Como fazer a criança esperar

Será que é só aqui em casa que as coisas tem que ser tudo pra ontem? Outras mães se lamentam dessa mesma questão, será que faz parte dessa nova geração não saber esperar?

Colagem @thecollageclub

No seu livro “Crianças francesas não fazem manha”, Pamela Druckermann fala sobre como os franceses ensinam os filhos a esperarem. “A mãe sensível está ciente das necessidades, dos humores, interesses e capacidades do filho. Ela permite que essa percepção guie suas interações com o filho”, diz a autora. No entanto, ela reforça: “os pais e cuidadores franceses não conseguem acreditar que somos tão displicentes com essa habilidade [saber esperar] importantíssima. Para eles, ter filhos que precisam de gratificação instantânea tornaria a vida insuportável.”, diz Pamela.

Dentro dessa lógica da cultura francesa de educar, Pamela destaca alguns critérios que os franceses usam para educar os filhos sabendo da necessidade de esperar. “Aprender a criar recursos internos para lidar com a frustração e não esperar obter o que quer instantaneamente é regra básica pra vida”, assim reforça a autora. O autocontrole também é importante “para estar calmamente presente e se divertir em vez de ficar ansioso”, destaca.

A partir das páginas em que a autora discorre sobre esse tema, desenvolvi esses três tópicos para, quem sabe, ajudar a gente com a grande missão de ensinar nossos filhos a conquistar essa virtude.

Culinária

As atividades na cozinha, além de render ótimos bolos (ou não, mas o que vale é a farra, prefiro pensar assim), ensina a criança a se controlar. Fazer bolos é aula perfeita pra exercitar a paciência. No caso dos franceses, eles só comem o bolo no horário do goûter (o lanche da tarde deles). Ou seja, um belo exercício pra fazer a larica esperar.

Refeições

Outro ponto são as refeições em etapa. Nas escolas e creches, por exemplo, o almoço é servido em quatro fases (salada, um queijo, um prato principal e a sobremesa), tudo, em pequenas porções. Esse hábito serve como ‘cápsulas de treinamento’ para a paciência. Fico imaginando aqui em casa a gente fazendo as refeições em quatro pequenas etapas e Helena esperando pacientemente. Acho que já seria forçar hábitos que não tem a ver com a nossa cultura até, mas o exemplo é bacana. Aliás, um parênteses, lá na França a alimentação é tão levada à sério que existe uma comissão pra definir o cardápio das escolas e a discussão entre professores, nutricionistas e pais leva praticamente o dia inteiro.

Plantar

Lembra quando a gente plantava um feijão no copinho de plástico na escola e levava pra casa pra cuidar depois? Tomava daquele feijão como um filho. A ideia era a gente ter a paciência de ver o bichinho crescer. Os franceses tem razão quando levam os filhos pro jardim pra plantar.

Brincar sozinha

“A coisa mais importante é que ela aprende a ser feliz sozinha”, dez uma das mães sobre a filha com quem a autora conversou . A criança que aprende a brincar sozinha desenvolve a capacidade de saber esperar quando a mãe, por exemplo, está ao telefone. É, acho que preciso repensar num modo criativo de dizer “estou no telefone, espere um pouco”.


Como amenizar a ansiedade e o estresse das nossas crianças na pandemia

Colagem @sacharecorta

Isoladas e fora do círculo social, crianças precisam mais do que nunca de acolhimento durante esse período conturbado

Longe da escola e do convívio social e muitas vezes sem saber interpretar as emoções, as crianças estão mais entediadas. É o que nós pais podemos perceber durante o desenrolar do isolamento social, prestes a completar aniversário.

Como fazer com que o reflexo disso tudo seja o menor possível na cabeça e nas emoções delas uma vez que sentimentos de estresse e ansiedade se tornam mais comuns nesse período catastrófico?

De acordo com a pesquisa “ConVid Comportamentos”, feita pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em parceria com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), e que atingiu mais de 45.161 brasileiros, 40,4% das pessoas entrevistadas disseram ter sentimentos de tristeza ou depressão e 52,6% afirmaram experimentar sentimentos de nervosismo ou ansiedade, muitas vezes ou sempre.

E embora os que mais tiveram a saúde mental afetada sejam mulheres e pessoas com histórico de depressão, ligar o alerta em relação às nossas crianças é necessário — sabemos.  Elas estão sofrendo assim como todo mundo, mas com a diferença de que não possuem a mesma compreensão que a gente sobre as coisas e nem sempre conseguem externar o que sentem.

Diante desse cenário, foi desenvolvida uma cartilha por pesquisadores colaboradores do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes/Fiocruz), acesse aqui para ajudar nós, pais e cuidadores, sobre como  direcionar o cuidado aos nossos filhos nesse momento tão ofuscado, sobretudo no que diz respeito ao que sentimentos e pensamos.

