Como cuidar das energias

Terapias holísticas como reiki e mesa quântica ajudam a equilibrar as energias, sobretudo, em momentos de crise como este em que estamos vivendo

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“Como cuidar e atrair energias positivas pra vida”. Uma amiga online me mandou essa durante uma caixa de perguntas que abri no Insta sobre quais tipos de conteúdo gostariam de encontrar tanto aqui quanto por lá. Tudo bem, vocês pode ser do tipo como eu que não liga de comer lentilha, uvas e pular as sete ondas na virada do ano novo, mas querer atrair energias positivas quem não quer?

Ainda mais nesse contexto pandêmico onde as preocupações e o estresse viraram parceiros diários de café da manhã. Para saber o que está ao nosso alcance e o que podemos fazer para cuidar das nossas energias e atrair coisas boas, conversei com Sol Vieira, que atua com radiestesia e radiônica (técnicas holísticas que utilizam instrumentos como o pêndulo e gráficos no diagnóstico e tratamentos de bloqueios energéticos de pessoas, lugares e situações) há 25 anos, além de ser terapeuta de Aconselhamento Metafísico, Reikiana Master e Consultora de Feng Shui.

O papo rendeu muitas linhas que até decidi criar uma série sobre o tema, que será dividido em energias de um modo geral, das nossas crianças e da casa por meio da técnica milenar chinesa Feng Shui. Pra começar, vejam as nove perguntas e as noves respostas sobre como cuidar do nosso campo energético.

1 – A mesma força do universo é a que está dentro da gente?
Sol Vieira – Sim, mas temos duas forças distintas, a energia universal, também conhecida como Fohat ou éter, que é a essência que permeia e mantém todas as coisas, e a energia de força vital individual que circula por nossos corpos conhecida por Ki e que flui através dos chakras e canais sutis de ligações, chamados de nadis ou meridianos.

2- As energias surgem de onde? Objetos e ambientes à nossa volta também emanam energias?
Na verdade, até hoje, os físicos ainda não conseguiram nos proporcionar uma definição específica para energia. O máximo que conseguimos compreender é a forma de como ela se propaga, sabemos também que ela não pode ser criada nem extinta, ela só pode ser transformada.

Albert Einstein definiu que toda matéria é energia, portanto, tudo que existe no universo, que nós conhecemos, é constituído de energia. E, como sabemos, tudo no universo é constituído de átomos, explicando de uma forma bem geral, os átomos são compostos por prótons, nêutrons e elétrons, além de outras partículas.

Os prótons possuem carga elétrica positiva, enquanto que os nêutrons não possuem carga elétrica neutra, os dois formam o núcleo do átomo. Os elétrons, possuem carga negativa e orbitam ao redor do núcleo do átomo por força de atração à carga positiva do núcleo. Basicamente, o átomo contém energia e, quando estimulado, libera parte da energia recebida.

Portanto, os objetos, os ambientes, as plantas, os animais e os seres humanos emanam energias. E elas interagem, por exemplo, num local onde há brigas e discussões constantes. O ambiente fica impregnado dessa energia e, como ela não pode ser extinta, permanece no local, ecoando em nosso inconsciente, fazendo as discussões se repetirem.

Torna-se um círculo vicioso, o que a gente chama de energia pesada, que afeta e faz mal a qualquer ser que permanecer ou visitar o local. Plantas morrem, animais domésticos e crianças ficam estressados, pessoas adoecem, acidentes acontecem e por aí vai…

3 – Matéria, energia e mente estão interligados de que forma? Como podemos cuidar deles?
A matéria e a mente são formas de energia que estão interligadas como tudo no universo está. Todos somos um, estamos no universo, fazemos parte dele e somos afetados por tudo que ocorre nele. Podemos cuidar da mente em primeiro lugar, tendo pensamentos bons, sendo gratos a tudo que temos, deixando de nos preocupar, lendo bons livros, ouvindo boas músicas, curtindo e cuidando da natureza, amando ao próximo.

Com a mente sã, teremos um corpo são livre de desconfortos para podermos atrair o que desejarmos da matéria. Você pode atrair a matéria que quiser para sua vida desde que você esteja em sintonia com ela, ou seja, você precisa vibrar na mesma frequência da matéria que quer alcançar.

Por exemplo, se você pretende ter um carro novo porque o seu já está causando problemas, e se você todo dia briga e reclama dos problemas que seu carro está causando, ou o trata com indiferença, você não está vibrando na mesma frequência para ter um novo veículo e esta nova aquisição vai demorar mais tempo para acontecer. Você não precisa saber a frequência que a matéria está vibrando.

Por isso, eu digo que você precisa sentir amor e ser grato por tudo que você já tem para que algo melhor chegue até você.

4 – Quais são os tipos de terapias que você indica para equilibrar as energias?
Existem muitos tipos de terapias disponíveis, eu indico a terapia holística porque ela trabalha com o indivíduo de uma forma global, ou seja, com a mente, o corpo físico, o emocional, o espiritual e o astral.

Dentro do campo das terapias holísticas eu me especializei em Radiestesia/Radiônica (Mesa Quantum e Radiestesia para Lavouras), Terapia Breve de Aconselhamento, Reiki, e FengShui. Vou te explicar melhor cada uma delas:

1 – A Mesa Quantum é um instrumento de Radiestesia empregado pela radiônica, desenvolvida por mim. Serve para fazer os diagnósticos dos problemas que afetam a vida da pessoa, sejam eles relacionados ao corpo físico, mental, emocional, espiritual e/ou provenientes da casa, da família, dos amigos que convivem com ele, e até do ambiente de trabalho. Nessa terapia, também são detectados eventuais frequências oriundas da ancestralidade, que podem não ser benéficas para o indivíduo.

