos? Ta, esse é um ponto. O outro é que não podemos deixar essa fase passar sem revisitar o nosso interior e buscar um crescimento maior. É tirar leite da pedra mesmo, fazer do limão uma limonada — frases de efeito não faltam para a realidade atual.

Por isso nesse momento de caos e dor se voltar para si, para o que realmente tem significado é tão necessário. É o isolamento dentro do isolamento na tentativa de buscar a sabedoria que a vida louca pôde ter nos tirado e passou despercebido por nós.

Outro dia escutei a frase da Dra Ana Paula Cury, também médica antroposófica, num podcast maravilhoso (vou indicar o programa para vocês aqui na lista abaixo) que era: “adoecer tem a ver com a possibilidade de desenvolvimento e evolução do homem”. Charles Darwin nunca falhou com sua teoria da evolução.

Uma coisa é certa, nada tem sentido se não exercermos o nosso altruísmo. Esse momento de virada permite tempo para reconciliarmos com nós mesmos e olhar o próximo com mais amor.

Então como cuidar da parte espiritual sobretudo num momento de tanto medo e incerteza? Como trabalhar nosso pensamento já que é ele que cria a nossa realidade? Qual é a nossa parte que estamos deixando de fazer para um mundo mais saudável em todos os aspectos? São questionamentos que cada um por si só deve responder.

Elaborei uma lista de algumas coisas que tenho feito por mim. Espero ajudar vocês com ela de alguma forma.

// MEDITAR E PRATICAR YOGA

Desconheço outra forma mais completa que faz a gente parar e observar o corpo em diferentes nuances, desde a respiração até o equilíbrio e os próprios pensamentos. E não existe yoga sem meditação. Daí lacrou, né?! Aqui abaixo indico três perfis de professores que tenho utilizado bastante nesses dias de isolamento, basta clicar no nome para acessar a página de cada um!

Pri Leite

Namu

Carlo Guaragna

// ESCUTAR PODCASTS

Tem tanto conteúdo interessante nesse tipo de plataforma que eu poderia passar o dia listando alguns canais. Muitos deles podem ser uma forma de ajudar a gente a evoluir e cuidar do espírito. Assistam o episódio “Confiança e Altruísmo” do programa Mercúrio Antroposofia clicando aqui no qual a média antroposófica Ana Paula Cury participa e reflete sobre o como podemos crescer em meio a esse momento de crise. Escutem também aqui o “Coronavírus é o nosso karma coletivo?”, do Despertar Zen da monja Coen.

// PENSAR NO OUTRO

Minha vizinha está confeccionando máscara e distribuindo no bairro. Esse é um exemplo de como podemos ajudar com as ferramentas que possuímos. Comece cuidando do seu entorno, da família, dos amigos. Você pode contribuir com atitudes simples como comprar na quitanda do senhorzinho da esquina.

// CAIR NA MÚSICA

A arte com certeza é uma excelente saída para o confinamento. Lives para todos os estilos estão distribuídas na internet nas mais variadas plataformas. Basta afastar o sofá da sala e deixar o celular carregado pra diversão acontecer. Uma ferramenta que está fazendo sucesso e promete bombar hoje (quinta, 09/04) com a festa Je Treme Mon Amour, criada pela dupla de DJs Madruga e Tide, é a Boate Azoom, balada virtual dentro do aplicativo de reuniões Zoom. Essa edição online da Je Treme vai contar participação especial do DJ Felipe Cordeiro (clique aqui para saber mais).

// CONECTAR COM AS PESSOAS

Uma das maneiras de fazer isso é rezando. Não precisa seguir uma determinada religião, basta ter fé e projetar para o universo a vibração que você deseja. Cresci no budismo e, apesar de seguir essa filosofia desde que me entendo por gente e me simpatizar com ela, tenho feito correntes de orações de outras religiões. O importante é a energia e os pensamentos que agente emana.

// FAZER UM PANORAMA SOBRE O DIA

Refletir sobre os pensamentos e relações no fim do dia é uma forma de ter uma percepção maior sobre a gente mesmo. O que me fez agir sobre uma determinada situação? Como eu posso melhorar?