Numa conversa por e-mail, Gabi Carlos, educadora parental e criadora da página @sobreelefantes no Instagram, falou do impacto do isolamento social nas nossas crianças e como podemos amenizar toda essa situação na vida delas. Vejam:

1- Com o isolamento social, crianças estão afastadas dos amigos e parentes, ficando restritas aos ambientes da casa. Qual o impacto dessa mudança brusca na rotina na vida delas no que diz respeito à saúde mental?

Gabi Carlos – A gente sabe que houve impactos, uns perceptíveis logo após os primeiros meses, pelos próprios pais e cuidadores. Crianças mau humoradas, impacientes, mais reativas, entediadas. Ou, e talvez mais preocupante, irritadas além do normal, tristes, apáticas, sem apetite, com muita fadiga, sintomas que devem ser observados com atenção para que não evoluam para um quadro de depressão infantil.

Mas além destes impactos, que já podemos perceber hoje, há aqueles que só saberemos no futuro. O quanto esse isolamento social afetou o desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas ainda não dá para prever. E

não será igual para todas as crianças ou para todas as idades. Crianças que passaram o isolamento na companhia de irmãos ou primos, ou que tinham algum acesso à natureza, por exemplo, tem mais chances de serem menos impactadas.

2- Quais são os sinais de que a criança está estressada, ansiosa e irritada por causa da pandemia e do isolamento social?

Não dá pra ter certeza de que a causa do estresse, ansiedade e irritação é o isolamento. Mas é dedutível que seja, a menos que a criança esteja vivenciando alguma situação fora do comum em casa, além da pandemia.

Seguramente a falta de convivência com os amigos e a família, principalmente com os avós, a falta de sair, frequentar parques, cinemas, escolinha de artes e esportes e a própria escola são fatores desencadeantes de ansiedade e estresse e isso se reflete em irritação, reatividade, rebeldia ou, como falei, em aspectos mais ligados a sintomas de depressão.

3- Como os pais podem trabalhar estes sintomas e reduzir ao máximo os impactos causados pela pandemia na vida dos seus filhos?

Os pais também estão a mercê de sentirem eles mesmos estes sintomas. Mas, como adultos, e apesar do ineditismo dessa situação, sabemos, ou pelo menos já deveríamos saber, lidar melhor com tudo isso. E é o que precisamos para ajudar nossas crianças.

Se por um lado o isolamento mudou nossas rotinas e trouxe sobrecarga para muitas famílias, especialmente para as mães, também é uma oportunidade de convivência que jamais tivemos. Apesar do cansaço, encarar essa situação por essa ótica, a da oportunidade de fortalecer vínculos, pode ser incrível e oferece equilíbrio emocional e segurança.

Olhar mais nossos filhos nos olhos. Ouvi-los, escuta empática de verdade. Tempo dedicado, seja em simples conversas, em realizar tarefas domésticas juntos, jogos, brincadeiras. Algumas famílias se esforçaram muito para manter uma rotina rígida na esperança desse ser o melhor caminho para atravessar essa fase.

As crianças precisam de rotina para se sentirem seguras, mas elas já estão tão sobrecarregadas emocionalmente que é preciso cuidado para não exagerar na dose. Também sei que o uso de telas aumentou muito na maioria das casas e tudo bem, é natural. Porém, é preciso abrir espaço para o tédio e entender que a criança precisa ser responsável por gerenciar seu tempo livre.

Muitas crianças não sabem fazer isso e ficam perdidas sem as telas, sem saber o que fazer. É um bom momento para exercitarem esse gerenciamento do tédio, por exemplo. No começo pode chover reclamação, mas elas acabam por achar o que fazer. Os pais não precisam ficar preocupados em oferecer atividades 24 horas por dia. Elas precisam brincar livres, inventar suas próprias atividades.

4- Quais tipos de brincadeiras ajudam a reduzir a ansiedade e a sensação de tédio nas crianças pequenas de até cinco anos?

As telas não ajudam em nada, para ser bem direta, mesmo sabendo que nesse momento fica difícil abrir mão dessa opção. Atividades com o corpo são ideais nessa faixa etária. Atividades manuais como desenhar, pintar, recortar e colar, fazer artesanato. Crianças a partir de 4 anos já conseguem fazer pulseirinhas ou mandalas, se forem orientadas, na internet dá pra achar fácil como fazer.

Dançar, brincar de imitar animais. Se houver espaço, reservar um tempo para andar de bicicleta, de motoca. Uma boa ideia também é cultivar plantinhas ou uma horta. E inclua sempre que possível as crianças nos afazeres da casa.

Existem tabelas que indicam atividades domésticas adequadas para cada faixa etária. Além de movimentar o corpo, elas se sentem importantes por participarem da rotina da casa e isso conta muitos pontos para o senso de pertencimento e para fortalecimento da sua autoimagem.

5- Como descobrir se os sentimentos de tédio, ansiedade e estresse estão prejudicando a saúde mental da criança e como buscar ajuda em um momento de acessos restritos?

