Kids, Mãe na real

Como tornar filhos mais ecológicos

Hoje, dia 5 de setembro, é dia da Amazônia. Com presença em 9 países da América Latina, sendo que o Brasil é o que mais abrange território sobre ela, é o maior bioma do mundo, com 4,2 milhões km² de verde.
Infelizmente, o maior pulmão tropical do planeta tem sofrido com aumento do desmatamento.

Dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) estão aí para comprovar: o desmatamento acumulado nas florestas amazônicas entre agosto de 2019 e julho de 2020 cresceu 34,49% comparando com o mesmo período anterior (entre 2018 e 2019).

Órgãos ambientais fiscalizadores precisam ser fortalecidos (ao contrário do que vem acontecendo) e políticas de proteção devem ser criadas para ontem. E nós como pais, com o papel de preparar pessoas para o mundo, temos como missão criar filhos que respeitam o nosso planeta.

As próximas gerações precisam estar atentas ao que vem acontecendo na natureza para aprender a lidar com os problemas e promover mudanças na forma como a Mãe Terra vem sendo tratada.

Listei algumas ideias de por onde podemos começar para fazer com que nossos pequenos se tornem adultos cientes da importância de cuidar da natureza.

BRINQUEDOS RECICLADOS
Objetos como rolos de papel, latas e caixa de fósforo podem se tornar brinquedos super divertidos. Dá uma olhada nesse link com várias ideias de brinquedos reciclados fáceis. Jogando no Google você consegue encontrar vários sites com uma ideia mais criativa que a outra.

CONVIVENDO COM A NATUREZA
Explorar a natureza com a criança é tão benéfico que dá pra montar uma lista quilométrica das coisas boas que esse contato traz. Brincar com terra, folhas e galhos do chão amplia a imaginação e rende boas histórias, além de ressaltar para criança, por meio desses detalhes, a importância de estar em meio ao verde.

HÁBITO DE RECICLAR
Ter coleta seletiva, jogar o lixo no lugar certo, aproveitar os dois lados do papel são atitudes vão fazer a criança levar esses hábitos para a vida dela, mostrando que se cada um fizer a sua parte podemos ter um futuro diferente.

SEJA EXEMPLO SEMPRE
Mostre à criança que você também valoriza cada coisa da casa conquistada e que pode dar outro sentido para cada item. Buscar inspirações na internet e lançar mão da criatividade é uma boa. Inclusive, essa dica serve bastante pra mim também!

DEFENSORA DA NATUREZA
Mostre que jamais deve-se jogar lixo na rua (se tem uma coisa que me faz mal é ainda presenciar pessoas fazendo isso!). Quando estiverem andando na beira da praia, recolham os lixos que encontrar no caminho. Evite desperdício de água e se achar necessário crie uma história, por exemplo, que se gastar muita água vai faltar para os peixes e jacarés.

VALORIZE O QUE EXISTE DE MAIS PODEROSO
Respeitando cada pedaço da natureza a criança vai perceber a grandiosidade dela em nossas vidas. Mostre e agradeça como temos sorte de termos o oceano, as árvores, os rios…

E aí, gostou das ideias? E se você quiser compartilhar alguma atitude bacana nesse sentido ficarei muito feliz!

 

Kids

Como falar com os filhos sobre COVID-19

Imagem Albumarium

Queremos proteger nossos filhos e ajudá-los a entender o que anda acontecendo no mundo em torno do novo coronavírus. Pode ser confuso para eles perceber a importância de lavar as mãos várias vezes ao dia porque existe uma doença muito grave no ar e nas coisas que está deixando as pessoas muito doentes. Conversei com Lilian Leite Machado, psicóloga e psicoterapeuta de casal e família, para nos dar algumas dicas de como conversar com nossos pimpolhos sobre a pandemia.

1. EXPLICAÇÃO LÚDICA

A criatividade também funciona nessa hora de pânico. “Podemos dizer que há ‘bichinhos’ espalhados por todos os lados e que estão causando um grande estrago, deixando as pessoas doentes e que essa doença parece com gripe ou resfriado e pode levar as pessoas embora. Daí a necessidade da limpeza das mãozinhas, dos objetos à volta e de colocar os antebraços na frente da boca e do nariz ao espirrar ou tossir.”, explica Lilian.

