Quando teu filho nascer…

Você vai escutar algumas vezes durante a gravidez: “aproveita pra dormir porque quando nascer…”. Ou: “quando nascer você nunca mais vai dormir por oito horas seguidas”. Sim, tuuudo verdade! Mas não se apavore, pois a natureza é tão perfeita que você vai descobrir uma força suprema e a capacidade de lidar com o dia a dia mesmo sem dormir bem e por várias horas seguidas!

E, quando teu filho nascer, mais do que descobrir a força que existe dentre você, irá encontrar uma paciência quase que de buda e uma desenvoltura para lidar com certos estigmas e pensamentos ‘machistas’.

Quando teu filho nascer, não precisa encarar a fortona o tempo inteiro, você pode gritar, esbravejar e se revoltar, mesmo que seja interpretada como uma reação típica de tpm ou uma insanidade momentânea por conta da queda brusca dos hormônios.

Quando teu filho nascer, se você por acaso quiser cobri-lo por várias camadas de roupa com receio de que sinta frio mesmo que o sol brilhe lá fora, o máximo que vai acontecer é você ter que tirar algumas peças logo em seguida. Então, deixe te olharem torto como se você, em vez de ter saído da maternidade pra casa, deveria ter ido direto pro manicômio. Tudo passa…

Quando teu filho nascer, pode incorporar a Loka do alcóol, pois, do contrário, vc corre o grande risco de sofrer depois porque o baby pegou um resfriado, gripe ou bronquilote (seríssimo isso!) e aquele misto de peso na consciência de não ter protegido o seu filho e cansaço por acumular noites mal dormidas vai te acometer.

Quando teu filho nascer, deixa as opiniões alheias de lado e filtre apenas o que te faz sentido, pois, senão, ficará totalmente confusa. Quando teu filho nascer, antes de tudo, vai na sua intuição. Aquela máxima de que “nasce um filho, nasce uma mãe” não existe à toa.

Quando teu filho nascer, aproveite a nova mulher, mais confiante, forte, guerreira, que passará a ocupar o lugar de uma persona passageira prestes a despontar para uma (nova) vida.

 

O segredo de uma boa ‘estória’

Se você acha que contar estorinhas que despertam medo e insegurança no seu filho não é uma boa está enganada! Contos como O Dedo Polegar, Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos, Bicho Papão devem fazer parte das estorinhas relatadas para os petiticos. Quem revela isso é o psicólogo e mestre em educação Marcos Méier. “Estes contos que misturam medos ‘fantasiosos’ como medo da escuridão, de morrer, do lobo, da floresta, com medos reais como o do Bicho Papão, que não existe, tem que fazer parte da infância. Na hora de contar, a mãe ou o pai, ao lado da criança, tem que mostrar que esses medos fantasiosos existem só na estorinha e aí elas aprendem a diferenciar estes sentimentos da imaginação dos medos reais desde cedo.”, diz o especialista em educação. Ele ainda completa: “na fase adulta, quando a criança já formada receber algum desafio profissional, por exemplo liderar um novo projeto, ela vai ter mais segurança e vai saber identificar o medo criado na cabeça dela, exercitado na infância com as estorinhas de terror.” Ele reafirma que as experiências com os contos que trazem medo faz com que o pequeno, já crescido, tenha maturidade suficiente para lidar com certas inseguranças/medos que foram aprendidos e vivenciados na infância.

E para que a imaginação e a criatividade sejam despertadas, a leitura desde cedo é primordial, afirma Méier. Por isso, livrinhos nunca é demais! “A fase em que o cérebro se desenvolve mais rápido é até os três anos de idade. Então, acredito que se estimularmos desde o hábito da leitura, certamente será muito benéfico à criança”.

Sim, a leitura é muito importante. No entanto, para que a criança se interesse ainda mais pelo universo do “Era uma vez…” e sinta-se, de certa forma, escutada pelos pais, uma boa tática é ‘inventar’ contos em parceria com os pais. Ou, seja, os pais devem compartilhar os enredos elaborados da sua imaginação junto com seus filhos. “Comece a estória e passa a bola pra eles inventarem um pouco; depois, conta mais um pouco; daí passa mais uma parte pra eles criarem e assim por diante… Assim, não subestimamos a imaginação dos pequenos e os contos podem ficar ainda mais divertidos”, revela o especialista, 😉

 

Pele em dia

Não sou nenhuma expert em beleza, mas adoro o tema e tento seguir pelo menos os cuidados básicos para a minha pele ficar mais ou menos e ter uma vida útil razoável hahaha. E a gente que tem mil e um afazeres não podemos esquecer dela, né? Na correria do dia a dia , tento seguir esses truques básicos:

  • Quando vou dormir lavo a pele e passo aquele creminho básico antirrugas;
  • Faço uma esfoliação uma vez por semana pelo menos. Se sua pele for mais pra oleosa, faça mais;
  • Bebo muita, mas muuuita água;
  • Uso protetor solar ao acordar e até a hora de dormir
  • Durmo, o quanto for possível, e aproveito as poucos horas de sono para descansar

