Sorriso viral

Sorriso viral

Foto por Yury Orlov/ Unsplash

Outro dia, enquanto eu esperava o semáforo abrir, uma senhora que trabalhava como vendedora ambulante por ali se aproximou e soltou: “Você é muito simpática”. Ao som de Countdown de Beyonce, eu e Helena cantávamos, com sorriso de orelha a orelha. Esta senhora que se ‘contagiou’ com a alegria espontânea que me tomava naquela hora não pôde escutar de mim que a sua reação ao meu momento de empolgação fez aumentar ainda mais a minha felicidade naquele momento. O semáforo abriu e eu e Helena partimos dali sob a batucada da diva.

Sabe aquela velha história de que sorriso contagia? Tanto eu quanto esta senhora nos contagiamos uma com a outra.

No trabalho, recebi um e-mail super gentil de um profissional que fazia a ponte entre mim e o entrevistado para uma matéria. Aproveitei a oportunidade da nossa quarta ou quinta troca de mensagens para não só agradecê-lo, mas também elogiá-lo pelo trabalho e desejar-lhe sucesso em sua jornada profissional.

Apesar de ser absurdamente óbvio de que gentileza gera gentileza, o nosso piloto automático pode deixar a gente um pouco desatento com essa máxima do convívio em sociedade. E sabe de uma coisa que não é nada de outro mundo mas que simplesmente me deu um estalo? De que gentileza ganha sustância quanto praticamos a gratidão na sua forma mais genuína. Quando você acorda agradecendo com o coração a alegria vem e, se incorpora de vez o espírito da coisa, abre caminho para entrar numa frequência pra cima e atrair situações positivas. E a premissa de gentileza com gratidão é combo perfeito para dar certo o dia.

Em tempos onde gratidão é uma das palavras mais enfatizadas nas redes sociais, vale a pena avaliar se ela é apenas uma hastag de post ou se está de fato sendo praticada. Pensei em algumas pequenas atitudes para atrair essa vibração legal:

  • Acorde ao menos uma hora mais cedo todo dia para fazer algo que te dê prazer, como ler um livro, meditar ou caminhar;
  • Anote num caderno pelo menos três coisas boas no dia;
  • Pense sempre que você está em uma situação mais favorável do que alguém;
  • Visite ONGs, ajude o próximo;
  • Sorria, sorria, sorria!

 

6 lugares para se cadastrar e tornar a rotina mais prática

6 lugares para se cadastrar e tornar a rotina mais prática

Ter uma rotina mais prática, quem não quer? Receber frutas e legumes em casa ou aquele kit de beleza diário pode dar uma aliviada no nosso tempo. Pensando nisso, montei uma lista de endereços eletrônicos que podem ser uma boa para se cadastrar e não se preocupar mais em ter de incluir na rotina conturbada certas obrigações que ocupam os nossos minutos milagrosos. Vejam o que acham. E aceito dicas também 🙂 !

 

Santa Adélia Orgânicos

Conhecida em São Paulo, a fazenda tem assinaturas a partir de R$ 59 reais que incluem legumes, frutas e hortaliças orgânicos.

Fruta Imperfeita

Um verdadeiro movimento no combate ao desperdício, ajudando as pessoas na conscientização sobre o estado dos alimentos, o clube de assinatura comercializa cestas de frutas e legumes de pequenos produtores que poderiam ser ignorados em uma feira livre pela aparência não tão chamativa, mas que possuem os mesmos nutrientes de um alimento aparentemente bonito e por um preço camarada.

Glambox

Para manter a saúde da pele e aparência em dia, essa dica vale ouro.  Assinando uma mensalidade, você recebe kits com produtinhos mara todo mês da Glambox!

Grão Gourmet

As loucas do café não podem perder essa. Imaginem receber em casa um ou mais pacote de café com o seu tipo predileto da bebida (em grãos, torrado, média ou média-clara)? Entrega para qualquer lugar do Brasil.

Caixa Cosmo

Desde itens de papelaria e materiais criativos até objetos de decoração assinados por artistas e designers independentes e pra lá de originais. Essa é a proposta da loja, que permite escolher o tipo de produto que quer receber em casa.

Coleção Conto com Você

Com objetivo de estreitar a relação entre pais e filhos por meio de histórias que incentivam a leitura e o diálogo, a editora disponibiliza seus livros para comprar online. É um mais interessante que o outro!

 

O que você diria para a mulher que você era antes de ser mãe?

O que você diria para a mulher que você era antes de ser mãe?

