Bem-estar e beleza

Como lidar com a TPM durante a pandemia

“Lá vem você com seus larará lara. Laralauê larauê lará. Lará larauê…” Ela chega de mansinho e quando menos espera já se apossou do corpo. A Tensão Pré-Menstrual tem sido bem ingrata nesses tempos de confinamento. No grupo de WhatsApp eu e amigas sentimos uma na outra o ombro certo pra desabafar o desconforto desse espectro que dá o ar da graça mês a mês.

É uma espécie de estelionato que chega pra tirar da gente as poucas energias que restam, limpando a raspa do tacho que sobrou de uma vida com esperança e empurrando a gente ladeira abaixo pro limbo da impaciência e ansiedade. E se em algum momento eu achava que a calma não estava de todo perdida taí um engano quando dou boas-vindas para essa tal da TPM.

Não dá pra fingir que tá tudo bem. Dizer que é só uma TPM. É uma senhora de uma TPM enrustida. Aceito, que dói menos. Sendo assim, é melhor eu, no lugar de viver em pé de guerra com ela todo mês, puxar a cadeira, convidá-la a sentar e oferecer um chá. Abraçar os sintomas físicos e psicológicos dessa enxurrada de hormônios é assinar um termo de paz comigo mesma. Se é para baixar a poeira do caos que me habita, que assim seja.

Cultivar a paz de espírito — por mais que eu esteja com esse B.O. na outra mão — é tudo que mais quero neste momento. Vale meditar, fazer yoga. Vale também tirar a TV da tomada, escutar aquela play que levanta até defunto. Vale curtir a bad do jeito mais chinfrim como assistir aquele filme de comédia romântica que há meses te olha no feed da Netflix.

Tudo pra transferir o butim pra bem longe. Detalhe importante: beber bastante água para eliminar o que acumulou no corpo faz bem. Ficar em silêncio, ah que delícia… mas se de repente sentir vontade de falar com aquela amiga que é toda ouvidos, por que não mandar uma mensagem ou telefonar? E ter calma. Pois, embora pareça uma eternidade esse mix de sensações, tem hora marcada para ir embora e, quem sabe, na próxima visita ele pega mais leve.

95% das mulheres sentem pelo menos uma variação psicológica ou física no período da TPM

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Como cuidar da alimentação durante a gestação

Imagem de Janko Ferlic no Pexels

Olá, gravidinhas lindas!

Nós ouvimos vocês! E esse post foi pensando especialmente para as mamis que estão passando pela fase da gestação. Pois sabemos que pode ser difícil tentar manter a alimentação equilibrada tão recomendada pelos médicos, ainda mais nesse momento pelo qual o mundo está passando em que emoções podem ficar mais à flor da pele e a comida acabar servindo de válvula de escape. Por isso, conversei com a Dra. Patrícia Oliveira, que além de ser ginecologista e obstetra do Numa (Núcleo de Medicina Antroposófica — abordagem espiritual holística que apoia e complementa a medicina convencional) da UNIFESP, é um ser humano lindo e quem cuidou da minha gravidez — a quem serei eternamente grata 💕.

Vejam as dicas valiosas dela e comentem aqui o que acharam! 🙂

1 / / TENHA UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA
Normalmente quando a mulher engravida ela pensa “no que é proibido comer” e “ no que é necessário comer”, o ideal é encontrar um meio termo onde ela terá uma alimentação saudável e também prazerosa. Descobrir novos sabores e sair da monotonia alimentar pode ser um caminho interessante. O olfato e o paladar aguçados na gravidez podem fazer com que a gestante desgoste de alguns sabores conhecidos e reconquiste sabores abandonados.

2 // DIVIDA AS REFEIÇÕES EM PORÇÕES
A ansiedade pode estimular a vontade de ingerir carboidratos, a falta de tempo faz com que busquemos alimentos gordurosos como os “crocantes” e os finger foods e o home office faz com que fiquemos mais tempo sentados. Para evitar o desconforto e o ganho exagerado de peso, a grávida pode fracionar as refeições comendo pequenas porções várias vezes por dia, pelo menos em três delas ingerir uma boa fonte de proteínas, principalmente no terceiro trimestre da gestação. Evitar também petiscar na frente do computador e aproveitar a hora de se alimentar para se levantar, esticar as pernas e se movimentar é importante.

