Como nós, mães, podemos nos colocar diante do desmatamento no Pantanal e na Amazônia

Imagem do Pantanal por @sospantanal

Há umas duas semanas escrevi sobre atitudes no dia a dia que podem ensinar crianças sobre ecologia. O fato é que este tema tem martelado bastante a minha cabeça e, nitidamente, a do mundo, né? Afinal, com dois nossos maiores biomas ameaçados, precisamos falar, gritar, agir contra esse mal que tem destruído nossas florestas.

Quando nos tornamos mães, queremos deixar um mundo melhor aos filhos. Repensamos com mais profundidade nos nossos hábitos, no impacto do nosso trabalho na vida das pessoas e nas nossas ações de uma forma geral. E essas últimas semanas em especial, com as notícias sobre os desmatamentos no Pantanal, a sensibilidade com a mãe terra cambaleia a cada olhada de tela.

Apesar de ser paulistana, vivi a infância inteira na terra do Pantanal. Tomei muito banho de cachoeira, pulei muito em rio, escalei muita árvore. Posso garantir com propriedade a teoria de especialistas de que crianças que convivem com a natureza são realmente felizes! Diante desse cenário do desmatamento desenfreado, se tem uma pergunta que não paro de fazer, bem no “gringês” mesmo (já que o vexame é internacional), é: what the fuck is this!??

O Pantanal vive a pior seca dos últimos 47 anos. De 1 janeiro até o dia 13 de setembro, mais de 2,9 milhões de hectares queimados por lá, o que equivale 19% do bioma no Brasil ou 19 cidades de São Paulo.
Uma das regiões mais afetadas é o Porto Jofre, onde tem o Parque Estadual Encontro das Águas, lugar que reúne a maior concentração de onças pintadas do mundo. O local já teve mais de 84% devastado pelo fogo.

A principal causa é o agronegócio na região. Práticas ilegais da agropecuária tem acontecido bem abaixo dos olhos de quem deveria fiscalizar (orçamento para brigadistas florestais é reduzido em 58% pelo governo, leia aqui). Segundo o Instituto SOS Pantanal, cerca de 15% da área foi convertida em pastagem.
Sabemos que não precisa desmatar para matar a fome de mais de 800 milhões de pessoas no mundo e abastecer a geladeira de 8 milhões de crianças no Brasil que não têm o que comer por causa da pandemia — já que a agricultura familiar orgânica não consegue comportar toda essa demanda.

O que é preciso ser feito então? Um dos caminhos é claro: investir em tecnologias para que a produção dos alimentos se torne cada vez mais sustentável e que o nosso solo, completamente intoxicado, volte a respirar e produzir alimento sem precisar ser envenenado.

Qual o impacto do desmatamento da Amazônia e do Pantanal na nossa vida e na das nossas crianças?

A fauna e a flora não são as únicas afetadas, vidas humanas também estão em jogo. Cerca de 500 bebês foram internados por conta da fumaça das queimadas na Amazônia até agora. Essa nuvem tóxica aumentou em 65% as internações hospitalares na Amazônia e no Pantanal.

E o que nós mães vamos fazer? Se enfiar embaixo da terra com nossos filhos? Dá vontade. Mas, por enquanto, a vida rola aqui em cima, né não? Com essa realidade, cabe a nós buscar informações seguras e fazer o que estiver ao nosso alcance, se engajando em causas ligadas à preservação dos biomas.

Siga páginas como @fridaysforfuturebrasil (clica aqui para conhecer), que não só traz conteúdo informativo sobre questões ambientais como também os movimentos que estão rolando no Brasil e na América Latina. Inclua na sua lista para seguir @casaninjaamazonia e @sospantanal e @socioambiental. E, na dúvida das informações que chegam até você, cheque em sites como paremasfakenews.com.br

Estas páginas mostram tudo que vem acontecendo e as ações para combater as ameaças à biodiversidade.
O futuro das nossas crianças não pode ser ameaçado por irresponsabilidade e ganância alheias. Vamos dar respostas à elas com fundamentos e prepará-las para que cresçam conscientes e se tornem agentes de mudança.💕


Mulher e o mercado de trabalho na pandemia

Mulheres são as mais afetadas na carreira com a crise

Na caixa de entrada a seguinte mensagem: PARABÉNS! Sua inscrição está confirmada!

O tão aguardado dia 13 de março do qual a inscrição se referia nunca chegou. Já era uma constatação de uma catástrofe iminente. Imagina, como reunir um evento previsto para receber 10 mil mulheres, durante meio período, no Ginásio do Ibirapuera, diante das notícias explodindo sobre o novo coronavírus pelo mundo?

Àquela altura, com os primeiros casos no Brasil de Covid-19, já não tinha mais como fazer acontecer um evento daquela proporção. Iniciativa do Google para estimular mulheres empreendedoras a desenvolver habilidades comportamentais e pessoais com um programa elaborado especialmente para o perfil feminino, o evento Cresça com o Google – Women Will, não foi materializado dessa vez no Brasil.