Você não precisa ser forte o tempo inteiro, se permitir desabar de vez em quando faz parte de se aceitar e se cuidar. Bjs

 

Kids

7 perguntas e respostas sobre o sistema imunológico em época de pandemia

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Conversei com a Doutora Patrícia Alves de Oliveira, ginecologista e obstetra do Numa (Núcleo de Medicina Antroposófica — abordagem espiritual holística que apoia e complementa a medicina convencional) da UNIFESP, para saber como podemos garantir uma saúde de ferro a nós e aos nossos filhos nesses tempos difíceis da síndrome COVID-19. Acompanhem por aqui:

1- Pessoas com boa imunidade tem menos chances de contrair a síndrome Covid-19?

Dra. Patrícia Alves de Oliveira – Pessoas com resposta imunológica adequada tem menor chance de desenvolver formas graves da COVID-19. No entanto, estudos apontam que o aumento da exposição ao vírus parece aumentar o risco de desenvolvimento das formas graves independente da imunidade. Portanto é necessário um conjunto de boas práticas: manter a imunidade através de nutrição e sono adequados e prevenir a contaminação pela higienização (principalmente das mãos) e isolamento social.

 2- Em quais situações a imunidade pode ficar mais baixa?

Quem usa medicações imunossupressoras (para tratar doenças autoimunes, no pós-transplante ou na quimioterapia) diminui a capacidade do sistema imunológico reconhecer e elaborar um “ataque “ antes do agente se aprofundar. A diabetes também causa isso.

Na gravidez as células do sistema imunológico ficam mais lentas porque se elas fossem ágeis a mãe reconheceria o bebê como um corpo estranho e o expulsaria. Por isso, gestantes são grupo de risco. Mas no coronavírus, por algum motivo, essa fragilidade não é relevante.

3- Existe alguma forma das grávidas se prevenirem?
Apesar de gestantes serem consideradas grupo de risco não está evidente o aumento de contaminação e complicações como foi observado na H1N1. Mas gestantes tem um resposta imunológica menor e mais lenta e tem riscos do desenvolvimento de co-morbidade obstétricas como a pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, etc. Isso aumenta a vulnerabilidade em mulheres grávidas. A forma de prevenção é a mesma orientada para a faixa etária com adicional atenção às gestantes que trabalham em locais que prestam serviços essenciais que devem ser deslocadas de postos com riscos de contato com pessoas contaminadas. Essa é orientação até agora, mas pode mudar a qualquer momento.

4- Como se deve cuidar do sistema imunológico?

O sistema imunológico se fortalece quando os ciclos são respeitados, ou seja, alimentos saudáveis em quantidades e horários corretos, horas de sono necessárias (nem a mais e nem a menos) e, se possível, associar a prática de meditação para compensar o excesso de exposição às informações durante o período de crise.

5- Existe alguma receita “caseira” comprovada para deixar o organismo mais forte e assim diminuir o risco do contato com a Covida-19?

Infelizmente não existe uma fórmula disponível com comprovação científica de aumento da imunidade. Há sim uma correlação clara de manutenção dos ciclos hormonais e imunidade principalmente  o controle adequado do cortisol (hormônio do despertar, do ‘estar alerta’) e a melatonina (responsável pelo sono). Deve-se ingerir carboidratos em quantidades adequadas, evitar substâncias tóxicas ao organismo presentes em alimentos processados e o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Essas práticas ajudam a equilibrar a resposta inflamatória do organismo, o que resulta em melhora da imunidade.

6- Há algum alimento que pode contribuir para a melhora da imunidade?

A introdução de alimentos com propriedades antiinflamatórias na dieta, como o gengibre e o açafrão da terra pode favorecer a uma mudança no relacionamento com alimentos e ter como consequência uma mudança na resposta inflamatória, mas não podem ser considerados isoladamente uma proteção adequada. Vale sempre o conjunto de medidas protetivas.

7- Cientistas da Universidade de Turim, na Itália, divulgaram um estudo em que a vitamina D pode ser administrada como uma ferramenta para reduzir os fatores de riscos causados pela doença. Ela pode, de fato, ajudar no combate ao coronavírus?

A vitamina D tem ação comprovada na mediação da imunidade, mas inúmeras possibilidades devem ser avaliadas. A suplementação é indicada nos casos de deficiência e não como uma proposta de tratamento. Ainda são necessários estudos para estabelecimento de rastreamento  de deficiência e utilização da vitamina D na Covid-19.