Os principais sintomas de um quadro de depressão infantil são tristeza e um tipo de apatia, como uma falta de vontade de fazer o que ela comumente faz como brincar, jogar, ver televisão. Esses sintomas somados às dificuldades para dormir, distúrbios de alimentação ou queixas de dores físicas devem ser acompanhados atentamente. Algumas crianças, em vez de se mostrarem tristes, ficam irritadas além do normal.  Muitos profissionais continuam atendendo  presencialmente com os devidos cuidados.


Como tornar filhos mais ecológicos

Hoje, dia 5 de setembro, é dia da Amazônia. Com presença em 9 países da América Latina, sendo que o Brasil é o que mais abrange território sobre ela, é o maior bioma do mundo, com 4,2 milhões km² de verde.
Infelizmente, o maior pulmão tropical do planeta tem sofrido com aumento do desmatamento.

Dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) estão aí para comprovar: o desmatamento acumulado nas florestas amazônicas entre agosto de 2019 e julho de 2020 cresceu 34,49% comparando com o mesmo período anterior (entre 2018 e 2019).

Órgãos ambientais fiscalizadores precisam ser fortalecidos (ao contrário do que vem acontecendo) e políticas de proteção devem ser criadas para ontem. E nós como pais, com o papel de preparar pessoas para o mundo, temos como missão criar filhos que respeitam o nosso planeta.

As próximas gerações precisam estar atentas ao que vem acontecendo na natureza para aprender a lidar com os problemas e promover mudanças na forma como a Mãe Terra vem sendo tratada.

Listei algumas ideias de por onde podemos começar para fazer com que nossos pequenos se tornem adultos cientes da importância de cuidar da natureza.

BRINQUEDOS RECICLADOS
Objetos como rolos de papel, latas e caixa de fósforo podem se tornar brinquedos super divertidos. Dá uma olhada nesse link com várias ideias de brinquedos reciclados fáceis. Jogando no Google você consegue encontrar vários sites com uma ideia mais criativa que a outra.

CONVIVENDO COM A NATUREZA
Explorar a natureza com a criança é tão benéfico que dá pra montar uma lista quilométrica das coisas boas que esse contato traz. Brincar com terra, folhas e galhos do chão amplia a imaginação e rende boas histórias, além de ressaltar para criança, por meio desses detalhes, a importância de estar em meio ao verde.

HÁBITO DE RECICLAR
Ter coleta seletiva, jogar o lixo no lugar certo, aproveitar os dois lados do papel são atitudes vão fazer a criança levar esses hábitos para a vida dela, mostrando que se cada um fizer a sua parte podemos ter um futuro diferente.

SEJA EXEMPLO SEMPRE
Mostre à criança que você também valoriza cada coisa da casa conquistada e que pode dar outro sentido para cada item. Buscar inspirações na internet e lançar mão da criatividade é uma boa. Inclusive, essa dica serve bastante pra mim também!

DEFENSORA DA NATUREZA
Mostre que jamais deve-se jogar lixo na rua (se tem uma coisa que me faz mal é ainda presenciar pessoas fazendo isso!). Quando estiverem andando na beira da praia, recolham os lixos que encontrar no caminho. Evite desperdício de água e se achar necessário crie uma história, por exemplo, que se gastar muita água vai faltar para os peixes e jacarés.

VALORIZE O QUE EXISTE DE MAIS PODEROSO
Respeitando cada pedaço da natureza a criança vai perceber a grandiosidade dela em nossas vidas. Mostre e agradeça como temos sorte de termos o oceano, as árvores, os rios…

E aí, gostou das ideias? E se você quiser compartilhar alguma atitude bacana nesse sentido ficarei muito feliz!

 


Como falar com os filhos sobre COVID-19

Imagem Albumarium

Queremos proteger nossos filhos e ajudá-los a entender o que anda acontecendo no mundo em torno do novo coronavírus. Pode ser confuso para eles perceber a importância de lavar as mãos várias vezes ao dia porque existe uma doença muito grave no ar e nas coisas que está deixando as pessoas muito doentes. Conversei com Lilian Leite Machado, psicóloga e psicoterapeuta de casal e família, para nos dar algumas dicas de como conversar com nossos pimpolhos sobre a pandemia.

1. EXPLICAÇÃO LÚDICA

A criatividade também funciona nessa hora de pânico. “Podemos dizer que há ‘bichinhos’ espalhados por todos os lados e que estão causando um grande estrago, deixando as pessoas doentes e que essa doença parece com gripe ou resfriado e pode levar as pessoas embora. Daí a necessidade da limpeza das mãozinhas, dos objetos à volta e de colocar os antebraços na frente da boca e do nariz ao espirrar ou tossir.”, explica Lilian.

2. CONVERSE DE FORMA ABERTA

Perguntar para a criança o que ela sabe sobre o novo coronavírus e conversar de forma tranquila sobre o tema, demonstrando segurança para que ela não fique assustada.