Minhas esperanças é que em 2021 tudo seja diferente e que essa agenda tão aguardada por mim e tantas outras mulheres aconteça. Só para contextualizar, o Women Will (acesse aqui para saber mais) é uma ação do Google que desenvolve programas para fomentar o empoderamento econômico das mulheres no mundo todo e o Brasil, assim como Índia e México, é um dos primeiros países a ganhar essa iniciativa.

Pula a página.

Arte feita por Igor Rodrigues @atelieigorrodrigues

No Brasil, as mulheres são a maioria entre os novos empreendedores e representam 51% das novas empresas, é o que revela o site do Sebrae. No entanto, a pandemia tem deixado muitas empreendedoras desoladas. Um estudo feito pelos institutos Rede Mulher Empreendedora e Locomotiva mostra que 86% dos negócios liderados por mulheres fecharam ou funcionam parcialmente durante o isolamento social no Brasil.

Em resposta à essa crise, o Rede Mulher Empreendedora, com apoio do Google.org, desenvolveu o Potência Feminina (veja o site aqui), que pretende capacitar e estimular o negócio de 50 mil mulheres espalhadas em 10 comunidades no país. A ideia é escolher 180 negócios e cada um vai receber um capital de R$ 10 mil.

Está explícito o quanto a pandemia afetou e afeta as mulheres. Para piorar o quadro, existe a preocupação de se manter no mercado de trabalho vendo de perto o impacto da crise na economia e lidando com o fato de que 7 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho na última quinzena de março. É o que mostra o levantamento feito pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc).

No total, são cerca de 12.428 milhões de desempregados segundo o IBGE — isso na quarta semana de junho.
Neste cenário desesperador, 58% das mulheres desempregadas são negras. Trabalhando de forma autônoma como domésticas ou vendedoras ambulantes, por exemplo, estas mulheres representam a maior parte das guerreiras em condições de vulnerabilidade.

Mas o que fazer para que estatísticas como estas passam ganhar contornos menores? O relatório da ONG Think Olga (acesse aqui) propõe iniciativas que fazem a diferença, como: comprar de pequenas produtoras e comerciantes da região onde você mora e promover medidas de políticas que permitam reconhecer e reduzir a diferença de trabalho de cuidado não-remunerado entre homens e mulheres em casa.

Atitudes que estimulam o empreendedorismo feminino

Por falar em ações que valorizam o negócio de pequenas empresárias, alunos da unidade de São Carlos da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru (SP), criaram Appadoca Delivery (clique aqui para conhecer), plataforma online de entregas de pedidos pelo Instagram com objetivo de ajudar mulheres desempregadas a encontrar uma forma de ter renda durante a pandemia.

Vencedora no Desafio USP – Covid-19, uma competição online, a ferramenta conecta cozinheiras e confeiteiras aos seus clientes na cidade de São Carlos (SP). Ações voltadas para mulheres em comunidades surgem graças ao bom coração de tantas pessoas.

Outro dia, me deparei com um número que não saiu mais da minha cabeça: 57% da pobreza no Brasil é composta por mulheres com filhos e sem cônjuges. E, segundo o Instituto de pesquisa Data Favela, existem 5,2 milhões de mães nas comunidades do Brasil e, deste número, 72% afirmam que alimentação da família ficará prejudicada pela ausência de trabalho.

Percebendo a necessidade urgente de ajudar mulheres, mães, mantenedoras de seus lares, voluntários do Cursinho Popular Chance, da favela de Paraisópolis, em São Paulo, lançaram a vaquinha online (acesse aqui) para arrecadar doações e ajudar mães e trabalhadoras informais com uma renda básica de R$ 400.

Levando em consideração que a maior parte das mulheres afetas são negras, o Movimento Black Money propôs o fundo emergencial Impactando Vidas Pretas (clique aqui para conhecer) que leva uma renda básica para famílias lideradas por mulheres negras solos e para afroempreendedoras. Até a última vez que entrei no site, já tinha sido arrecadado R$ 168.746,00 por meio de 2475 doares.

A situação atual no mundo tem impactado em diferentes aspectos as nossas vidas. O respingo maior está nas mulheres. Fico feliz em presenciar tantas iniciativas dedicadas a nós. 💕

 

 


Surto de divórcios na pandemia

Cresce o números de casais que decidem se separar durante a crise da Covid-19

Imagem Unsplash

Muitos casais conseguem tirar proveito dessa crise para fortalecer a união e, convenhamos, é lindo se deparar com exemplos onde, numa relação, o outro se sente completamente à vontade para dividir suas fragilidades e, que, mesmo no meio dessa onda gigante, a parceria não acaba por aqui, pelo contrário.