3 // INVISTA NOS ALIMENTOS DA NATUREZA
Na gravidez o mais importante é que alimentação seja equilibrada, evitando restrições calóricas e o consumo exagerado de alimentos industrializados. Na composição da dieta devem ter: cereais, proteínas (animais e/ou vegetais), verduras, frutas, legumes, tubérculos e castanhas.

4 // TENHA ATOS DE AMOR
Temos os 1100 dias mais importantes para sermos saudáveis durante toda a vida. São eles: 90 dias antes da mãe engravidar, 280 dias da gestação, 365 dias do primeiro ano de vida e 365 dias do segundo ano de vida, ou seja , a alimentação da mãe é por si um ato de amor. Quando a mulher se nutre com a intenção de transformar o seu alimento em saúde para o seu bebê é justamente isso que acontece. Fortalecer o vínculo materno fetal através da respiração e exercícios meditativos traz o enriquecimento desse relacionamento.

5// APROVEITE A GESTAÇÃO PARA MUDANÇAS
É muito importante que a mulher aproveite as possibilidades transformadoras da gravidez. Quando ela aceita essa missão de ser “criadora” dos elementos Universais, ela consegue driblar as dificuldades e adquirir nesse curto período de tempo um novo olhar sobre o mundo e consequentemente uma nova forma de viver.

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8 perguntas e 8 respostas sobre o sono e como melhorar a qualidade dele

Imagem Cottonbro

Desde que o isolamento social começou, há mais de 120 dias, tenho escutado de alguns amigos que não conseguem dormir direito. No meu caso, apesar de eu ter um histórico com o sono tranquilo (sou do time que se encostou, dormiu), tenho tido dificuldades em alguns momentos para dormir. Quando me observo, isso acontece mais quando fico nas telas (celular, TV e computador) até mais tarde ou quando a confusão dos hormônios da TPM resolvem bater à minha porta.

Uma pesquisa feita com 780 brasileiros pela The Bakery, empresa global de inovação corporativa, mostra que 44% dos entrevistados estão com mais dificuldades de dormir na pandemia. Não é para menos, o medo e a ansiedade associados à mudança de rotina repentina formam o combo causador de insônia.

E como lidar com esse mal que pode acabar com nosso humor, atrapalhar a produtividade e aflorar ainda mais os sentimentos de angústia? Conversei com a Dra. Helena Hachul, médica responsável pelo Setor Sono na Mulher do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (USP) e que atua no Instituto do Sono. Quem sabe a nossa conversa possa ajudar você a previnir episódios de insônia ou contribuir para ter de volta a qualidade do sono que te foi tirada.

1- Ansiedade e medo tem causado mais insônia nas pessoas. Quais são as recomendações do Instituto do Sono para que as pessoas melhorem sua qualidade do sono?
Dra Helena Hachul: Manter uma rotina de dia com horários definidos para acordar, dormir, se alimentar, fazer exercícios, trabalhar, descansar e desligar tv, computadores etc.

2- Existe um tratamento alternativo que possa se fazer em casa para trabalhar essa questão?
R: Os exercícios físicos são de fundamental importância tanto para a qualidade de vida como para a qualidade de sono. Procurar momentos de lazer mesmo na rotina de casa: ler livros, assistir filmes, estar em família também ajudam. Outras sugestões são técnicas de relaxamento como meditação e yoga.

3- Quais os impactos de uma noite ou várias mal dormidas?
R: Em geral, as pessoas dormem cerca de 6 a 8 horas por noite. Existem variações da normalidade. Os pequenos dormidores dormem cerca de mais ou menos 5 horas e ainda assim estão dispostos para as atividades do dia seguinte, enquanto os grandes dormidores precisam de 11 horas para estar bem no dia seguinte. Dormir menos que 4 horas e mais que 11 parece estar associado a problemas de aumento de risco cardiovascular e diminuição de longevidade. Pelo fato de o sono restaurar tanto a parte física quanto mental, se dormirmos mal, no dia seguinte teremos irritabilidade, déficit de memória, atenção e até diminuição de imunidade. Há mais chance de pegar infecções. Além disso, não havendo restauração física adequada, a pessoa passa a ter cansaço físico e sente-se indisposta para suas atividades habituais. Isso reflete na aparência. A falta de sono adequado também pode acarretar ganho de peso e alterações na pele. Ainda sobre sono e emagrecimento: durante o sono perdemos peso. Assim, o sono fragmentado favorece o ganho de peso.