3. DISTRAÇÃO É A MELHOR COISA

Lilian explica que, em geral,  as crianças adoram estar na companhia dos pais, por isso, esse momento de confinamento possibilita aos adultos um tempo disponível para brincadeiras e se aproximar dos filhos. “Desenvolva atividades lúdicas como desenhos, pinturas, massinhas,  jogos de quebra-cabeça,  memória, adivinhação, tabuleiros”, reforça. Ela completa: “se tiver espaço,  brinque de esconde-esconde,  pega-pega, pular corda. Relembre brincadeiras da sua época de infância. Na internet é possível encontrar sugestões de como se divertir em casa. Leia historinhas. Invente. Pode ser bem divertido.”

4. SIGA SUA INTUIÇÃO

Isso vale pra tudo, inclusive quando se trata da crise em que estamos vivemos. “Leia” seu filho e note se ele quer falar sobre a situação do vírus ou se quer ficar mais quieto com relação ao assunto. “Se perceber que está inseguro e não quer falar sobre isso, tranquilize-o de modo que o espaço dele seja respeitado. E lembre sempre que nossa maior obrigação é protegê-los”, destaca Lilian.

5. LIGUE PARA A FAMÍLIA

“Faça ligações por vídeo para avós e tios para que a criança possa vê-los, conversar sobre outras coisas.”, diz Lilian. E, Olha, se tem uma coisa que aprendi com a maternidade é que tranqüilidade é fundamental para a criança se sentir segura.

Vocês têm utilizado outro recurso pra tratar do tema com as crianças e distraí-las? Compartilhem com agente.

 

 


Como aproveitar melhor o tempo na quarentena por Covid-19 (parte 1 – tempo com os kids)

Sete da manhã. Me arrumo para trabalhar, faço meu chá e sento em frente ao computador. Minutos depois Helena acorda afoita querendo me contar o sonho que teve. Paro com um bom dia, escuto atenciosamente, volto a escrever até ela despertar de vez para que eu possa escovar seus dentes e preparar seu café da manhã. Parênteses: por mais que a gente se programe, tem dias que a criança desperta antes do horário de costume, assim como a gente, faz parte.

As horas em casa com ela têm sido movimentadas. A programação do trabalho é sim necessária, mas vai tentar colocar certas coisas na cabeça de uma criança de quatro anos que está radiante por ter a mãe ali sob seu campo de visão e contato em qualquer momento do dia?

Diante de tanta opacidade causada pela crise mundial com o coronavírus, mães e pais vivem numa toada de vários pratos sendo equilibrados, quem dirá então as mães solos, que são muitas por aí? #tamojunto !

Conciliar home office com administração da casa e tempo do filho não consumido na escola pode nos apavorar, mas é colocar em prática tudo que um dia a maternidade nos trouxe: planejar, criar, inventar, executar, respirar e recompor-se (por que não?).

O momento de reclusão é difícil, podemos ficar estressadas e mais ansiosas, porém essa pausa é mais que necessária para o mundo se regenerar. Daí a hora de fazer do limão uma limonada, concordam? Esse caos gera a oportunidade de repensarmos no caminho pelo qual estamos acostumadas a andar e se é preciso mudar a rota, na forma como utilizamos o nosso tempo e nos relacionamos, de refletir sobre o que realmente importa.

Pensando nesse contexto todo, fiz dois textos pra compartilhar com vocês, um sobre como aproveitar melhor o tempo em casa com os kids e outro listando como podemos organizar melhor os dias em casa de forma que não deixemos a produtividade cair e ainda aproveitar todos os recursos para novos conhecimentos disponíveis na internet de graça.

Para as atividades que podem ser desenvolvidas em casa com os pequenos, conversei com Priscila Perrinchelli Cavalheiro Vieira, professora de educação física e especialista em recreação infantil. Vejam que interessante as dicas dela:

 

1-Libere a imaginação

As crianças adoram atividades lúdicas, confeccionar brinquedos, por exemplo, é algo bem legal que prende bastante a atenção. Ler e estimular que elas contem histórias também é uma forma divertida de se distrair e trabalhar a criatividade.

2-Participe da festa

Sim, o trabalho não vai permitir você parar toda hora para dar atenção, masss uma paradinha de cinco minutos quando a criança te solicitar vai fazê-la ficar animada para voltar a brincar sozinha. “ela sentirá que foi atendida e logo estará entretida novamente com a atividade”, assim diz Priscila. Ela reforça que até os seis anos a criança ainda não adquiriu total autonomia para brincar sozinha e por isso sente a necessidade de fazer suas brincadeiras e tarefas sempre com um adulto por perto.

3-Resgate brincadeiras antigas

Outra idea é resgatar brincadeiras antigas do tempo dos nossos pais como o jogo das Cinco Marias, pesinhos feitos com retalhos de tecidos e preenchidos com arroz ou areia. “A ideia é que os cinco caibam em uma mão ao jogar para cima e tentar pegar o máximo de peças”.

4-Aproveite as áreas externas

Quem tem varanda ou jardim deve aproveitar estes espaços para brincadeiras que possibilitem uma liberdade maior para a criança correr, andar de bicicleta, brincar de bola e gastar bastante energia.

