A repetição de comportamento na criação dos nossos filhos

Todo mundo quer crescer e criar filhos em um ambiente emocionalmente saudável. Um dos grandes desafios na educação dos filhos é saber dosar os limites, quando é hora do sim e quando é hora do não. Pois nós pais “podemos ficar relutantes em estabelecer limites pelo medo de reprimir a espontaneidade e a imaginação dos filhos”, assim revelam Stanley Rosner, psicólogo com mais de 40 anos de experiência e diretor da Career and Educacional Planning Associates, e Patricia Hermes, escritora de mais de 40 romances, em seu livro O Ciclo da Autossabotagem.

O fato é que nós pais temos grandes chances de repetir o padrão da criação que recebemos e acreditamos que precisamos reproduzir os mesmos comportamentos e crenças dos nossos pais. Enxergar estes padrões é como encontrar uma agulha no palheiro, mais não é impossível. Exige autobservação, leitura e autoconhecimento.

“Pois através do sofrimento descobrimos traços profundos em nós que podem ser mudados.”, revelam os autores E, em vez de esconder debaixo do tapete traumas e acontecimentos marcantes, é preciso ter consciência destes fatos para que uma possível mudança ocorra.

“Expor vulnerabilidades e encarar questões desagradáveis que foram sepultadas há muito tempo é uma etapa preliminar necessária e, às vezes, a parte mais fácil. O que vem a seguir é a parte mais difícil do processo — transformar aquele reconhecimento em uma mudança de comportamento — porque a mudança não é um exercício intelectual.”, alegam em seu livro.

O que os autores afirmam em O Ciclo da Autossabotagem é que em vez de enxergarmos como certos ou errados, bons ou ruins, devemos encarar nossos comportamentos na criação dos nossos filhos como um reflexo do modo como nós fomos criados bem como as nossas crenças.

Muitas vezes, estamos repetindo comportamentos destrutivos sem nos darmos conta. Reconhecer alguns hábitos autodestrutivos que se repetem e entendê-los para mudar é o caminho. Em O Ciclo da Autossabotagem os autores afirmam que “às vezes é preciso chegar ao sofrimento para que os problemas sejam resolvidos.

Os autores acreditam que se mensagem consistentes forem comunicadas ao longo da criação é possível preparar crianças saudáveis, por assim dizer. No entanto, se estiverem expostas às dúvidas e inseguranças dos pais é provável que crescerão com algumas inseguranças.

Preparar filhos pro mundo não é da tarefa mais fácil, requer autoconhecimento, empatia e sem dúvida amor para criar um ambiente afetuoso e acolhedor.

As delícias e os aprendizados de trabalhar em casa

Que conciliar trabalho com os cuidados dos filhos em casa nós e a internet já estamos carecas de saber que é um desafio. O cenário se agrava um pouco para nós mães, que acabamos ficamos sobrecarregadas com as tarefas do dia a dia — embora sabemos que esse quadro em pleno 2020 poderia ser diferente.

Fazer reunião online e ter o rosto da filha estampado na câmera pode até dar uma quebrada no gelo que só o nome da palavra “reunião” traz. Lançar gritos quando a campainha avisa que o almoço chegou também é outra parte divertida do dia que não tem hora pra começar e nem terminar.

E brincar de esconde-esconde, estátua, de fantasias nos intervalos entre almoço, café da manhã e pausa à tarde? Ah isso não tem preço. Essa palavra, conhecida como home office, que ultimamente virou mais moda de ser pronunciada do que usar o pijama como roupa do dia, pode ser uma tarefa desafiadora de ser implementada com afinco que nem Google consegue desvendar.

Mas o trabalho remoto também pontos bons a se pensar e, quiçá, de desenvolvermos em nós, além de ter as delícias, que, certamente um dia se esse “novo normal” não pegar, sentiremos saudades.

A ideia aqui nesse post não é dar passo-a-passo do que podemos fazer para tornar o trabalho mais produtivo porque acho que, nessa altura do campeonato, cada um meio que já tem tentando seus caminhos e, se ainda não encontrou aquilo que é próximo do ideal, está quase lá.

