Como descansar na pandemia

Olá!

Já fizemos aniversário de vida em pandemia e as mulheres serão, certamente, lembradas como heroínas desse momento que ficará marcado para sempre na nossa história. Desde o início da pandemia a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um alerta sobre a saúde mental e emocional das mulheres, que estão extremamente sobrecarregadas nessa altura do campeonato.

Em uma pesquisa feita pela Catho, 60% das mães brasileiras disseram se sentir mais sobrecarregadas durante a pandemia. Na linha de frente da covid, as mulheres representam maior quantidade. Aqui no Brasil, 84,7% dos auxiliares e técnicos de enfermagens são mulheres. O site think Olga revela que em torno de 70% das equipes de saúde do mundo é feminina.

As mulheres têm tirado leite de pedra para garantir a entrada financeira em casa e seguir com a manutenção do cuidado. Na China, a jornalista Sophia Li compartilhou no Instagram (veja aqui) a vida das mulheres que trabalham em hospitais. Muitas chegaram a raspar o cabelo por causa do equipamento de proteção e da falta de suprimentos e algumas até tiveram de usar fraldas de adulto para evitar de ir ao banheiro e tomar anticoncepcional para atrasar o ciclo menstrual.

Posso estar sendo redundante falando desse assunto, mas não me sai da cabeça isso toda vez que me sinto exausta ou falo com uma amiga que está se sentindo igual ou quando me deparo com algum dado novo sobre o impacto do desdobramento da pandemia sobre nós. Mas como se sentir menos cansada, estressada e atarefada? Como se cuidar para que quando essa catástrofe chegar ao fim tenhamos saúde para desfrutar da vida em liberdade? Fuçando fontes na internet, fiz uma lista pensando nisso, mas aceito sugestões do que andam fazendo para que a coisa não descambe de vez.

Parar tudo pra descansar o corpo. Muitas vezes quando falamos em descansar associamos isso com fazer uma atividade da qual nos dá prazer como ler, escutar música, cozinhar. Mas, neste caso, me refiro à relaxar a mente e o corpo com meditação e um sono daqueles que quando acordamos nem sabemos onde estamos.

Ligar a tela do zoom quando realmente precisar ajuda a desacelerar. Outro dia li uma matéria que falava do estresse que reuniões em aplicativos como o zoom têm causado. Apesar de prática, a comunicação com a máquina traz, por sua vez, sintomas que podem dificultar ainda mais a vida em pandemia. Ficar olhando pra sua imagem refletida na tela pode ser cansativo e não ter a mesma troca de comunicação que a presencial (falas mais pausadas e menos gestos) também. Você também é daquelas que só liga a câmera quando realmente é necessário?

Dar uma trégua no barulho da mente e notar a paisagem é um respiro criativo assim como observar uma arte, pintar [mesmo que seja os desenhos do caderno da filha].

Olhar além dos próprios sapatos é antídoto. Sabe quando ajudamos alguém e sentimos uma tremenda sensação de bem-estar e prazer? Ir além do nosso perímetro de preocupação nunca fez tanta diferença como agora.

A ideia de querer atingir o ápice do wellness e adotar todas as recomendações de rituais de beleza e de saúde ofertadas na internet é um verdadeiro tiro no pé e pode levar à exaustão e ao extremo da ansiedade. Pegar leve e aliviar essa pressão da autoimagem é regra para viver bem e em paz.


As coragens de uma mãe

O medo, ou melhor, ‘os medos de quando nos tornamos mães’, já andou por aqui, em um post um tempo atrás. Talvez por instinto, aderimos alguns medos, mas, por outro lado, ganhamos uma força e uma coragem imensuráveis. Falar de coragem em um momento tão obscuro onde, por vezes, somos tomadas por certos temores é reforçar o nosso poder enquanto mães e mulheres, destacar aquele lugar quentinho de afeto e otimismo que nós sabemos ocupar e proporcionar como ninguém.