2. CONVERSE DE FORMA ABERTA

Perguntar para a criança o que ela sabe sobre o novo coronavírus e conversar de forma tranquila sobre o tema, demonstrando segurança para que ela não fique assustada.

3. DISTRAÇÃO É A MELHOR COISA

Lilian explica que, em geral,  as crianças adoram estar na companhia dos pais, por isso, esse momento de confinamento possibilita aos adultos um tempo disponível para brincadeiras e se aproximar dos filhos. “Desenvolva atividades lúdicas como desenhos, pinturas, massinhas,  jogos de quebra-cabeça,  memória, adivinhação, tabuleiros”, reforça. Ela completa: “se tiver espaço,  brinque de esconde-esconde,  pega-pega, pular corda. Relembre brincadeiras da sua época de infância. Na internet é possível encontrar sugestões de como se divertir em casa. Leia historinhas. Invente. Pode ser bem divertido.”

4. SIGA SUA INTUIÇÃO

Isso vale pra tudo, inclusive quando se trata da crise em que estamos vivemos. “Leia” seu filho e note se ele quer falar sobre a situação do vírus ou se quer ficar mais quieto com relação ao assunto. “Se perceber que está inseguro e não quer falar sobre isso, tranquilize-o de modo que o espaço dele seja respeitado. E lembre sempre que nossa maior obrigação é protegê-los”, destaca Lilian.

5. LIGUE PARA A FAMÍLIA

“Faça ligações por vídeo para avós e tios para que a criança possa vê-los, conversar sobre outras coisas.”, diz Lilian. E, Olha, se tem uma coisa que aprendi com a maternidade é que tranqüilidade é fundamental para a criança se sentir segura.

Vocês têm utilizado outro recurso pra tratar do tema com as crianças e distraí-las? Compartilhem com agente.

 

 

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Como aproveitar melhor o tempo na quarentena por Covid-19 (parte 1 – tempo com os kids)

Sete da manhã. Me arrumo para trabalhar, faço meu chá e sento em frente ao computador. Minutos depois Helena acorda afoita querendo me contar o sonho que teve. Paro com um bom dia, escuto atenciosamente, volto a escrever até ela despertar de vez para que eu possa escovar seus dentes e preparar seu café da manhã. Parênteses: por mais que a gente se programe, tem dias que a criança desperta antes do horário de costume, assim como a gente, faz parte.

As horas em casa com ela têm sido movimentadas. A programação do trabalho é sim necessária, mas vai tentar colocar certas coisas na cabeça de uma criança de quatro anos que está radiante por ter a mãe ali sob seu campo de visão e contato em qualquer momento do dia?

Diante de tanta opacidade causada pela crise mundial com o coronavírus, mães e pais vivem numa toada de vários pratos sendo equilibrados, quem dirá então as mães solos, que são muitas por aí? #tamojunto !

Conciliar home office com administração da casa e tempo do filho não consumido na escola pode nos apavorar, mas é colocar em prática tudo que um dia a maternidade nos trouxe: planejar, criar, inventar, executar, respirar e recompor-se (por que não?).

O momento de reclusão é difícil, podemos ficar estressadas e mais ansiosas, porém essa pausa é mais que necessária para o mundo se regenerar. Daí a hora de fazer do limão uma limonada, concordam? Esse caos gera a oportunidade de repensarmos no caminho pelo qual estamos acostumadas a andar e se é preciso mudar a rota, na forma como utilizamos o nosso tempo e nos relacionamos, de refletir sobre o que realmente importa.

Pensando nesse contexto todo, fiz dois textos pra compartilhar com vocês, um sobre como aproveitar melhor o tempo em casa com os kids e outro listando como podemos organizar melhor os dias em casa de forma que não deixemos a produtividade cair e ainda aproveitar todos os recursos para novos conhecimentos disponíveis na internet de graça.

Para as atividades que podem ser desenvolvidas em casa com os pequenos, conversei com Priscila Perrinchelli Cavalheiro Vieira, professora de educação física e especialista em recreação infantil. Vejam que interessante as dicas dela:

 

1-Libere a imaginação

As crianças adoram atividades lúdicas, confeccionar brinquedos, por exemplo, é algo bem legal que prende bastante a atenção. Ler e estimular que elas contem histórias também é uma forma divertida de se distrair e trabalhar a criatividade.