Mas pensei em alguns tópicos que tem servido, para mim no caso, como forma de aprimoramento que talvez eu leve para a vida. Veja o que vocês acham 🙂

  • Trabalhar o foco
    Morar em uma casa em que você não é o único integrante e quem compartilha o mesmo espaço contigo é seu ou sua filha pode significar um desafio maior para se concentrar. Delimitar o espaço de trabalho e olhar para o computador sem desviar o olhar são sinais para a criança de que é hora de não ser interrompida — se as 30 frases faladas de diferentes formas que a “mamãe vai trabalhar agora” não fizeram ela entender muito (rsrs).
  • Um mundo de faz de conta
    Você pode ir de mulher maravilha à dançarina de hula-hula e rainha perdida (com o que sobrou de um tiara de coroa) durante as horas do dia. É divertido. Cuidado só para não esquecer de tirar os acessórios quando surgir uma call de repente.
  • Energia que se renova
    Estar com criança em casa é ter energia boa o tempo todo, mesmo nos momentos dela (ou seu) de estresse seja por sono, tédio ou que o for. A real é que ninguém está passando por esse isolamento imposto pela pandemia incólume, que dirá as crianças que mal sabem expressar seus sentimentos.
  • Criar limites mas também ser flexiva
    Parecem duas coisas distintas, né? O que eu quero dizer é aqui é saber a hora do limites e a hora de ser mais flexiva. Equilibrar esses dois pratos pode fazer, no final do dia, concluir que as horas renderam. Como? Aí cada uma de nós sabe a sua mágica, não é mesmo?! 😀

Saudade na pandemia

Imagem Pexels

É domingo. Dia da saudade, da nostalgia. Reviro memórias, me remeto às lembranças, resgato partes de mim lá atrás e que me construíram quem sou hoje. Das macarronadas em família às bagunças entre mim e meus irmãos misturadas com brigas e brincadeiras, dos melhores momentos em fotos às mais inspiradoras palavras em cartas.

Saudade é tecer recortes que o tempo não desfez. É degustar simultaneamente o sabor doce de cenas vividas guardadas eternamente num canto e provar o amargor de uma imagem que ficou lá atrás.
Pelo olfato, revivo aromas de um tempero, de um perfume, de um aconchego.

Por uma música, sambo de alegria ou choro de melancolia. A saudade também pode ser tocada por texturas, cores e tramas. Nesse espaço vago entre o ontem e o hoje memórias se constroem. Talvez, numa velocidade de flash maior do que há alguns meses, quando se existia uma rotina pautada antes da pandemia.

Guardar olhares, sorrisos, sensações, sons e aromas ganhou uma proporção maior. Se não fosse isso tudo, o dilúvio da pandemia, a saudade continuaria sendo só aquela saudade gostosa na maioria das vezes, com um toque de gratidão. Mas, hoje, ela é a Senhora Saudade, misturada com o sentimento da nostalgia de uma vida ameaçada por um vírus devastador. Surge também de algo que não se viveu e se escorreu pelos dedos.

Na solitude do isolamento, ela ganhou uma nova proporção. Sua presença pode ser sentida em questão de minutos, horas e dias, em diferentes formas e contextos. A saudade agora reforça que não se vive sem abraço e um “bom dia” com sorriso no rosto faz toda diferença. Ela valoriza coisas que, um dia, sepá, já foram abafadas pelo frenesi de uma rotina.

Ela vem agora pra dizer e reforçar que só se vive uma vez e, que, por mais que as memórias lhe dão o seu sentido, só com o presente pode se construir uma saudade eterna e viajar por tantas outras vidas. S2

E você, que gosto te traz a saudade nesses tempos de distanciamento?

5 apps para tornar a sua vida financeira mais eficiente

Foto por Emma Matthews Digital Content Production para Unsplash

Quem aí faz aquela lista básica dos gastos mensais? Eu sou dessas já faz alguns anos. A planilha no excel me ajudou a ter disciplina com o dinheiro e a me planejar melhor. Só que tempos atrás meu computador, já velinho, decidiu não funcionar mais. Tudo bem que depois de dez anos eu já esperava por esse fim e entre as preocupações na hora foi como eu iria ter o controle dos meus gastos dos próximos dias sem a planilha do excel? Se fosse antigamente eu anotaria nem que fosse no papel de pão mas não ficaria sem o controle dos gastos diários, só que a tecnologia está aí na nossa cara pra mostrar que a vida pode ser muito mais simples do que imaginamos. Buscando por apps de controle financeiro para baixar no celular, encontrei vários, uns bons e outros nem tanto. Práticos, você consegue anotar na hora o que consumiu, sem ter que ficar guardando comprovante das coisas que passou no cartão — o meio ambiente agradece por isso. Vou deixar aqui a relação dos que mais gostei. E se você é do tipo que não anota nada agora não tem mais desculpas pra não registrar mais o cafezinho com as amigas ou o sorvete do domingo com os kids, hein!

