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Como se planejar com as finanças na crise

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Momentos de incertezas acontecem muitas vezes sem hora marcada pra chegar. A atual crise por qual o mundo passa tem deixado a gente com dúvidas e inseguranças, inclusive a financeira. Se programar e manter o controle dos gastos é um caminho de certo alívio. Falei com Diego Maia, consultor de finanças pessoas da Plano, e ele deu alguns dicas pra gente não desesperar com as contas.

1// NÃO CONTRAIA DÍVIDAS DE EMPRÉSTIMOS

Seja de bancos ou particular e de preferência não fazer nenhum tipo de compras parceladas. Já que isso compromete os próximos meses e o futuro ainda é muito incerto.

2// MANTENHA UM PLANEJAMENTO COM OU SEM CRISE

“Essa é uma ferramenta que auxilia na tomada de decisão mais assertiva”, diz Diego, que destaca que os aspectos mais importantes de um planejamento de orçamento são:

– Mapeamento de todas as previsões financeiras (receitas, despesas fixas e variáveis, dívidas e parcelamentos);
– Linha do tempo mínima de 12 meses. Desse modo, se o mês fecha no negativo é possível então enxergar em quanto tempo esse “ciclo” se encerra e qual o tamanho dos esforços necessários para sair do negativo.

3// CONTROLE OS IMPULSOS

 Segundo o especialista em finanças, nós brasileiros temos enraizado na nossa cultura o imediatismo, isso atrapalha demais no controle e direcionamento de um orçamento. “Deixar de consumir coisas menos importantes vale também para todos os momentos”, observa Diego. Ele diz que a expressão que mais esclarece essa situação é “mas é só mais um cafezinho”. “Se fizermos as contas das economias em cafezinhos por dia durante 10 anos os valores são muito mais expressivos”, diz.

4// FIQUE ATENTA À EDUCAÇÃO ALIMENTAR DOS FILHOS

Se você acostumar a criança a consumir muitas besteiras como biscoitos recheados, salgadinhos e doces a conta do mercado no fim do mês ficará mais alta.  Outro ponto é habituá-la com as melhores marcas, “em um momento como o que vivemos agora fica mais difícil adaptar ao ‘mais barato’”, analisa.

5// COLOQUE EM PRÁTICA O QUE APRENDEU

“O melhor investimento que existe é o conhecimento, porém devemos ter cuidado para não assumir a condição de ‘obesidade intelectual’, ou seja, ter todos os aprendizados possíveis sobre finanças e não utilizá-los”, conclui o consultor financeiro Diego Maia.