São as mulheres que, em maior proporção, estão na linha de frente do cuidado, são as mulheres que vêm se desdobrando de forma desproporcional para fazer com que a vida não pare. Países liderados por mulheres, como Alemanha e Dinamarca, tiveram o índice de casos e mortes da covid-19 mais controlados. Essa natureza do cuidado de onde nós viemos só pode ser adubada com doses generosas de resiliência, palavra tão batida, mas que sempre fez parte do nosso vocabulário. Por isso, você tem dúvida da sua força e coragem?

E se por acaso em algum momento questionar essa potência que esvai de dentro de você, lembre-se das suas conquistas e dos seus passos até aqui. Falando por mim, quando me tornei mãe ganhei coragens que, no mínimo, não sabia que as possuía. A começar pelo parto, onde você enfrenta pelo menos o medo da morte, supera dores e o incômodo do pós-cirúrgico em prol da mãe que acabou de se despontar.

Depois, de frente com os cuidados com aquele ser todo frágil e dependente, não existe possibilidade do medo crescer porque tem algo maior que você precisa sustentar pra poder proporcionar segurança, conforto e todos amparos imprescindíveis para essa vida em desenvolvimento. Então quando a criança adoece aí que você mostra o monstro gigante da força que habita o seu corpo.

Quer uma mãe em frangalhos é vê-la com seu filho com a saúde ameaçada. A gastrite ataca, a imunidade dispara lá no pé, mas aquela mulher está ali, pronta pro que der e vier, bebendo de uma fonte inesgotável de valentia. Sim, ser mãe é ter sua sua estabilidade emocional e mental testada constantemente. Um filho abala as estruturas e mede o quão grande é a nossa capacidade de lidar com os desafios da vida.

Dar de frente com questões que envolvem a maternidade nos obriga encarar quem somos, contestar tudo que nos foi um dia imposto como verdade absoluta. Afinal, a missão de preparar alguém pro mundo requer uma atenção especial à nós mesmas. E se antes encarar o status quo era amedrontador isso já não é mais.

Que mesmo diante do momento obscuro por qual todas passamos que nós saibamos utilizar toda nossa coragem para se ressignificar e seguir exercendo o nosso papel materno brilhantemente, dia após dia.


Mulheres cansadas: quando a sociedade vai entender?

Uns anos atrás uma colega transformou o nosso almoço em uma aula sobre como dividir as tarefas de casa com o marido de forma justa e equilibrada. Firme e desapegada sobre a possibilidade de uma desordem da casa, foi categórica quando disse que ‘se fazia de rogada’ quando via que o lixo estava na hora de ser trocado e a pia transbordando de louça para lavar, obrigações estas que competiam ao marido.

Ruth Manus, em seu livro ‘Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas’, diz que “quando pedimos ‘ajuda’ estamos afirmando que aquele trabalho é 100% nosso e que somos totalmente responsáveis por aquilo, quando, na verdade, aquela obrigação é da outra parte”.

Num cenário em que a mulher e o homem trabalham fora, dividem as contas da casa, por que o peso maior da gestão da casa, dos filhos e de tantas outras burocracias da vida tem que recair sobre a mulher?

“Em geral, nós, mulheres, continuamos a reforçar a falsa ideia de que as mulheres são sempre, naturalmente e biologicamente capazes de sentir, expressar e gerenciar nossas emoções melhor do que os homens”, diz Dra. Michele Ramsey, Professora Associada de Artes e Ciências da Comunicação na Penn State Berks, em entrevista à Harper’s Bazaar

Talvez, por conta de todo o nosso histórico em que sempre fomos obrigadas a sermos fortes e a resistirmos a tudo caladas, carregamos essa tal necessidade de reafirmarmos [para nós mesmas] que damos conta de tudo, que somos emocionalmente fortes e solucionadoras de problemas. Mas, os tempos são outros.

Somos tão cobradas a atingir o sucesso 360 graus, em casa, no trabalho, no relacionamento, que não dá pra colocar tudo num bojo e fingir que está tudo bem, porque definitivamente não está. Então que tal começar nos livrando do controle de forma que o homem tenha suas obrigações na mesma medida que nós?