Minhas Economias: esse é o app que utilizo pra anotar meus gastos. Gosto porque ele apresenta as despesas em forma de gráfico de pizza e consigo fazer uma comparação mais clara. Ele mostra também o quanto teve de redução de saídas no mês nesse mesmo formato de gráfico.

Money Care: simples de utilizar, disponibiliza algumas categorias, destacadas em cores diferentes, pra ajudar na organização do dia a dia. Embora eu tenha achado interessante logo de cara, testei esse por pouco tempo. Mas fica a dica 😉

Organizze: o legal desse app é que você consegue criar suas metas, além de ter um balanço de despesas e receitas. Um ponto que não gostei foi que ele possibilita cadastrar cartões de crédito e sempre fico meio cismada quando uma ferramenta gratuita solicita muitos dados…

Money Manager: bastante intuitivo, permite personalizar as categorias de gastos com stickers bem legais. Quem curte um design diferente vai gostar dessa opção. A notícia chata é que não encontrei essa opção para Iphone. Se você procurar para Android, o logo do app é um cofre de porco amarelo com uma moeda. Convenci uma amiga de que ela tinha que usar um app de controle financeiro e ela está amando esse hahaha.

Contrôle de Despesas Diárias: achei a ferramenta mais simples pra quem está começando a controlar as finanças. Permite encontrar a fonte de custo mais alto e revisar os gastos de forma bem prática. Também possibilita personalizar os tipos de consumo.

Me diz o que achou e também vou amar se você conhecer alguma ferramenta dessas que veio pra ajudar na organização financeira e puder compartilhar!

 

Como ser feliz de verdade no carnaval

Sempre gostei de pular carnaval. E se tem uma lembrança que se mantém viva na minha cabeça é de quando eu me acabava de dançar nas marchinhas de carnaval com minhas amigas em Cuiabá, terrinha onde cresci. Mais do que se fantasiar, o importante era estar preparada pro fervo. Água e tênis eram os principais itens pra cair na folia sem dó.

Me tornei mãe e depois dos 30 sigo gostando dessa animação. É lindo de ver todo mundo colorido, cada um montado do jeito que acha legal, expressando suas convicções e por vezes protestando de um jeito diferente por aquilo que acredita. A festa é democrática e aproxima as pessoas. Continuo com a mesma vibração de 15 anos atrás por essa folia total em que os corpos se encostam e o grito é de alegria.

E pra entrar nessa anarquia com responsabilidade e evitar passar perrengue no dia seguinte como uma gripe ou uma ressaca indesejada (afinal, tem o filho pra cuidar no dia seguinte) montei uma lista do que não pode faltar no seu carnaval!

1 – Escolha uns dias pra levar a criança pra pular carnaval contigo. Tem muitos blocos feitos e preparados para a família. Com certeza ela vai se divertir e você também;

2 – Quando for pular carnaval com os amigos, fantasie e pinte a criança também. Assim ela pode participar um pouco dessa diversão que é se arrumar e não se sentir excluída. Além do mais, as chances dela se chatear com o fato de você sair sem ela vão ser menores e nada que uma boa conversa clara não ajude;

3 – Mais do que deixar o celular com volume (já que não vai escutar mesmo com o barulho da folia), é importante colocá-lo na pochete de forma que ele fique encostado no corpo e você possa perceber a chamada dele caso aconteça alguma emergência e te liguem, mas não fique moscando com o aparelho na mão. Deixa pra checar o insta em um lugar seguro, OK?;

4 – Use tênis e roupas confortáveis. Imagine você pular o dia inteiro e no dia seguinte ficar com o pé todo machucado e dolorido porque não acertou na escolha do sapato? Você precisa estar bem para cuidar da criança na dia seguinte, lembre-se disso;

5 – Se hidrate bastante durante a folia. Afinal, lembre-se de que você precisa estar razoável no dia seguinte, pois embora a gente não seja de ferro, deixar a peteca cair é algo que estamos sempre evitando, não é mesmo?;

6- Cuidado pra não se perder da galera. E ninguém quer acabar a folia sem os amigos, né?;

7- Vocês vão me entender (e concordar) que casaquinho nunca pesa. Amarre-o na cintura na hora da farra se você não quiser acordar no dia seguinte com um possível resfriado!