5-Regras são regras

Segundo Priscila, criança gosta e precisa de regras também. “Ela se sente útil quando pode ajudar, então sempre que terminar de brincar é importante falar para guardar os brinquedos, mesmo que os pais ajudem”, diz Priscila. Também vale pedir um help para a criança ajudar em casa como pôr a mesa e guardar a roupa suja.

6-Mantenha os horários

As crianças também gostam de rotina e com os horários determinados para cada coisa elas se sentem mais seguras. Por isso, na medida do possível, é importante manter a mesma rotina de antes para refeições, brincadeiras e sono.

E aí, curtiram? Fiquem avonts pra dividir suas experiências! 😀 Bjs


4 banhos para renovar as energias da criança

Photo by Lubomirkin on Unsplash

Sabe quando os mais antigos dizem: “essa criança tá com quebrante” e a gente não sabe o que fazer, por onde começar, se acredita ou não ou se faz uma reza braba e pronto? Então, embora eu acredite piamente que tudo é energia e que nossas ações são movidas por uma força sobrenatural que surge dentro da nossa mente, sempre fui um pouco desencanada quanto à energia que poderia impregnar nos bebês e crianças pequenas. Até porque sempre achei que se nós adultos mais próximos a eles estamos bem, eles também ficarão. Para mim, os pais precisam cuidar da sua vibração em primeiro lugar. Vale sempre refletir sobre atitudes e pensamentos e se blindar de cargas negativas alheias que possam grudar como uma cola na gente.

Masss, às vezes estamos mais fragilizados com relação às energias externas, afinal, não somos de ferro, e quando menos percebemos sentimos o ambiente pesado, um cansaço e a sensação de nada fluir. Essas coisas podem ser transferidas para a criança sim, que não tem culpa de nada. Pensando nisso, elaborei umas dicas de banho para dar nos pititicos. Indico que estes banhos sejam feitos na criança a partir dos dois anos, com exceção do banho de camomila. Vejam o que acham, se já conheciam algum ou se tem uma receita nova e me contam!

Camomila:

Quando sentia que a Helena estava enjoadinha, desde neném, costumava a dar banho de camomila nela. Muitas vezes pegava o próprio sachê de camomila e fazia uma infusão na banheira dela. Dizem que a camomila afasta mau olhado e relaxa. Sempre gostei do resultado, sentia ela mais calminha.

Sal grosso:

A partir dos dois anos, dá-lhe sal grosso, que ajudar a renovar as energias. Se for dar o banho em banheira, é legal deixar a água levemente salgada. Se for no chuveiro, pode usar um copo americano com o equivalente a cinco colheres de sopa, o suficiente para passar na parte da frente e de trás do corpo. Sempre dos ombros para baixo e nunca molhar a cabeça porque pode enfraquecer a energia do corpo. Ah, e depois sempre passo uma água corrente bem rápida, sem demorar muito embaixo d’água.

Alecrim:

Amo esse banho! Ele é ideal para tirar olho gordo e descarregar as energias ruins. Mas tem que ser a partir dos dois anos e dos ombros para baixo, lembre-se! Faça um chá com as folhinhas e espere esfriar, na temperatura morna mais pra frio.

Pétalas brancas:

Dica ótima para quando a criança fica muito doentinha. Mas lembre-se: é só a partir dos dois anos e dos ombros para baixo. Esprema as pétalas e faça um chá com elas.

É sempre bom falar com o pediatra antes de fazer qualquer banho desses, por mais que sejam naturais. Converso com a pediatra da Helena ela sempre aprovou.


O poder do olho no olho

Dominar a psicologia infantil pode ser sim importante e eficaz muitas vezes, porém nada como uma conversa franca olho no olho, o famoso tete-à-tete. As experiências surgem e comprovam a minha tese. Outro dia, já exaurida em não saber mais qual língua falar para que a Helena entendesse de que era a hora do banho, dei um tempo, fui ao banheiro, abaixei a tampa do vaso e sentei ali. Me questionei: como falar, como agir para que ela me atenda sem promover desgastes emocionais, físicos e afins? Detalhe, até pouco há pouco tempo esse momento do dia era prazeroso para nós duas já que conversávamos e brincávamos, mesmo que ela estivesse caída de sono, mas, agora, passava a ser um pesadelo. A minha palavra era sucumbida por longas manhas no chão que antecipavam choros estridentes. Gente, não queria mais essa dinâmica à beira de ter um treco depois de uma rotina de trabalho. Definitivamente tinha que haver um basta!