Além de fornecer o diagnóstico, a Mesa Quantum faz o tratamento vibracional, com o auxílio dos gráficos de Radiestesia e também dos Códigos Sagrados, que, por sua vez, agem em todos os corpos sutis do paciente com a frequência de cura. A vantagem é que pode ser feita a distância e tratar assuntos pontuais, e a resposta é bem rápida.

2- Também conhecida por Terapia Breve o Aconselhamento Metafísico Transenergético – É um tratamento terapêutico que trabalha o corpo, a mente e o espírito. Através de diversas técnicas, tais como, Gestalt terapia, PNL (ProgramaçãoNeurolingística), regressão às vidas passadas, interpretação dos sonhos, hipnose, bioenergética, a terapeuta identifica os traumas, as crenças limitantes, repetição de padrões, que, de alguma forma, estão bloqueando o curso da vida da pessoa e que vem se repetindo ao longo dos anos.

3- A terapia de Reiki segue um método de cura natural  que permite ao terapeuta captar a energia de cura e com a imposição das mãos direcioná-la ao corpo do receptor, que pode ser ele mesmo, qualquer pessoa, animal, planta, ambiente, água, por exemplo. Seus efeitos terapêuticos, já comprovados, revitalizam o sistema imunológico, combatem estresse, auxiliam no tratamento de várias doenças e na regeneração de tecidos (na recuperação de queimaduras, fraturas, hemorragias e pós-cirúrgico), minimizam e, em alguns casos, eliminam a dor e os efeitos secundários de tratamentos como a quimioterapia e radiação, diminuindo a ansiedade, proporcionando mais conforto no combate da doença. 

São considerados como terapias complementares da medicina alopática, homeopatia, antroposofia (segundo Rudolf Steiner [1861-1925], esta é a ‘ciência espiritual’), acupuntura, yoga, massagem, cromoterapia, florais, por exemplo, ampliando os efeitos positivos das técnicas mencionadas acima.

4- O Feng Shui é uma técnica milenar de observar o ambiente que nos cerca, sob a ótica das energias vitais que nos envolvem e sobre como somos influenciados por elas. Feng Shui significa vento e água. Surgido das remotas tradições da Índia e Tibete, esta mistura de arte e ciência visa equilibrar as energias que circulam por terrenos e construções, gerando saúde, paz e prosperidade aos seus ocupantes.

5 – E como forma de manutenção, a grosso modo, para não deixar a energia positiva ir embora, que tipo de ritual, banho, oração você recomendaria?
Para a energia positiva não ir embora, precisamos observar constantemente nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, sempre plantando coisas boas para colhê-las, quando chegar a hora. Precisamos estar despertos para o aqui e agora, não deixar a mente viajar no passado nem no futuro.

A mente não sabe a diferença entre o que é real e o que é imaginário. Dessa forma, tudo que você pensa a mente processa como real e é isso que a sua energia atrai para você. O melhor ritual, a melhor oração e o melhor banho, você cria na sua mente.

Por exemplo, quando for tomar seu banho normal imagine que você está embaixo de uma cachoeira magnífica e que está extraindo de lá toda a energia revigorante que você precisa e você sairá do seu banho revigorado!

Os banhos de ervas são excelentes porque promovem a sinergia com as plantas e a natureza, nos proporcionando equilíbrio e proteção.

7- Como as crianças reagem às energias positivas e negativas?
As crianças sentem as energias de forma bem mais forte que os adultos. Por elas estarem se descobrindo e descobrindo o mundo, estão mais abertas e receptivas a todo tipo de energia. Reagem bem às energias sutis (positivas) expressando alegria e paz interior.

Quanto às energias densas (negativas), elas podem reagir de diversas maneiras, depende da criança e do ambiente em que ela vive. As reações mais evidentes seriam febre, dor de cabeça, falta de apetite, cansaço, alergias (rinite, bronquite, asma), excesso de energia (tipo hiperatividade).

8- De que forma podemos cuidar das energias das nossas crianças?
Uma dica é aproveitar os momentos de laser com a criança para sair um pouco da internet, procurar criar junto com elas como pegar caixas de papelão para criar brinquedos, pintar com tinta lavável, elas precisam trabalhar a criatividade.

Além disso, para amenizar esta situação que vivemos, sugiro que a família se organize para criar disciplina em casa e incluir a criança nas tarefas da casa do tipo arrumar sua própria cama, tirar seu prato da mesa, guardar suas roupas.

Assim, elas se sentirão capazes de poder contribuir. Horários predeterminados para acordar, comer e brincar com os pais e sozinha são fundamentais. E o mais importante é que seja dito para ela a verdadeira situação e o porquê de estar acontecendo isso tudo. Quando você explica para a uma criança uma determinada situação, olhando diretamente em seus olhos, ela entende.

9- Para elas, existe algum cuidado simples, que pode ser feito em casa, que você recomenda para a manutenção da energia?
Os banhos de ervas são maravilhosos, banho de camomila, erva-doce e erva-cidreira, acalmam.

Evite que assistam a programas que contenham violência e notícias ruins.
Conversar com elas durante o sono, expressando muito amor, carinho, ternura, ajudam bastante. A criança precisa se sentir amada.

Espero que tenham curtido o conteúdo! Bjs


6 maneiras de trabalhar a mente para não sabotar o seu sucesso em 2021

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Olá mamacitas!

Chegamos na reta final de 2020, o ano que fez a gente tirar leite de pedra, que logo no primeiro ring fomos nocauteados. Agora é hora de encher os pulmões para o que nos espera em 2021, concentrar nos objetivos e ir, remar e remar…

Como uma mulher que segue se movimentando para continuar fazendo com que este espaço continue ativo, vou falar hoje sobre sinais que a nossa mente pode nos sabotar em relação àquela ideia que não sai do papel (ou da cabeça) e começar o projeto que tanto desejamos.

