Pausa para um papo

Quem sou eu na fila do pão?

Comecei o ano focada em não derrapar na saúde. Eu e metade do Brasil, né! Bem, tô eu, às sete da matina, lá sentada no banquinho esperando ser chamada pelo gastro. Ele anuncia o meu nome, entro e tenho uma breve sessão de terapia. Voltando para o viés de que o estômago é o nosso segundo cérebro, observar a feição do paciente tocando em questões que envolvem o emocional está no protocolo de muitos médicos gastroenterelogistas.

Entrei na consulta tensa e saí aliviada, pois sempre uma conversa que visita as nossas emoções e aflições do momento é como um antídoto, que afaga o nosso peito. Tranquila e confiante em cuidar da saúde (leia-se confiante!), eis que me bate aquela vontadezinha do dueto delícia pão francês com manteiga e café, e por que não? Não, porque acabara de sair do médico com a recomendação de que carboidrato é uma espécie de toxina para quem sofre de gastrite e sim já que o meu desejo era maior do que a preocupação com a saúde e as dores estomacais. “Ah só dessa vez”, pensei eu. Paro o carro e não penso duas vezes em levar pra casa uns paezinhos e me deleitar nessa singeleza.

Mas voltando ao assunto, depois de me acabar no pãozinho com café, fiquei pensando no meu deslize com a saúde e que por mais insignificante que pareça a minha estripulia, tal atitude fez eu adiar um plano inadiável: o de cuidar da saúde e do meu bem-estar. Afinal, quem sou eu na fila do pão pra sabotar a minha saúde?