Meu relacionamento de amor com a caminhada

Meu relacionamento de amor com a caminhada

Pausa para o meu hobby

Oi, genteeem! Tudo bem?

Hoje quero falar de um hobby que eu adoro, a caminhada. Há alguns anos comecei a caminhar e correr pelas ruas de onde moro. A corrida me trouxe uma dor insuportável no joelho e, por isso, parei com ela e fiquei apenas na caminhada. Apenas não, porque a caminhada é tão benéfica quanto a corrida, e, de acordo com o que eu já ouvi e li, ela é até melhor a longo prazo.

Caminhar me ajuda em vários aspectos como na respiração, circulação, nos pensamentos… é uma verdadeira meditação. E os resultados aparecem no corpo também.

E apesar do meu romance com a caminhada ter já alguns anos, tive que pausar ela quando Helena nasceu, pois mesmo com a barriga imensa de nove meses de gestação, não aguentando meu próprio corpo, lá estava eu caminhando. Quando muito, dava a volta em três quarteirões e já voltava pra casa.

Helena veio ao mundo e pausei a caminhada. Pausei por um looongo período a ponto de perder o gostinho de como essa parada toda me fazia bem. Mas agora eu voltei hahaha, e espero não largar essa coisa boa mais. O dia clareia um pouco e lá estou eu dando meus passos largos, olhando pro céu, escutando o barulho da natureza, conectando comigo mesma. Caminhar, de fato, é um benéfico em todos os sentidos para mim. E você, curte caminhar?

 

Bjs, hasta luego!

“You” e suas verdades crueis

“You” e suas verdades crueis

Vocês assistiram You, a série na Netflix que está entre as mais comentadas do momento? Eu vi e achei que de repente valesse escrever sobre a história porque acho que ela traz à tona algumas questões muito atuais.

Em uma era onde os abraços e o contanto humano dão espaço para likes nas redes sociais, separar o real do fictício/digital está cada vez mais desafiador. Impulsionada pela geração “Y”, as mídias sociais e a forma como as são utilizadas são temas abordados de forma triunfal na série. Pois sabemos que o digital ganhou uma proporção tão gigante nos dias atuais que por vezes perdemos o parâmetro do bom senso em diversas ocasiões em função de deixar de viver o real para se aprofundar numa irrealidade viciante e destrutiva para as relações humanas.

Nesse sentido, a supervalorização dos contatos nas redes sociais é o fio condutor da história que mescla romance, drama e suspense. Na trama, Beck, uma aficionada por redes sociais e aspirante a escritora, vive de sua imagem nas redes sociais, a qual está bem longe de ser o que ela é, de fato, na vida real. Joe Goldberg, um gerente de livraria que ama ler e beira a sociopatia, se apaixona doentiamente por Beck.

Obcecado em ter o amor de Beck, Joe comete coisas que até Deus duvida, literalmente, e persegui-la acaba se tornando um objetivo interminável do personagem que oscila entre um ser assustador e ‘exemplo’ de homem bem quisto. Tipo o médico e o mostro — pano de fundo para muitos enredos cinematográficos. Joe é stalker de Beck e não se contenta até conquistá-la de vez.

O fato é que vivemos uma era tão perturbadora que não é estranho encontrar nas esquinas pessoas com várias versões, perdidas, maldosas, capazes de matar como se estivessem pisando numa formiga. Prova viva disso são os números de feminicídios, homicídios cada vez maiores.

As relações estão cada vez mais conflituosas e perdidas no tempo-espaço. E quando me refiro a relações são de todas as formas, entre homem e mulher, amigos, pais e filhos. Precisamos nos reenquadrar. Precisamos de um minuto de silêncio para se atentar aos detalhes e promover a mudança, particular de cada um. É necessário nos reconectar com nós mesmos.

You serve de reflexão para os dias de hoje, que com certeza, mais do que nunca, se tornam dias de glória.

 

Série You retrata temas atuais como a falsa-imagem nas redes sociais e relações obsessivas