2-Participe da festa

Sim, o trabalho não vai permitir você parar toda hora para dar atenção, masss uma paradinha de cinco minutos quando a criança te solicitar vai fazê-la ficar animada para voltar a brincar sozinha. “ela sentirá que foi atendida e logo estará entretida novamente com a atividade”, assim diz Priscila. Ela reforça que até os seis anos a criança ainda não adquiriu total autonomia para brincar sozinha e por isso sente a necessidade de fazer suas brincadeiras e tarefas sempre com um adulto por perto.

3-Resgate brincadeiras antigas

Outra idea é resgatar brincadeiras antigas do tempo dos nossos pais como o jogo das Cinco Marias, pesinhos feitos com retalhos de tecidos e preenchidos com arroz ou areia. “A ideia é que os cinco caibam em uma mão ao jogar para cima e tentar pegar o máximo de peças”.

4-Aproveite as áreas externas

Quem tem varanda ou jardim deve aproveitar estes espaços para brincadeiras que possibilitem uma liberdade maior para a criança correr, andar de bicicleta, brincar de bola e gastar bastante energia.

5-Regras são regras

Segundo Priscila, criança gosta e precisa de regras também. “Ela se sente útil quando pode ajudar, então sempre que terminar de brincar é importante falar para guardar os brinquedos, mesmo que os pais ajudem”, diz Priscila. Também vale pedir um help para a criança ajudar em casa como pôr a mesa e guardar a roupa suja.

6-Mantenha os horários

As crianças também gostam de rotina e com os horários determinados para cada coisa elas se sentem mais seguras. Por isso, na medida do possível, é importante manter a mesma rotina de antes para refeições, brincadeiras e sono.

E aí, curtiram? Fiquem avonts pra dividir suas experiências! 😀 Bjs

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4 banhos para renovar as energias da criança

Photo by Lubomirkin on Unsplash

Sabe quando os mais antigos dizem: “essa criança tá com quebrante” e a gente não sabe o que fazer, por onde começar, se acredita ou não ou se faz uma reza braba e pronto? Então, embora eu acredite piamente que tudo é energia e que nossas ações são movidas por uma força sobrenatural que surge dentro da nossa mente, sempre fui um pouco desencanada quanto à energia que poderia impregnar nos bebês e crianças pequenas. Até porque sempre achei que se nós adultos mais próximos a eles estamos bem, eles também ficarão. Para mim, os pais precisam cuidar da sua vibração em primeiro lugar. Vale sempre refletir sobre atitudes e pensamentos e se blindar de cargas negativas alheias que possam grudar como uma cola na gente.

Masss, às vezes estamos mais fragilizados com relação às energias externas, afinal, não somos de ferro, e quando menos percebemos sentimos o ambiente pesado, um cansaço e a sensação de nada fluir. Essas coisas podem ser transferidas para a criança sim, que não tem culpa de nada. Pensando nisso, elaborei umas dicas de banho para dar nos pititicos. Indico que estes banhos sejam feitos na criança a partir dos dois anos, com exceção do banho de camomila. Vejam o que acham, se já conheciam algum ou se tem uma receita nova e me contam!

Camomila:

Quando sentia que a Helena estava enjoadinha, desde neném, costumava a dar banho de camomila nela. Muitas vezes pegava o próprio sachê de camomila e fazia uma infusão na banheira dela. Dizem que a camomila afasta mau olhado e relaxa. Sempre gostei do resultado, sentia ela mais calminha.

Sal grosso:

A partir dos dois anos, dá-lhe sal grosso, que ajudar a renovar as energias. Se for dar o banho em banheira, é legal deixar a água levemente salgada. Se for no chuveiro, pode usar um copo americano com o equivalente a cinco colheres de sopa, o suficiente para passar na parte da frente e de trás do corpo. Sempre dos ombros para baixo e nunca molhar a cabeça porque pode enfraquecer a energia do corpo. Ah, e depois sempre passo uma água corrente bem rápida, sem demorar muito embaixo d’água.