Porém, esse cenário não acontece em todos os tetos. Como se não bastasse tudo que estamos vivendo, com o rojão chamado Covid-19 pipocando sobre nossa cabeça diariamente, testando nossos limites o tempo todo, eis que tudo pode ficar ainda pior e o tão idealizado casamento, aquele laço criado por anos de convivência com uma pessoa, acaba por vir por água abaixo.

Em Xiam, na China, as agendas nos escritórios de advocacias para tratar de divórcios estão esgotadas e a procura por formulários para entrar com a separação aumentou em outras províncias do gigante asiático. Países como Itália, Portugal e Estados Unidos também contam com essa explosão nos números de divórcios.

Aqui no Brasil, de acordo com um levantamento da revista Pais & Filhos (clique aqui para ler), a busca por consultoria de advogados para separações cresceu 117% em comparação com 2019. O Colégio Notarial do Brasil, que representa os tabeliães de notas que atuam em cartórios pelo país, revelou alguns dados que confirmam isso.

Em maio deste ano, por exemplo, o aumento das separações registradas em cartórios cresceram 55% comparado com o mesmo período do ano passado. Ao que tudo indica, a convivência intensa durante a quarentena tem culminado no término de muitos relacionamentos. Mas será que essa situação da pandemia/isolamento só acentuou o que já estava desajustado?

Independentemente de pandemia, o divórcio é um momento difícil e doloroso. Ter que lidar com o desfecho de um projeto de vida não está entre as melhores coisas para lidar. Apesar de não ter me separado na pandemia, não faz muito tempo que eu e o pai da minha filha decidimos tomar rumos opostos. Uma crise como essa precedendo outra crise — neste caso, de proporção mundial — obriga a gente a ser forte na raça, ainda mais quando envolve uma criança.

Como lidar com a separação durante a pandemia

Com base nessa minha experiência, listei algumas formas positivas de seguir o barco. 💕

1// TÊTE-À-TÊTE ALONE
Fernando Pessoa já dizia: “A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo”. Eu que gosto de ficar divagando sobre o nosso propósito aqui na terra, penso que é um exercício contínuo lidar com o fato de que, no fundo, somos todos sozinhos e, assim, aperfeiçoar a maneira de nos relacionarmos com nós mesmos. Aproveita o momento para se reencontrar com você mesma, fazer tudo o que gosta e se sentir plena. (Leia aqui minha crônica sobre ir ao cinema sozinha, basicamente uma espécie de date comigo mesma).

2// MIRA TEUS SONHOS E VAI
Aproveita essa fase para mergulhar de cabeça nos seus ideiais. Nunca é tarde para descobrir uma nova aptidão ou focar em algo do qual tu sempre quis e nunca teve tempo ou disposição necessários. É outra pegada praticar aquilo que realmente gostamos. Isso se chama encontrar a felicidade.

3// PASSADO TE FEZ QUEM VOCÊ É HOJE 
Graças à ele você é quem é hoje e o que não tem remédio, remediado está. Não fique olhando para traz uma vez que está certa da sua decisão e sabe dos teus sentimentos. Isso pode atrapalhar o novo rumo e, pior, não te fazer bem nesse momento onde as emoções já estão conturbadas. Agradeça o que viveu e siga o baile sem pestanejar.

4// FOCA NO QUE IMPORTA
Coisas práticas do dia a dia exigem atenção. É nelas que suas energias precisam se voltar. O planejamento financeiro, a organização da rotina e outras questões burocráticas não permitem atropelamentos ainda mais quando envolve uma terceira pessoa, o seu filho.

5// AGRADEÇA E PERDOE
Agradeça na prática, com gestos e não apenas com palavras. Perdoe o que tiver que perdoar porque, sabemos, a mágoa impede a felicidade e faz mal para saúde. Deseje o bem e se por acaso a gratidão tentar escapar de você, puxe ela pela orelha e siga agradecendo ou, pelo menos, tentando até conseguir 100% ahahaha.

 


Saudade na pandemia

Imagem Pexels

É domingo. Dia da saudade, da nostalgia. Reviro memórias, me remeto às lembranças, resgato partes de mim lá atrás e que me construíram quem sou hoje. Das macarronadas em família às bagunças entre mim e meus irmãos misturadas com brigas e brincadeiras, dos melhores momentos em fotos às mais inspiradoras palavras em cartas.

Saudade é tecer recortes que o tempo não desfez. É degustar simultaneamente o sabor doce de cenas vividas guardadas eternamente num canto e provar o amargor de uma imagem que ficou lá atrás.
Pelo olfato, revivo aromas de um tempero, de um perfume, de um aconchego.

Por uma música, sambo de alegria ou choro de melancolia. A saudade também pode ser tocada por texturas, cores e tramas. Nesse espaço vago entre o ontem e o hoje memórias se constroem. Talvez, numa velocidade de flash maior do que há alguns meses, quando se existia uma rotina pautada antes da pandemia.