9 makes de carnaval

Chegou o carnaval! Bora se jogar no brilho e nas cores?! Selecionei algumas ideias de make do Pinterest pra abusar e arrasar nos blocos de rua. Aqui em São Paulo a atmosfera é de pura animação já! 😀


6 lugares para se cadastrar e tornar a rotina mais prática

Ter uma rotina mais prática, quem não quer? Receber frutas e legumes em casa ou aquele kit de beleza diário pode dar uma aliviada no nosso tempo. Pensando nisso, montei uma lista de endereços eletrônicos que podem ser uma boa para se cadastrar e não se preocupar mais em ter de incluir na rotina conturbada certas obrigações que ocupam os nossos minutos milagrosos. Vejam o que acham. E aceito dicas também 🙂 !

 

Santa Adélia Orgânicos

Conhecida em São Paulo, a fazenda tem assinaturas a partir de R$ 59 reais que incluem legumes, frutas e hortaliças orgânicos.

Fruta Imperfeita

Um verdadeiro movimento no combate ao desperdício, ajudando as pessoas na conscientização sobre o estado dos alimentos, o clube de assinatura comercializa cestas de frutas e legumes de pequenos produtores que poderiam ser ignorados em uma feira livre pela aparência não tão chamativa, mas que possuem os mesmos nutrientes de um alimento aparentemente bonito e por um preço camarada.

Glambox

Para manter a saúde da pele e aparência em dia, essa dica vale ouro.  Assinando uma mensalidade, você recebe kits com produtinhos mara todo mês da Glambox!

Grão Gourmet

As loucas do café não podem perder essa. Imaginem receber em casa um ou mais pacote de café com o seu tipo predileto da bebida (em grãos, torrado, média ou média-clara)? Entrega para qualquer lugar do Brasil.

Caixa Cosmo

Desde itens de papelaria e materiais criativos até objetos de decoração assinados por artistas e designers independentes e pra lá de originais. Essa é a proposta da loja, que permite escolher o tipo de produto que quer receber em casa.

Coleção Conto com Você

Com objetivo de estreitar a relação entre pais e filhos por meio de histórias que incentivam a leitura e o diálogo, a editora disponibiliza seus livros para comprar online. É um mais interessante que o outro!

 

O que você diria para a mulher que você era antes de ser mãe?

Se você marcasse um encontro com a mulher que você era antes de se tornar mãe o que você diria para ela? Talvez, você teria muitas coisas para dizer que um bloco de notas não seria o suficiente ou, quem sabe, você resumiria a conversa em poucas palavras — o que sobraria mais espaço para os elogios do que para os “conselhos”. Se eu fosse ter esse tête-a-tête comigo mesma antes da Fernanda-mãe certamente eu diria muitas coisas, e ainda assim não seria o suficiente, pois à medida que o tempo passa cada nova experiência surge com a maternidade. Mas eu começaria dizendo: “relaxa, não pira!”. Eu diria também que pirar é saudável e faz parte do que é ser mãe. Aliás, é no mínimo esquisito não despirocar de vez em quando com a vida maternal.

Eu diria também a mim mesma para ser mais complacente com a Fernanda-mãe. Diria também que por mais que as informações estejam na internet a um piscar de olhos tem coisas que no âmbito da maternidade só funcionam com o instinto, e esse terreno, minha amiga, toda mulher domina, até as mais desavisadas. Também incluiria uma pergunta no meio disso tudo, ela seria: “e aí, ta reclamando que não tem tempo?” Acrescentaria na sequência para a Fernanda antes de ser mãe aproveitar mais as idas ao salão, o tédio de não fazer nada e o luxo de um banho demorado em silêncio. Taí uma das grandes belezas da maternidade: aproveitar o sabor de cada segundo das coisas. E por fim falaria que por mais palavras que a mãe Fernanda dissesse à Fernanda de antes não imaginara a transformação que é a vida dela com a maternidade. Que ela vai descobrir a força que tem dentro dela, que vai entender o verdadeiro sentido da vida e do amor e, sim, vai descobrir a sensação mais especial de se sentir a pessoa mais importante do mundo de alguém.