Alecrim:

Amo esse banho! Ele é ideal para tirar olho gordo e descarregar as energias ruins. Mas tem que ser a partir dos dois anos e dos ombros para baixo, lembre-se! Faça um chá com as folhinhas e espere esfriar, na temperatura morna mais pra frio.

Pétalas brancas:

Dica ótima para quando a criança fica muito doentinha. Mas lembre-se: é só a partir dos dois anos e dos ombros para baixo. Esprema as pétalas e faça um chá com elas.

É sempre bom falar com o pediatra antes de fazer qualquer banho desses, por mais que sejam naturais. Converso com a pediatra da Helena ela sempre aprovou.

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O poder do olho no olho

Senjuti Kundu

Dominar a psicologia infantil pode ser sim importante e eficaz muitas vezes, porém nada como uma conversa franca olho no olho, o famoso tete-à-tete. As experiências surgem e comprovam a minha tese. Outro dia, já exaurida em não saber mais qual língua falar para que a Helena entendesse de que era a hora do banho, dei um tempo, fui ao banheiro, abaixei a tampa do vaso e sentei ali. Me questionei: como falar, como agir para que ela me atenda sem promover desgastes emocionais, físicos e afins? Detalhe, até pouco há pouco tempo esse momento do dia era prazeroso para nós duas já que conversávamos e brincávamos, mesmo que ela estivesse caída de sono, mas, agora, passava a ser um pesadelo. A minha palavra era sucumbida por longas manhas no chão que antecipavam choros estridentes. Gente, não queria mais essa dinâmica à beira de ter um treco depois de uma rotina de trabalho. Definitivamente tinha que haver um basta!

Eis que me ocorre uma luz: ir ao Santo Google Nosso de Cada Dia. Ali estava eu pesquisando sobre como lidar com manhas e choros de crianças com dois anos (sim, pois a idade interfere muito na forma dos diálogos). De repente surge um texto profético na minha tela! Ao deslizar sobre ele, imaginei que talvez valesse a tentativa de aplicar aquelas sugestões naquele momento. Desesperada, bati o olho no trecho da matéria que me trazia a luz. Ele destacava o quão importante é nós nos abaixarmos na altura da criança para ficar olho no olho e falarmos de forma firme, sem titubear. Pois a criança entre dois e três anos presta atenção ao que falamos por cerca de 30 segundos, afinal ela está sempre explorando novas formas de brincar e por isso sua mente vive a mil. E muitas vezes não é que ela esteja nos desafiando ou nos desobedecendo mas apenas está entretida com outras coisas ‘mais interessantes’, assim dizia o especialista. Portanto, a nossa mensagem deve ser dita de maneira firme e objetiva.

Munida dessas dicas, voltei para a sala, me agachei na altura da Helena, falei firme que “agora era hora de tomar banho para dormir e descansar”. Ela retribuiu o meu olhar com um gesto positivo e fomos juntas de mãos dadas para o banho. Enfim, um desfecho tranquilizante para mim, apaziguador para a casa (e a vizinhança rs). Masss isso não significa que a manha na hora do banho não se repetirá ou qualquer outro motivo que culmine em birras. Porém, talvez em menor escala.

 

 

 

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Crianças manifestam contra o celular

Uma delas dizia: “queremos que as pessoas fiquem mais atentas em não olhar tanto para o celular”. A frase parece óbvia, mas quantas vezes nos pegamos olhando em demasia o celular? Me assusta muito porque, embora nós, adultos, acreditamos convictamente de que temos controle sobre os nossos celulares, muitas vezes não é o que parece. Por esse comportamento praticado por muitas pessoas, fundamentado pela era da Inteligência Artificial, que crianças em Hamburgo foram às ruas clamar por socorro aos seus pais para que, em vez de ficarem o tempo todo conectados, deem mais atenção a eles.

É nesse cenário de caos onde estar online ultrapassa os limites do bom senso e torna uma prática que beira a uma doença somada à dependência é que estamos vivendo. As máquinas passam a ter comando sobre a gente e a sensação é de sermos vigiados o tempo inteiro por uma “força suprema” (antes fosse Deus!), que acompanha os nossos passos, sabe por onde andamos, o que vestimos e gostamos. Não, não quero ser controlada por máquinas, você quer? Porém, libero serotonina toda vez que olho minhas redes sociais e caço motivos para “não ficar de fora” desse mundo paralelo que se confunde com a realidade física. Que controvérsia, né? Que loucura estamos vivendo!

