Poema para uma mãe

Se você se culpa por ter voltado a “trabalhar” e não estar full time com a cria, relaxa, faz parte, a maioria das mães fazem isso e todas sobrevivem.

Se você se culpa por ficar muito tempo com a cria e se sente sobrecarregada, estressada e exaurida, relaxa, está tudo bem, tudo passa.

Se você se culpa por ter cuidado um pouco de você e ter deixado de dar a “atenção” total para a cria, relaxa, está tudo sob controle, pra cuidar do outro você também precisa de cuidados.

Se você se cobra por não ter mantido aquela paciência praticada diariamente, fica tranquila, você não é de ferro e como qualquer ser humano tem seus “dias”.

Se você se arrependeu de ter investido uma grana com roupas e afins pra se sentir bem e atender a uma necessidade natural, tá tudo bem, você também precisa — e merece.

Se você se culpou por ter esticado o expediente para encontrar a amiga, se socializar faz parte de uma mente saudável, respeite-se.

Se você se critica por ter dormido um pouco mais e não ter dado conta de “tudo”, relaxa, Roma não foi feita em um só dia, por que você tem de conseguir fazer tudo em 24 horas?

Se você se culpa por não ter ensinado a falar, andar e desfraldar seguindo os manuais de “conduta da melhor maneira de criar o filho”, relaxa, o que serve para os outros pode não se enquadrar para você e seu filho.

Se você se culpa por não ter voltado à vida de antes, fica tranquila, isso nunca acontecerá, pois, agora, você é um outro ser e bem-vinda ao universo em que doação, renúncia e amor andarão sempre juntos.

Contrate uma mãe!

Você, assim como eu, já foi a uma entrevista de trabalho e se sentiu um pouco invadida pelo simples fato de ser mãe? Quê? É isso mesmo? Sim, é, amiga. E não estou dramatizando não, é fato mais que consumado que muitas recém-mães, ao tentar se recolocar no mercado de trabalho, se sentem “excluídas”, a começar na entrevista de empresa quando o foco deixa de ser as qualificações e competências para a vaga pleiteada e passa a ser a sua vida maternal. Chega a ser constrangedor.

Daí eu me pergunto: em vez de nos bombardear com perguntas sobre o que faremos caso o filho ou filha fique doente ou numa situação de ter que esticar o trabalho com quem a criança ficaria, por que não descobrir quais são as qualidades que nós mães desenvolvemos com a maternidade e que podem contribuir para o trabalho? Aprendemos muito e desenvolvemos algumas caraterísticas importantes com o papel de mãe. Pode ser que você tenha descoberto a caminho para os planejamentos, pode ser que aprendeu a ser mais organizada, a realizar várias tarefas ao mesmo, a escutar melhor a sua intuição, a ter mais empatia, a cozinhar, enfim… Mas algo aprendeu. Aliás, a vida de uma criança em si traz muitos aprendizados não só para a mãe, mas para o pai e família como um todo. Já reparou como uma criança para trazer mais amor? Já reparou como ela nos ensina? Cuidar de um ser já é um aprendizado constante de doação.

No entanto, antes da maternidade me transformar e trazer essa mudança orgânica, já existia uma profissional com determinadas competências que não podem ser anuladas por que eu, você nos tornamos mães. Isso não deve ser empecilho para as empresas. Porém, nada está perdido. O site Contrate uma Mãe foi desenvolvido especialmente para mães que querem se recolocar no mercado de trabalho. Com um layout todo engajado com essa questão, que faz questão de ressaltar o empoderamento feminino e as qualidades que uma mãe pode ter, é totalmente gratuito 🙂 !

Além disso, percebo que o mindset de muitas empresas vai contra esse “estigma” por parte de algumas e fazem questão de valorizar a mulher que é mãe. Essas instituições oferecem programas dedicados à maternidade, licenças estendidas e até creches (pasmem!) dentro de seus escritórios. Vamos torcer para que a cultura do “mãe sem vez” dê cada vez mais lugar para a “mãe da vez”!