Eis que me ocorre uma luz: ir ao Santo Google Nosso de Cada Dia. Ali estava eu pesquisando sobre como lidar com manhas e choros de crianças com dois anos (sim, pois a idade interfere muito na forma dos diálogos). De repente surge um texto profético na minha tela! Ao deslizar sobre ele, imaginei que talvez valesse a tentativa de aplicar aquelas sugestões naquele momento. Desesperada, bati o olho no trecho da matéria que me trazia a luz. Ele destacava o quão importante é nós nos abaixarmos na altura da criança para ficar olho no olho e falarmos de forma firme, sem titubear. Pois a criança entre dois e três anos presta atenção ao que falamos por cerca de 30 segundos, afinal ela está sempre explorando novas formas de brincar e por isso sua mente vive a mil. E muitas vezes não é que ela esteja nos desafiando ou nos desobedecendo mas apenas está entretida com outras coisas ‘mais interessantes’, assim dizia o especialista. Portanto, a nossa mensagem deve ser dita de maneira firme e objetiva.

Munida dessas dicas, voltei para a sala, me agachei na altura da Helena, falei firme que “agora era hora de tomar banho para dormir e descansar”. Ela retribuiu o meu olhar com um gesto positivo e fomos juntas de mãos dadas para o banho. Enfim, um desfecho tranquilizante para mim, apaziguador para a casa (e a vizinhança rs). Masss isso não significa que a manha na hora do banho não se repetirá ou qualquer outro motivo que culmine em birras. Porém, talvez em menor escala.

 

 

 


Crianças manifestam contra o celular

Uma delas dizia: “queremos que as pessoas fiquem mais atentas em não olhar tanto para o celular”. A frase parece óbvia, mas quantas vezes nos pegamos olhando em demasia o celular? Me assusta muito porque, embora nós, adultos, acreditamos convictamente de que temos controle sobre os nossos celulares, muitas vezes não é o que parece. Por esse comportamento praticado por muitas pessoas, fundamentado pela era da Inteligência Artificial, que crianças em Hamburgo foram às ruas clamar por socorro aos seus pais para que, em vez de ficarem o tempo todo conectados, deem mais atenção a eles.

É nesse cenário de caos onde estar online ultrapassa os limites do bom senso e torna uma prática que beira a uma doença somada à dependência é que estamos vivendo. As máquinas passam a ter comando sobre a gente e a sensação é de sermos vigiados o tempo inteiro por uma “força suprema” (antes fosse Deus!), que acompanha os nossos passos, sabe por onde andamos, o que vestimos e gostamos. Não, não quero ser controlada por máquinas, você quer? Porém, libero serotonina toda vez que olho minhas redes sociais e caço motivos para “não ficar de fora” desse mundo paralelo que se confunde com a realidade física. Que controvérsia, né? Que loucura estamos vivendo!

No entanto, ter essa percepção é um ótimo passo e encontrar um equilíbrio, como tudo na vida, é o caminho.

Vejam, vocês, o vídeo em que os mirins protestam. E que brinquemos mais com nossos filhos, netos, sobrinhos 😉


A felicidade existe e mora (também!) na Dinamarca

Você sabia que o povo dinamarquês foi considerado o mais feliz do mundo durante quatro décadas e agora ocupa a terceira posição no ranking?  Dentre tantas provas que revelam isso estão as edições do Relatório Mundial da Felicidade, publicado Pelas Nações Unidas, e as pesquisas realizadas pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD). O livro “Crianças Dinamarquesas”, de Jessica Joelle Alexander e Iben Dissing Sandahl, não traz só estas estatísticas como também ilustra de maneira clara e objetiva — bem como uma manual — as evidências que tornam essa cultura nórdica entre as mais felizes do mundo. Como uma jornalista e mãe curiosa que sou, mergulhei na leitura em busca de informações e tanto adorei que super indico tanto para os pais quanto para quem ainda não vive essa experiência, pois o livro faz a gente lançar mão de uma filosofia de vida que muitas vezes foge do habitual, do que estamos acostumados e fomos condicionados a enxergar, pensar e agir. Profundo? Ah vá, se reenquadrar a uma nova visão é mais fácil do que ganhar na loto. Não, não ganhei nada para fazer “propaganda”, eu simplesmente recomendo porquê é bom, faz a gente ampliar nossos horizontes enquanto pais e seres humanos. Hahaha tô filosofani muito, né?! Então bora pro que interessa e veja abaixo o que eu listei de interessante:

  • Se amar em primeiro lugar – Para ensinar nossos filhos se amarem e amarem o próximo o princípio básico é Nos Amar em primeiro lugar. O livro frisa isso logo de cara. Aquele pensamento de que nossos filhos vêem em primeiro lugar não é bem assim… Primeiro temos que nos cuidar, nos amar, para estarmos aptos a nos doar e cuidar das nossas crias.