Bem, e quando se trata de mães que moram sozinhas com seus filhos, o buraco é beem mais embaixo, já que o papel de gerência da casa sempre vai ser nosso por sermos o único ponto focal desse ambiente. O que não impede de construirmos uma rede de apoio que envolve família, amigos e vizinhança e, sim, exigir a participação da outra parte, pois, se existe uma mãe que está fazendo “100%, 80%, 70% e se sente exausta é porque tem um outro lado que não está fazendo seus 50%”, lembra Ruth Manus.

Mas, voltando ao ponto de início e falando de nós mulheres como um todo, suportar toda essa carga de fazer a maior parte do trabalho doméstico, bem como o cuidado com os filhos, é cansativo e frustrante. Nessa toada de funções, lutamos contra a exaustão e a sensação de impotência todos os dias.

Em uma matéria no “The New York Times” com o título em tradução livre “Como a sociedade deu as costas às mães: não se trata apenas de esgotamento, mas de traição”, (leia aqui) a psiquiatra Wendy Dean diz que o “impacto esmagador sobre a saúde mental das mães que trabalham [na pandemia] reflete um nível de traição social. Não se trata de esgotamento, mas sim de uma escolha da sociedade”.

Contextualizando, a médica diz que o que estamos vivendo é mais profundo do que imaginamos, pois fomos traídas por escolhas erradas de pessoas com poder de decisão sobre uma nação e estamos pagando o preço por isso, tendo que fazer escolhas para as quais não nos resta outra opção.

Por isso, quando tocamos no assunto ‘dividir tarefas em casa’ estamos falando de política, em possibilitar à mulher espaço para ela cuidar da sua cabeça, do seu bem-estar, dos seus estudos, da sua carreira, de viver tempo pra si da sua maneira para que se sinta bem e, consequentemente, a sociedade possa receber dela o seu melhor.

Uma pesquisa do IBGE, feita em 2018, revelou que as mulheres dedicam, em média, 73% a mais do seu tempo às tarefas domésticas do que os homens. E, apesar da dupla jornada, ou seja, trabalho fora e dentro de casa, ser cada vez mais uma realidade de ambos os gêneros, precisamos fazer com que homens sejam nossos aliados feministas.

Ainda sobre o livro de Ruth Manus: “As tarefas domésticas e todos seus desdobramentos – econômicos, sociais e psicológicos – é assunto que afeta todas nós, em maior ou menor grau, e que precisa estar em pauta.”

A autora divide o relato da professora italiana Giulia Manera: “A mulher nunca foi emancipada. Ela foi requisitada pelo capital. As tarefas domésticas nunca foram exatamente redistribuídas ente o homem e a mulher. Essa fala é importante para pensarmos sobre uma série de coisas: sobre a condição de vida das mulheres trabalhadoras (especialmente no Brasil); sobre a forma como tratamos esse tipo de mão de obra e, sobretudo, como a imensa maioria dos homens não se considera nem mesmo parcialmente responsável por essas tarefas.”

Desapegando do controle e igualando meninas e meninos

Atire a primeira pedra quem nunca foi lá supervisionar a louça que o parceiro lavou ou que ficou ligando de hora em hora pra saber se o marido seguia todos os protocolos de cuidado com a criança?

Desapegando do hábito de querer ter um certo controle de como o outro domina as obrigações seremos mais felizes e teremos o que tanto buscamos e o que é JUSTO: homens assumindo metade das obrigações da casa.

Para isso, é preciso também que meninos vejam suas representações masculinas pondo a mão na massa e desenvolvendo tarefas domésticas naturalmente. Assim como meninas precisam ver o quanto isso é normal e que elas não devem carregar o mundo nas costas.

Nana Queiroz e Helena Bertho, no livro ‘Você já é feminista!’, utilizam uma pesquisa que demonstra a distribuição de tarefas domésticas entre crianças entre 6 a 9 14 anos. Vejam os dados: 81,4% das meninas arrumam a cama contra 11,6% dos meninos; 76,8% das meninas lavam a louça e só 12,5% dos meninos fazem o mesmo; 65,6% das meninas limpam a casa, ante 11,4% dos meninos.