4- A qualidade do sono impacta na imunidade? 
R: O sono restaura o corpo e a mente. A insônia ou privação de sono está diretamente relacionada ao aumento de cortisol e isso faz diminuir substâncias como as citocinas, relacionadas à defesa. Por isso dormir mal está associado a diminuição de imunidade.

5- No caso das mães, que estão sobrecarregadas, e que muitas vezes vão dormir tarde e acordam muito cedo para dar conta da rotina, o que a senhora recomenda? 
R: A mulher hoje vive cronicamente em privação de sono por não ter tempo para dormir. A dupla jornada, às vezes tripla (casa, trabalho e estudo), toma todo o seu tempo. Então, quando a mulher vai se deitar para dormir, vêm as preocupações que lhe roubam o sono: a insônia. Na realidade, a mulher sofre a somatória de efeitos da oscilação hormonal ao longo do ciclo menstrual somada à demanda exigente da dupla ou até tripla jornada de trabalho. Como resultado, vive uma sobreposição de privação de sono e insônia, pois no pouco tempo que lhe “sobra para dormir” não consegue pegar no sono. Essa é uma característica da condição biopsicossocial da mulher moderna. Para melhorar isso, é muito importante que haja uma divisão de tarefas na casa e seguir as recomendações escritas nas questões 1 e 7.

6- Para as grávidas, qual a importância de uma noite bem dormida?
R: O desgaste da concepção e da formação do bebê são grandes, por isso, toda grávida necessita mais de sono do que a população em geral. Se tiver vontade de dormir mais, fica mais um pouquinho na cama. A indicação é incluir um cochilo de uma hora no meio do dia e não passar muito disso para não interferir na qualidade do sono noturno. Nem toda grávida consegue por conta do trabalho. Nesse caso, a recomendação é arranjar um lugar para ficar com os pés para cima a fim de evitar o inchaço e relaxar um pouco. A melhor posição é a virada do lado esquerdo porque assim fica mais fácil a oxigenação da veia cava e, de preferência, colocar um travesseiro entre as pernas. É claro que a mulher não consegue manter a posição a noite inteira, mas, ao acordar, volte para a posição. Aquelas mulheres que engordaram muito, cerca de 20 quilos, têm muita dificuldade em encontrar uma posição confortável. A dica é recorrer a travesseiros e ir se ajeitando. Há casos em que a mulher só consegue dormir praticamente sentada no finalzinho da gestação.

7- Quais são os hábitos que a senhora recomenda para ter uma rotina de sono saudável?
R: Algumas dicas de higiene do sono podem ser úteis como procurar dormir sempre no mesmo horário dentro de uma rotina, não ficar “tentando” dormir, pois isso é ansiogênico, evitar refeições fartas à noite, bem como não assistir TV na cama. O quarto deve ser um ambiente escuro, com boa temperatura e silencioso.

8- Na pandemia, o que tem contribuído para insônia e por quê?
R: A falta de rotina e o medo são os principais itens que têm contribuído para o aumento da insônia. A falta de rotina por “dessincronizar com o dia”. Precisamos acordar e receber a luz do dia e, à noite, com a diminuição da luz, liberamos a nossa melatonina, que é o hormônio do sono. As pessoas, ficando mais em casa, não têm horário para acordar nem para dormir. Acabam, ao contrário, dormindo mais no período da manhã e, de noite, ficam assistindo TV ou usando celulares, tablets, etc, o que prejudica o ritmo de sono.

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Como cuidar da saúde em casa durante o home office a partir dos cinco sentidos

Imagem de Luke Pennystan para Unsplash

Vocês já ouviram falar em medicina integrativa? E mais, que ela pode ajudar aliviar sensações como de esgotamento, desânimo e ansiedade causados pela crise por qual estamos passando?

A prática médica busca olhar o paciente como um todo e de forma mais humanizada, levando em consideração a soma de aspectos que vão além da área biológica como questões emocionais, sociais, espirituais e história de vida dos pacientes.