 

Eu falo, tu falas, eles falam…

Quantas vezes você se deparou cortando a pessoa numa conversa ou foi até marte e voltou enquanto a pessoa falava? Ou já se viu falando com alguém que parecia te ouvir quando, na verdade, em vez te querer entender a sua linha de raciocínio, já logo te interrompia com único objetivo de querer te responder? Pior: a pessoa te pergunta algo e não escuta sua resposta (xiiii, quem nunca?). E quando uma fala mais que o outro sendo que ninguém entendeu ‘lhufas’? Daí já não virou mais ruído e sim zumbido, barulho estridente, esganiçado (rsrs). Caracas, falar é fácil, difícil é se comunicar… cheguei a essa conclusão.

Nas minhas andanças pela internet encontrei este vídeo de uma TED sobre como falar de um jeito que o ouvinte queira ouvir e entender. Achei muito bom! Vejam e me falem o que acharam. Quem já conhece, assista de novo porque vale a pena 😉 !

 

 

 

A felicidade existe e mora (também!) na Dinamarca

Você sabia que o povo dinamarquês foi considerado o mais feliz do mundo durante quatro décadas e agora ocupa a terceira posição no ranking?  Dentre tantas provas que revelam isso estão as edições do Relatório Mundial da Felicidade, publicado Pelas Nações Unidas, e as pesquisas realizadas pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD). O livro “Crianças Dinamarquesas”, de Jessica Joelle Alexander e Iben Dissing Sandahl, não traz só estas estatísticas como também ilustra de maneira clara e objetiva — bem como uma manual — as evidências que tornam essa cultura nórdica entre as mais felizes do mundo. Como uma jornalista e mãe curiosa que sou, mergulhei na leitura em busca de informações e tanto adorei que super indico tanto para os pais quanto para quem ainda não vive essa experiência, pois o livro faz a gente lançar mão de uma filosofia de vida que muitas vezes foge do habitual, do que estamos acostumados e fomos condicionados a enxergar, pensar e agir. Profundo? Ah vá, se reenquadrar a uma nova visão é mais fácil do que ganhar na loto. Não, não ganhei nada para fazer “propaganda”, eu simplesmente recomendo porquê é bom, faz a gente ampliar nossos horizontes enquanto pais e seres humanos. Hahaha tô filosofani muito, né?! Então bora pro que interessa e veja abaixo o que eu listei de interessante:

  • Se amar em primeiro lugar – Para ensinar nossos filhos se amarem e amarem o próximo o princípio básico é Nos Amar em primeiro lugar. O livro frisa isso logo de cara. Aquele pensamento de que nossos filhos vêem em primeiro lugar não é bem assim… Primeiro temos que nos cuidar, nos amar, para estarmos aptos a nos doar e cuidar das nossas crias.

 

  • Visão Otimista Realista – Fugir da linguagem limitadora, dos famosos rótulos, tanto negativos quanto positivos, pois elogio demais pode tornar a criança narcisista em sem determinação para encarar as dificuldades na vida adulta. O otimista realista é diferente do otimista exagerado — aquelas pessoas cujas vidas parecem ser tão perfeitas que às vezes soam falsas. Os otimistas realistas, característca nata dos dinamarqueses, minimizam os termos e ocorrências negativos e criam hábitos de interpretar situações de uma maneira mais positiva, ou seja, enxergam as experiências não só a partir do preto e branco, mas através de outras nuances. Exemplo: em vez de “Odeio andar de avião”, para eles seria assim: “Viajar é ótimo depois que saio do avião”; “Sou péssimo cozinheiro”, eles trocam por: “Tenho que seguir receitas para não errar.” E assim vai… Ah, algo que achei bem interessante é que eles não associam os filhos a seus comportamentos, afinal, por traz de posturas isoladas existem sentimentos e necessidades. Nesta caso, um exemplo: “Ah ela é chatinha para comer.” Negativo, ela pode estar assim porque pode estar com sono e cansada e naquele momento não quer comer.