 

  • Visão Otimista Realista – Fugir da linguagem limitadora, dos famosos rótulos, tanto negativos quanto positivos, pois elogio demais pode tornar a criança narcisista em sem determinação para encarar as dificuldades na vida adulta. O otimista realista é diferente do otimista exagerado — aquelas pessoas cujas vidas parecem ser tão perfeitas que às vezes soam falsas. Os otimistas realistas, característca nata dos dinamarqueses, minimizam os termos e ocorrências negativos e criam hábitos de interpretar situações de uma maneira mais positiva, ou seja, enxergam as experiências não só a partir do preto e branco, mas através de outras nuances. Exemplo: em vez de “Odeio andar de avião”, para eles seria assim: “Viajar é ótimo depois que saio do avião”; “Sou péssimo cozinheiro”, eles trocam por: “Tenho que seguir receitas para não errar.” E assim vai… Ah, algo que achei bem interessante é que eles não associam os filhos a seus comportamentos, afinal, por traz de posturas isoladas existem sentimentos e necessidades. Nesta caso, um exemplo: “Ah ela é chatinha para comer.” Negativo, ela pode estar assim porque pode estar com sono e cansada e naquele momento não quer comer.

 

  • Elogiar o processo e o esforço – os dinamarqueses tomam muito, mas muuuuito cuidado ao elogiar seus filhos, uma vez que elogios em excesso podem culminar em uma pessoa no futuro extremamente vaidosa, egoísta e com uma visão fixa sobre as coisas, até mesmo acomodada, por assim dizer, e no primeiro problema que enfrentar correr o risco de desistir logo de cara. Exemplo: em vez de: “Parabéns, você é muito inteligente, acertou tudo!” substituir por:”Acho que esse exercício está fácil demais, vamos tentar outro mais difícil?”. Ou em vez de: “Nossa, que desenho lindo, parabéns!” trocar por: “Muito obrigada pelo desenho que fez pra mim! O que desenhou? No que estava pensando quando o criou?”

 

  • Resiliência – o espíritio de resilência estimulado pelos dinamarqueses é evidente. A começar pelos filmes que assistem, muitas vezes com finais tristes. O que foge de um padrão que estamos acostumados, não é mesmo? No entanto, assistir histórias com finais não muito gratos faz nos colocarmos naquela situação e nos tornarmos mais gratos por termos uma vida ‘perfeita’, digamos assim. Além disso, quando enfrentam problemas, os dinamarquesas os encaram sempre a partir de uma ótica positiva, enxergando sempre o lado bom das experiências. Muitas vezes até com um certo humor. Então se o filho está chateado por que não se saiu tão bem numa partida de futebol, o pai pode brincar com essa situação e dizer: “Mas porque está tão triste? Você quebrou a perna, quebrou? Não. Da outra vez você ganhou e dessa vez não se saiu tão bem, porém podemos treinar para que da próxima vez você se saia melhor!”

 

  • Pensar no outro – Trocar o EU por NÓS. Eles utilizam o termo de socialização hygge, que tem origem do termo alemão hyggja e significa “sentir-se satisfeito”. Em reuniões entre famílias e amigos eles deixam as diferenças de lado e se concentram no lado bom das pessoas que amam, o que torna o clima mais acolhedor e os momentos ainda mais felizes. Odeiam os dramas de adultos, negatividade e divisionismo. O foco é curtir os momentos, serem gratos e quererem passar isso a diante para suas crias. Participam de projetos coletivos, incentivam a ajudar o outro e aprendem a buscar o ponto forte e fraco do colega. A grosso modo, estimulam a empatia.

 

  • Ouvintes natos de seus filhos – eles não só escutam seus filhos, repetem o que eles falaram para deixar claro que os escutou, como também ajudam a resolver seus problemas e desavenças entre os amigos. Eles explicam as regras e fazem perguntas para ajudar seus filhos a entender melhor a situação.

 

Enfim, é um texto leve e muito objetivo. O único ponto negativo que achei é que acaba sendo redundante em algumas partes e muitas explicações que estão ali eu já tinha visto em leituras mais rápidas na internet, mas serve para reforçar valores bem interessantes.

 

 


Como inserir hábitos alimentares saudáveis na vida da criança

Introduzir uma alimentação equilibrada e nutritiva na primeira infância dos filhos é uma missão importante que pode se tornar divertida e prazerosa

Adquirir uma alimentação nutritiva e saudável desde cedo é essencial para boa qualidade de vida e prevenir infecções e patologias na vida adulta. E o período mais importante que ajuda a determinar qual será a educação alimentar de alguém ao longo de toda sua trajetória está entre os seis meses – fase do desmame – e os dois primeiros anos de vida, quando inicia-se a introdução dos alimentos. “A criança entrará em contato com alimentos que nunca experimentou antes e se esta apresentação for feita de forma desastrada e sem orientação poderá repercutir de maneira negativa para sempre, refletindo, por exemplo, quando a criança for maior e não gostar de um determinado alimento.”, revela a pediatra Natasha Slhessarenko, do laboratório Exame.

Por isso, o papel dos pais é fundamental na educação alimentar dos pequenos. “São eles que estarão apresentando os novos alimentos, seus sabores, suas texturas e as formas de preparo para a criança, portanto, serão os principais responsáveis por criar bons ou não tão bons hábitos alimentares no bebê.”, diz Dra. Natasha. A melhor forma dos pais colaborarem com a dieta dos filhos, segundo a especialista, é priorizar sempre alimentos frescos e naturais, como legumes, frutas e verduras, evitando ao máximo as chamadas ‘besteirinhas’ (doces, frituras e produtos industrializados, como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos).