Com a distribuição de tarefas domésticas feita de forma equilibrada e justa o assunto deixará, quem sabe, de ser o trending topic nas nossas conversas.

Fica aí um assunto de extrema importância para levarmos para o Dia das Mulheres.


Por que, nós, mulheres, sentimos ainda tanto medo?

Colagem James Dawe

Uma das frases mais comuns de se escutar hoje em dia é ‘seja você mesma’. Nunca se falou tanto em autenticidade, em ser quem você é, vestir, ter o estilo e as escolhas que quiser. Quantas vezes já escutamos ‘seja você sem se preocupar com o que os outros vão pensar’? Mas como ser quem você é se fomos condicionadas durante a vida toda a agradar para caber num padrão?

Será que a estrutura na qual vivemos quer, realmente, receber uma mulher ‘livre’? Ou será que querem mulheres ‘robôs’, que concordam caladas com o que não lhes agrada, que não têm direito de ‘errar’ e que abandonam suas opiniões?

Já repararam que o tempo inteiro corremos o risco de sermos anuladas, massacradas, pondo em risco o lugar de liberdade onde cada uma de nós queremos chegar? Com o tribunal da internet sem direito à fala [em muitos casos], o desafio da comunicação mais clara e objetiva é ainda maior.

Em seu livro Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas, Ruth Manus diz: “Vamos refletir e identificar quais são as amarras que nos prendem, mesmo quando são sutis. Vamos repetir diariamente para nós mesmas que somos livres para questionar os gostos e comportamentos que nos foram impostos desde o nascimento. E, acima de tudo, entender que ser diferente [quem você é] é uma qualidade, nunca um defeito.”.

Ser quem você é exige resistência, olhar suas dores e desafios a partir de uma ótica particular, uma vez que cada uma de nós tem sua história. E essa é a beleza da vida, cada uma ser quem é, preferencialmente, com apoio de todas. Quando falo em apoio não me refiro em termos que concordar 100% tampouco forçar uma amizade com outra mulher. É possível fazer críticas para a outra, mas que isso seja feito com os ouvidos atentos, sempre pela lógica de dar espaço para a pessoa falar, se colocando no lugar dela, compreendendo a luta particular de cada uma até aqui. Sororidade no sentido mais amplo da palavra.

Para que a engrenagem da máquina da mudança continue acontecendo e nossos medos limados, que nós, mulheres, coloquemos nossas diferenças de canto e respeitemos o espaço que cada uma escolheu ocupar. Um exercício diário de se olhar e buscar melhorar, tendo em mente que o erro acontece e vai acontecer, e, que bom, pois faz parte do crescimento. Ainda, em seu livro, Ruth diz “tenhamos em mente que, para aqueles que querem preservar o status quo, é muito mais interessante que nós, mulheres, estejamos desunidas, e nada conveniente que sejamos fortes e demos suporte umas à outras”.

Ser quem queremos ser é inegociável, libertador e exige sim coragem.


Quem ficou do seu lado na pandemia?

Senhoras amigas
Imagem de Pexels

Essa semana uma amiga irmã contou que levou suas preces pra minha mãe [a que habita outras galáxias] quando fiquei com suspeita de covid depois de uma viagem à trabalho, mesmo tomando todos os cuidados recomendados. Fui na lua e voltei quando ela me disso isso. Não que eu duvide da fidelidade da sua amizade ou da capacidade dela de me amar, mas o fato dela se esforçar a tal ponto de trocar umas ideias com quem me trouxe pra essa existência, demonstrando tamanha preocupação e amor, me fez encher os olhos.

Outro dia, uma outra amiga me contou que sempre na virada do ano reserva parte dos seus pedidos em forma de oração para as pessoas que mais ama. Achei lindo ela se apropriar da sua crença de que sabe o que é ‘melhor’ pra gente. Uma prova estratosférica de que só quer o melhor para aqueles que lhe cercam, não é?