No entanto, ter essa percepção é um ótimo passo e encontrar um equilíbrio, como tudo na vida, é o caminho.

Vejam, vocês, o vídeo em que os mirins protestam. E que brinquemos mais com nossos filhos, netos, sobrinhos 😉

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A felicidade existe e mora (também!) na Dinamarca

Você sabia que o povo dinamarquês foi considerado o mais feliz do mundo durante quatro décadas e agora ocupa a terceira posição no ranking?  Dentre tantas provas que revelam isso estão as edições do Relatório Mundial da Felicidade, publicado Pelas Nações Unidas, e as pesquisas realizadas pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD). O livro “Crianças Dinamarquesas”, de Jessica Joelle Alexander e Iben Dissing Sandahl, não traz só estas estatísticas como também ilustra de maneira clara e objetiva — bem como uma manual — as evidências que tornam essa cultura nórdica entre as mais felizes do mundo. Como uma jornalista e mãe curiosa que sou, mergulhei na leitura em busca de informações e tanto adorei que super indico tanto para os pais quanto para quem ainda não vive essa experiência, pois o livro faz a gente lançar mão de uma filosofia de vida que muitas vezes foge do habitual, do que estamos acostumados e fomos condicionados a enxergar, pensar e agir. Profundo? Ah vá, se reenquadrar a uma nova visão é mais fácil do que ganhar na loto. Não, não ganhei nada para fazer “propaganda”, eu simplesmente recomendo porquê é bom, faz a gente ampliar nossos horizontes enquanto pais e seres humanos. Hahaha tô filosofani muito, né?! Então bora pro que interessa e veja abaixo o que eu listei de interessante:

  • Se amar em primeiro lugar – Para ensinar nossos filhos se amarem e amarem o próximo o princípio básico é Nos Amar em primeiro lugar. O livro frisa isso logo de cara. Aquele pensamento de que nossos filhos vêem em primeiro lugar não é bem assim… Primeiro temos que nos cuidar, nos amar, para estarmos aptos a nos doar e cuidar das nossas crias.

 

  • Visão Otimista Realista – Fugir da linguagem limitadora, dos famosos rótulos, tanto negativos quanto positivos, pois elogio demais pode tornar a criança narcisista em sem determinação para encarar as dificuldades na vida adulta. O otimista realista é diferente do otimista exagerado — aquelas pessoas cujas vidas parecem ser tão perfeitas que às vezes soam falsas. Os otimistas realistas, característca nata dos dinamarqueses, minimizam os termos e ocorrências negativos e criam hábitos de interpretar situações de uma maneira mais positiva, ou seja, enxergam as experiências não só a partir do preto e branco, mas através de outras nuances. Exemplo: em vez de “Odeio andar de avião”, para eles seria assim: “Viajar é ótimo depois que saio do avião”; “Sou péssimo cozinheiro”, eles trocam por: “Tenho que seguir receitas para não errar.” E assim vai… Ah, algo que achei bem interessante é que eles não associam os filhos a seus comportamentos, afinal, por traz de posturas isoladas existem sentimentos e necessidades. Nesta caso, um exemplo: “Ah ela é chatinha para comer.” Negativo, ela pode estar assim porque pode estar com sono e cansada e naquele momento não quer comer.

 

  • Elogiar o processo e o esforço – os dinamarqueses tomam muito, mas muuuuito cuidado ao elogiar seus filhos, uma vez que elogios em excesso podem culminar em uma pessoa no futuro extremamente vaidosa, egoísta e com uma visão fixa sobre as coisas, até mesmo acomodada, por assim dizer, e no primeiro problema que enfrentar correr o risco de desistir logo de cara. Exemplo: em vez de: “Parabéns, você é muito inteligente, acertou tudo!” substituir por:”Acho que esse exercício está fácil demais, vamos tentar outro mais difícil?”. Ou em vez de: “Nossa, que desenho lindo, parabéns!” trocar por: “Muito obrigada pelo desenho que fez pra mim! O que desenhou? No que estava pensando quando o criou?”