 

 

 

 

 

 

 

Mãe na real, Pausa para um papo

Meus dias de quarentena com minha filha: se perdoar e se transformar é fundamental

Era mais um dia de confinamento. Acordar positiva em prol de uma luta maior, o fim da disseminação da síndrome COVID-19, seria a primeira meta a cumprir. As demais eram parecidas com as de um dia normal: ler, tomar meu chá e olhar as tarefas do dia. A aula de yoga online se tornou um adendo na rotina de enclausuramento. Mas antes que eu terminasse essa “válvula de escape” Helena, minha filha, aparece na minha visão carregada de bichos de pelúcia e pedindo colo.

Como ela acordou mais cedo do que de costume, percebo a chance dela voltar a dormir. Não dou bobeira, vou com ela pro quarto até me sentir confortável para voltar ao meu refúgio espiritual. A segunda etapa do seu sono durou menos de uma hora, tempo útil para que eu voltasse pra dentro de mim antes de dar start às obrigações entre mãe, dona de casa e profissional.

Pensando aqui comigo, não sei onde eu estava com a cabeça quando achava que ia conseguir turbinar meu currículo com 500 cursos na internet disponíveis com apenas um apertar de botão, sem precisar de muitos esforços financeiros inclusive, já que grande parte deles é de graça. Mas, sinceramente, já me dou por satisfeita conseguir concluir dois deles que, com muita empolgação, fiz a inscrição.

Os dias com a Helena em casa sem pôr o nariz para fora tem sido intensos. A gente brinca, briga, se abraça, dança, ri, chora e dorme agarradinha.

E por mais que eu acorde achando que tudo vai ser diferente, que vou saber dominar minhas fraquezas e conseguir dar mais atenção a ela (pois sempre achamos que estamos em falta com nossos filhos) eis que esse esforço cai por terra em vários momentos.

Mesmo com uma rotina minimamente programada no meio de toda bagunça que acompanha um novo ritmo, lidar com notícias novas a todo instante é perceber um futuro cada vez mais opaco e estar certa de que a reprogramação acontecerá, sobretudo a da mente.

Penso aqui que se antes a maior parte da população como eu estava condicionada a viver pensando no futuro agora se vê obrigada a estar mais presente, seguindo um dia de cada vez como se, de fato, não houvesse amanhã. Aliás, essa aflição causada pela incerteza e o sofrimento coletivo de assistir pessoas passando necessidade e não ter sabão para lavar as mãos corrói qualquer ser humano que se encontra perdido na esteira dessa crise mundial.

Ficar confinada com uma criança que, à sua maneira, também sente isso tudo e não tem o mesmo entendimento como nós adultos pode abalar as emoções dos pais. Em doses bem homeopáticas, essa experiência pode ser parecida com a do resguardo no puerpério com a diferença de que, neste último caso, existe a previsão de um fim para o isolamento social, o que ameniza a possibilidade de um sofrimento.

Parar de olhar a panela no fogo pra fazer trança no cabelo da boneca pode ser o estopim para uma mãe preocupada e aflita com o presente e o futuro.

Diante das tragédias diárias que atingem o mundo ficar com o braço riscado de canetinha é nada, assim como a comida feita com carinho que é desprezada, só que tudo pode ser o fim para uma mãe à beira de um colapso nervoso. Ao mesmo tempo, seria até injusto esboçar qualquer insatisfação uma vez que há tanta gente em condições bem vulneráveis.

E de repente eu que sempre fiz de tudo para ser a minha melhor versão para a minha filha tenho mostrado, por várias vezes, o meu lado mais sombrio.

 

 

Kids

Como falar com os filhos sobre COVID-19

Imagem Albumarium

Queremos proteger nossos filhos e ajudá-los a entender o que anda acontecendo no mundo em torno do novo coronavírus. Pode ser confuso para eles perceber a importância de lavar as mãos várias vezes ao dia porque existe uma doença muito grave no ar e nas coisas que está deixando as pessoas muito doentes. Conversei com Lilian Leite Machado, psicóloga e psicoterapeuta de casal e família, para nos dar algumas dicas de como conversar com nossos pimpolhos sobre a pandemia.