Mas, antes, pausa para falar do que a astrologia prevê para 2021. Ele será regido por Vênus, a deusa do amor, ou seja, será transbordante. O que não significa que será moleza. Será preciso nos olharmos com carinho para que as coisas possam acontecer como imaginamos, nos mais diversos cenários (finanças, carreira, alimentação, amor e por aí vai).

2021 exigirá colocar em prática as transformações (ou dar continuidade a elas!). De certa forma, a cartada final depois de um jogo duro que foi 2020. Pode parecer fácil falar, né? Embora esse choque entre a nossa cabeça e o coração em relação às nossas ideias seja meramente comum, a assombração da síndrome da impostora deve ser colocada no lugar dela — bem longe de cada uma de nós.

Com base em alguns conteúdos que encontrei pela internet, montei essa lista, abaixo, que espero ser útil não só para vocês, mas pra mim também!

1/ NÃO MENOSPREZE SEUS SONHOS
Não encare como um hobby ou uma distração se é algo que você tem uma missão definida e, lá dentro, acredita. Então por que não ir a fundo? Use o poder da metafísica, visualize na sua mente e escreva onde quer chegar (o papel tem poder). Mas, claro, faça por onde, arregace as mangas. Se quer colher o mel, não chute a colmeia. Não se acomode, vá atrás de novos conhecimentos, se planeje, se conecte com pessoas que vão te agregar e te fazer crescer.

2/ TENHA DISCIPLINA
Sair da zona de conforto, mudar hábitos exige esforço tremendo. Mas se seu sonho, vontade ou necessidade são maiores é preciso causar uma confusão o repensar os seus hábitos. Quando se joga pequeno está dando o que seu cérebro, que adora a zona de conforto, está pedindo. Bora estimular ele!

3/ NÃO TENHA COMPROMISSO COM A PERFEIÇÃO
Se a maior empreendedora do país, Luiza Helena Trajano, tem essa linha de pensamento por que cargas d’água contestar? Tudo bem ter medo de falhar, e errar é tanto humano quanto necessário pra aprender e evoluir. Mas isso só é possível quando nos permitimos sair do lugar. Como diz Dra. Carla Sarni, fundadora do Sorridents, “tem águia que acha que é galinha, passa a vida inteira ciscando pra não levantar voo.”

4/ LUTE PELAS CAUSAS QUE ACREDITA
Escute a sua intuição, o que o seu coração diz, por mais que todos estejam contra e a probabilidade de algo dar errado exista. Também não fique emitindo ao universo inseguranças com pedidos de desculpas a todo momento. Não que a gente não tenha mais que pedir desculpas, mas, sim, fazê-las quando forem realmente necessárias.

5/ FAÇA ALGO POR VOCÊ TODOS OS DIAS
Muitas pessoas das quais me inspiram tem o ritual de no primeiro momento quando acordam fazer algo por elas, para elas. Tem melhor forma de começar o dia do que fazendo algo que te faça bem e te inspire? Além de praticar o amor próprio, ajuda a criar a bendita da tal disciplina.

6/ VIVA O AGORA
Bingo! Como, como? Meditação ganha de lavada quando se fala disso. Se Dalai Lama consegue prestar atenção plena numa conferência de física quem somos nós para questionar o poder da medição?! Isso não significa que você precisa se transformar em um monge pra viver o tão distante, #sóquenão, “agora”. Aplicativos pra começar a meditar tem aos montes, basta querer, garota (viu, Fernanda?!).

Que em 2021 sejamos perseverança, renovação e coragem pra colocar aquilo que causa rebuliço dentro de nós pra fora. Da desordem, surge aquele movimento necessário para as coisas acontecerem, não é mesmo?! 💕


2020, um ano de quem cuidou

Colagem de Pinterest

Resilientes, valentes. Daqui do meu lugar, me refiro à nós, mulheres, tanto àquelas que são mães ou às mães por tabela, que acolhem a amiga, o irmão, o vizinho (o instinto materno corre nas veias de uma mulher).

Todas sentiram. Sentiram medo de um futuro incerto amedrontador. Sentiram dores imensuráveis, da perda, da iminência de uma, do emprego ou da vida de um ente querido. Em meio à dores, medos e confusões, ressurgiram, dia após dia. Geraram vidas, seja uma gravidez ou um novo projeto, um propósito de vida, um trabalho.

Desafiando as próprias leis da física, onde o pensamento cria o resultado, muitas, mesmo com o pavor do caos latente, trabalharam incansavelmente para salvar e cuidar. Aliás, essa palavra “cuidar” nunca ganhou tanta notoriedade como agora, no mundo pandêmico. Mulheres que distribuíram cestas básicas, marmitas e agasalhos. Acolheram muitos e reduziram perdas.

E ainda que vararam (e varam) noites costurando máscaras para a vizinhança. Há quem viajou quilômetros para manter esperança às crianças, desoladas com a ausência da sala de aula. Se sensibilizaram por testemunhar a alegria de quem teve de volta o sonho dos cadernos.

Lágrimas escorreram dos mais diversos cantos e se tornaram antídoto para seguir com fé, que, em vez de minguar, cresceu. Com o passar dos dias, criaram cada uma a sua couraça de proteção, que nada tem a ver com a sensibilidade na alma feminina, pois essa prevalece intacta.

Sob efeito de uma força incalculável, algumas superaram um casamento infindável. E tal como um procedimento cirúrgico que invade o corpo trazendo um mudança, se anestesiaram da dor. Uma anestesia causada por música, leituras, escritas, vozes, ouvidos. Quando o efeito indolor passava, a ação ganhava seu espaço na dimensão da vida.