Se você marcasse um encontro com a mulher que você era antes de se tornar mãe o que você diria para ela? Talvez, você teria muitas coisas para dizer que um bloco de notas não seria o suficiente ou, quem sabe, você resumiria a conversa em poucas palavras — o que sobraria mais espaço para os elogios do que para os “conselhos”. Se eu fosse ter esse tête-a-tête comigo mesma antes da Fernanda-mãe certamente eu diria muitas coisas, e ainda assim não seria o suficiente, pois à medida que o tempo passa cada nova experiência surge com a maternidade. Mas eu começaria dizendo: “relaxa, não pira!”. Eu diria também que pirar é saudável e faz parte do que é ser mãe. Aliás, é no mínimo esquisito não despirocar de vez em quando com a vida maternal.

Eu diria também a mim mesma para ser mais complacente com a Fernanda-mãe. Diria também que por mais que as informações estejam na internet a um piscar de olhos tem coisas que no âmbito da maternidade só funcionam com o instinto, e esse terreno, minha amiga, toda mulher domina, até as mais desavisadas. Também incluiria uma pergunta no meio disso tudo, ela seria: “e aí, ta reclamando que não tem tempo?” Acrescentaria na sequência para a Fernanda antes de ser mãe aproveitar mais as idas ao salão, o tédio de não fazer nada e o luxo de um banho demorado em silêncio. Taí uma das grandes belezas da maternidade: aproveitar o sabor de cada segundo das coisas. E por fim falaria que por mais palavras que a mãe Fernanda dissesse à Fernanda de antes não imaginara a transformação que é a vida dela com a maternidade. Que ela vai descobrir a força que tem dentro dela, que vai entender o verdadeiro sentido da vida e do amor e, sim, vai descobrir a sensação mais especial de se sentir a pessoa mais importante do mundo de alguém.

 

 

Empurrar com a barriga é natural

Empurrar com a barriga é natural

Você já deixou de fazer algo chato ou complexo para o dia seguinte? Ou ficou adiando aquela conversa importante no trabalho ou em casa que poderia ter te levado a uma situação desagradável? Segundo o Dr. Fábio Leyser Gonçalves, mestre e doutor em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP e professor da Unesp Bauru, procrastinar é um fenômeno natural que faz parte dos nossos comportamentos de defesa, “pois, pelo menos em curto prazo, nos poupa de uma situação desagradável ou de um grande esforço/gasto de energia”, observa. Ele reforça que todos nós procrastinamos, a questão é em que grau e quais as consequências adicionais de adiarmos uma tarefa. Em sua explicação, o especialista diz que boa parte desse fenômeno pode ser compreendido pelo fato de que tendemos a desvalorizar eventos futuros, ou seja, subestimamos o quão difícil será fazer um trabalho ou alcançar uma nota nos estudos.

Embora evitar a procrastinação seja praticamente impossível, esse tipo de evento pode virar de fato um problema quando se torna algo recorrente. “Entendo que o maior dos fatores é estabelecer uma relação saudável com o nosso mundo. Um trabalho muito desagradável, por exemplo, parecerá custoso, difícil e aumentará a chance de procrastinação”, diz o professor. Para ele, trabalhar ou estudar coisas das quais gostamos torna menos provável a procrastinação e uma alternativa para manter distância de afazeres que podem despertar a sensação de protelação.

Podemos pensar em algumas técnicas para lidar com a procrastinação, embora “não seja todo mundo que se adapte a elas”, assim observa Gonçalves. “Uma alternativa bastante comum é usar sinais, fotos, símbolos que estejam presentes e que apontem para as consequências de longo prazo”, destaca.

Apesar das redes sociais terem um impacto considerável na vida humana moderna, associar essa questão com adiar alguma tarefa pode ser um grande equívoco. Pois, como ele explica, antes das redes sociais as pessoas já procrastinavam lendo jornal, comendo, indo buscar um copo de água, tomando um café ou fumando um cigarro. “Talvez o que tenha mudado é que as redes sociais e as tarefas compartilham o mesmo equipamento, facilitando a troca entre essas atividades”, pontua.

Gonçalves ainda reforça que se a pessoa não está conseguindo cumprir suas tarefas diárias por conta da procrastinação é recomendado procurar um psicólogo. “Muitas vezes o problema é maior do que não fazer a tarefa ou gastar horas em uma rede social, e um profissional qualificado pode ajudar a compreender o que está acontecendo e a promover mudanças”, conclui. E você, anda empurrando muita coisa com  barriga?