 

  • Resiliência – o espíritio de resilência estimulado pelos dinamarqueses é evidente. A começar pelos filmes que assistem, muitas vezes com finais tristes. O que foge de um padrão que estamos acostumados, não é mesmo? No entanto, assistir histórias com finais não muito gratos faz nos colocarmos naquela situação e nos tornarmos mais gratos por termos uma vida ‘perfeita’, digamos assim. Além disso, quando enfrentam problemas, os dinamarquesas os encaram sempre a partir de uma ótica positiva, enxergando sempre o lado bom das experiências. Muitas vezes até com um certo humor. Então se o filho está chateado por que não se saiu tão bem numa partida de futebol, o pai pode brincar com essa situação e dizer: “Mas porque está tão triste? Você quebrou a perna, quebrou? Não. Da outra vez você ganhou e dessa vez não se saiu tão bem, porém podemos treinar para que da próxima vez você se saia melhor!”

 

  • Pensar no outro – Trocar o EU por NÓS. Eles utilizam o termo de socialização hygge, que tem origem do termo alemão hyggja e significa “sentir-se satisfeito”. Em reuniões entre famílias e amigos eles deixam as diferenças de lado e se concentram no lado bom das pessoas que amam, o que torna o clima mais acolhedor e os momentos ainda mais felizes. Odeiam os dramas de adultos, negatividade e divisionismo. O foco é curtir os momentos, serem gratos e quererem passar isso a diante para suas crias. Participam de projetos coletivos, incentivam a ajudar o outro e aprendem a buscar o ponto forte e fraco do colega. A grosso modo, estimulam a empatia.

 

  • Ouvintes natos de seus filhos – eles não só escutam seus filhos, repetem o que eles falaram para deixar claro que os escutou, como também ajudam a resolver seus problemas e desavenças entre os amigos. Eles explicam as regras e fazem perguntas para ajudar seus filhos a entender melhor a situação.

 

Enfim, é um texto leve e muito objetivo. O único ponto negativo que achei é que acaba sendo redundante em algumas partes e muitas explicações que estão ali eu já tinha visto em leituras mais rápidas na internet, mas serve para reforçar valores bem interessantes.

 

 

Kids, Mãe na real

Inserir hábitos alimentares saudáveis na primeira infância dos filhos é uma missão importante que pode se tornar divertida e prazerosa

Adquirir uma alimentação nutritiva e saudável desde cedo é essencial para boa qualidade de vida e prevenir infecções e patologias na vida adulta. E o período mais importante que ajuda a determinar qual será a educação alimentar de alguém ao longo de toda sua trajetória está entre os seis meses – fase do desmame – e os dois primeiros anos de vida, quando inicia-se a introdução dos alimentos. “A criança entrará em contato com alimentos que nunca experimentou antes e se esta apresentação for feita de forma desastrada e sem orientação poderá repercutir de maneira negativa para sempre, refletindo, por exemplo, quando a criança for maior e não gostar de um determinado alimento.”, revela a pediatra Natasha Slhessarenko, do laboratório Exame. Por isso, o papel dos pais é fundamental na educação alimentar dos pequenos. “São eles que estarão apresentando os novos alimentos, seus sabores, suas texturas e as formas de preparo para a criança, portanto, serão os principais responsáveis por criar bons ou não tão bons hábitos alimentares no bebê.”, diz Dra. Natasha. A melhor forma dos pais colaborarem com a dieta dos filhos, segundo a especialista, é priorizar sempre alimentos frescos e naturais, como legumes, frutas e verduras, evitando ao máximo as chamadas ‘besteirinhas’ (doces, frituras e produtos industrializados, como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos). No entanto, a prática de muitos pais está na contramão do que uma boa saúde recomenda. De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2016, biscoitos, bolachas e bolos fazem parte da alimentação de mais de metade dos bebês brasileiros. O estudo ainda revela que os refrigerantes e sucos artificiais estão no cardápio de um terço das crianças com menos de dois anos. Um dado preocupante levando em consideração que o os cinco primeiros anos de vida tem grande influência sobre o peso na vida adulta, sem contar os malefícios que a prática de uma má alimentação pode ocasionar na saúde das crianças. “De um lado, podemos ter a desnutrição, onde apesar da criança ingerir uma grande quantidade de comida, a qualidade muito ruim pode excluir nutrientes importantes para o organismo. Do outro, a obesidade com todas as doenças associadas, como diabetes, hipertensão, problemas articulares, emocionais e baixa autoestima.”, frisa o endocrinologista Sérgio Vêncio.