 

  • Elogiar o processo e o esforço – os dinamarqueses tomam muito, mas muuuuito cuidado ao elogiar seus filhos, uma vez que elogios em excesso podem culminar em uma pessoa no futuro extremamente vaidosa, egoísta e com uma visão fixa sobre as coisas, até mesmo acomodada, por assim dizer, e no primeiro problema que enfrentar correr o risco de desistir logo de cara. Exemplo: em vez de: “Parabéns, você é muito inteligente, acertou tudo!” substituir por:”Acho que esse exercício está fácil demais, vamos tentar outro mais difícil?”. Ou em vez de: “Nossa, que desenho lindo, parabéns!” trocar por: “Muito obrigada pelo desenho que fez pra mim! O que desenhou? No que estava pensando quando o criou?”

 

  • Resiliência – o espíritio de resilência estimulado pelos dinamarqueses é evidente. A começar pelos filmes que assistem, muitas vezes com finais tristes. O que foge de um padrão que estamos acostumados, não é mesmo? No entanto, assistir histórias com finais não muito gratos faz nos colocarmos naquela situação e nos tornarmos mais gratos por termos uma vida ‘perfeita’, digamos assim. Além disso, quando enfrentam problemas, os dinamarquesas os encaram sempre a partir de uma ótica positiva, enxergando sempre o lado bom das experiências. Muitas vezes até com um certo humor. Então se o filho está chateado por que não se saiu tão bem numa partida de futebol, o pai pode brincar com essa situação e dizer: “Mas porque está tão triste? Você quebrou a perna, quebrou? Não. Da outra vez você ganhou e dessa vez não se saiu tão bem, porém podemos treinar para que da próxima vez você se saia melhor!”

 

  • Pensar no outro – Trocar o EU por NÓS. Eles utilizam o termo de socialização hygge, que tem origem do termo alemão hyggja e significa “sentir-se satisfeito”. Em reuniões entre famílias e amigos eles deixam as diferenças de lado e se concentram no lado bom das pessoas que amam, o que torna o clima mais acolhedor e os momentos ainda mais felizes. Odeiam os dramas de adultos, negatividade e divisionismo. O foco é curtir os momentos, serem gratos e quererem passar isso a diante para suas crias. Participam de projetos coletivos, incentivam a ajudar o outro e aprendem a buscar o ponto forte e fraco do colega. A grosso modo, estimulam a empatia.

 

  • Ouvintes natos de seus filhos – eles não só escutam seus filhos, repetem o que eles falaram para deixar claro que os escutou, como também ajudam a resolver seus problemas e desavenças entre os amigos. Eles explicam as regras e fazem perguntas para ajudar seus filhos a entender melhor a situação.

 

Enfim, é um texto leve e muito objetivo. O único ponto negativo que achei é que acaba sendo redundante em algumas partes e muitas explicações que estão ali eu já tinha visto em leituras mais rápidas na internet, mas serve para reforçar valores bem interessantes.

 

 

Gostar ou não das mães ‘perfeitas’ nas mídias sociais?

Vocês não acham incrível como as redes sociais nos conectam com o universo maternal em seus mais diversos assuntos? Há de tudo, mas de tudo mesmo pelo mundo virtual. Por exemplo, uso muito Instagram, e lá encontro desde comunidades de diferentes lugares do mundo até mães que decidiram criar seu micronegócio e mulheres que transformaram a própria rede social como uma fonte de renda após a maternidade — profissão hoje em dia conhecida como influencer digital. Bingo para estas mães que não querem abdicar da criação do filho (o que muitas vezes parece ser uma atitude insana para a sociedade) e desvendaram uma forma de se sentir ativa não só dentro de casa e ainda tirar lucro disso. Engano meu ou não, compartilhar um estilo de vida virou uma grande potência da internet e relacionar-se com ‘queridinhos da rede’ que exibem uma conta cheia fotos de paisagens bonitas e a família perfeita desperta sensação de conforto e fome de desejo para quem está do outro lado conectado.

Traçando um viés otimista e real: as mulheres estão mais felizes no sentido de não estarem num escritório por mais de 10 horas por dia sem acompanhar o crescimento do filho e, ainda assim, encontraram a oportunidade de se sentirem úteis e terem uma perspectiva financeira. Mesmo que isso pareça promover a si mesma, o que faz totalmente sentido já que ser mãe pode ser a estratégia de um novo negócio.