Photo by ROOM on Unsplash
Seu sim pode ser seu não

Seu sim pode ser seu não

É impressão minha ou estamos vivendo em um tempo de dizer “sim” para tudo o tempo todo? Será que tem a ver com a necessidade de autoafirmação desencadeada pelo uso exacerbado das redes sociais na qual precisamos “provar” o tempo todo que somos extremamente ocupados? Ou, talvez, ao mesmo tempo em que as pessoas estão cada vez mais reclusas em seus celulares elas também estão mais carentes e necessitam de mais afeto e contato com os outros? Muitos questionamentos vêem à cabeça quando eu paro e começo refletir sobre o impacto do uso do celular, que certamente traz muitos benefícios. Mas, voltando ao assunto inicial, percebo que com esse caos todo digital o “sim” se tornou corriqueiro, e o não, desapercebido. Mas já parou pra pensar que toda vez que você diz SIM para alguém ou uma situação você está dizendo NÃO a você mesma? Então quer dizer que nós estamos nos deixando cada vez mais de lado pra viver no piloto automático? E qual valor passaremos aos nossos filhos nesse sentido? A internet nos faz repensar a forma de educá-los. Os tempos dos meus pais, avós eram outros. Hoje, a atenção da mãe e do pai com os filhos é diferente. E a digitalização, somada às novas tecnologias, faz a gente não só refletir, mas tomar posturas que nossos antecessores “se pá” nem imaginavam.

Mas, e aí, como ficam as nossas vontades e necessidades? Elas precisam ser colocadas em cheque all the time em detrimento ao sim para tudo? Ponderação também cabe nessa hora. Não em excesso pode te tornar uma pessoa isolada, metida, e ainda, mesmo diante do colapso humano-digital, precisamos e sempre iremos precisar do outro, é da nossa natureza, e quem seja sempre assim.

 

Estava com saudade de ir ao cinema comigo

Estava com saudade de ir ao cinema comigo

Sempre gostei de ir ao cinema alone. É como marcar um encontro comigo mesma. E depois de quase quatro anos eis que me dei esse luxo. Na verdade foi meio que sem planejar. E já que eu estava sem a Helena, optei por fazer o que realmente eu estava com vontade. Aliás, a maturidade tem me feito escutar mais os meus desejos, e isso é L-I-B-E-R-T-A-D-O-R.

Apesar de eu aproveitar cada segundo quando estou sem a Helena, curtir meu tempo livre só é saborear a dualidade entre a euforia da liberdade suprema para além da instituição “Mãe” e a aflição da falta de um ser que preenche grande parte do meu tempo desde que veio a esse mundão. Vai entender essa sensação dúbia, né?

Desmamar de um filho é se readequar a uma nova história; como se a vida fosse divida em dois capítulos, um antes e outro depois da existência dele. Esse desprendimento entre mim e a Helena me faz lembrar o episódio de quando eu, aos dez anos de idade, voltava a andar depois de 40 dias em repouso absoluto por causa de uma nefrite aguda. Resgatar o nosso tempo individual depois da maternidade é bem isso: reaprender a andar. E apesar de ser algo inevitável e benéfico, tem sua pitada de desafios como tudo que é novo. Mas o importante é se entregar para aquele momento e focar no que aquela experiência traz.

No meu caso, o encontro com um dos meus diretores e atores prediletos já estava garantido. A trama? Era o longa Era uma Vez em… Hollywood. Estar ali em minha companhia no cinema foi flertar com o enredo até a última linha da ficha técnica, me esparramar pro lado sem ter que me preocupar se vou atrapalhar o vizinho, comer a pipoca no meu tempo e escolher a dose de manteiga na minha medida, nem muito nem pouco, no equilíbrio certo, como a balança do meu signo.

Embora eu considere normal a minha empreitada solitária, alguns podem associar a solitude no cinema com algo deprê, talvez? Podem até me achar um pouco fora da casinha eu querer esse tempo, mas estar ali é um momento de silêncio, um tempo de escuta.

Não que ir ao cinema com alguém seja chato, longe disso, mas por que não escolher ir só com você de vez em quando? A ideia pré-concebida de assistir a um filme em cartaz somente acompanhada pode te fazer deixar de curtir os momentos mais incríveis by yourself.

 

 

A sua real beleza

A sua real beleza

Oi meninas!

Fiz essa semana um curso de storytelling, que aliás amei, e, analisando alguns comerciais em sala de aula achei interessante essa campanha da Dove e gostaria de compartilhar com vocês. Ela retrata a diferença muitas vezes gritante entre a forma como nós e os outros nos enxergamos. A mensagem levanta alguns tipos de questionamentos sobre a maneira como fazemos a nossa própria leitura, por exemplo: qual o padrão que uso como referência para me julgar? Será que não estou pegando pesado de mais comigo? O que posso fazer para ser menos autocrítica e me aceitar como sou? Nós, mulheres, temos a mania de nos cobrar de mais o tempo todo, e em tempos onde se vive a tirania do excepcional é preciso pegar mais leve, mas, claro, sem se livrar das responsabilidades que realmente fazem sentido. E aí, o que acharam do vídeo? Vocês já tinham visto?