Guardar olhares, sorrisos, sensações, sons e aromas ganhou uma proporção maior. Se não fosse isso tudo, o dilúvio da pandemia, a saudade continuaria sendo só aquela saudade gostosa na maioria das vezes, com um toque de gratidão. Mas, hoje, ela é a Senhora Saudade, misturada com o sentimento da nostalgia de uma vida ameaçada por um vírus devastador. Surge também de algo que não se viveu e se escorreu pelos dedos.

Na solitude do isolamento, ela ganhou uma nova proporção. Sua presença pode ser sentida em questão de minutos, horas e dias, em diferentes formas e contextos. A saudade agora reforça que não se vive sem abraço e um “bom dia” com sorriso no rosto faz toda diferença. Ela valoriza coisas que, um dia, sepá, já foram abafadas pelo frenesi de uma rotina.

Ela vem agora pra dizer e reforçar que só se vive uma vez e, que, por mais que as memórias lhe dão o seu sentido, só com o presente pode se construir uma saudade eterna e viajar por tantas outras vidas. S2

E você, que gosto te traz a saudade nesses tempos de distanciamento?


Como olhar mais para você no meio da confusão da crise

Imagem Unsplash

Você se olha no espelho e se sente um trapo. Descabelada, cansada, com vontade de dar um up no visu. Soa familiar? A verdade é que a gente passa tanto tempo cuidando do outro (ou dos outros) que ficar por último acabando sendo comum, e sabemos que não é bem assim que deveria ser, certo? Mas para onde correr?

A mãe ocupada, exausta, que gerencia um monte de tarefas e que tem um trabalho constante de atenção precisa arranjar de alguma forma “mecanismos” para se cuidar e manter a mínima sanidade.
Aliás, não me refiro sobre ser “normal”, até porque uma dose de loucura cai bem e não faz mal, muito pelo contrário.

Mas é sobre poder optar por fugir da programação, é sobre poder sair um pouco do estado constate de alerta de mãe, que quero dizer. É sobre ligar o modo off, enrolar na cama, ficar sem falar com ninguém, se desconectar.
Que eu me permita poder sair da rotina de vez em quando, dormir sem hora para acordar no fim de semana, tomar sol pela janela sem me preocupar se o almoço vai atrasar.

Focar em nada, apenas olhar pro teto ou a paisagem do recorte da janela. Nessa altura do campeonato, ou melhor, da quarentena, ser funcional o tempo inteiro já não faz mais sentido. Que com o meu silêncio eu possa me escutar mais e cuidar daquilo por ora escondido debaixo do tapete, mas tali urgindo atenção.

Como diz a psicanalista Mafria Homem, ” se a gente conseguir desacelerar a gente vai fugir menos e saber para onde ir”. E desacelerar é se olhar, se escutar. “Menta vazia, oficina do Eu”, assim ela diz, e assim eu concordo. Não temos para onde correr a não ser para dentro de nós e buscar a calmaria para sustentar o espaço necessário para lembrar, conectar ideias, lançar um projeto, ter aquele insight.

E você, tá se olhando? Se escutando? Ta deixando o seu silêncio tomar parte da situação? O que ta faltando mais atenção dentro de você? Alimentar bem, fazer um pouco de exercício não necessariamente significa estar atenta a você. Para e se escuta. Observa o que te incomoda e cuida disso.

Pensando nisso, elaborei um lista para essa autocuidado. Mas vou ficar muito feliz se você compartilhar o que tem feito para esvaziar a mente e se escutar mais. 🙂

//OBSERVE TEUS SENTIMENTOS

Se ainda não parou para analisar o que está por traz dos sentimentos faça isso já. Se está com medo, está em estado de alerta. Se a ansiedade bateu, alguma coisa pode estar te incomodando. Se está com raiva, algo te deixou frustrado.

//FAÇA O QUE TE FAZ BEM

Não é egoísmo, é autoamor. Viver sem prazer é horrível e realizar coisas que fazem a gente se sentir bem é o combustível para a vida. Explore a sua casa, a internet, caça algo que vai te remeter à sensações boas de encontrar com você mesma.

//NÃO PEGUE O “LIXO” DOS OUTROS PARA VOCÊ

Se alguém ou uma situação te incomodou, entenda que aquilo diz respeito ao outro e não a você. Evite fadiga desnecessária. Desapegue dos problemas do outro e foque em ti, afinal, você já temos questões demais para lidar.

//SE LIBERTE DA BUSCA DO PERFECCIONISMO

Uma coisa é fato, buscar perfeição é uma aspiração tóxica. Então, já que perfeitos nunca seremos abrace suas imperfeições e não tente escondê-las de seus filhos. Se gritou e perdeu a paciência não se mutile com autojulgamentos. Ser mãe é aprendizado constante, deixa que eles veem suas falhas de forma natural e, se você errou, é possível fazer outra escolha em vez de se julgar como péssima mãe.

