O que você diria para a mulher que você era antes de ser mãe?

O que você diria para a mulher que você era antes de ser mãe?

Se você marcasse um encontro com a mulher que você era antes de se tornar mãe o que você diria para ela? Talvez, você teria muitas coisas para dizer que um bloco de notas não seria o suficiente ou, quem sabe, você resumiria a conversa em poucas palavras — o que sobraria mais espaço para os elogios do que para os “conselhos”. Se eu fosse ter esse tête-a-tête comigo mesma antes da Fernanda-mãe certamente eu diria muitas coisas, e ainda assim não seria o suficiente, pois à medida que o tempo passa cada nova experiência surge com a maternidade. Mas eu começaria dizendo: “relaxa, não pira!”. Eu diria também que pirar é saudável e faz parte do que é ser mãe. Aliás, é no mínimo esquisito não despirocar de vez em quando com a vida maternal.

Eu diria também a mim mesma para ser mais complacente com a Fernanda-mãe. Diria também que por mais que as informações estejam na internet a um piscar de olhos tem coisas que no âmbito da maternidade só funcionam com o instinto, e esse terreno, minha amiga, toda mulher domina, até as mais desavisadas. Também incluiria uma pergunta no meio disso tudo, ela seria: “e aí, ta reclamando que não tem tempo?” Acrescentaria na sequência para a Fernanda antes de ser mãe aproveitar mais as idas ao salão, o tédio de não fazer nada e o luxo de um banho demorado em silêncio. Taí uma das grandes belezas da maternidade: aproveitar o sabor de cada segundo das coisas. E por fim falaria que por mais palavras que a mãe Fernanda dissesse à Fernanda de antes não imaginara a transformação que é a vida dela com a maternidade. Que ela vai descobrir a força que tem dentro dela, que vai entender o verdadeiro sentido da vida e do amor e, sim, vai descobrir a sensação mais especial de se sentir a pessoa mais importante do mundo de alguém.

 

 

Os medos depois que me tornei mãe

Os medos depois que me tornei mãe

Hoje eu estava pensando sobre as forças e as fraquezas que a maternidade despertou em mim. Forças porque depois que me tornei mãe descobri coragens que eu não sabia que tinha e fraquezas porque também passei a ter vários medos que antes eu desconhecia ou, se tinha um ou outro deles, era de forma mais branda.

Por exemplo, sempre fui um pouco apavorada quando via alguém cair e se machucar. Hoje que sou mãe fiquei ainda pior com relação a isso rs. Confesso que não sou um primor em primeiros socorros, mas aprendi a duras penas durante esses três anos de vida materna que ser mãe é também ser um pouco enfermeira nas horas necessárias. Mesmo cagando de medo quando me deparo com a cena da Helena caindo e se machucando tento segurar a onda – confesso que não é tãaooo fácil assim – e evitar dela ficar mais apavorada.

Outro medo, ou melhor cautela nesse caso, é sobre dirigir nas estradas. Se antes eu tentava ser cuidadosa (inimigos falarão o contrário rs), agora eu sou cuidadosa ao quadrado. Mas um dos primeiros medos que me veio logo na maternidade foi o da Helena engasgar. Sério, me lembro de eu perguntar para a pediatra do neonatal o que fazer quando a bebê engasgasse. Eu ficava procurando os vídeos de primeiros socorros para casos de engasgo em bebês. Que doidera, eu sei…

Também tenho medo de andar com a Helena muito tarde da noite. Sem falar no medo de morrer ou de ficar doente, aff, cruz-credo!

E vocês, mamis lindas, qual o medo que adquiriram depois da maternidade? Algum que eu não destaquei aqui?