Fora que essa nova forma das se relacionar traz um papel importante à tona de impedir ou amenizar aquele sentimento de solidão e ansiedade que a maternidade nos traz, afinal, agora podemos trocar ideias e encontrar inspirações — mesmo que virtualmente — com tantas mulheres na mesma (ou parecida) situação que a gente. Mesmo com todas suas falhas que muitas vezes transpassa o conceito romântico da maternidade que deve ser descontruído ao meu ver, as mídias ocupam, de certa forma, uma função de ajudar as mães mais do que atrapalhar, vocês não acham?

Fico pensando como não devia ser no tempo das nossas avós que não tinham internet, TV, era casa, filho e ponto. Acho que eu enlouqueceria. Elas foram guerreiras, hein!  No mínimo, durante muito tempo a maternidade e seus desafios deram a muitas mulheres o combo dos sentimentos solidão e isolamento.

E mesmo que pareça falso de mais retratar imagens de mulheres perfeitas e não descabeladas, com a casa superarrumada e filhos limpinhos aquilo que consideramos como bonito, polido e inspirador é muito mais agrádavel de se enxergar do que imagens contrárias a isso, do meu ponto de vista. Eu mesmo uso a minha conta no Instagram para registrar e compartilhar o que me faz feliz e me trará boas recordações, como momentos com minha filha, marido e família, lugares e encontros. E talvez eu não tenha uma opinião formada sobre perfis que focam suas publicações em desgraças, tristezas, mazelas e na realidade nua a crua da maternidade. Sim, existe também. Outro diz zapeando pela internet encontrei um blog de uma pessoa X que foca nos conflitos entre seu marido e seus filhos, mas de uma forma com humor, o que achei legal. Não que eu me oponha a publicar essas coisas também, mas gosto de usar essa minha ‘porta para o mundo’ me conectando de maneira leve a agradável com aquilo que me faz bem e seguir esse padrão da cultura de massa. Quando olho uma revista gosto de encontrar coisas inspiradoras e que enchem os olhos. Gosto do que é belo e do que infla o peito de emoção e faz os olhos brilharem (libriana, minha gente! Hahaha). Mas isso não me impede de um dia publicar minhas dificuldades reais a fim de buscar ajuda.

 

 

 

 

 

De volta à infância

O avião mal trisca o chão e não vejo a hora de saborear aquela comida que acolhe a alma e alegra o coração. O calor, por ora, só serve para aquecer ainda mais o peito, saltitando de emoção. Passando por alguns lugares e observando certas paisagens, congeladas na memórias há 20 anos, rebobino a fita, volto no tempo em que só avia espaço para brincar e sonhar, e vivo tudo novamente, histórias que me transformaram em quem sou hoje e das quais sou muito grata por tê-las. Antes, o filminho da minha infância era visto e revisto de um único prisma. Agora, há um outro — e novo — olhar sob ela. É para esse olhar, ainda tão inocente e repleto de vivacidade, que reproduzo cada alegria que vivi ali, na terra em que me foi emprestada para chamar de minha durante os anos de inocência da minha vida.

Pé no chão, sobre mangueiras, amoreiras ou goiabeiras; pessoas do bem, felizes, que enxergam com a beleza do coração. Terra firme de tão seca, onde o sol brilha mais forte e as estrelas não se acanham em aparecer. Cachoeiras, montanhas rochosas e a transparência dos rios formam a tríade do coração desse pedaço do mundão.

Se recordar é viver, (re) vivo e trago na minha bagagem esse passado feliz que me faz tão bem!

 

 

Escolhi não sofrer com meu corpo

É mais ou menos assim: não basta ter que sofrer com a dor e o cansaço de amamentar, ficar a noite em claro, ter que lidar com as emoções (inclusive por conta da oscilação dos hormônios) do puerpério e ainda ter que escutar comentários de quando seu corpo vai voltar ao “normal”. Mas o que seria “normal”? Já que a moda é ser fitness e você acabou de parir, acumulando em seu corpo o inchaço de uma cirurgia mais os quilos somados durante a gestação é normal que os outros te façam essa pergunta. Normal para eles, só se for. Afinal, blogueiras, atrizes e celebrities voltam ao corpão sarado em questão de dias e porque você continua com esse barrigão?