Beijos, estamos juntas nessa! 💕


Perfis no Instagram para seguir já

Imagem de Hipster Mum para Unsplash

Se tem uma coisa que já me liguei em mais de 100 dias de distanciamento social é que para prender a atenção nas redes sociais diante do turbilhão de publicações o conteúdo tem que agregar. A mensagem precisa ter um propósito forte uma vez que a tela do celular por qual costumamos nos engajar ganhou lente amplificada e certos valores tomam o seu merecido lugar. Temas voltados para o cooperativismo, a arte, o bem-estar, a educação e o cuidado dos filhos e a igualdade de gênero transitam em destaque pela internet.

No Instagram, não são só as lives que imperam como protagonistas, textos e imagens criativos surgem para abastecer do que nos falta. Comecei a seguir um monte de perfil que não conhecia e gostaria de compartilhar com vocês alguns deles.

 

@pediatriaintegralbr (Daniel Becker)

A sua página tem me servido como instrumento para algumas situações específicas no dia a dia com minha filha. Ele orienta os pais sobre como conduzir esse momento da melhor forma com as crianças e trata de questões como sobre participar e não ajudar, inteligência emocional, respeito, honestidade e caráter. O perfil dele é pra maratonar mesmo.

@museudoisolamento (Museu do Isolamento Brasileiro)

Já está explicito que a arte tem salvado nessa crise. É por meio dela que conseguimos decifrar sentimentos e sensações que não conseguimos externar. Colagens, ilustrações, pinturas, fotos, músicas, poemas têm tirado a gente do sufoco e o museu do Isolamento compartilha trabalhos dos mais diversos artistas pelo mundo.

@gamarevista (Gama)

Com olhar super atento e moderno, este veículo vale a pena ser seguido em todas as plataformas em que ele estiver. Fala sobre os diferentes modos de viver, educação, cultura, democracia e equidade.

@push (Push)

Plataforma colaborativa que visa compartilhar conhecimento entre as mulheres do mesmo grupo da @stealthelook. Seus holofotes estão voltados para questões que necessitam lugar de fala como a mulher negra e seus desafios como o mercado de trabalho, liderança feminina, novas prioridades assumidas pela mulher agora. Vale a pena stalkear o perfil!

@shet_alks (SHEt)

Encontrei o @shet_alks sem querer e foi tudo de bom! Aliás, melhores encontros são sempre assim, sem lugar e hora marcada para acontecer, não é mesmo? O perfil é 100% voltado para mulheres de 45 a 60 anos, mas, confesso, eu na faixa dos 30 me senti super acolhida. Porque quando é pra falar do nosso universo não existem “barreiras” que nos separam, independentemente da idade. Masturbação, envelhecer bem, beleza, solitude são temas abordados pela página triunfantemente bem.

@lubritesyoga (Lu Brites)

Descobri a Lu Brites esses dias e só de olhar o feed dela com conteúdo para o desenvolvimento pessoal dá uma sensação de paz e tranquilidade. Bailarina e professora de yoga, ela faz parte da Rádio Yoga, iniciativa do @dom.school com objetivo de apoiar o coletivo e propagar a prática do yoga.

 


Solidariedade feminina durante a crise

Novas criadoras de conteúdo surgem na pandemia e ajudam a formar uma rede de apoio feminina cada vez maior

Ilustração Ammy Lupin @emmylupinstudio

Sinto que a hashtag, praticamente um mantra, #juntassomosmaisfortes ganhou um tom mais expressivo nesses últimos meses em que nos vemos isoladas – mantendo o contato com as amigas apenas pelo virtual. Em meio à saudade e à angústia de presenciar o tempo correr e a crise da pandemia seguir sem previsão de acabar, é animador assistir uma rede de apoio, destinada às mulheres neste caso, na internet crescendo de todos os lados, sobre os mais diversos assuntos.

É a solidariedade mostrando seu potencial e não existe mais lindo no ser humano do que a generosidade. Abrir a tela do celular e dar de cara com frases, memes e vídeos encorajadores depois de um pico de estresse na rotina conturbada em casa é um conforto para o coração e a mente.

No Instagram, perfis novos surgem a cada instante com a missão de cuidar dos diferentes lados que abarcam o nosso universo feminino, do bem-estar até cuidados emocionais e exemplos de inspiração. Para quem quer buscar ânimo nos exercícios, a página @chapadinhasdeendorfina usa o bom humor ao abordar essa temática com conteúdos interativos e coloridos.

O @inspiraetranspira é outro um perfil com objetivo de mostrar que cuidar da saúde do corpo nunca foi tão importante. A página também traz relatos de mulheres com suas experiências nos esportes. A @the.wellnessclub também foi criada durante a pandemia e tem foco em transmitir sensação de bem-estar com frases e fotos inspiradoras.

