4 banhos para renovar as energias da criança

4 banhos para renovar as energias da criança

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Sabe quando os mais antigos dizem: “essa criança tá com quebrante” e a gente não sabe o que fazer, por onde começar, se acredita ou não ou se faz uma reza braba e pronto? Então, embora eu acredite piamente que tudo é energia e que nossas ações são movidas por uma força sobrenatural que surge dentro da nossa mente, sempre fui um pouco desencanada quanto à energia que poderia impregnar nos bebês e crianças pequenas. Até porque sempre achei que se nós adultos mais próximos a eles estamos bem, eles também ficarão. Para mim, os pais precisam cuidar da sua vibração em primeiro lugar. Vale sempre refletir sobre atitudes e pensamentos e se blindar de cargas negativas alheias que possam grudar como uma cola na gente.

Masss, às vezes estamos mais fragilizados com relação às energias externas, afinal, não somos de ferro, e quando menos percebemos sentimos o ambiente pesado, um cansaço e a sensação de nada fluir. Essas coisas podem ser transferidas para a criança sim, que não tem culpa de nada. Pensando nisso, elaborei umas dicas de banho para dar nos pititicos. Indico que estes banhos sejam feitos na criança a partir dos dois anos, com exceção do banho de camomila. Vejam o que acham, se já conheciam algum ou se tem uma receita nova e me contam!

Camomila:

Quando sentia que a Helena estava enjoadinha, desde neném, costumava a dar banho de camomila nela. Muitas vezes pegava o próprio sachê de camomila e fazia uma infusão na banheira dela. Dizem que a camomila afasta mau olhado e relaxa. Sempre gostei do resultado, sentia ela mais calminha.

Sal grosso:

A partir dos dois anos, dá-lhe sal grosso, que ajudar a renovar as energias. Se for dar o banho em banheira, é legal deixar a água levemente salgada. Se for no chuveiro, pode usar um copo americano com o equivalente a cinco colheres de sopa, o suficiente para passar na parte da frente e de trás do corpo. Sempre dos ombros para baixo e nunca molhar a cabeça porque pode enfraquecer a energia do corpo. Ah, e depois sempre passo uma água corrente bem rápida, sem demorar muito embaixo d’água.

Alecrim:

Amo esse banho! Ele é ideal para tirar olho gordo e descarregar as energias ruins. Mas tem que ser a partir dos dois anos e dos ombros para baixo, lembre-se! Faça um chá com as folhinhas e espere esfriar, na temperatura morna mais pra frio.

Pétalas brancas:

Dica ótima para quando a criança fica muito doentinha. Mas lembre-se: é só a partir dos dois anos e dos ombros para baixo. Esprema as pétalas e faça um chá com elas.

É sempre bom falar com o pediatra antes de fazer qualquer banho desses, por mais que sejam naturais. Converso com a pediatra da Helena ela sempre aprovou.

Crianças manifestam contra o celular

Crianças manifestam contra o celular

Uma delas dizia: “queremos que as pessoas fiquem mais atentas em não olhar tanto para o celular”. A frase parece óbvia, mas quantas vezes nos pegamos olhando em demasia o celular? Me assusta muito porque, embora nós, adultos, acreditamos convictamente de que temos controle sobre os nossos celulares, muitas vezes não é o que parece. Por esse comportamento praticado por muitas pessoas, fundamentado pela era da Inteligência Artificial, que crianças em Hamburgo foram às ruas clamar por socorro aos seus pais para que, em vez de ficarem o tempo todo conectados, deem mais atenção a eles.

É nesse cenário de caos onde estar online ultrapassa os limites do bom senso e torna uma prática que beira a uma doença somada à dependência é que estamos vivendo. As máquinas passam a ter comando sobre a gente e a sensação é de sermos vigiados o tempo inteiro por uma “força suprema” (antes fosse Deus!), que acompanha os nossos passos, sabe por onde andamos, o que vestimos e gostamos. Não, não quero ser controlada por máquinas, você quer? Porém, libero serotonina toda vez que olho minhas redes sociais e caço motivos para “não ficar de fora” desse mundo paralelo que se confunde com a realidade física. Que controvérsia, né? Que loucura estamos vivendo!

No entanto, ter essa percepção é um ótimo passo e encontrar um equilíbrio, como tudo na vida, é o caminho.

Vejam, vocês, o vídeo em que os mirins protestam. E que brinquemos mais com nossos filhos, netos, sobrinhos 😉

Inserir hábitos alimentares saudáveis na primeira infância dos filhos é uma missão importante que pode se tornar divertida e prazerosa

Inserir hábitos alimentares saudáveis na primeira infância dos filhos é uma missão importante que pode se tornar divertida e prazerosa