Pois, no fim das contas, é preciso continuar sonhando e fazendo por onde já que o desejo de deixar algo para posteridade é latente. Em 2020, o roteiros ganharam emoções parecidas com o contraste pessoal marcado pela história e personalidade de cada uma de nós, mulheres.

Para 2021, que demos um reset no que não foi bom e que as energias, emoções e experiências positivas de um ano atípico e por tantas vezes amargo sejam carregadas juntas com cada uma de nós.


Culpa materna e a nossa mente

Arte por @handleofiron

A culpa que acompanha nós, mães. Psicólogos dizem que é impossível se livrar dela, mas que, sim, podemos lidar de forma mais branda. Se apegar a essa crença certamente pode trazer leveza para essa maternagem cheia de emaranhados, desafios e misto de sentimentos.

Esse papel poderia talvez ser mais leve e mágico se não fosse a imagem “pesada” sobre a mulher que é mãe que a sociedade criou ao longo de todo esse tempo. Um cargo exercido sem pausas repleto de reponsabilidades e carregado de exaustão.

Precisamos suportar essa gigantesca função tendo que encarar pressões sociais, de marcas que romantizam a maternidade, de outras mães (mesmo que inconscientemente) e da internet. A conclusão, no fim das contas, é uma maternidade exaustiva e cheia de culpas.

Segundo um estudo levado a cabo pela NUK, uma marca de produtos para bebês, 87% das mães têm sentimentos de culpa invariavelmente, enquanto 21% sentem isso o tempo todo. A culpa existe, hora maior, hora menor, e não podemos negar.

Mas como lidar com ela? Conteúdos disponíveis na internet e conceitos como “a mãe suficientemente boa”, de Donald Woods Winnicott, ajudam a gente a sobreviver aos nossos martírios maternos. Mas será que mesmo com acesso a tanta informação não será preciso investigar a raiz da onde surge tanta culpa em cada uma de nós?

A psicóloga e pedagoga Betty Monteiro disse durante uma palestras que “a culpa impede de educar, pois isso impede de dizer não”. Ela destacou também que quando a gente mostra para o filho que a gente o aceita com suas dificuldades e do jeito como ele é fica mais fácil desenvolver o vínculo e se libertar de crenças que levam à culpa.

A mente, esse jardim fértil dentro da gente cheio de pensamentos borbulhantes que criam a nossa realidade, pode ser reconfigurada para uma maternidade com menos culpa e sofrimento? SIIMM! E a metafísica está aí para comprovar.

Para essa filosofia que estuda a natureza da realidade a partir da relação entre mente e matéria, os pensamentos são ondas cósmicas no mar universal de energia em que vivemos e vão além do tempo e do espaço. Mais presentes e com a consciência plena desperta, temos mais controle dos nossos pensamentos, podendo, assim co-criar a nossa realidade.

Nas viagens pela internet, encontrei essa apresentação (clica aqui) do Master Shi Heng Yi, diretor do templo Shaolin, mosteiro budista em (Sung Chan), na República Popular da China, que fala sobre os cinco obstáculos que descrevem diferentes estados da mente (desejo sensual, má vontade, preguiça e torpor e inquietação).

Ele explica como são cada um destes obstáculos que atrapalham a gente num grau que às vezes nem imaginamos e usa como metáfora escalar uma montanha e as distrações (os obstáculos da mente) que surgem ao longo do caminho.

Sabe aquele momento quando você se organiza para ficar com o filho e desvia o pensamento indo fazer outra coisa nada a ver? Um exemplo de situação onde a gente está sendo traída pela mente.

Vale ver o vídeo, mas não vale pirar. Vai de boas porque, nos tempos em que vivemos, tá bem mais difícil escalar qualquer montanha sem parar pra pegar aquele fôlego. E outra, o ‘caminho do meio’ é sempre mais garantido ;). Bjs!


Se conectar para se conectar com os filhos

Colagem por Maja Egli

Olá chicas, como estão?

A avalanche de acontecimentos e obrigações ativa o modo automático e se distanciar de você mesma acaba que sendo uma resposta a isso tudo. Talvez uma mecanismo de defesa contra seu lado mais profundo?

É quando cai a ficha de que é preciso caber dentro de você primeiro pra se encaixar no lugar de mulher, mãe, o ser que deseja. Recuar, se fechar, se olhar. Se viver exige intensidade, esse portal de dentro de nós precisa ser abastecido para que haja imensidão. Manter essa conexão com nós mesmas é, sem dúvida, o maior desafio.

E nessa peleja, você tem parado pra se escutar ou tem fugido de você mesma? Estar inteira exige. Exige coragem, exige um querer de verdade. Exige ânimo pra tirar os móveis do lugar e levantar a poeira debaixo do tapete. Exige sair da zona de conforto, questionar suas certezas.

Essa tal necessidade de balançar nossas verdades, cavucar questões nunca tocadas antes é revolucionária e o impacto no lado mãe é avassalador. Precisamos transbordar pra poder dividir e, para além disso, mostrar na prática o que se aproxima do que é viver “plenamente”.

É da maternidade de onde nossas energias são consumidas numa potência surreal e para que esse maternar siga acontecendo forças precisam ser resgatadas, movimentos devem acontecer.

Nesse rolê louco da vida, quando a bússola está desregulada e as ruas ficam sem saída, daí a necessidade desse cara-a-cara com gente. Se colocar numa outra perspectiva, nadar de braçada sobre seus embates, apertar o que estava frouxo, te levar de volta à sua órbita.