E levando em consideração os dados estatísticos que apontam para o aumento da violência doméstica, o @projeto__mulheres foi reativado por duas alunas de Rádio e Televisão da FAAP após o crescimento de denúncias de violência doméstica com o isolamento social.

O slogan do perfil “História de mulheres para mulheres” é mais uma forma de receber de braços abertos vítimas de agressões, incentivá-las e ajudá-las a denunciar seus agressores. Aqui comigo, será que foi preciso uma crise dessa magnitude para provar que não estamos sozinhas?

Talvez sim, mas o importante mesmo é que mulheres estão se unindo no mundo digital em prol de um movimento que promete empoderar vidas. O @todasnosoficial chegou há quatro semanas no Instagram e promete acolher muitas manas com publicações que revelam exemplos de mulheres reais.

Do lado da escuta, novas podcasters surgem com uma missão de alcançar ouvidos nessa pandemia com conteúdos construtivos e que ampliam nossa forma de enxergar a vida. Vale citar um programa que descobri essa semana, o Alcateia Psicanalítica. Com propósito de formar uma rede de trocas e espaço de fala para as mulheres, o podcast é apresentado pela psicanalista Manuela Xavier.

Outro que nem estreou nas plataformas de streaming (a previsão é para o dia 29 deste mês) mas que pelo teaser já mostrou seu poder é o Mulé de Maré. Produzido por Patrícia Paes, amiga miga, apresentadora, atriz, radialista e mestre de cerimônias (muitos títulos, que orgulho rs), vai inspirar a gente com muita história de mulheres lindas.

Se não é possível fugir do que está acontecendo, então que enfrentemos esse caos todo a partir de ferramentas que façam a gente continuar a caminhada de maneira mais branda e engrandecedora. E apesar das amigas estarem longe fisicamente, o apoio delas do lado virtual está mais presente do que nunca.

Existe coisa melhor do que saber que quando precisamos todas estão ali a postos, e vice-versa? Essa semana eu minha filha chegamos no ápice do estresse da pandemia quando me deparei com a casa toda lavada de óleo depois de terminar uma reunião. Sabe qual foi a minha primeira reação? Gravar a cena e pedir colo pras amigas.

É Claro que num primeiro momento riram comigo da situação. Trocamos piadas com figurinhas, mas depois uma consultou a diarista para saber o produto mais eficiente de limpeza, a outra compartilhou mensagem de uma amiga (e mãe também) como prova de que eu não estava sozinha, cada uma tentou ajudar como podia, e assim  foi o meu dia com elas, entre muitas passadas de pano no chão, risos, piadas e abraços virtuais. S2

 

 

 

 


Aceitar as emoções é a forma mais honesta de agir com nós mesmos

Imagem Unsplash

“As melhores e as mais belas coisas não podem ser vistas nem tocadas. Têm que ser sentidas com o coração.” A frase da escritora norte-americana Helen Keller foi o fio condutor ideal que encontrei para começar esse texto cujo foco é debruçar sobre encarar os sentimentos de forma mais honesta possível.

Durante muito tempo nos vimos em uma sociedade apoiada na premissa onde falar dos sentimentos era sinal de fraqueza, que quem chorava era mole, que visitar o terreno da autoajuda e fazer terapia era a maior perda de tempo (e dinheiro).

A moeda virou de lado e hoje o que mais encontramos no plató fervilhante da internet (graças a Deus) são profissionais e perfis empenhados em ajudar as pessoas a decifrar suas emoções, habilidade essa que deveria ter sido trabalhada desde a nossa infância, não é mesmo?

Que fique bem claro, to longe de culpar os pais nessa altura do campeonato, até porque hoje sou mãe e vejo que a missão mais difícil é preparar alguém pro mundo (é empatia que fala né?). Consciente de que olhar para os sentimentos de forma transparente pode ser um desafio para mim em certos momentos, tento fazer com que minha filha possa aprender a dar ouvidos às emoções que brotam dentro dela.

Não é uma tarefa simples, exige esforço tremendo de tentar achar mecanismos eficientes para cuidar do lado mais profundo da nossa existência. E assim, cambaleando nesse barco, pratico (ou praticava pelo menos) o exercício de fazer a leitura das minhas emoções de forma mais sincera para levar uma vida condizente com o que ta no meu coração.

É nessa mesma pegada que, por meio de conversas, tento agir com a Helena quando situações envolvendo as mais diversas emoções surgem para ela. Nesse tiroteio às cegas de educar e ensinar a honestidade emocional já fui chamada de canto por pessoas próximas por faltar com postura firme em momentos que exigem atitudes mais duras e dispensam tantas palavras.

