Escolhi não sofrer com meu corpo

É mais ou menos assim: não basta ter que sofrer com a dor e o cansaço de amamentar, ficar a noite em claro, ter que lidar com as emoções (inclusive por conta da oscilação dos hormônios) do puerpério e ainda ter que escutar comentários de quando seu corpo vai voltar ao “normal”. Mas o que seria “normal”? Já que a moda é ser fitness e você acabou de parir, acumulando em seu corpo o inchaço de uma cirurgia mais os quilos somados durante a gestação é normal que os outros te façam essa pergunta. Normal para eles, só se for. Afinal, blogueiras, atrizes e celebrities voltam ao corpão sarado em questão de dias e porque você continua com esse barrigão?

Então, seja “anormal” e desencane das pirações humanas. Vou ser bem sincera com relação a minha experiência. Fiz um trabalho psicológico em mim para não me cobrar. A ansiedade me bateu por muitas vezes e comi, comi, como se não houvesse amanhã, mas daí passou e chegou um momento em que a fome de draga passou para a fome moderada. Espelho? Não fugi, mas também não fiquei me medindo nem me namorando. A barriga? Malemá olhava pra ela. Se voltasse ao normal, perfeito; se não voltasse, ia me correr atrás mas de forma sem me cobrar. Esperei o tempo certo. Comecei aos poucos a voltar ao que eu era de verdade com meu estilo de vida (isso inclui alimentação e atividades). Todas essas escolhes foram escolhas para não me fazer sofrer, como se já não bastasse o “sofrimento” de uma mãe que acabava de despertar em mim para uma nova vida.