Mas ledo engano achar que deixar de se alienar de nós mesmas significa encontrar a paz eterna, até porque, já diria Freud “O Eu não é senhor em sua morada, ele está sempre em conflito”. E apesar dessa visita à você ser algo sem fim, vale a pena, e, no fundo, a gente sabe disso.

Se reconectar com a natureza é potente e pode trazer respostas para as mais profundas questões. Andar sozinha, observar as ondas e o vento são remédios para alma, no fazendo escapar do burnout materno ou até nos curar dele.

Chega uma hora, que é preciso abandonar aquela mulher que já não se encaixa mais aí dentro, recolher os cacos e ir. E para que essa reprogramação aconteça é preciso abraçar o desconforto. Pois, como disse Rubem Alves: “ostra feliz não faz pérola”.

Bjs, se cuidem.


Aplicativos de relacionamento é o novo jeito de não “isolar” totalmente as pessoas

No Par Perfeito, uma das maiores plataformas de conhecer pessoas online no Brasil, cresceu 70% o número de usuários

Colagem por @sacharecorta

Às 21h apita a chamada de um número desconhecido no meu celular. Esse horário é melhor atender. Para uma pessoa preocupada com todos à sua volta esse pode ser um sinal de socorro. Dito e feito. Na verdade não era bem isso, mas um chamado de alerta de uma amiga.

Com voz animada, ela dizia: “anota o endereço que vou te passar caso eu não volte para a casa no dia seguinte.” Eu disse: “como assim?”. Ela tinha acabado de comprar um número para os flerts dos aplicativos de dates e alguém que ligeiramente decide ter um número de celular reservado para as aventura também tem a inteligência de ligar para uma amiga e deixá-la esperta na possibilidade dela sumir do mapa depois de uma aventura transferida do online para o físico.

Confesso que fiquei um pouco aflita com o jantar que ela disse que o tal do boy paquera que ela ia ver pela primeira vez tinha preparado. Mas ali a esperteza grita (ela é mais ligeira que o estádio do Maracanã), e mesmo num terreno desconhecido saberia se ia dar pra pisar nele ou sair correndo. Me apeguei a isso.

Mandei mensagem na mesma noite para saber se estava tudo bem. Ela retornou com uma resposta feliz, e eu, fiquei aliviada. Nesses meses de quarentena, pessoas têm se jogado na internet adentro nesse novo contexto de paqueras que, para mim, ainda é um tanto desconhecido, e, admito, me divirto com as histórias que me chegam.

Outro dia, por pouco os ovos que fervilhavam no fogo não carbonizaram enquanto um amigo desenvolvia um papo interessante com um “matcher”. Vasculhadora assídua de quem é você e qual a vida que leva, a tecnologia desperta essa hipótese de cair em tentação.

Volta e meia cai no meu celular o anúncio de um app que promete fazer você encontrar alguém “à sua altura”. Não duvido que deva rolar gente interessante, mas preguiça pra desenvolver papos longos precisa passar longe dessa porta dos encontros online.

Tenho a impressão que na época do “quer tc?” era tudo mais fluido, no mínimo você já tinha visto a pessoa pelo menos uma vez. Nos aplicativos de hoje em dia é tudo mais rápido e líquido. Novos tempos!

Visão estereotipada à parte, mas, sim, o amor pode começar nas telas e existir além delas. Prova disso é que dois casais que conheço se encontraram numa destes apps bem famosos, casaram e formaram uma família.

O que não substitui o encontro ao acaso, um olho no olho, um toque de pele espontâneo, uma troca de risada sem ter tela pra separar. Gente, só de pensar eu indo para um date com alguém que cruzei nas vias online já me ataca a gastrite.

E o medo de estar me encontrando com um serial killer? De chegar lá e não reconhecer a imagem da pessoa que se apresentava nas telas cintilantes? Se apaixonar por um meme era só o que me faltava nessa altura da “carentena”.

Não que aparência seja tudo, mas, vocês me entendem, né? Uma química mínima precisa rolar. Admiro o espírito desbravador de quem se arrisca à circular entre os apps. E embora me soe um pouco frio esse tipo de contato, é uma maneira de dizer “oi, eu tô aqui, por mais que a minha cidade, meu bairro, meu país e o mundo não sejam mais os mesmos e aquela vida pulsante de antes dos bares e baladas já não existe mais”.

É uma forma de tirar onda com o próprio vírus que nos impôs um dia a dia totalmente sem contato físico com os outros. Daqui desse lado, meu rolê digital, por enquanto, fica nas festas no zoom, vez ou outra. E enquanto isso, vou me divertindo com histórias de encontros virtuais dos amigos, do jantar romântico bem-sucedido a um possível date que deu ruim por causa de um “tudo bem com você?” na hora errada. 🙂


Ansiedade, nervosismo e depressão em mulheres na pandemia

Foto de Francesca Zama no Pexels

Fiz uma enquete no insta do madre pra saber qual assunto eu deveria soltar essa semana por aqui, um mais pessoal sobre a maternidade ou um sobre a depressão em mulheres durante a pandemia.

Minha comunidade é só um bocado de gente e tô longe de ter aquele número enfeitando o perfil digno de causar inveja em qualquer um. Por menor que seja essa minha roda, dou ouvidos às minhas parças (e alguns parças) que param pra prestar atenção em mim.

E adivinha qual foi o resultado? Por um ponto, o tema depressão em mulheres ganhou! Não é pra menos. Logo quando iniciou toda essa catástrofe mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ressaltou o grande risco das mulheres em apresentar algum sofrimento psicológico associado ao isolamento imposto pela pandemia da Covid-19.