Tudo é uma questão de pesos e medidas, não é? Difícil é encontrar o equilíbrio quando se trata da formação de alguém. Entre o diálogo e a postura incisiva quando necessária, vou buscando o caminho do meio para que ela saiba dar o rumo certo às suas emoções e, quem sabe, tão melhor quanto eu. Vou aprendendo também a separar a joio do trigo já que aos olhos de algumas pessoas as atitudes que considero coerentes podem soar mimimi.

Mesmo sendo aprendiz nessa rota toda entre aceitar trabalhar minhas emoções e ajudar alguém com as suas, boto fé de que não existe nada mais honesto do que ser quem você é seguindo aquilo que mora aí dentro. Olhar para mim não necessariamente significa que sempre terei as melhores respostas, mas ao menos pude sair daquele lugar raso de negligência com meus sentimentos.

Aquele velho conceito de que quem é forte é aquele que sabe esconder seus sentimentos ta demodé, afinal, como é possível ser forte sem aceitar e encarar as emoções como elas são? Não era agindo de maneira transparente com suas tempestades internas que os maiores pensadores se posicionavam em sua época?

Um dos maiores deles, Albert Einstein, comprovava essa tese com suas reflexões como: “A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles.” Então por que boa parte do mundo insiste em colocar debaixo do tapete aquilo que é tão essencial para a trajetória aqui na terra?

Anular nossas necessidades internas em detrimento de crenças ou vontades alheias é crime grave que cometemos a nós mesmos. E se estamos neste espaço para evoluir certamente esse não é o melhor caminho.

 


A comunicação de antes e de depois da pandemia

Imagem Patrick Tomasso by Unsplash

Uma vez peguei um uber, há mais ou menos um ano, que no seu perfil do aplicativo ele enunciava: “quieto ou tagarela, a gosto do freguês”. Para uma comunicadora nata como eu (a lua em gêmeos é forte!), essa foi a deixa para desenvolver um papo do começo ao fim da rota.

É claro que no meio da conversa quis saber se ele era do tipo que não desperdiçava oportunidade de papear, como eu, ou se preferia fazer suas viagens na paz do silêncio. Sim, ele adorava um conversa fora, mas achava deselegante com o cliente abrir a broca sem que antes ele desse algum sinal de abertura para tal.

Antes de toda essa pandemia começar, vivíamos na euforia da necessidade de se expressar de diferentes formas nas mais diversas ferramentas ofertadas pela internet. Ter opinião sobre tudo era certificado de existência na terra. Compartilhar e responder conteúdos tornou-se parte de uma rotina galgada pela urgência da fala.

Com o andar da carruagem das notícias sobre a crise minuto a minuto e o decreto do isolamento, os holofotes se voltaram para o assunto que deixava o mundo todo doente. De repente, a comunicação que já vinha sendo gritante de todos os lados ganhou uma única tônica. Nesse contexto, todo mundo entrou no mesmo barco.

Enquanto metade do mundo produz conteúdo nas mais variadas formas a partir do mesmo ponto de partida, a outra metade digere e compartilha toda essa informação. Ao mesmo tempo, controlar os impulsos do que falar e publicar ficou mais tonificado, por assim dizer.

Talvez isso sirva para nos colocar de volta ao nosso centro, nos fazendo perceber que não somos tão imprescindíveis e ficar um pouco na reclusa, ao mesmo naquele estado de alerta sobre nossas ações, é saudável e benéfico. Oitenta dias depois do decreto do isolamento aqui no Brasil, seguimos dentro de nossas casas, mas com o detalhe de estarmos mais atentos em o que publicar e sem deixar de consumir o que nos interessa.

Observando o trajeto da comunicação durante esse tempo, produzir e compartilhar conteúdo ganhou uma responsabilidade social num grau maior. Presos em nossos “consultórios”, exigimos por manchetes que nos mostrem o que acontece lá fora, no entanto também queremos amenizar nossas dores (obrigada memes, gifs e afins).

Enquanto a vida “dos sonhos” ficou demodé (resultado de uma pegada que já vinha entrando em desuso antes disso tudo acontecer), a simplicidade e o acolhimento ganharam tons fortes na internet. Nessa enxurrada de conteúdo, a foto do céu azul ganhou mais significado do que o look baphônico.

Comentar parece que saiu do automático – é feito quando é para acrescentar. Embora não dê para generalizar, percebo essa consciência tanto em muitos que usufruem das redes sociais como ferramenta de trabalho quanto naqueles que as utilizam como uma distração.

Entrar no uber já não é mais a mesma cena de antes. A conversa pode rolar muito mais por olhar e uma escuta afinada do que pela linguagem proferida. Fico pensando como deve estar o status daquele motorista, talvez esteja em branco ou, quem sabe, ele tenha mantido a mesma mensagem de boas-vindas para mostrar que a troca do discurso pode acontecer quando de fato ela for imprescindível.