Fiquei pensando depois… a pandemia nos afastou do que era artificial e nos uniu do real, mesmo à distância. Reforçou laços, colocou novas pessoas, reprogramou rotas. E mesmo que nem sempre estamos com aquela disposição de antes desse dilúvio de falar com um amigo, uma mensagem de poucas palavras, um sinalzinho sempre vai existir do outro lado da ‘janela’ de quem realmente se preocupa conosco.

Durante esse quase um ano em confinamento, quem esteve do seu lado de verdade, assim, sem pestanejar? Quem foi, de fato, empático com suas dores? Quem cuidou de você mesmo longe e se sentindo cansado? Quem foi que você pendurou no pescoço feito um amuleto?

O universo se encarrega daquele alguém que não economiza no afeto, que lamenta suas dores e te faz esquecer a massa cinzenta que paira sobre sua cabeça.

A pandemia acentuou que, sim, somos sozinhos nesse planeta, mas, uma coisa é certa, vai ter sempre alguém pra recolher o brilho do céu e nos dar de presente.


5 formas de organizar a rotina de trabalho

Ferramentas simples que podem te ajudar a organizar o dia a dia do home office

Você não precisa sentir vergonha por ter a sensação de não estar dando conta de tudo – embora o sentimento de culpa parece que vem junto do combo quando a gente se torna mãe. E se tem uma coisa que não pode ser ignorada é fato de nós, mães, estarmos mais sobrecarregadas ainda com a mudança de rotina desde o início do isolamento com a pandemia [já até cansei de falar disso por aqui rs].

Mas só um parênteses antes de dar continuidade ao assunto principal desse post, um estudo publicado no jornal acadêmico Gender, Work & Organization (Gênero, Trabalho & Organizações) é mais uma prova do cenário ‘mães e mulheres nessa crise sanitária’. Nele, é mostrado que a desigualdade de gênero medida por horas de trabalho aumentou de 20% a 50% durante a pandemia.

Retomando o que me trouxe até aqui, fiz uma lista com cinco formas de organizar a rotina de trabalho em casa tendo criança pra cuidar e um lar pra pôr em ordem. Espero que ajude vocês! E quem souber de alguma outra ferramenta bacana fique avonts pra dividir com a gente!

1- Trello: desde que descobri essa ferramenta não largo mais. Super intuitiva (basta criar os cartões e arrastar eles pra onde quiser!), ajuda a organizar o fluxo do trabalho e as ideias, e o melhor, é de graça pra usar. Acesso link dele aqui e se cadastra.

2- Bloco de notas do celular: pra quem tem um cérebro que não para como o meu o bloco de notas é um verdadeiro curinga. Coloco nele até anotações do que vou lendo pelo celular e tudo que me vem à cabeça. Quando não tô na frente do computador, ele me ajuda a não esquecer das ideias que vão brotando… O legal é que dar pra montar por pastas. Tenho uma do blog, é claro.

3- Agenda do Google: fácil e já te mostra uma visão do que tem no mês de tarefa. Usava muito para programar meus posts, mas agora tô mais focada no trello mesmo.

4- Grupo no WhatsApp: essa regra vale ouro! Monta um grupo só seu no whatsapp pra ir jogando ali suas referências de conteúdos que encontra pelas andanças na internet e as tarefas que considera prioridades para as próximas horas.

5- Caderninho não falha: o bem o velho papel não vai te largar na mão. Nele, anota as coisas que você tem pra fazer na noite anterior ou na manhã seguinte. Depois que passei a fazer isso, anotar minhas prioridades do dia, minha rotina ficou mais organizada e isso me ajudou a ter mais foco.


6 maneiras de trabalhar a mente para não sabotar o seu sucesso em 2021

Foto por Pexels

Olá mamacitas!

Chegamos na reta final de 2020, o ano que fez a gente tirar leite de pedra, que logo no primeiro ring fomos nocauteados. Agora é hora de encher os pulmões para o que nos espera em 2021, concentrar nos objetivos e ir, remar e remar…

Como uma mulher que segue se movimentando para continuar fazendo com que este espaço continue ativo, vou falar hoje sobre sinais que a nossa mente pode nos sabotar em relação àquela ideia que não sai do papel (ou da cabeça) e começar o projeto que tanto desejamos.