Manter o trabalho remoto, conciliar cuidados com a criança e a casa, fazer toda a rotina acontecer, tocar projetos, resolver as burocracias normais de uma vida e ainda gerenciar os sentimentos de mal-estar gerados por uma crise mundial de saúde é um teste de sobrevivência a qualquer ser humano.

Vamos combinar que esse “novo normal” (aliás, nem gosto desse termo!) é de deixar qualquer um a ponto de surtar?! Mas há um fato impossível de se negar: não é de agora que as mulheres carregam o mundo nas costas.

Segundo dados do IBGE de 2018, antes da pandemia as mulheres já dedicavam o dobro de horas semanais ao trabalho doméstico e/ou cuidado com pessoas comparando com os homens.

E, na atual conjuntura, o trabalho da mulher acabou se intensificando (chato admitir). A pesquisa O trabalho e a vida de mulher na pandemia (acesse aqui), feita pela ONG “Gênero e Número” e pela Organização Feminista “Sempreviva”, concluiu que 50% das mulheres passaram a cuidar de alguém na pandemia.

Fora isso tudo, a ONU Mulheres destacou também que 70% dos trabalhadores sociais e de saúde são representados por mulheres. Este grupo, no caso, além de expor diretamente aos riscos da Covid, quando chega em casa precisa lidar com todo o acúmulo de funções. Ou seja, é exposição ao estresse de tudo quanto é lado.

As pesquisas estão aí para comprovar teorias e deduções. Um estudo coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Campinas, (clique aqui para ver), revelou que, as mulheres, das 40 mil pessoas entrevistadas no total, são as que mais relataram problemas no estado de ânimo com mais frequência.

O percentual das que sentem tristes/deprimidas durante a pandemia é de 50%. Já os homens, 30%. Mas não para por aí, nós também nos sentimos mais ansiosas/nervosas com mais frequência do que os homens: são 60% contra 43% respectivamente.

Conversei com a Dra. Valéria Bortolucci, psicóloga e integrante de equipe do ambulatório da UNIFESP, para saber mais como o atual cenário em que estamos vivendo pode afetar a saúde mental e emocional da mulher e como a depressão pode ser detectada e tratada. Fica aqui pra ler meu papo com ela! 🙂

1- Com a sobrecarga de tarefas em casa durante a pandemia, as mulheres estão mais exaustas em todos os sentidos, mental, emocional e físico. Como elas podem trabalhar esta questão para que esse quadro não se torne uma doença como ansiedade ou depressão?
Dra Valéria Bortolucci – É necessário, em primeiro lugar, respeitar os próprios limites e contar, se possível, com o companheiro ou marido na divisão das tarefas. Com acúmulo das atividades como limpeza da casa, acompanhar o estudo dos filhos nas aulas online, muitas vezes tendo que trabalhar em home office, é importante estabelecer uma rotina.

Organizar as tarefas de acordo com as prioridades, com horários certos para refeições e estudo, e, principalmente, estabelecer pausas e intervalos para atividades que deem prazer como caminhadas, exposição ao sol, nem que seja na varanda, ou mesmo brincadeiras com os filhos e as pessoas da casa.

Sono regrado, exercícios físicos, meditação ajudam muito. Recorrer à psicoterapia, quando necessário, tem se mostrado muito eficaz na redução dos índices de estresse e ansiedade, já que podemos contar com o atendimento online neste momento de distanciamento social.

2- Quais são as causas que levam a depressão?
V.B.– As causas são muito complexas. Passam pela alteração de neurotransmissores, cerebrais, uma série de coisas.

Mas as principais delas são: em primeiro lugar genética, quando uma pessoa tem pai, mãe depressivos aumenta a possibilidade em duas vezes de ter um episódio depressivo ou quando tem os avós também cresce essa probabilidade em três vezes.

Outra causa importante são momentos estressores na vida da pessoa, principalmente na infância, como perdas ou negligência dos cuidadores, ou algum abuso físico (violência) ou sexual.

Outros motivos são: uso de álcool ou drogas, sedentarismo e algumas deficiências de vitaminas ou hormônios pode causar isso principalmente nas mulheres. A elevação do cortisol, ou seja, quando a pessoa começa a ficar muito ansiosa, estressada, pode acabar caindo numa depressão também.

3- Como é possível evitar a depressão?
V.B.– Não é possível na maioria dos casos evitar a depressão, até porque as causas são muito complexas. O que ajuda, por exemplo, é a pessoa ter uma vida muito estressante e ser resiliente. Resumindo, a forma como ela encara os desafios da vida.

Mas, de um modo geral, não é possível evitar. No entanto, depois de um diagnóstico e início de tratamento, a pessoa pode conseguir notar quando ela está ficando mais depressiva. Começa com um isolamento, uma tristeza profunda, uma falta de energia, coisas que ela gostava de fazer e passa a não gostar mais.

É importante frisar que a depressão tem graus. Ela pode ser leve, moderada ou grave.

5- Como o tratamento é feito?
V.B.– Quando é uma depressão mais grave, pode entrar com uma medicação associada à psicoterapia. É muito importante praticar exercícios físicos, ler sobre o assunto, estar a par do que é uma depressão.

Outra coisa que é extremamente importante é o acompanhamento familiar no tratamento da pessoa diagnosticada com depressão. As mudanças bruscas de comportamento são muito importantes de serem detectadas. A pessoa precisa falar muito, se sentir acolhida.

6- Como consegue identificar que está entrando em depressão?
V.B – A pessoa com depressão tem a tendência à introspecção, de se fechar no quarto, não querer falar. Ela fica irritável ou apática. Também tem baixa autoestima, sente culpa, uma grande sensibilidade aos eventos negativos e esquece os pontos positivos da vida.