 


Isoladas com seus filhos, mães solo desabafam em rede social

Cansaço mental e físico é assunto entre interações de mães solo no Instagram

Uma enxurrada de comentários surge no post sobre mãe solo na quarentena do @maeforadacaixa, perfil voltado para maternidade no Instagram. Afinal, viver uma rotina sozinha com suas crianças é o lugar de fala de muitas mulheres.

Ao deslizar o dedo na publicação, as mais de 500 interações se dividem entre desabafos de mães esgotadas, palavras de consolo de outras mulheres e iniciativas mais que positivas de profissionais da área psicológica tentado dar escuta para quem vive esse grande desafio de criar e dar conta de todas as adversidades causadas pela pandemia.

Ao mesmo tempo que me sinto compassiva com as experiências relatadas ali, me vejo tomada por um orgulho de notar que o ser humano tem se prestado tanto a ajudar as pessoas em um período tão duro que estamos vivendo. Uma das ações é o projeto Mãe Polvo (@_projetomaepolvo).

Com cerca de seis meses de existência, a página no Instagram já tem mais de 14 mil seguidores, a maioria mães solteiras que encontram ali um abraço virtual, um conforto, uma forma para se sentir acolhidas.

“Abrimos este espaço para as mães solos contarem suas experiências com a maternidade solo, seus medos, suas inseguranças e frustrações, mas também suas alegrias, suas conquistas e conquistas dos seus bebês.”, conta Sabrinne Abe, criadora do projeto.

Mas o projeto vai além. A ideia, revela Sabrinne, é contar com creches em que possam deixar seus filhos de acordo com seus horários, “para ajudar quem tem que ficar até mais tarde no trabalho”, diz.

Uma em cada cinco mulheres na capital paulista exercem a maternidade sem apoio de mais ninguém em casa, segundo estudo da Rede Nossa São Paulo, organização da sociedade civil que tem por missão mobilizar diversos segmentos da sociedade para fomentar, articular e promover ações em prol de uma sociedade mais justa.

De fato, nós mães solteiras sentimos na pele o desgaste de conciliar a rotina da casa com trabalho e dedicação aos filhos. Tocar nesse solo, pensar em ações e políticas públicas para melhor esse cenário cruel de quem vivem a maternidade sozinha precisam e devem acontecer com mais frequência e profundidade.

A quarentena nos tirou não só a nossa rotina mas a rede de apoio com que contávamos para conseguir equilibrar todos os pratos na medida do possível e iniciativas como o @_projetomaepolvo (acesse aqui quem quiser assistir a live que fiz com Sabrinne) são um acalento.

“Ser mãe solo é um desafio em pleno século 21. Ganhamos espaço, porém há ainda muitas barreiras a serem transpassadas. Precisamos lutar por visibilidade política, social e no campo do mercado de trabalho”, observa Sabrinne, que lamenta ainda existir tanto preconceito por parte das empresas no que diz respeito ao assunto maternidade.

“Queremos mudar essa visão da sociedade e mostrar que as mães, sejam elas solos ou não, não são menos capazes do que qualquer outra mulher, que a maternidade é inclusive combustível para o bom desempenho das funções, pois, além de muitas não terem o apoio do pai da criança, querem dar o melhor que puderem para seus filhos.”, reforça.

Hoje casada, Sabrinne já fez parte da parcela de mães solo com seu primeiro filho (hoje ela é casada e teve uma bebê). Abandonada pelo ex-marido durante a gestação, viveu experiências que apesar de doloridas serviram de combustível para dar vida a esse lindo projeto no qual torço muito para que alce grandes voos.

Imagem Unsplash

Dificuldade financeira agrava situação psicológica de muitas mães sozinhas

Segundo o IBGE, mais da metade das mães solo que moram na cidade São Paulo vivem com até dois salários mínimos. Em um cenário de crise, a preocupação de garantir o pão na mesa é ainda maior. E quando o direito ao auxílio emergencial que é oferecido a nós mães solo em situação de desemprego não chega até muitas de nós por algum motivo?

Sabrinne reforça que a questão financeira é a maior dificuldade que muitas mães encontram durante a luta na criação dos filhos. “Elas precisam trabalhar, porém precisam deixar seus filhos com alguém, muitas não têm rede de apoio e as escolas ainda não têm previsão de retorno”, conta.

Diante da angústia do futuro duvidoso e da instabilidade financeira, ainda é preciso manter o equilíbrio mental e emocional para dar conta da educação dos filhos em casa. O calo de fato apertou.

E mais do que nunca chegou a hora de darmos a mão umas para outras da forma como podemos, que seja com palavras através de espaços para diálogos, por exemplo. Pessoas estão adoecendo e perdendo suas vidas. A humanidade chegou num ponto em que a cooperação virou necessidade básica de sobrevivência. Parabéns Sabrinne.