No entanto, a prática de muitos pais está na contramão do que uma boa saúde recomenda. De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2016, biscoitos, bolachas e bolos fazem parte da alimentação de mais de metade dos bebês brasileiros. O estudo ainda revela que os refrigerantes e sucos artificiais estão no cardápio de um terço das crianças com menos de dois anos.

Um dado preocupante levando em consideração que o os cinco primeiros anos de vida tem grande influência sobre o peso na vida adulta, sem contar os malefícios que a prática de uma má alimentação pode ocasionar na saúde das crianças. “De um lado, podemos ter a desnutrição, onde apesar da criança ingerir uma grande quantidade de comida, a qualidade muito ruim pode excluir nutrientes importantes para o organismo. Do outro, a obesidade com todas as doenças associadas, como diabetes, hipertensão, problemas articulares, emocionais e baixa autoestima.”, frisa o endocrinologista Sérgio Vêncio.

Segundo Anna Chiesa, Consultora Técnica do Programa Primeira Infância da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, a herança genética contribui para as preferências de determinados paladares, mas a cultura familiar e as experiências com os sabores é que vão definir principalmente os hábitos alimentares da criança. “Muita vezes o pai obriga a comer um alimento específico mas nem ele mesmo come, e a criança aprende muito mais imitando.”, revela. Diante disso, é recomendável que o pediatra conheça detalhadamente a alimentação da família e, assim, saiba a melhor forma de orientá-la.

Para a Dra. Natasha Slhessarenko, é mais fácil fazer com que a criança experimente diferentes legumes, verduras e frutas até os dois anos de idade, pois seu repertório com alimentos ainda é restrito. Nessa fase é frequente também – e natural – haver certa resistência da criança aos alimentos, já que ela não conhece totalmente os sabores. Os vegetais de cores verdes tendem a ser rejeitados, assim como os sólidos das papinhas logo após o desmame, uma vez que a criança deverá adquirir hábitos dos quais não estava acostumada, como sentar-se para comer e mastigar. “O ideal é tentar oferecer o mesmo alimento até oito vezes, nunca em dias consecutivos, e sob diferentes formas de preparo, para chegar a conclusão de que a criança não gosta daquela comida.”, completa a médica.

Uma dica funcional que pode ser usada após a criança sair da papinha – por volta de quase um ano – é utilizar verduras e legumes para decorar o prato e demonstrar para as crianças os alimentos de forma lúdica. Por exemplo: “vamos comer a arvorezinha” (referindo-se ao brócolis); “que tal uma florzinha?” (fazendo referência à couve flor); “olha que delícia o cabelo do (a) boneco (a)” (destacando a cenoura e a beterraba raladas).

Por volta dos três anos de idade, quando a criança passa a ter mais contato com ambiente externo e os amigos, eis que surge um novo momento importante na educação alimentar da criança. “Nesse período em que começam a frequentar a escola, as crianças adquirem autonomia em sua alimentação. Dessa forma, programas de educação nutricional integrados ao currículo escolar e à merenda devem ser construídos com a participação da família.”, ressalta a pediatra.

Nesta idade, uma boa forma de despertar a sua atenção para as frutas, legumes e verduras em casa é tornar a criança participativa durante a lavagem e o preparo destes alimentos (mas sempre com muito cuidado para evitar acidentes) e, até mesmo, levá-la à feiras e supermercados. Entre estas atividades, Natasha sugere explicar a importância de comer ‘verdes’ e experimentar novos alimentos para a saúde. “Assim, o paladar vai se aprimorando progressivamente e as suas preferências passam a se basear na textura, aroma e na apresentação dos alimentos, por isso deve-se deixar a criatividade fluir e caprichar no visual e paladar dos pratos.”, ressalta Dra Natasha. Certamente, estes costumes saudáveis, uma vez seguido à risca, só agregarão na boa saúde e disposição da criança.

 

CURIOSIDADES:

  • A importância das vitaminas:

– As vitaminas A e B, encontradas em frutas como banana e maçã, atuam no sistema ósseo e na circulação sanguínea da criança;

– A vitamina D, proveniente da luz solar e de peixes como atum, é importante para o fortalecimento de unhas, cabelos e também age na saúde muscular da criança;

– A vitamina C, consumida em sucos de laranja, acerola e na fruta goiaba, por exemplo, contribui para o sistema imunológico.

Fonte: entrevista Bruno Barbalarga (professor de educação física) 

Atenção, pais!

Segundo o endocrinologista Sérgio Vêncio, para evitar que a comida seja interpretada como um aspecto de punição ou premiação, alguns comportamentos devem ser evitados, como: obrigar a criança a comer mais do que pode, eventualmente provocando refluxo e vômito; premiar um bom comportamento com guloseimas; castigar a criança com jejum e festejar com fast food.