Se tiver algum componente de religiosidade ou espiritualidade também é muito importante. Nem sempre é possível evitar, mas, a partir do momento que a pessoa sabe que está com depressão, aí sim possível driblar as crises. É uma luta que exige muita garra pra sair da situação.

7- No caso da pré-disposição genética é possível identificar na infância?
V.B – Não necessariamente quando a pessoa tem uma pré-disposição genética a gente consegue observar na infância. A coisa pode eclodir mais tarde como também pode acontecer em qualquer momento (infância, adolescência e vida adulta).

Só que a coisa se agrava a partir da adolescência, pois nessa idade existe o risco do suicídio. Na infância, alguns dos sinais são a criança se retrair, se afastar dos amigos, ir mal na escola, ter dificuldade de aprendizagem. E se existir a pré-disposição genética tem que ter mais atenção.


As bruxas sempre estiveram soltas

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Hoje, dia 31 de outubro, é o dia das bruxas. A data tem raízes europeia e americana e tudo começou entre o século 15 e 18. Naquela época, houve uma grande perseguição cristã às mulheres sacerdotisas, parteiras e curandeiras que foram queimadas como bruxas nas fogueiras, e mortas de outras formas também.

Elas tinham conhecimento sobre remédios caseiros, eram enérgicas, entendiam de fertilidade e sexualidade. ⁣Todas essas atividades eram consideradas bruxaria por uma cultura extremamente galgada nos costumes da igreja.

Massacradas, estas mulheres estavam à frente da sua época e se destacavam na sociedade conservadora onde o homem precisava dominar o conhecimento. ⁣Ao contrário da figura corcunda, velha e má e de nariz pontudo, as mulheres consideradas bruxas eram vaidosas, cultas e bonitas.

E, por não andarem “na linha”, fugindo de seus papéis prescritos pelos puritanos, muitas delas eram queimadas, jogadas de penhascos, estranguladas.⁣ Um dos mais famosos julgamentos foi o das bruxas de Salém, em 1692.

A história aconteceu quando uma escrava, uma moradora de rua e uma senhora foram acusadas de causar uma doença grave na sobrinha e na filha do Reverendo de Salém. Cerca de 200 pessoas foram acusadas de bruxaria nesse caso, inclusive o ministro da igreja, sendo que das 19 pessoas consideradas culpadas e executadas por bruxaria 14 eram mulheres. ⁣

Este é só um episódio de caça às bruxas. O número de mulheres que perderam suas vidas por simplesmente assumirem sua identidade e não seguirem o padrão é de cair o queixo. Segundo a revista Superinteressante, só em Portugal foram executadas 40 mil pessoas (das quais 2 mil foram queimadas em fogueira) e, na Espanha, quase 300 mil mulheres foram condenadas e 30 mil mortas.

Fortes, com voz ativa, cultas, as bruxas eram mulheres feministas e que, infelizmente, tiveram que pagar um preço alto por sua independência. O fato é que a luta contra o patriarcado sempre existiu.

Em homenagem a estas Mulheres, a artista Fia Forsström escreveu:

“Não foram as bruxas que queimaram.
Foram mulheres.
Mulheres que eram vistas como:
Muito bonitas,
Muito cultas e inteligentes,
Porque tinham água no poço, uma bela plantação (sim, sério),
Que tinham uma marca de nascença,
Mulheres que eram muito habilidosas com fitoterapia,
Muito altas,
Muito quietas,
Muito ruivas (todas podem ser!),
Mulheres que tinham uma forte conexão com a natureza,
Mulheres que dançavam,
Mulheres que cantavam,
ou qualquer outra coisa, realmente.
Qualquer mulher estava em risco de ser queimada nos anos 1600.
Mulheres eram jogadas na água e, se podiam flutuar, eram culpadas e executadas. Se elas afundassem e se afogassem, eram inocentes.
Mulheres foram jogadas de penhascos.
As mulheres eram colocadas em buracos profundos no chão.
Por que escrevo isso?
Porque conhecer nossa história é importante quando estamos construindo um novo mundo.
Quando estamos fazendo o trabalho de cura de nossas linhagens e como mulheres.
Para dar voz às mulheres que foram massacradas, para dar-lhes reparação e uma chance de paz.
Não foram as bruxas que queimaram.
Foram mulheres.”

Texto – Fia Forsström

livros sobre bruxas

O Diabo em Forma de Mulher (Carol F. Karlsen)

O Livro da Bruxa (Roberto Lopes)

Calibã e a Bruxa (Silvia Federeci)

As Bruxas: intriga, traição e histeria em Salem (Stacy Schiff)

História da Bruxaria (Jeffrey B. Russell)


5 coisas que a ioga ensina

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Oie, como estão?

Hoje o espaço aqui é pra falar do bem que a ioga faz na vida e mesmo com o isolamento social fico tão feliz de não ter encostado de vez o meu tapete.

Tudo bem que tem aquele dia que fico só flanando se faço ou não ioga e quando vejo as horas já passaram… e, admito, tô tentando pegar leve em não me cobrar quando deixo de fazer alguma coisa que me transmuta para outro espaço como é o caso da ioga.

Mas o fato é que aulas online desse tipo salvam de um possível caos iminente. Aliás, todo aquele preconceito de fazer ioga pela internet se dissipou. É claro que nada substitui a alegria de uma aula presencial, com a energia das pessoas vibrando numa mesma sintonia e você em contato com sua professora preferida.

Mas, já que é o que temos para hoje, dá pra tirar vários benefícios do que a internet põe pra jogo. E não é que até evoluir na prática é possível? Depois de mais de ano me torcendo e me virando pra lá e cá, entre aulas online e físicas, agora consigo fazer a postura do corvo (ou Bakasana para os mais íntimos)! :D.