Mas, antes, pausa para falar do que a astrologia prevê para 2021. Ele será regido por Vênus, a deusa do amor, ou seja, será transbordante. O que não significa que será moleza. Será preciso nos olharmos com carinho para que as coisas possam acontecer como imaginamos, nos mais diversos cenários (finanças, carreira, alimentação, amor e por aí vai).

2021 exigirá colocar em prática as transformações (ou dar continuidade a elas!). De certa forma, a cartada final depois de um jogo duro que foi 2020. Pode parecer fácil falar, né? Embora esse choque entre a nossa cabeça e o coração em relação às nossas ideias seja meramente comum, a assombração da síndrome da impostora deve ser colocada no lugar dela — bem longe de cada uma de nós.

Com base em alguns conteúdos que encontrei pela internet, montei essa lista, abaixo, que espero ser útil não só para vocês, mas pra mim também!

1/ NÃO MENOSPREZE SEUS SONHOS
Não encare como um hobby ou uma distração se é algo que você tem uma missão definida e, lá dentro, acredita. Então por que não ir a fundo? Use o poder da metafísica, visualize na sua mente e escreva onde quer chegar (o papel tem poder). Mas, claro, faça por onde, arregace as mangas. Se quer colher o mel, não chute a colmeia. Não se acomode, vá atrás de novos conhecimentos, se planeje, se conecte com pessoas que vão te agregar e te fazer crescer.

2/ TENHA DISCIPLINA
Sair da zona de conforto, mudar hábitos exige esforço tremendo. Mas se seu sonho, vontade ou necessidade são maiores é preciso causar uma confusão o repensar os seus hábitos. Quando se joga pequeno está dando o que seu cérebro, que adora a zona de conforto, está pedindo. Bora estimular ele!

3/ NÃO TENHA COMPROMISSO COM A PERFEIÇÃO
Se a maior empreendedora do país, Luiza Helena Trajano, tem essa linha de pensamento por que cargas d’água contestar? Tudo bem ter medo de falhar, e errar é tanto humano quanto necessário pra aprender e evoluir. Mas isso só é possível quando nos permitimos sair do lugar. Como diz Dra. Carla Sarni, fundadora do Sorridents, “tem águia que acha que é galinha, passa a vida inteira ciscando pra não levantar voo.”

4/ LUTE PELAS CAUSAS QUE ACREDITA
Escute a sua intuição, o que o seu coração diz, por mais que todos estejam contra e a probabilidade de algo dar errado exista. Também não fique emitindo ao universo inseguranças com pedidos de desculpas a todo momento. Não que a gente não tenha mais que pedir desculpas, mas, sim, fazê-las quando forem realmente necessárias.

5/ FAÇA ALGO POR VOCÊ TODOS OS DIAS
Muitas pessoas das quais me inspiram tem o ritual de no primeiro momento quando acordam fazer algo por elas, para elas. Tem melhor forma de começar o dia do que fazendo algo que te faça bem e te inspire? Além de praticar o amor próprio, ajuda a criar a bendita da tal disciplina.

6/ VIVA O AGORA
Bingo! Como, como? Meditação ganha de lavada quando se fala disso. Se Dalai Lama consegue prestar atenção plena numa conferência de física quem somos nós para questionar o poder da medição?! Isso não significa que você precisa se transformar em um monge pra viver o tão distante, #sóquenão, “agora”. Aplicativos pra começar a meditar tem aos montes, basta querer, garota (viu, Fernanda?!).

Que em 2021 sejamos perseverança, renovação e coragem pra colocar aquilo que causa rebuliço dentro de nós pra fora. Da desordem, surge aquele movimento necessário para as coisas acontecerem, não é mesmo?! 💕


2020, um ano de quem cuidou

Colagem de Pinterest

Resilientes, valentes. Daqui do meu lugar, me refiro à nós, mulheres, tanto àquelas que são mães ou às mães por tabela, que acolhem a amiga, o irmão, o vizinho (o instinto materno corre nas veias de uma mulher).