1. EXPLICAÇÃO LÚDICA

A criatividade também funciona nessa hora de pânico. “Podemos dizer que há ‘bichinhos’ espalhados por todos os lados e que estão causando um grande estrago, deixando as pessoas doentes e que essa doença parece com gripe ou resfriado e pode levar as pessoas embora. Daí a necessidade da limpeza das mãozinhas, dos objetos à volta e de colocar os antebraços na frente da boca e do nariz ao espirrar ou tossir.”, explica Lilian.

2. CONVERSE DE FORMA ABERTA

Perguntar para a criança o que ela sabe sobre o novo coronavírus e conversar de forma tranquila sobre o tema, demonstrando segurança para que ela não fique assustada.

3. DISTRAÇÃO É A MELHOR COISA

Lilian explica que, em geral,  as crianças adoram estar na companhia dos pais, por isso, esse momento de confinamento possibilita aos adultos um tempo disponível para brincadeiras e se aproximar dos filhos. “Desenvolva atividades lúdicas como desenhos, pinturas, massinhas,  jogos de quebra-cabeça,  memória, adivinhação, tabuleiros”, reforça. Ela completa: “se tiver espaço,  brinque de esconde-esconde,  pega-pega, pular corda. Relembre brincadeiras da sua época de infância. Na internet é possível encontrar sugestões de como se divertir em casa. Leia historinhas. Invente. Pode ser bem divertido.”

4. SIGA SUA INTUIÇÃO

Isso vale pra tudo, inclusive quando se trata da crise em que estamos vivemos. “Leia” seu filho e note se ele quer falar sobre a situação do vírus ou se quer ficar mais quieto com relação ao assunto. “Se perceber que está inseguro e não quer falar sobre isso, tranquilize-o de modo que o espaço dele seja respeitado. E lembre sempre que nossa maior obrigação é protegê-los”, destaca Lilian.

5. LIGUE PARA A FAMÍLIA

“Faça ligações por vídeo para avós e tios para que a criança possa vê-los, conversar sobre outras coisas.”, diz Lilian. E, Olha, se tem uma coisa que aprendi com a maternidade é que tranqüilidade é fundamental para a criança se sentir segura.

Vocês têm utilizado outro recurso pra tratar do tema com as crianças e distraí-las? Compartilhem com agente.

 

 

Mãe na real, Pausa para um papo

Como se ajudar e ajudar o próximo em tempo de crise por Covid-19 (parte 2)

Imagem Unsplash

Durante a pandemia do coronavírus é normal a gente ficar com medo, ansiosa e preocupada. Toda essa avalanche de sentimentos pode atrapalhar na nossa organização em casa, não é por menos, a carga de adrenalina é grande, a nossa frequência cardíaca pode ficar até mais rápida e a cabeça entrar num ritmo frenético insano de pensamentos.

“A eminência de algo ruim ocorrer nos assombra, e difícil pensar que uma pessoa informada e sensata, nesse momento, não se sinta com medo. Estranho seria não sentir o temor diante de tudo que vemos e ouvimos nesse período de crise. O problema é que o receio e o medo podem dominar nossa mente e adoecer nosso cérebro”, explica Dr. Saulo Nader, neurologista do Albert Einstein e USP, em comunicado à imprensa.

O lado bom disso tudo, se é que existe lado bom na verdade, é que as pessoas estão se unindo para ajudar umas as outras de diferentes formas. Uma crise assim faz a gente lembrar do nosso lado mais bonito, o do cooperativismo.

Grupos de whatsapp nunca foram tão úteis. As pessoas estão compartilhando de tudo (fake news à parte nessa hora), desde livros, textos de incentivo, e piadas que no meio dessa bagunça fazem a gente se distrair. Na internet, cursos e aulas gratuitos estão sendo disponibilizados pelas mais diferentes comunidades. É hora de aproveitar todos esses recursos à nossa mão para garantir nossa lucidez e manter a tal percepção da realidade. Montei uma lista pra não pirar e ser feliz.

 – Coloque no papel tudo que tem pra fazer no dia na noite anterior

Com certeza isso vai te ajudar a ter a disciplina que precisa.