Adquirir uma alimentação nutritiva e saudável desde cedo é essencial para boa qualidade de vida e prevenir infecções e patologias na vida adulta. E o período mais importante que ajuda a determinar qual será a educação alimentar de alguém ao longo de toda sua trajetória está entre os seis meses – fase do desmame – e os dois primeiros anos de vida, quando inicia-se a introdução dos alimentos. “A criança entrará em contato com alimentos que nunca experimentou antes e se esta apresentação for feita de forma desastrada e sem orientação poderá repercutir de maneira negativa para sempre, refletindo, por exemplo, quando a criança for maior e não gostar de um determinado alimento.”, revela a pediatra Natasha Slhessarenko, do laboratório Exame. Por isso, o papel dos pais é fundamental na educação alimentar dos pequenos. “São eles que estarão apresentando os novos alimentos, seus sabores, suas texturas e as formas de preparo para a criança, portanto, serão os principais responsáveis por criar bons ou não tão bons hábitos alimentares no bebê.”, diz Dra. Natasha. A melhor forma dos pais colaborarem com a dieta dos filhos, segundo a especialista, é priorizar sempre alimentos frescos e naturais, como legumes, frutas e verduras, evitando ao máximo as chamadas ‘besteirinhas’ (doces, frituras e produtos industrializados, como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos). No entanto, a prática de muitos pais está na contramão do que uma boa saúde recomenda. De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2016, biscoitos, bolachas e bolos fazem parte da alimentação de mais de metade dos bebês brasileiros. O estudo ainda revela que os refrigerantes e sucos artificiais estão no cardápio de um terço das crianças com menos de dois anos. Um dado preocupante levando em consideração que o os cinco primeiros anos de vida tem grande influência sobre o peso na vida adulta, sem contar os malefícios que a prática de uma má alimentação pode ocasionar na saúde das crianças. “De um lado, podemos ter a desnutrição, onde apesar da criança ingerir uma grande quantidade de comida, a qualidade muito ruim pode excluir nutrientes importantes para o organismo. Do outro, a obesidade com todas as doenças associadas, como diabetes, hipertensão, problemas articulares, emocionais e baixa autoestima.”, frisa o endocrinologista Sérgio Vêncio.

Segundo Anna Chiesa, Consultora Técnica do Programa Primeira Infância da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, a herança genética contribui para as preferências de determinados paladares, mas a cultura familiar e as experiências com os sabores é que vão definir principalmente os hábitos alimentares da criança. “Muita vezes o pai obriga a comer um alimento específico mas nem ele mesmo come, e a criança aprende muito mais imitando.”, revela. Diante disso, é recomendável que o pediatra conheça detalhadamente a alimentação da família e, assim, saiba a melhor forma de orientá-la.

Para a Dra. Natasha Slhessarenko, é mais fácil fazer com que a criança experimente diferentes legumes, verduras e frutas até os dois anos de idade, pois seu repertório com alimentos ainda é restrito. Nessa fase é frenquente também – e natural – haver certa resistência da criança aos alimentos, já que ela não conhece totalmente os sabores. Os vegetais de cores verdes tendem a ser rejeitados, assim como os sólidos das papinhas logo após o desmame, uma vez que a criança deverá adquirir hábitos dos quais não estava acostumada, como sentar-se para comer e mastigar. “O ideal é tentar oferecer o mesmo alimento até oito vezes, nunca em dias consecutivos, e sob diferentes formas de preparo, para chegar a conclusão de que a criança não gosta daquela comida.”, completa a médica.

Uma dica funcional que pode ser usada após a criança sair da papinha – por volta de quase um ano – é utilizar verduras e legumes para decorar o prato e demonstrar para as crianças os alimentos de forma lúdica. Por exemplo: “vamos comer a arvorezinha” (referindo-se ao brócolis); “que tal uma florzinha?” (fazendo referência à couve flor); “olha que delícia o cabelo do (a) boneco (a)” (destacando a cenoura e a beterraba raladas). Por volta dos três anos de idade, quando a criança passa a ter mais contato com ambiente externo e os amigos, eis que surge um novo momento importante na educação alimentar da criança. “Nesse período em que começam a frequentar a escola, as crianças adquirem autonomia em sua alimentação. Dessa forma, programas de educação nutricional integrados ao currículo escolar e à merenda devem ser construídos com a participação da família.”, ressalta a pediatra. Nessa idade, uma boa forma de despertar a sua atenção para as frutas, legumes e verduras em casa é tornar a criança participativa durante a lavagem e o preparo destes alimentos (mas sempre com muito cuidado para evitar acidentes) e, até mesmo, levá-la à feiras e supermercados. Entre estas atividades, Natasha sugere explicar a importância de comer ‘verdes’ e experimentar novos alimentos para a saúde. “Assim, o paladar vai se aprimorando progressivamente e as suas preferências passam a se basear na textura, aroma e na apresentação dos alimentos, por isso deve-se deixar a criatividade fluir e caprichar no visual e paladar dos pratos.”, ressalta Dra Natasha. Certamente, estes costumes saudáveis, uma vez seguido à risca, só agregarão na boa saúde e disposição da criança.

 

CURIOSIDADES:

  • A importância das vitaminas:

– As vitaminas A e B, encontradas em frutas como banana e maçã, atuam no sistema ósseo e na circulação sanguínea da criança;

– A vitamina D, proveniente da luz solar e de peixes como atum, é importante para o fortalecimento de unhas, cabelos e também age na saúde muscular da criança;

– A vitamina C, consumida em sucos de laranja, acerola e na fruta goiaba, por exemplo, contribui para o sistema imunológico.