Todas sentiram. Sentiram medo de um futuro incerto amedrontador. Sentiram dores imensuráveis, da perda, da iminência de uma, do emprego ou da vida de um ente querido. Em meio à dores, medos e confusões, ressurgiram, dia após dia. Geraram vidas, seja uma gravidez ou um novo projeto, um propósito de vida, um trabalho.

Desafiando as próprias leis da física, onde o pensamento cria o resultado, muitas, mesmo com o pavor do caos latente, trabalharam incansavelmente para salvar e cuidar. Aliás, essa palavra “cuidar” nunca ganhou tanta notoriedade como agora, no mundo pandêmico. Mulheres que distribuíram cestas básicas, marmitas e agasalhos. Acolheram muitos e reduziram perdas.

E ainda que vararam (e varam) noites costurando máscaras para a vizinhança. Há quem viajou quilômetros para manter esperança às crianças, desoladas com a ausência da sala de aula. Se sensibilizaram por testemunhar a alegria de quem teve de volta o sonho dos cadernos.

Lágrimas escorreram dos mais diversos cantos e se tornaram antídoto para seguir com fé, que, em vez de minguar, cresceu. Com o passar dos dias, criaram cada uma a sua couraça de proteção, que nada tem a ver com a sensibilidade na alma feminina, pois essa prevalece intacta.

Sob efeito de uma força incalculável, algumas superaram um casamento infindável. E tal como um procedimento cirúrgico que invade o corpo trazendo um mudança, se anestesiaram da dor. Uma anestesia causada por música, leituras, escritas, vozes, ouvidos. Quando o efeito indolor passava, a ação ganhava seu espaço na dimensão da vida.

Pois, no fim das contas, é preciso continuar sonhando e fazendo por onde já que o desejo de deixar algo para posteridade é latente. Em 2020, o roteiros ganharam emoções parecidas com o contraste pessoal marcado pela história e personalidade de cada uma de nós, mulheres.

Para 2021, que demos um reset no que não foi bom e que as energias, emoções e experiências positivas de um ano atípico e por tantas vezes amargo sejam carregadas juntas com cada uma de nós.


Culpa materna e a nossa mente

Arte por @handleofiron

A culpa que acompanha nós, mães. Psicólogos dizem que é impossível se livrar dela, mas que, sim, podemos lidar de forma mais branda. Se apegar a essa crença certamente pode trazer leveza para essa maternagem cheia de emaranhados, desafios e misto de sentimentos.

Esse papel poderia talvez ser mais leve e mágico se não fosse a imagem “pesada” sobre a mulher que é mãe que a sociedade criou ao longo de todo esse tempo. Um cargo exercido sem pausas repleto de reponsabilidades e carregado de exaustão.

Precisamos suportar essa gigantesca função tendo que encarar pressões sociais, de marcas que romantizam a maternidade, de outras mães (mesmo que inconscientemente) e da internet. A conclusão, no fim das contas, é uma maternidade exaustiva e cheia de culpas.

Segundo um estudo levado a cabo pela NUK, uma marca de produtos para bebês, 87% das mães têm sentimentos de culpa invariavelmente, enquanto 21% sentem isso o tempo todo. A culpa existe, hora maior, hora menor, e não podemos negar.

Mas como lidar com ela? Conteúdos disponíveis na internet e conceitos como “a mãe suficientemente boa”, de Donald Woods Winnicott, ajudam a gente a sobreviver aos nossos martírios maternos. Mas será que mesmo com acesso a tanta informação não será preciso investigar a raiz da onde surge tanta culpa em cada uma de nós?

A psicóloga e pedagoga Betty Monteiro disse durante uma palestras que “a culpa impede de educar, pois isso impede de dizer não”. Ela destacou também que quando a gente mostra para o filho que a gente o aceita com suas dificuldades e do jeito como ele é fica mais fácil desenvolver o vínculo e se libertar de crenças que levam à culpa.