– Acorde uma hora ou duas horas antes de iniciar o trabalho

Assim você vai poder ler, meditar e até tomar seu café da manhã junto com os filhos, gato ou cachorro.

– Tire o pijama, pelo amor!

Não precisa se arrumar se não quiser, mas evite ir para frente do computador com a roupa que dormiu. O fato de vestir uma roupa confortável para trabalhar vai te fazer entrar no “modo trabalho”.

– Faça seu horário de almoço normalmente

Pare de uma a uma hora e meia para almoçar com calma, escovar os dentes e lavar a louça. Não é porque você está em casa que você tem que engolir a comida. A rotina tem que ser parecida com a que você faz quando está no escritório.

– Cuidado com pensamentos muito negativos e catastróficos

Mantenha o foco em se prevenir seguindo as recomendações da OMS, coloque em mente que isso tudo é passageiro e tente tirar lições desse momento de confinamento e crise.

– Se curta

Lide bem com a “solidão”. Vai ler aquele livro que anda parado na estante ou na tela do tablet ou do celular, assistir aquele clássico de que tanto gosta e te faz bem. Medite, movimento o corpo.

– Ofereça ajuda

Se coloque à disposição para cuidar dos filhos daquela amiga ou vizinha se elas tiverem que ir trabalhar. Fala pra tia mais de idade que você está à disposição se precisar. Faça compras de mercado online e ajude uma pessoa mais velha que não saiba usar essa tecnologia.

– Aproveite para crescer e se desenvolver

Cada hora que entro em uma rede social vejo anúncio de um curso novo, muitos deles são de graça. Hoje eu comecei um de marketing digital pela USP (clique aqui para ver). Já me cadastrei em outro da Faber-Castell que inclui aulas de ilustração e criação de personagens. Vou colocar aqui embaixo o link aqui de alguns cursos que encontrei.

Cursos gratuitos da Faber-Castell para se divertir com as crianças. Detalhe, o texto anunciava que eles iam até 19/04 na plataforma da empresa, mas consegui fazer o cadastro hoje:

https://is.gd/vWIeGh

Marketing digital, inbound marketing e Google Analytics estão entre os temas dessa relação. Aqui descobri o app de marketing digital Primer da Google que você aprende e treina o que já sabe no celular:

https://is.gd/a4ck2u

Tem também essa lista de cursos grátis compartilhados no grupo de jornalistas do Telegram

Harvard:

https://is.gd/XSd783

Insper:

https://is.gd/4KuW8q

FGV:

https://is.gd/DNOFBc

USP:

https://is.gd/llEBgu

Senai:

https://is.gd/yYtrTZ

Perestroika

https://www.perestroika.com.br/online/vailaefica/

 

E aí, o que achou? Se tiver alguma ideia para ajudar nessa quarentena, compartilha por aqui!

 

Kids

Como aproveitar melhor o tempo na quarentena por Covid-19 (parte 1 – tempo com os kids)

Sete da manhã. Me arrumo para trabalhar, faço meu chá e sento em frente ao computador. Minutos depois Helena acorda afoita querendo me contar o sonho que teve. Paro com um bom dia, escuto atenciosamente, volto a escrever até ela despertar de vez para que eu possa escovar seus dentes e preparar seu café da manhã. Parênteses: por mais que a gente se programe, tem dias que a criança desperta antes do horário de costume, assim como a gente, faz parte.

As horas em casa com ela têm sido movimentadas. A programação do trabalho é sim necessária, mas vai tentar colocar certas coisas na cabeça de uma criança de quatro anos que está radiante por ter a mãe ali sob seu campo de visão e contato em qualquer momento do dia?

Diante de tanta opacidade causada pela crise mundial com o coronavírus, mães e pais vivem numa toada de vários pratos sendo equilibrados, quem dirá então as mães solos, que são muitas por aí? #tamojunto !

Conciliar home office com administração da casa e tempo do filho não consumido na escola pode nos apavorar, mas é colocar em prática tudo que um dia a maternidade nos trouxe: planejar, criar, inventar, executar, respirar e recompor-se (por que não?).