Segundo Anna Chiesa, Consultora Técnica do Programa Primeira Infância da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, a herança genética contribui para as preferências de determinados paladares, mas a cultura familiar e as experiências com os sabores é que vão definir principalmente os hábitos alimentares da criança. “Muita vezes o pai obriga a comer um alimento específico mas nem ele mesmo come, e a criança aprende muito mais imitando.”, revela. Diante disso, é recomendável que o pediatra conheça detalhadamente a alimentação da família e, assim, saiba a melhor forma de orientá-la.

Para a Dra. Natasha Slhessarenko, é mais fácil fazer com que a criança experimente diferentes legumes, verduras e frutas até os dois anos de idade, pois seu repertório com alimentos ainda é restrito. Nessa fase é frenquente também – e natural – haver certa resistência da criança aos alimentos, já que ela não conhece totalmente os sabores. Os vegetais de cores verdes tendem a ser rejeitados, assim como os sólidos das papinhas logo após o desmame, uma vez que a criança deverá adquirir hábitos dos quais não estava acostumada, como sentar-se para comer e mastigar. “O ideal é tentar oferecer o mesmo alimento até oito vezes, nunca em dias consecutivos, e sob diferentes formas de preparo, para chegar a conclusão de que a criança não gosta daquela comida.”, completa a médica.

Uma dica funcional que pode ser usada após a criança sair da papinha – por volta de quase um ano – é utilizar verduras e legumes para decorar o prato e demonstrar para as crianças os alimentos de forma lúdica. Por exemplo: “vamos comer a arvorezinha” (referindo-se ao brócolis); “que tal uma florzinha?” (fazendo referência à couve flor); “olha que delícia o cabelo do (a) boneco (a)” (destacando a cenoura e a beterraba raladas). Por volta dos três anos de idade, quando a criança passa a ter mais contato com ambiente externo e os amigos, eis que surge um novo momento importante na educação alimentar da criança. “Nesse período em que começam a frequentar a escola, as crianças adquirem autonomia em sua alimentação. Dessa forma, programas de educação nutricional integrados ao currículo escolar e à merenda devem ser construídos com a participação da família.”, ressalta a pediatra. Nessa idade, uma boa forma de despertar a sua atenção para as frutas, legumes e verduras em casa é tornar a criança participativa durante a lavagem e o preparo destes alimentos (mas sempre com muito cuidado para evitar acidentes) e, até mesmo, levá-la à feiras e supermercados. Entre estas atividades, Natasha sugere explicar a importância de comer ‘verdes’ e experimentar novos alimentos para a saúde. “Assim, o paladar vai se aprimorando progressivamente e as suas preferências passam a se basear na textura, aroma e na apresentação dos alimentos, por isso deve-se deixar a criatividade fluir e caprichar no visual e paladar dos pratos.”, ressalta Dra Natasha. Certamente, estes costumes saudáveis, uma vez seguido à risca, só agregarão na boa saúde e disposição da criança.

 

CURIOSIDADES:

  • A importância das vitaminas:

– As vitaminas A e B, encontradas em frutas como banana e maçã, atuam no sistema ósseo e na circulação sanguínea da criança;

– A vitamina D, proveniente da luz solar e de peixes como atum, é importante para o fortalecimento de unhas, cabelos e também age na saúde muscular da criança;

– A vitamina C, consumida em sucos de laranja, acerola e na fruta goiaba, por exemplo, contribui para o sistema imunológico.

Fonte: entrevista Bruno Barbalarga (professor de educação física)

 

Atenção, pais!