Para nos ajudar a lidar melhor com as emoções, a Dra Patrícia Oliveira, ginecologista e obstetra do Numa (Núcleo de Medicina Antroposófica — abordagem espiritual holística que apoia e complementa a medicina convencional) da UNIFESP, escreveu um texto com dicas imprescindíveis. Olhem que interessante as orientações que ela dá relacionadas à medicina integrativa e que podemos aplicar no nosso dia a dia em casa.

 

Texto por Dra. Patrícia Oliveira

Em tempos “diferentes” como estamos passando, a necessidade de se reinventar tornou-se prioridade e o home office uma realidade, mas como fazer com que o trabalho em casa não seja mais um motivo para o estresse?

Reunindo dicas da medicina integrativa, como podemos amenizar os impactos da pandemia através do estímulo aos 5 sentidos? Vejam quais são elas:

OUVIR: Por um período conecte-se aos sons da natureza, pode ser sons gravados ou do próprio dia a dia. Pássaros, chuva, ondas do mar etc. Deite-se em uma superfície plana, feche os olhos e deixe se levar por alguns minutos no dia.

VER: Resgate fotos antigas de momentos felizes e espalhe-as pela casa (pode colar temporariamente pelo caminho onde você mais passa), coloque o computador sempre próximo a uma fonte de luz natural e no descanso de tela ponha uma paisagem bem bonita.

COMER: Pelo menos em refeição ao dia sente-se à mesa com todos que estão em casa, arrume a mesa bem bonita e prepare um prato familiar que traga boas lembranças. Busque a harmonia na hora de preparar os alimentos e evite as refeições corridas.

CHEIRAR: Antes de iniciar o trabalho abra as janelas da casa e deixe o ambiente bem arejado para a troca de odores, se sua casa não tiver boa ventilação use um ventilador por alguns minutos. Use aromas naturais das ervas em seus alimentos e se preferir use aromatizadores (sempre com óleos naturais) pela casa. Lavanda acalma, alecrim estimula e cítricos acordam.

TOCAR: Durma em tecidos macios, aqueça a cama com uma bolsinha quente na região dos pés antes de deitar, acaricie seu pet e faça autmassagens com óleos naturais.

Adaptar-se a períodos difíceis pode nos impulsionar a desenvolver várias estratégias de enfrentamento, então sempre é tempo de começar algo novo.

 

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Os benefícios dos óleos essenciais em meio à quarentena

oléo essencial com flores e sabonetes
Imagem Unsplash

Já há algum tempo eu ensaiava experimentar óleos essenciais — substâncias lipossolúveis e voláteis extraídas das células das plantas em forma de gotículas para ajudar no bem-estar e na saúde. Daí quando a pandemia veio à tona aproveitei a deixa para explorar as ações desses produtos de frascos tão pequenos que a gente chega a não dar nada, mas, pasmem, que podem carregar até 300 substâncias diferentes.

A prática baseada no uso de óleos essenciais tem o nome de aromaterapia, e, apesar de existir há milhares de ano, até hoje os cientistas estudam seus benefícios. Os efeitos positivos são tantos que o movimento do uso destes vidrinhos “mágicos” tem crescido entre pessoas que curtem opções de tratamentos naturais e em alguns centros médicos, que complementam tratamentos convencionais com óleos essenciais. É o caso do Hospital Europeu Georges Pompidou, na França, que utiliza os produtos em pacientes de cirurgias torácicas durante o pré e o pós-operatório.

Extraídos a partir do que existe de mais potente de dentro da planta, podem ser criados de uma única espécie ou se resultar de composições mistas. “Além de ajudar na harmonia do funcionamento do corpo, contribuem para uma boa saúde física, emocional e espiritual.”, diz Gislene Lemos, consultora dos produtos e aficionada pelo assunto. Ela faz questão de dizer que há um ano não frequenta mais prontos socorros. Atenta à saúde, continua fazendo seus exames periódicos e possui uma coleção desses blends em casa para qualquer tipo de sintoma.

Mas e aí, como a gente usa? Pode tomar e colocar umas gotas na água? Dá pra passar no cabelo? Pode na pele? Perguntei tudo isso pra ela porque sou curiosa e se não faço perguntas não sou eu.

Gislene diz que os compostos podem ser aplicados sobre a pele, por meio de massagens, banhos e compressas, adicionados em um difusor ou dependendo da função do óleo pode ser inalado direto do frasco, “o que potencializa a eficácia já que o nariz está associado à parte do nosso cérebro que controla as emoções”, diz.