A mente, esse jardim fértil dentro da gente cheio de pensamentos borbulhantes que criam a nossa realidade, pode ser reconfigurada para uma maternidade com menos culpa e sofrimento? SIIMM! E a metafísica está aí para comprovar.

Para essa filosofia que estuda a natureza da realidade a partir da relação entre mente e matéria, os pensamentos são ondas cósmicas no mar universal de energia em que vivemos e vão além do tempo e do espaço. Mais presentes e com a consciência plena desperta, temos mais controle dos nossos pensamentos, podendo, assim co-criar a nossa realidade.

Nas viagens pela internet, encontrei essa apresentação (clica aqui) do Master Shi Heng Yi, diretor do templo Shaolin, mosteiro budista em (Sung Chan), na República Popular da China, que fala sobre os cinco obstáculos que descrevem diferentes estados da mente (desejo sensual, má vontade, preguiça e torpor e inquietação).

Ele explica como são cada um destes obstáculos que atrapalham a gente num grau que às vezes nem imaginamos e usa como metáfora escalar uma montanha e as distrações (os obstáculos da mente) que surgem ao longo do caminho.

Sabe aquele momento quando você se organiza para ficar com o filho e desvia o pensamento indo fazer outra coisa nada a ver? Um exemplo de situação onde a gente está sendo traída pela mente.

Vale ver o vídeo, mas não vale pirar. Vai de boas porque, nos tempos em que vivemos, tá bem mais difícil escalar qualquer montanha sem parar pra pegar aquele fôlego. E outra, o ‘caminho do meio’ é sempre mais garantido ;). Bjs!


Se conectar para se conectar com os filhos

Colagem por Maja Egli

Olá chicas, como estão?

A avalanche de acontecimentos e obrigações ativa o modo automático e se distanciar de você mesma acaba que sendo uma resposta a isso tudo. Talvez uma mecanismo de defesa contra seu lado mais profundo?

É quando cai a ficha de que é preciso caber dentro de você primeiro pra se encaixar no lugar de mulher, mãe, o ser que deseja. Recuar, se fechar, se olhar. Se viver exige intensidade, esse portal de dentro de nós precisa ser abastecido para que haja imensidão. Manter essa conexão com nós mesmas é, sem dúvida, o maior desafio.

E nessa peleja, você tem parado pra se escutar ou tem fugido de você mesma? Estar inteira exige. Exige coragem, exige um querer de verdade. Exige ânimo pra tirar os móveis do lugar e levantar a poeira debaixo do tapete. Exige sair da zona de conforto, questionar suas certezas.

Essa tal necessidade de balançar nossas verdades, cavucar questões nunca tocadas antes é revolucionária e o impacto no lado mãe é avassalador. Precisamos transbordar pra poder dividir e, para além disso, mostrar na prática o que se aproxima do que é viver “plenamente”.

É da maternidade de onde nossas energias são consumidas numa potência surreal e para que esse maternar siga acontecendo forças precisam ser resgatadas, movimentos devem acontecer.

Nesse rolê louco da vida, quando a bússola está desregulada e as ruas ficam sem saída, daí a necessidade desse cara-a-cara com gente. Se colocar numa outra perspectiva, nadar de braçada sobre seus embates, apertar o que estava frouxo, te levar de volta à sua órbita.

Mas ledo engano achar que deixar de se alienar de nós mesmas significa encontrar a paz eterna, até porque, já diria Freud “O Eu não é senhor em sua morada, ele está sempre em conflito”. E apesar dessa visita à você ser algo sem fim, vale a pena, e, no fundo, a gente sabe disso.

Se reconectar com a natureza é potente e pode trazer respostas para as mais profundas questões. Andar sozinha, observar as ondas e o vento são remédios para alma, no fazendo escapar do burnout materno ou até nos curar dele.

Chega uma hora, que é preciso abandonar aquela mulher que já não se encaixa mais aí dentro, recolher os cacos e ir. E para que essa reprogramação aconteça é preciso abraçar o desconforto. Pois, como disse Rubem Alves: “ostra feliz não faz pérola”.

Bjs, se cuidem.