Segundo o endocrinologista Sérgio Vêncio, para evitar que a comida seja interpretada como um aspecto de punição ou premiação, alguns comportamentos devem ser evitados, como: obrigar a criança a comer mais do que pode, eventualmente provocando refluxo e vômito; premiar um bom comportamento com guloseimas; castigar a criança com jejum e festejar com fast food.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Kids

De volta à infância

O avião mal trisca o chão e não vejo a hora de saborear aquela comida que acolhe a alma e alegra o coração. O calor, por ora, só serve para aquecer ainda mais o peito, saltitando de emoção. Passando por alguns lugares e observando certas paisagens, congeladas na memórias há 20 anos, rebobino a fita, volto no tempo em que só avia espaço para brincar e sonhar, e vivo tudo novamente, histórias que me transformaram em quem sou hoje e das quais sou muito grata por tê-las. Antes, o filminho da minha infância era visto e revisto de um único prisma. Agora, há um outro — e novo — olhar sob ela. É para esse olhar, ainda tão inocente e repleto de vivacidade, que reproduzo cada alegria que vivi ali, na terra em que me foi emprestada para chamar de minha durante os anos de inocência da minha vida.

Pé no chão, sobre mangueiras, amoreiras ou goiabeiras; pessoas do bem, felizes, que enxergam com a beleza do coração. Terra firme de tão seca, onde o sol brilha mais forte e as estrelas não se acanham em aparecer. Cachoeiras, montanhas rochosas e a transparência dos rios formam a tríade do coração desse pedaço do mundão.

Se recordar é viver, (re) vivo e trago na minha bagagem esse passado feliz que me faz tão bem!

 

 

Kids, Pausa para um papo

Atitudes positivas geram filhos positivos e confiantes

Já que o assunto é sobre ser “positivo”, então vou tentar ser positiva no texto e mostrar que adquirir essa postura diariamente pode ser mais fácil do que a gente imagina, beleza?

A gente sabe que pensamentos positivos, mas positivos de verdade, transformam nossa realidade de forma benéfica. No entanto, ser positiva a todo momento é uma arte, assim como educar, bem como fazer dieta para emagrecer (gostou da comparação? :D). E pode soar um pouco mais trabalhoso ser positiva já que ser mãe e pai não tem horário comercial, a gente exerce a função all the time. E maisum motivo para você, mãe, você, pai, serem positivos. Afinal, sabemos que nossos filhos são nossos reflexos em tudo, desde as atitudes até mesmo os pequenos costumes, como os alimentares e as manias. Ser feliz é uma decisão diária, lembre-se disso! Por isso, que tal seguir algumas dicas para tornar essa hábito cada vez mais comum na sua rotina?

  • Acorde com um sorriso no rosto e gratos por serem pais, pois tem tanta gente que gostaria de gerar uma vida e não tem condições de adotar uma criança;
  • Adote um caderninho do seu filho com todas as atitudes positivas dele. Cada dia, anote uma ação positiva dele, caso ele ainda não escreva. Pode até ser um desenho que expresse algo de bom. Confesso que não sou muito ficar anotando, mas achei essa dica boa;
  • Ensine desde cedo a cumprimentar e a agradecer aos outros, a pedir “por favor” e até mesmo a soltar um sorriso fácil. Quem não gosta de ser contagiado por um sorriso de um bebê ou de uma criança?
  • Controlem seus pensamentos e palavras diariamente;
  • Tente trocar o “não” para outra frase, tipo: quando for pegar algo que não pode, mostre outra coisa que o pequeno pode brincar;
  • Demonstre o quanto a criança é amanda e cubra de carinho o máximo possível;
  • Ensine-os a transformar uma ação negativa em algo positivo, como: ‘eu não gosto do meu cabelo’, pode se transformar em ‘eu me amo exatamente como eu sou’ ou: ‘fiz bobagem mais uma vez’ por ‘eu aprendo com os meus erros’

Earl Nightingale (radialista americano que tratava muito de temas de desenvolvimento, motivação e existência significativa do caráter humano) disse: “Uma boa atitude faz muito mais do que acender as luzes no nosso mundo. Parece nos conectar magicamente com todos os tipos de oportunidades casuais, que estavam de alguma forma ausentes antes da mudança.”

Dedico este post a: minhas mães Célia e Rita e à dona Rosani Oliveira, vizinha maravilhosae super positiva que me ensina com suas palavras.