Tudo bem que ainda pareço uma garça desconjuntada. Mass, já que quem tá me assistindo (objetos e móveis da casa, e claro, minha filha!) não vai me dedurar e nem rir em pensamento das minhas invertidas e posturas tentando chegar perto do que se assemelha com as asanas (posturas) de ioga, tá tudo certo! =)

1// SEM JULGAMENTOS
Uma das coisas lindas da ioga é que permite você olhar pra você de forma complacente, sem se autojulgar. É você com você, respeitando seus limites e se aceitando como tem que ser. O ego elevado não combina com ioga e competições e comparações não devem existir.

2// PACIÊNCIA COM OS PROCESSOS
Sempre fui de querer ver logo o resultado sem respeitar o tempo das coisas. E se tem uma coisa que a ioga faz é te mostrar que o processo é mais que necessário e tão importante (se bobear até mais) quanto a chegada. É durante o trajeto que se aprende e evolui. A conquista é só o resultado de uma dedicação intensa.

3//CUIDANDO DO QUE DÁ FÔLEGO
Ioga é encontrar conforto em uma posição desconfortável priorizando a respiração. É um exercício de autoconhecimento que ajuda no controle das emoções e dos pensamentos. Você começa a prestar atenção na forma como puxa e solta o ar e em que momento esquece dessa atenção plena e, de quebra, passa a notar o quanto a mente influencia na respiração.

4// CORPO É MEU TEMPLO
Seu olhar para o seu corpo parece que ganha uma lupa com grau maior e o papel de diretor do espetáculo, o qual ele [o corpo] nunca perdeu a função e por durante muito tempo não era visto assim, ganha o seu devido lugar. Limites, dores, emoções, limites são respeitados e trabalhados, você passa a se perceber no espaço e compreender a capacidade de cuidar de si.

5//ADEUS IMPULSOS
Essa experiência de introspecção durante a ioga faz a gente se voltar para várias questões que só vamos perceber no dia a dia o impacto. Impulsividade, empatia, autopercepção ganham um lugar ao sol. A sincronia entre posturas e respiração é uma atividade pra nos levar pro centro e ganhar, ao longo do tempo, maior controle sobre as emoções.

Um beijo e poder da ioga para todas nós!


Como cuidar do estresse e buscar autoconhecimento

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Os dias tem sido puxados, eu sei. E, já que estamos no final do ano, em vez de descer de uma vez ladeira abaixo bora segurar um pouco mais a onda e aproveitar a reta final desse ano tão atípico como uma oportunidade para se concentrar mais no nosso interior, cuidar das fraquezas inerentes à nossa natureza humana, se libertar de pensamentos e atitudes que nos fazem mal e vibrar coisas boas.

Essa jornada emocional e mental que estamos enfrentando é um verdadeiro teste de sobrevivência e já que estamos ainda ilhadas em casa o lema é “salvem-se quem puder”. Nessa toada de emoções e de cada um por si o jeito é buscar por conta própria o antídoto para essa loucura que foi se empilhando numa estante no decorrer de 2020.

Para montar a lista abaixo de como se livrar do estresse conversei com Chirles de Oliveira, com formação em psicologia positiva, praticante e estudante de mindfulness e dona da página (@felicidade_sustentável). Espero que ajudem vocês de alguma forma! 😀

RESPIRAR PARA RETOMAR
“As pessoas estão com muitas demandas e acabam sendo tomadas por suas atividades e isso causa um estresse constante. Sentir estresse não é algo ruim, é até importante porque ele pode nos impulsionar a fazer coisas, a questão é manter-se no estresse crônico e isso adoece qualquer ser humano.”, destaca Chirles.

“Nunca foi tão necessário como agora fazer pequenas pausas durante o dia”, o que ela chama de “pausas para a felicidade”. Durante o trabalho, Chirles recomenda parar por alguns minutos e fazer algumas vezes seguidas a respiração consciente (inspirar empurrando a barriga e expirar puxando a barriga, como se tivesse enchendo uma bexiga).

QUANDO A MÁQUINA PAUSA, ELA REALMENTE FICA PARADA, MAS QUANDO O HOMEM PAUSA, OBSERVA, ELE COMEÇA A CRIAR, A FLORESCER”, DESTACA CHIRLES.

OBSERVAR CURA
“Outra prática simples é apreciar alguma coisa que você tem na sua casa, você gosta e sente gratidão por ela.”, diz. Admirar uma planta, uma flor, um prato de comida, uma foto que traz memórias boas, observar o pôr-do-sol, a lua…, sugere Chirles.

“Essas pequenas ações que despertam a atenção plena para um olhar apreciativo são caracterizadas como savouring“, explica.

DISPOSIÇÃO PARA A FELICIDADE
“A gratidão é uma habilidade para a felicidade, é uma emoção positiva, e existem vários estudos da psicologia positiva que comprovam o quanto ela também nos traz bem-estar, satisfação e contentamento com a vida.”, diz Chirles. Por isso, ela recomenda todo dia antes de dormir anotar no caderno três coisas boas que aconteceram no dia, escrever o porquê foram positivas, quem participou e quais sentimentos foram despertados.

Por aqui, tenho meus rituais pra aliviar o estresse e renovar as energias, mas sempre é bom escutar um especialista no assunto pra trazer uma dica nova. Um podcast que tenho escutado muito é o Mercúrio Antroposofia, que propõe ampliar a consciência a partir de reflexões fundamentais da Antroposofia, ciência espiritual moderna com nome do grego que significa “conhecimento do ser humano”. Fundada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, é a base da pedagogia Waldorf. Recomendo os dois mais recentes episódios do podcast: Atitudes Anímicas e Coragem e Superação.

Bjs, se cuidem!