Alguns podem ser até ingeridos. Neste último caso não são todos óleos essenciais que podem ser consumidos pela boca. Em tempos tão difíceis onde sensações de ansiedade, medo, irritação acabam sendo mais comuns, esta pode ser uma boa opção para buscarmos melhorar várias questões do corpo e da alma. Algumas mães assim como eu se renderam aos óleos e, embora eu seja nova no assunto, estou adorando o resultado!

Segundo Gislene, a aromaterapia para crianças pode deixá-las mais tranqüilas nesse período em que todo mundo fica mais agitado, além de ajudá-las a ter um sono mais tranqüilo, a ter mais foco e contribuir com o bom funcionamento do sistema imunológico.

Pensando nisso, separamos 4 óleos essenciais que podem ajudar nessa quarentena. 😀

Insônia e ansiedade

Um dos mais famosos, o óleo de lavanda tem toque amadeirado e doce ao mesmo tempo. Afeta diretamente o sistema emocional, nervoso e cardiovascular. É bastante indicado para melhorar o sono e baixar a bola no estresse. Aplico de uma a duas gotas no meu travesseiro e no da minha filha, é perceptível como o sono dela fica com mais qualidade.

Problemas respiratórios

Um deles é o Peppermint, mistura de pimenta com hortelã, com frescor maravilhoso. Indicado para casos de sintomas respiratórios, quando percebo que minha rinite atacou aplico uma gota nas mãos e aspiro.

Para amenizar o medo

O sálvia-esclaréia possui propriedades sedativas e calmantes. É recomendado inclusive para tratar desequilíbrios hormonais, problemas menstruais e circulatórios.

Harmonia do lar

Óleos cítricos como o de tangerina são os mais recomendados, segundo Gislene. Seu aroma refresca os sentidos, ajuda a acalmar a mente e de quebra eleva o humor, o que pode ajudar a criar uma atmosfera de felicidade, e quem não quer ficar assim na quarentena?!

 

 

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A pandemia da beleza natural

Sempre curti um batom cheguei. Vermelho fechado, vermelho aberto, roxo, quanto mais pigmento, melhor ainda. Tenho essa ideia de que é uma ferramenta que confere um poder mais a nós mulheres, dá uma sensação de “eu estou segura de mim”, sabe?

Mass esses tempos em casa malemá ando passando um hidrante labial. O negócio tem sido lavar e hidratar bem o rosto, sem muita firula mesmo.

Imagem Kira Gyngazova (@kira.gyn)

Recentemente, a @exame publicou a matéria “o fim do efeito batom?” (clique aqui para ler) na qual mostra que o segmento de beleza deve ter uma retração por conta da crise de 2,5%, segundo a consultoria de inteligência de mercado Kline. Apesar dessa análise, um relatório da L’Oréal revelou que o setor de produtos para a pele aumentou 13%.

O fato é que a falta de interação social anda nos fazendo mudar certos comportamentos e usar menos coisas que sufocam a cútis é um deles, é o que ando percebendo. O importante é pele saudável e bem hidratada. Afinal, pra que pintar os lábios se agora temos um novo acessório de beleza — a máscara — que esconde a boca ahahah?

Esse perspectiva do mercado em relação à queda sobretudo de produtos de maquiagem como o batom vai na contramão da teoria de Leonard Lauder (presidente da Estee Lauder), que afirma que em tempos de incerteza financeira em vez dos consumidores (neste caso femininos) comprarem um artigo de luxo de maior custo como uma bolsa ou um sapato se voltam para os produtos mais baratos, como os cosméticos e o batom, o que possibilitam a gente se sentir atraente e proporcionam um sentimento de bem-estar.

A partir dessa teoria, Lauder criou o lipstcik index, indicador que por meio de estatísticas evidencia o aumento nas vendas de cosméticos (como o batom) em momentos de crises econômicas ou recessões. A expressão ganhou o ar da graça dias após o atentado de 11 de setembro, que, segundo a grife de beleza, as vendas do produto dispararam em um período onde as pessoas sofriam os impactos do ataque terrorista.

Hoje o nosso novo batom para ir às ruas ganhou versão em tecido colorido e estampado. E já que não tem outro jeito, bora se jogar nas oncinhas, zig-zag, poás, cores e afins, não é? Os olhos ganham até um brilho a mais com esse novo acessório, cês não acham? Bota um rímel bem pã, mas se quiser aparecer na live mais tcham mergulha na boca cheguei que continua valendoo.