O momento de reclusão é difícil, podemos ficar estressadas e mais ansiosas, porém essa pausa é mais que necessária para o mundo se regenerar. Daí a hora de fazer do limão uma limonada, concordam? Esse caos gera a oportunidade de repensarmos no caminho pelo qual estamos acostumadas a andar e se é preciso mudar a rota, na forma como utilizamos o nosso tempo e nos relacionamos, de refletir sobre o que realmente importa.

Pensando nesse contexto todo, fiz dois textos pra compartilhar com vocês, um sobre como aproveitar melhor o tempo em casa com os kids e outro listando como podemos organizar melhor os dias em casa de forma que não deixemos a produtividade cair e ainda aproveitar todos os recursos para novos conhecimentos disponíveis na internet de graça.

Para as atividades que podem ser desenvolvidas em casa com os pequenos, conversei com Priscila Perrinchelli Cavalheiro Vieira, professora de educação física e especialista em recreação infantil. Vejam que interessante as dicas dela:

 

1-Libere a imaginação

As crianças adoram atividades lúdicas, confeccionar brinquedos, por exemplo, é algo bem legal que prende bastante a atenção. Ler e estimular que elas contem histórias também é uma forma divertida de se distrair e trabalhar a criatividade.

2-Participe da festa

Sim, o trabalho não vai permitir você parar toda hora para dar atenção, masss uma paradinha de cinco minutos quando a criança te solicitar vai fazê-la ficar animada para voltar a brincar sozinha. “ela sentirá que foi atendida e logo estará entretida novamente com a atividade”, assim diz Priscila. Ela reforça que até os seis anos a criança ainda não adquiriu total autonomia para brincar sozinha e por isso sente a necessidade de fazer suas brincadeiras e tarefas sempre com um adulto por perto.

3-Resgate brincadeiras antigas

Outra idea é resgatar brincadeiras antigas do tempo dos nossos pais como o jogo das Cinco Marias, pesinhos feitos com retalhos de tecidos e preenchidos com arroz ou areia. “A ideia é que os cinco caibam em uma mão ao jogar para cima e tentar pegar o máximo de peças”.

4-Aproveite as áreas externas

Quem tem varanda ou jardim deve aproveitar estes espaços para brincadeiras que possibilitem uma liberdade maior para a criança correr, andar de bicicleta, brincar de bola e gastar bastante energia.

5-Regras são regras

Segundo Priscila, criança gosta e precisa de regras também. “Ela se sente útil quando pode ajudar, então sempre que terminar de brincar é importante falar para guardar os brinquedos, mesmo que os pais ajudem”, diz Priscila. Também vale pedir um help para a criança ajudar em casa como pôr a mesa e guardar a roupa suja.

6-Mantenha os horários

As crianças também gostam de rotina e com os horários determinados para cada coisa elas se sentem mais seguras. Por isso, na medida do possível, é importante manter a mesma rotina de antes para refeições, brincadeiras e sono.

E aí, curtiram? Fiquem avonts pra dividir suas experiências! 😀 Bjs

Pausa para um papo

Recuar numa situação frustrante ou de estresse é necessário

Tem situações na vida que deixam a gente ofendida ou chateada, seja em casa quando os filhos fazem alguma malcriação ou quando alguém escreve ou fala algo para você. De uns tempos pra cá tenho treinado a paciência nesse sentido, e, olha, tem sido a melhor coisa. Não retrucar logo de cara e dar tempo para digerir a situação por minutos, horas ou dias é poupar a sua paz de espírito e ao mesmo tempo permitir que a situação se resolva de forma mais equilibrada.

Com os ânimos mais tranquilos e dando tempo para clarear as ideias, você consegue avaliar melhor o porquê aconteceu aquilo e refletir sobre qual a melhor maneira de se posicionar, se é conversando e expondo seu ponto de vista ou simplesmente respondendo com o silêncio – em alguns casos essa é a melhor resposta.

Devolver com a cabeça arejada e livre de emoções é ter habilidade para uma vida com mais harmonia. Tomar partido quando o sangue está fervendo quase sempre dá ruim. Pra que agir no fogo da emoção então? Se observe, analise você antes de sair atirando pedras ou retribuindo na mesma moeda atitudes que te desapontam. Em um mundo cada vez mais histério, faça diferente, e, enquanto alguns gritam, se mantenha na frequência que te traz paz e siga no controle da sua vida. 😉