Fonte: entrevista Bruno Barbalarga (professor de educação física)

 

Atenção, pais!

Segundo o endocrinologista Sérgio Vêncio, para evitar que a comida seja interpretada como um aspecto de punição ou premiação, alguns comportamentos devem ser evitados, como: obrigar a criança a comer mais do que pode, eventualmente provocando refluxo e vômito; premiar um bom comportamento com guloseimas; castigar a criança com jejum e festejar com fast food.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De volta à infância

De volta à infância

O avião mal trisca o chão e não vejo a hora de saborear aquela comida que acolhe a alma e alegra o coração. O calor, por ora, só serve para aquecer ainda mais o peito, saltitando de emoção. Passando por alguns lugares e observando certas paisagens, congeladas na memórias há 20 anos, rebobino a fita, volto no tempo em que só avia espaço para brincar e sonhar, e vivo tudo novamente, histórias que me transformaram em quem sou hoje e das quais sou muito grata por tê-las. Antes, o filminho da minha infância era visto e revisto de um único prisma. Agora, há um outro — e novo — olhar sob ela. É para esse olhar, ainda tão inocente e repleto de vivacidade, que reproduzo cada alegria que vivi ali, na terra em que me foi emprestada para chamar de minha durante os anos de inocência da minha vida.

Pé no chão, sobre mangueiras, amoreiras ou goiabeiras; pessoas do bem, felizes, que enxergam com a beleza do coração. Terra firme de tão seca, onde o sol brilha mais forte e as estrelas não se acanham em aparecer. Cachoeiras, montanhas rochosas e a transparência dos rios formam a tríade do coração desse pedaço do mundão.

Se recordar é viver, (re) vivo e trago na minha bagagem esse passado feliz que me faz tão bem!

 

 

O segredo de uma boa ‘estória’

O segredo de uma boa ‘estória’

Se você acha que contar estorinhas que despertam medo e insegurança no seu filho não é uma boa está enganada! Contos como O Dedo Polegar, Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos, Bicho Papão devem fazer parte das estorinhas relatadas para os petiticos. Quem revela isso é o psicólogo e mestre em educação Marcos Méier. “Estes contos que misturam medos ‘fantasiosos’ como medo da escuridão, de morrer, do lobo, da floresta, com medos reais como o do Bicho Papão, que não existe, tem que fazer parte da infância. Na hora de contar, a mãe ou o pai, ao lado da criança, tem que mostrar que esses medos fantasiosos existem só na estorinha e aí elas aprendem a diferenciar estes sentimentos da imaginação dos medos reais desde cedo.”, diz o especialista em educação. Ele ainda completa: “na fase adulta, quando a criança já formada receber algum desafio profissional, por exemplo liderar um novo projeto, ela vai ter mais segurança e vai saber identificar o medo criado na cabeça dela, exercitado na infância com as estorinhas de terror.” Ele reafirma que as experiências com os contos que trazem medo faz com que o pequeno, já crescido, tenha maturidade suficiente para lidar com certas inseguranças/medos que foram aprendidos e vivenciados na infância.

E para que a imaginação e a criatividade sejam despertadas, a leitura desde cedo é primordial, afirma Méier. Por isso, livrinhos nunca é demais! “A fase em que o cérebro se desenvolve mais rápido é até os três anos de idade. Então, acredito que se estimularmos desde o hábito da leitura, certamente será muito benéfico à criança”.

Sim, a leitura é muito importante. No entanto, para que a criança se interesse ainda mais pelo universo do “Era uma vez…” e sinta-se, de certa forma, escutada pelos pais, uma boa tática é ‘inventar’ contos em parceria com os pais. Ou, seja, os pais devem compartilhar os enredos elaborados da sua imaginação junto com seus filhos. “Comece a estória e passa a bola pra eles inventarem um pouco; depois, conta mais um pouco; daí passa mais uma parte pra eles criarem e assim por diante… Assim, não subestimamos a imaginação dos pequenos e os contos podem ficar ainda mais divertidos”, revela o especialista, 😉

 

Natureza, natureza, natureza

Natureza, natureza, natureza

Outra dia li sobre a importância das crianças (sobretudo bebês e até o começo da adolescência) em contato com a natureza. Os benefícios para a criança são váaarios, como, por exemplo, traz tranquilidade e diminui a ansiedade, além do ar ser mais puro e estar menos ‘propício’ a pegar certas doenças uma vez que elas estão mais entre aglomerações. É uma recomendação dos pediatras e da Academia Brasileira de Pediatria, pricipalmente para bebês e crianças de até 14 anos.

Então, se você mora em grandes cidades, leve o seu filho para visitar parques, ter contatos com bichos e, para o dia a dia, plante uma hortinha e tenha jardins para que ele tenha contato com plantas. Além de tudo é terapêutico e saudável. E quem mora em lugares arborizados e em meio ao verde, nunca é demais ter contato com a natureza.

 

Clicam e vejam o vídeo mais detalhado de um especialista explicando a importância do contato com a natureza: http://encurtador.com.br/adiOW