A Zara britânica percebeu essa mudança das mulheres na forma de se olhar no espelho e quis mostrar em época de pandemia o poder da naturalidade em um ensaio pouco usual. Enviou as roupas da coleção nova para a casa de cada modelo e propôs que elas produzissem tanto seus próprios looks quanto suas fotos com o rosto bem fresh (veja a matéria na @marieclairemag aqui).

Ensaio da coleção da Zara com modelos em casa

Viva a beleza natural – assim agradece a pele! E vcs, como estão lidando com os cosméticos? Também tão na vibe fresh skin?

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7 perguntas e respostas sobre o sistema imunológico em época de pandemia

Imagem Unsplash

Conversei com a Doutora Patrícia Alves de Oliveira, ginecologista e obstetra do Numa (Núcleo de Medicina Antroposófica — abordagem espiritual holística que apoia e complementa a medicina convencional) da UNIFESP, para saber como podemos garantir uma saúde de ferro a nós e aos nossos filhos nesses tempos difíceis da síndrome COVID-19. Acompanhem por aqui:

1- Pessoas com boa imunidade tem menos chances de contrair a síndrome Covid-19?

Dra. Patrícia Alves de Oliveira – Pessoas com resposta imunológica adequada tem menor chance de desenvolver formas graves da COVID-19. No entanto, estudos apontam que o aumento da exposição ao vírus parece aumentar o risco de desenvolvimento das formas graves independente da imunidade. Portanto é necessário um conjunto de boas práticas: manter a imunidade através de nutrição e sono adequados e prevenir a contaminação pela higienização (principalmente das mãos) e isolamento social.

 2- Em quais situações a imunidade pode ficar mais baixa?

Quem usa medicações imunossupressoras (para tratar doenças autoimunes, no pós-transplante ou na quimioterapia) diminui a capacidade do sistema imunológico reconhecer e elaborar um “ataque “ antes do agente se aprofundar. A diabetes também causa isso.

Na gravidez as células do sistema imunológico ficam mais lentas porque se elas fossem ágeis a mãe reconheceria o bebê como um corpo estranho e o expulsaria. Por isso, gestantes são grupo de risco. Mas no coronavírus, por algum motivo, essa fragilidade não é relevante.

3- Existe alguma forma das grávidas se prevenirem?
Apesar de gestantes serem consideradas grupo de risco não está evidente o aumento de contaminação e complicações como foi observado na H1N1. Mas gestantes tem um resposta imunológica menor e mais lenta e tem riscos do desenvolvimento de co-morbidade obstétricas como a pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, etc. Isso aumenta a vulnerabilidade em mulheres grávidas. A forma de prevenção é a mesma orientada para a faixa etária com adicional atenção às gestantes que trabalham em locais que prestam serviços essenciais que devem ser deslocadas de postos com riscos de contato com pessoas contaminadas. Essa é orientação até agora, mas pode mudar a qualquer momento.

4- Como se deve cuidar do sistema imunológico?

O sistema imunológico se fortalece quando os ciclos são respeitados, ou seja, alimentos saudáveis em quantidades e horários corretos, horas de sono necessárias (nem a mais e nem a menos) e, se possível, associar a prática de meditação para compensar o excesso de exposição às informações durante o período de crise.

5- Existe alguma receita “caseira” comprovada para deixar o organismo mais forte e assim diminuir o risco do contato com a Covida-19?

Infelizmente não existe uma fórmula disponível com comprovação científica de aumento da imunidade. Há sim uma correlação clara de manutenção dos ciclos hormonais e imunidade principalmente  o controle adequado do cortisol (hormônio do despertar, do ‘estar alerta’) e a melatonina (responsável pelo sono). Deve-se ingerir carboidratos em quantidades adequadas, evitar substâncias tóxicas ao organismo presentes em alimentos processados e o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Essas práticas ajudam a equilibrar a resposta inflamatória do organismo, o que resulta em melhora da imunidade.

6- Há algum alimento que pode contribuir para a melhora da imunidade?