Então, seja “anormal” e desencane das pirações humanas. Vou ser bem sincera com relação a minha experiência. Fiz um trabalho psicológico em mim para não me cobrar. A ansiedade me bateu por muitas vezes e comi, comi, como se não houvesse amanhã, mas daí passou e chegou um momento em que a fome de draga passou para a fome moderada. Espelho? Não fugi, mas também não fiquei me medindo nem me namorando. A barriga? Malemá olhava pra ela. Se voltasse ao normal, perfeito; se não voltasse, ia me correr atrás mas de forma sem me cobrar. Esperei o tempo certo. Comecei aos poucos a voltar ao que eu era de verdade com meu estilo de vida (isso inclui alimentação e atividades). Todas essas escolhes foram escolhas para não me fazer sofrer, como se já não bastasse o “sofrimento” de uma mãe que acabava de despertar em mim para uma nova vida.

 

 

 

Quando teu filho nascer…

Você vai escutar algumas vezes durante a gravidez: “aproveita pra dormir porque quando nascer…”. Ou: “quando nascer você nunca mais vai dormir por oito horas seguidas”. Sim, tuuudo verdade! Mas não se apavore, pois a natureza é tão perfeita que você vai descobrir uma força suprema e a capacidade de lidar com o dia a dia mesmo sem dormir bem e por várias horas seguidas!

E, quando teu filho nascer, mais do que descobrir a força que existe dentre você, irá encontrar uma paciência quase que de buda e uma desenvoltura para lidar com certos estigmas e pensamentos ‘machistas’.

Quando teu filho nascer, não precisa encarar a fortona o tempo inteiro, você pode gritar, esbravejar e se revoltar, mesmo que seja interpretada como uma reação típica de tpm ou uma insanidade momentânea por conta da queda brusca dos hormônios.

Quando teu filho nascer, se você por acaso quiser cobri-lo por várias camadas de roupa com receio de que sinta frio mesmo que o sol brilhe lá fora, o máximo que vai acontecer é você ter que tirar algumas peças logo em seguida. Então, deixe te olharem torto como se você, em vez de ter saído da maternidade pra casa, deveria ter ido direto pro manicômio. Tudo passa…

Quando teu filho nascer, pode incorporar a Loka do alcóol, pois, do contrário, vc corre o grande risco de sofrer depois porque o baby pegou um resfriado, gripe ou bronquilote (seríssimo isso!) e aquele misto de peso na consciência de não ter protegido o seu filho e cansaço por acumular noites mal dormidas vai te acometer.

Quando teu filho nascer, deixa as opiniões alheias de lado e filtre apenas o que te faz sentido, pois, senão, ficará totalmente confusa. Quando teu filho nascer, antes de tudo, vai na sua intuição. Aquela máxima de que “nasce um filho, nasce uma mãe” não existe à toa.

Quando teu filho nascer, aproveite a nova mulher, mais confiante, forte, guerreira, que passará a ocupar o lugar de uma persona passageira prestes a despontar para uma (nova) vida.

 

Natureza, natureza, natureza

Outra dia li sobre a importância das crianças (sobretudo bebês e até o começo da adolescência) em contato com a natureza. Os benefícios para a criança são váaarios, como, por exemplo, traz tranquilidade e diminui a ansiedade, além do ar ser mais puro e estar menos ‘propício’ a pegar certas doenças uma vez que elas estão mais entre aglomerações. É uma recomendação dos pediatras e da Academia Brasileira de Pediatria, pricipalmente para bebês e crianças de até 14 anos.

Então, se você mora em grandes cidades, leve o seu filho para visitar parques, ter contatos com bichos e, para o dia a dia, plante uma hortinha e tenha jardins para que ele tenha contato com plantas. Além de tudo é terapêutico e saudável. E quem mora em lugares arborizados e em meio ao verde, nunca é demais ter contato com a natureza.

 

Clicam e vejam o vídeo mais detalhado de um especialista explicando a importância do contato com a natureza: http://encurtador.com.br/adiOW

Para Sempre

 

Foto: Fabiana Dombrowsky
Foto: Fabiana Dombrowsky

“Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.”

Carlos Drummond de Andrade