A arma da linguagem corporal

Com o passar dos anos venho aprendendo uma questão que considero importante pra vida pessoal e profissional: a linguagem corporal. Realmente, trabalhar alguns gestos e manias é desafiador e eliminá-los pode ser o segredo para uma vida leve e plena que pode trazer bons frutos! Eu, por exemplo, sou mega tímida e tenho algumas manias que definitivamente não são legais, que tenho certeza que já me fizeram perder oportunidades de emprego, por exemplo. Por essas e por outras acredito naquela máxima de que ‘a primeira impressão é a que fica’. Pois a linguagem do nosso corpo é como nosso cartão de visita e muitas vezes antes de abrirmos a boca para dizermos algo a alguém ou em público já chegaram a alguma conclusão ao nosso respeito. Portanto, minha gente, vamos nos desapegar dos nossos vícios na comunicação corporal, mas, antes, é claro, perceber, o que nos nossos sinais nos prejudica. Uma boa dica é conversar em frente à câmera ou espelho antes de uma entrevista. Vou listar algumas dicas que acho relevante ressaltarmos na linguagem corporal e umas não legais 😉

Pontos positivos 

  • Uma boa postura sempre traz credibilidade
  • Contato visual constante transmite segurança
  • Numa apresentação em público olhe para os quatro cantos do lugar onde estiver, assim dá a impressão de que está segura (mesmo que não esteja)

Pontos negativos 

  • Não desvie o olhar quando estiver conversando com alguém, isso é péssimo, tente olhar sempre nos olhos
  • Não fique mexendo toda hora no cabelo, além de ser deselegante, se estiver sentado à mesa é nojento e pode transmitir sensação de insegurança
  • Lembre-se de uma boa postura, por isso, não cruze os braços e não fique inclinado demais, pode parecer desinteresse na conversa e/ou pessoa

 

Um dica master, hiper, mega legal é esse TED de Amy Cuddy, com certeza vai ajudar a adotar algumas estratégias para melhorar a linguagem coporal :)))

 

Natureza, natureza, natureza

Outra dia li sobre a importância das crianças (sobretudo bebês e até o começo da adolescência) em contato com a natureza. Os benefícios para a criança são váaarios, como, por exemplo, traz tranquilidade e diminui a ansiedade, além do ar ser mais puro e estar menos ‘propício’ a pegar certas doenças uma vez que elas estão mais entre aglomerações. É uma recomendação dos pediatras e da Academia Brasileira de Pediatria, pricipalmente para bebês e crianças de até 14 anos.

Então, se você mora em grandes cidades, leve o seu filho para visitar parques, ter contatos com bichos e, para o dia a dia, plante uma hortinha e tenha jardins para que ele tenha contato com plantas. Além de tudo é terapêutico e saudável. E quem mora em lugares arborizados e em meio ao verde, nunca é demais ter contato com a natureza.

 

Clicam e vejam o vídeo mais detalhado de um especialista explicando a importância do contato com a natureza: http://encurtador.com.br/adiOW

Para Sempre

 

Foto: Fabiana Dombrowsky
Foto: Fabiana Dombrowsky

“Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.”

Carlos Drummond de Andrade

 

 

Mãe em tempos de crise

Sempre idealizei ser mãe beirando os 30 e já com uma carreira estável, com meu carro, minha casa, com a minha vida financeira conquistada. Mas a realidade muitas vezes foge do que planejamos. Aos 28 anos, desempregada e sem perspectiva na minha profissão de jornalista (que vive uma crise constante por conta, sobretudo, da era digital), num país no auge da sua crise, eu engravidei. Claro que do início ao fim da gravidez eu me via perguntando: “como vou sustentar esse bebê?”. Pois desde muito cedo adquiri minha independência e, agora, tanto eu quanto minha filha estamos a mercê de uma terceira pessoa, o meu marido. A gente da geração “y” tem muito disso de buscar pela independência, querer se dedicar ao mercado de trabalho, é um inconsciente coletivo dessa geração no qual, sinceramente, me orgulho  disso.

Bom, daí, com o passar do tempo, as coisas foram se amenizando, naturalmente. No nascimento da Helena, acompanhado de um conjunto de inseguranças e emoções, veio outro pensamento: logo, logo estarei empregada novamente e tudo se encaixará. Não, na verdade não foi assim. Depois de um tempo longe do mercado de trabalho me dedicando à gravidez e, em meio à crise, notei que EU tinha que mudar de foco e me reinventar. E essa é a minha dica para quem viveu ou vive a mesma situação que eu. Reinvente-se. Coloque aquela projeto que está no papel (ou na cabeça) em prática. Mesmo que a princípio não te dê nenhum retorno financeiro, mas você estará ocupando seu tempo e, automaticamente, atraindo boas energias. Ser mãe em tempo de crise tem seus desafios. Assim como toda mulher, você quer proporcionar ‘coisas’ ao seu filho. Mas pra tudo dá-se um jeito e é possível arranjar maneiras de gastar menos com o baby, por exemplo, nas pomadas antiassaduras, fraldas e outros produtos de higiene. Com o tempo você vai aprender ‘truques’ para enconomizar de um lado para poder usufruir de outro, como comprar alguns mimos para você e o pequeno. 😉