 

 

Empurrar com a barriga é natural

Você já deixou de fazer algo chato ou complexo para o dia seguinte? Ou ficou adiando aquela conversa importante no trabalho ou em casa que poderia ter te levado a uma situação desagradável? Segundo o Dr. Fábio Leyser Gonçalves, mestre e doutor em Neurociências pelo Instituto de Psicologia da USP e professor da Unesp Bauru, procrastinar é um fenômeno natural que faz parte dos nossos comportamentos de defesa, “pois, pelo menos em curto prazo, nos poupa de uma situação desagradável ou de um grande esforço/gasto de energia”, observa. Ele reforça que todos nós procrastinamos, a questão é em que grau e quais as consequências adicionais de adiarmos uma tarefa. Em sua explicação, o especialista diz que boa parte desse fenômeno pode ser compreendido pelo fato de que tendemos a desvalorizar eventos futuros, ou seja, subestimamos o quão difícil será fazer um trabalho ou alcançar uma nota nos estudos.

Embora evitar a procrastinação seja praticamente impossível, esse tipo de evento pode virar de fato um problema quando se torna algo recorrente. “Entendo que o maior dos fatores é estabelecer uma relação saudável com o nosso mundo. Um trabalho muito desagradável, por exemplo, parecerá custoso, difícil e aumentará a chance de procrastinação”, diz o professor. Para ele, trabalhar ou estudar coisas das quais gostamos torna menos provável a procrastinação e uma alternativa para manter distância de afazeres que podem despertar a sensação de protelação.

Podemos pensar em algumas técnicas para lidar com a procrastinação, embora “não seja todo mundo que se adapte a elas”, assim observa Gonçalves. “Uma alternativa bastante comum é usar sinais, fotos, símbolos que estejam presentes e que apontem para as consequências de longo prazo”, destaca.

Apesar das redes sociais terem um impacto considerável na vida humana moderna, associar essa questão com adiar alguma tarefa pode ser um grande equívoco. Pois, como ele explica, antes das redes sociais as pessoas já procrastinavam lendo jornal, comendo, indo buscar um copo de água, tomando um café ou fumando um cigarro. “Talvez o que tenha mudado é que as redes sociais e as tarefas compartilham o mesmo equipamento, facilitando a troca entre essas atividades”, pontua.

Gonçalves ainda reforça que se a pessoa não está conseguindo cumprir suas tarefas diárias por conta da procrastinação é recomendado procurar um psicólogo. “Muitas vezes o problema é maior do que não fazer a tarefa ou gastar horas em uma rede social, e um profissional qualificado pode ajudar a compreender o que está acontecendo e a promover mudanças”, conclui. E você, anda empurrando muita coisa com  barriga?

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Seu sim pode ser seu não

É impressão minha ou estamos vivendo em um tempo de dizer “sim” para tudo o tempo todo? Será que tem a ver com a necessidade de autoafirmação desencadeada pelo uso exacerbado das redes sociais na qual precisamos “provar” o tempo todo que somos extremamente ocupados? Ou, talvez, ao mesmo tempo em que as pessoas estão cada vez mais reclusas em seus celulares elas também estão mais carentes e necessitam de mais afeto e contato com os outros? Muitos questionamentos vêem à cabeça quando eu paro e começo refletir sobre o impacto do uso do celular, que certamente traz muitos benefícios. Mas, voltando ao assunto inicial, percebo que com esse caos todo digital o “sim” se tornou corriqueiro, e o não, desapercebido. Mas já parou pra pensar que toda vez que você diz SIM para alguém ou uma situação você está dizendo NÃO a você mesma? Então quer dizer que nós estamos nos deixando cada vez mais de lado pra viver no piloto automático? E qual valor passaremos aos nossos filhos nesse sentido? A internet nos faz repensar a forma de educá-los. Os tempos dos meus pais, avós eram outros. Hoje, a atenção da mãe e do pai com os filhos é diferente. E a digitalização, somada às novas tecnologias, faz a gente não só refletir, mas tomar posturas que nossos antecessores “se pá” nem imaginavam.

Mas, e aí, como ficam as nossas vontades e necessidades? Elas precisam ser colocadas em cheque all the time em detrimento ao sim para tudo? Ponderação também cabe nessa hora. Não em excesso pode te tornar uma pessoa isolada, metida, e ainda, mesmo diante do colapso humano-digital, precisamos e sempre iremos precisar do outro, é da nossa natureza, e quem seja sempre assim.