Yoga e Meditação

Precisamos falar sobre TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)

Foto: Pexels

Há dois anos que descobri que tenho TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). O diagnóstico veio depois de anos de acompanhamento com a equipe da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

Não sei se dói mais sentir os sintomas, como ansiedade ao extremo e pensamentos obsessivos compulsivos, ou saber que não existe remédio para a cura TOTAL desse distúrbio.

Mas, para os esperançosos de plantão, o bom é que os sintomas podem ser amenizados com ansiolíticos, por exemplo; e atividades físicas e meditação podem até fazer essa ansiedade crônica cair no sono e dar um trégua para quem a sente.

No auge da minha ignorância, eu achava que, quem tinha TOC, era somente pessoas que tinham mania de limpeza ou repetição de uma mesma ação (como checar várias vezes se a porta do carro está trancada). Mas, na verdade, o TOC é um buraco muito mais profundo do que imaginamos.

De fases, pois tem vezes que está “controlado” e, em outras, com a “bruxa solta”, o Transtorno Obsessivo Compulsivo pega bem na ferida de quem o tem. Em algumas situações, quem atravessa esse mal costuma ter pensamentos obsessivos repetitivos relacionados à questões que a própria pessoa repudia, como discriminação, abuso sexual, se colocando, muitas vezes, no lugar do “agressor”.

São várias causas relacionados a esse transtorno, entre os panos de fundo desses pensamentos que invadem como fantasmas que vêm para assombrar nossos sonhos são medos e traumas.

A medicina também explica que o Transtorno Obsessivo Compulsivo pode dar o ar da graça quando ocorrem alterações na comunicação entre certas zonas cerebrais, associado a histórico familiar. É, como disse uma vez o médico obstetra: não herdamos da família só os olhos claros.

Quem vem travando uma batalha com esse tipo de ansiedade crônica sabe que não é falta de amor-próprio, sabe que não é simplesmente ser forte para “controlar o pensamento”, que uma reza braba não vai sanar todas as suas “dores”.

Porém, adquirir o autocuidado, fazer o que gosta, estar com pessoas que ama e que não vão lhe julgar são remédios que acalmam essa alma agitada. É como se esse espírito que agoniza não se sentisse pertencente desse mundo cheio de impunidades, maldades e injustiças.

A sorte é que a cultura, o autoconhecimento e a ciência formam a tríade perfeita para os “TOC-TOC” de plantão.

Beijos. Com. Carinho. Fernanda. ❤

autoconhecimento · Pausa para um papo

Cuide da sua casa interna para servir banquetes de alegrias, atrair amores genuínos e fazer reinar a paz de espírito

Foto: @interioryesplz

Outro dia, descobri um perfil no Instagram que me fez me sentir acolhida, o nome do perfil é @queridasanidade, cujo propósito é acolher pessoas que sofrem de doenças e transtornos mentais, desmistificando o tema “saúde mental”.

Há cerca de um ano e meio fui diagnostica com Transtorno de Ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT). Todos os eventos que acontecem em nossas vidas são escolhas nossas e eu decidi viver por muito tempo de uma forma que não condizia com meus valores e minhas crenças.

Tudo veio por terra quando engravidei. Mais que simplesmente amadurecer, a maternidade me fez despertar de um sono profundo. Por mim e pela minha filha decidi mudar a rota do meu destino, vivendo em busca do meu autoconhecimento com ajuda de psicoterapia para que eu pudesse ter as melhores ferramentas para ajudar no desenvolvimento e na educação da minha filha.

Já disse aqui que se conhecer dói, causa um desconforto nas nossas vísceras, chega a ser devastador em alguns momentos, levantando tudo pro alto como uma ventania forte que parece não passar. Mas daí, vem uma hora, e essa ventania acalma e você começa a organizar a sua casinha interna, entender da onde vem determinadas atitudes da mente (como diz meu psicólogo), por que eles surgem, como você pode tratá-las e superá-las.

Quem vive de Transtorno Obsessivo Compulsivo, que, no meu caso, se trata de pensamentos obsessivos compulsivos gerado por uma ansiedade, a qual desenvolvi desde a infância e se acentuou na vida adulta, está sempre tentando driblar as espécies de vultos que atravessam nosso cérebro. A sensação quando esse transtorno surge é de medo, dor e raiva, por exemplo.

Atrelado ao cérebro, o intestino é o nosso segundo cérebro, segundo cientistas, e o que o primeiro órgão não canaliza direito, acaba indo para o segundo, que tem correlação com nossa felicidade e nossa regulação de humor. Emoções como medo, raiva, dor e nojo podem passar pelo intestino e nos causar sofrimento e até doenças como gastrite nervosa.

De acordo com o estudo Existe uma relação entre a serotonina e o intestino? (clique aqui para ler), a serotonina é responsável por 95% serotonina, o vulgo hormônio, mais precisamente, o estabilizador do nosso humor. Por isso, quem sofre desses transtornos, como ansiedade e TOC, tem dificuldade de “digerir” certas emoções, uma vez que o cérebro, a grosso modo, não soube administrar.

Embora eu não tenha nascido com estes diagnósticos, portanto, não sou eles, aprendi a lidar, diariamente com cada um deles. É arrancando das forças que adquiri ao longo da minha trajetória que procuro cuidar de mim, buscando aqui dentro o amor e cuidado necessários para manter minha vibração elevada e não deixar essas atividades mentais atrapalhar o meu transitar pela vida.

Sou muito mais do que isso, sou quem ama a vida, independentemente de qualquer circunstância, meu sorriso é uma forma de agradecer o Criador por ter saúde e poder conquistar minhas coisas e cuidar da minha. Isso explica o porquê dele estar sempre estampado na minha cara.

Danço sozinha, tiro onda das minhas próprias atrapalhadas, me comovo com quem tem nas ruas a sua casa para morar, distribuo gentilezas a troco de nada.

A minha casinha interna, apesar das ventanias que dão o ar da graça quando menos espero, é um lugar decorado com amor, benevolência, fé e compaixão. E é essa casa que precisa estar impecável todos os dias para me receber com afeto e acolhimento para que meu chão não desabe.

Às vezes, essa casa precisa de faxina. É quando recolho os cacos do passado, sacudo a poeira das incertezas, arrumo meu armário e me desfaço das roupas que não me servem mais.

Cuidar da casa é encontrar goteiras quando menos se espera, é fazer aquela manutenção no jardim para remover pragas que tornam o solo infértil, é abrir a janela para a luz do sol entrar e invadir a alma.

E se você passa por situações parecidas ou iguais as minhas, faça da sua casa o lugar que você tanto sonha em morar, pois, como única que a habita, sua missão é ser feliz dentro dela. Assim, você poderá servir um banquete de alegrias, atrair amores genuínos e fazer reinar a paz de espírito.

Com carinho, Fernanda ❤