A introdução de alimentos com propriedades antiinflamatórias na dieta, como o gengibre e o açafrão da terra pode favorecer a uma mudança no relacionamento com alimentos e ter como consequência uma mudança na resposta inflamatória, mas não podem ser considerados isoladamente uma proteção adequada. Vale sempre o conjunto de medidas protetivas.

7- Cientistas da Universidade de Turim, na Itália, divulgaram um estudo em que a vitamina D pode ser administrada como uma ferramenta para reduzir os fatores de riscos causados pela doença. Ela pode, de fato, ajudar no combate ao coronavírus?

A vitamina D tem ação comprovada na mediação da imunidade, mas inúmeras possibilidades devem ser avaliadas. A suplementação é indicada nos casos de deficiência e não como uma proposta de tratamento. Ainda são necessários estudos para estabelecimento de rastreamento  de deficiência e utilização da vitamina D na Covid-19.

 

 

 

 

 

 

 

Bem-estar e beleza

Sorriso viral

Foto por Yury Orlov/ Unsplash

Outro dia, enquanto eu esperava o semáforo abrir, uma senhora que trabalhava como vendedora ambulante por ali se aproximou e soltou: “Você é muito simpática”. Ao som de Countdown de Beyonce, eu e Helena cantávamos, com sorriso de orelha a orelha. Esta senhora que se ‘contagiou’ com a alegria espontânea que me tomava naquela hora não pôde escutar de mim que a sua reação ao meu momento de empolgação fez aumentar ainda mais a minha felicidade naquele momento. O semáforo abriu e eu e Helena partimos dali sob a batucada da diva.

Sabe aquela velha história de que sorriso contagia? Tanto eu quanto esta senhora nos contagiamos uma com a outra.

No trabalho, recebi um e-mail super gentil de um profissional que fazia a ponte entre mim e o entrevistado para uma matéria. Aproveitei a oportunidade da nossa quarta ou quinta troca de mensagens para não só agradecê-lo, mas também elogiá-lo pelo trabalho e desejar-lhe sucesso em sua jornada profissional.

Apesar de ser absurdamente óbvio de que gentileza gera gentileza, o nosso piloto automático pode deixar a gente um pouco desatento com essa máxima do convívio em sociedade. E sabe de uma coisa que não é nada de outro mundo mas que simplesmente me deu um estalo? De que gentileza ganha sustância quanto praticamos a gratidão na sua forma mais genuína. Quando você acorda agradecendo com o coração a alegria vem e, se incorpora de vez o espírito da coisa, abre caminho para entrar numa frequência pra cima e atrair situações positivas. E a premissa de gentileza com gratidão é combo perfeito para dar certo o dia.

Em tempos onde gratidão é uma das palavras mais enfatizadas nas redes sociais, vale a pena avaliar se ela é apenas uma hastag de post ou se está de fato sendo praticada. Pensei em algumas pequenas atitudes para atrair essa vibração legal:

  • Acorde ao menos uma hora mais cedo todo dia para fazer algo que te dê prazer, como ler um livro, meditar ou caminhar;
  • Anote num caderno pelo menos três coisas boas no dia;
  • Pense sempre que você está em uma situação mais favorável do que alguém;
  • Visite ONGs, ajude o próximo;
  • Sorria, sorria, sorria!

 

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6 coisas para tornar o quarto um ambiente feliz

Cada espaço da casa tem uma função no nosso dia a dia, mas só o quarto tem o grande papel de fazer a gente desligar o cérebro e relaxar de verdade. Por isso, deixar este cômodo com o máximo de aconchego é um presente à nossa saúde e ao bem-estar. Lá vão algumas ideias de como deixá-lo um ambiente mais feliz e acolhedor! Se tiver mais dicas, fique avonts pra compartilhar com agente 🙂 !

Paredes que reverberam a paz

Pode ser que você adore cores fortes e vibrantes para o ambiente assim como eu, mas, no quarto, a regra-máxima é lançar mão de cores suaves que transmitem tranqüilidade e conduzem ao relaxamento como nuances de amarelo, lilás, rosa, azul…

Celular fica de fora

Todo dia é possível se deparar com um artigo enfatizando as causas prejudiciais do uso em excesso do celular. Entre os malefícios estão as relações físicas cada vez mais frias e distantes, sem contar os sintomas de ansiedade e depressão que este aparelho aparentemente inofensivo pode culminar. Então, substitua o celular por um bom livro antes de dormir e irá perceber que é a melhor troca que você poderá fazer.

Longe da telona

Sei que às vezes tudo que a gente mais quer é assistir TV na cama e, embora este hábito seja cada vez mais comum, nós sabemos que as telas emitem luz azul que atrapalha a produção de melatonina, hormônio do sono. Então que tal deixar para assistir TV na sala ou investir em projetor portátil para aqueles dias em que você quer mais é fazer o que tá afim?!

Janela sem luz externa

Nada como uma persiana ou cortina que impedem a entrada de luz e sons externos. No quarto, a escuridão é fundamental para ajudar no sono reparador. A poluição tanto sonora quanto luminosa das casas ao redor podem atrapalhar o seu ritmo circadiano (período de cerca de 24 horas sobre o qual o nosso ciclo biológico se baseia).

Iluminação que traz aconchego

E se você é do tipo que precisa de o mínimo de luz no quarto, uma iluminação de leve amarela pode cair bem para ajudar a pegar no sono. Para o abajur de cabeceira, invista nesse tipo de luz tranqüilizadora que, para mim, é um sonífero.

Conforto extra

Se você não é alérgico, vale apostar em uma tapeçaria de estilo para complementar a sensação de quarto confortável e acolhedor ;).

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Inspire-se no conceito de vida “hygge”

Vocês já ouviram falar em hygge? É um estilo de vida que surgiu na Escandinávia e ganhou destaque depois que países como Noruega e Dinamarca foram considerados as nações mais felizes pelo relatório anual da ONU (Organizações das Nações Unidas). E, embora o termo hygge seja traduzido como “acolhedor” ou “aconchego”, é praticamente impossível definir esse conceito em uma ou duas palavras, afinal, se trata de atitudes que acontecem de maneira orgânica dentro da cultura nórdica. O hygge (pronuncia-se “rîgue”, ou “hu-ga”) está nos pequenos detalhes do dia a dia desse povo e vai desde curtir a lareira em uma noite fria com uma taça de vinho até comer biscoites caseiros, ler um livro sem pressa, curtir a família e os amigos em casa. Aliás, curtir o lar doce lar é que os escandinavos mais sabem fazer já que durante grande parte do ano é inverno por lá e eles têm apenas quatro horas de sol por dia sendo que as temperaturas médias giram em torno de 0ºC. Por isso, as pessoas passam mais tempo dentro de casa do que na rua e mesmo quando o clima não é congelante elas gostam de se reunir em casa, fazer refeições e aproveitar momentos em grupo.

E para quem não conhecia e gostou dessa forma de “interpretar a vida”, arranjar cantos aconchegantes, simples e acolhedores pode ser um bom começo para adotar o hygge.

Foto por Alex Geerts/ Unsplash
Bolo de banana saudável com nozes e uvas-passas

Receita de bolo de banana para curtir uma tarda em casa ao estilo hygge:

  • 5 bananas do tipo nanica;
  • 3 ovos;
  • duas xícaras de farinha de aveia;
  • uma xícara de óleo faltando um dedo para completar;
  • um colher de chá de canela;
  • uma xícara de uvas-passas;
  • uma xícara de nozes;
  • uma colhe de sopa de fermento.

Bata no liquidificador as bananas, os ovos, o óleo e meia xícara de uvas-passas. Depois, acrescente a farinha de aveia e a canela e bata novamente. Por último, coloque o restante das uvas-passas, as nozes e o fermento, misture bem com a colher. Um dica: você pode cobrir com pedaços de banana e nozes. Leve ao forno por 180º C por cerca de 35 a 45 minutos (dependendo do forno).

Livros para conhecer melhor a cultura dos escandinavos e a forma despretensiosa como levam a vida:

  • Crianças Dinamarquesas, de Jessica Joelle Alexander e Iben Dissing Sandahl. Já li e inclusive escrevi sobre ele aqui no blog. Simplesmente maravilhoso!
  • O Livro do Hygge. Esse está na minha lista de novas leituras 🙂

Curiosidades sobre a palavra hygge:

  • O termo surgiu de uma palavra norueguesa que significa “bem-estar”.
  • A escrita apareceu pela primeira vez em dinamarquês no século 19 e a partir de então evoluiu para a ideia cultural que se conhece hoje em dia em países como Dinamarca e na Noruega.