Yoga e Meditação

Como pegar leve com você no final de ano

Foto: De Caroline Veronez para Pexels

Sente que está se desdobrando em mil, equilibrando vários pratos, e mesmo assim não é o suficiente? Parece sempre que você está deixando a desejar em algo, seja como mãe, profissional ou dona de casa? A primeira coisa que eu digo e que você já deve ter escutado centenas de vezes é: pegue leve com você. Se até as máquinas pifam quem dirá nós, meras mortais?

A segunda coisa é não querer abraçar o mundo, isso nos traz um desgaste mental absurdo que não merecemos ter. E, com a chegada do ano, a pressão sobre nós mesmas é ainda maior, é o planejamento das festas de final de ano (mesmo as crias não passando com a gente nesse ano, como é o caso de muitos pais separados como o meu), a tensão em conseguir fechar todas as contas sem ficar no vermelho, a indecisão se arrisca viajar mesmo com orçamento apertado só para dar uma trégua a você mesma, a necessidade de achar uma roupa para o ano novo, a pressão de conseguir entregar tudo no trabalho com muito esmero, o desejo de querer torrar todo o 13° com a cria – é, sempre pensamos mais neles do que na gente! Enfim, se durante o ano todo sentimos a pressão de ter que dar conta de tudo parece que nessa reta final tudo recai sobre a gente de uma vez. Uma coisa pode te trazer conforto: não precisamos bater todas as metas.

A casa pode ficar para depois, aquela roupa que você namora pode esperar se for pra ser sua, a viagem pode ser feita em um outro momento em que você tiver mais desafogada. O segredo é ponderar o que é necessário e urgente e o que pode esperar um pouco. Claro que sempre priorizamos nossos filhos, mas, que tal colocar nessa balança algo que pode ser benéfico a você como ir ao parque, andar de bicicleta, consumir conteúdos edificantes durante o dia na cama, visitar aquela tia que você não vê há um tempão? Enfim, cercar-se de coisas que vão inflar teu coração e preencher o seu peito de alegria! A única pessoa que você estar com tudo em dia é você, então, cuide da sua mente, do seu espírito e do seu corpo, trata-se com todo amor do mundo para que você seja melhor fonte de amor para os seus.

Com carinho, Fernanda D’Angelo ❤

Yoga e Meditação

Como descansar na pandemia

Olá!

Já fizemos aniversário de vida em pandemia e as mulheres serão, certamente, lembradas como heroínas desse momento que ficará marcado para sempre na nossa história. Desde o início da pandemia a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um alerta sobre a saúde mental e emocional das mulheres, que estão extremamente sobrecarregadas nessa altura do campeonato.

Em uma pesquisa feita pela Catho, 60% das mães brasileiras disseram se sentir mais sobrecarregadas durante a pandemia. Na linha de frente da covid, as mulheres representam maior quantidade. Aqui no Brasil, 84,7% dos auxiliares e técnicos de enfermagens são mulheres. O site think Olga revela que em torno de 70% das equipes de saúde do mundo é feminina.

As mulheres têm tirado leite de pedra para garantir a entrada financeira em casa e seguir com a manutenção do cuidado. Na China, a jornalista Sophia Li compartilhou no Instagram (veja aqui) a vida das mulheres que trabalham em hospitais. Muitas chegaram a raspar o cabelo por causa do equipamento de proteção e da falta de suprimentos e algumas até tiveram de usar fraldas de adulto para evitar de ir ao banheiro e tomar anticoncepcional para atrasar o ciclo menstrual.

Posso estar sendo redundante falando desse assunto, mas não me sai da cabeça isso toda vez que me sinto exausta ou falo com uma amiga que está se sentindo igual ou quando me deparo com algum dado novo sobre o impacto do desdobramento da pandemia sobre nós. Mas como se sentir menos cansada, estressada e atarefada? Como se cuidar para que quando essa catástrofe chegar ao fim tenhamos saúde para desfrutar da vida em liberdade? Fuçando fontes na internet, fiz uma lista pensando nisso, mas aceito sugestões do que andam fazendo para que a coisa não descambe de vez.

Parar tudo pra descansar o corpo. Muitas vezes quando falamos em descansar associamos isso com fazer uma atividade da qual nos dá prazer como ler, escutar música, cozinhar. Mas, neste caso, me refiro à relaxar a mente e o corpo com meditação e um sono daqueles que quando acordamos nem sabemos onde estamos.

Ligar a tela do zoom quando realmente precisar ajuda a desacelerar. Outro dia li uma matéria que falava do estresse que reuniões em aplicativos como o zoom têm causado. Apesar de prática, a comunicação com a máquina traz, por sua vez, sintomas que podem dificultar ainda mais a vida em pandemia. Ficar olhando pra sua imagem refletida na tela pode ser cansativo e não ter a mesma troca de comunicação que a presencial (falas mais pausadas e menos gestos) também. Você também é daquelas que só liga a câmera quando realmente é necessário?

Dar uma trégua no barulho da mente e notar a paisagem é um respiro criativo assim como observar uma arte, pintar [mesmo que seja os desenhos do caderno da filha].

Olhar além dos próprios sapatos é antídoto. Sabe quando ajudamos alguém e sentimos uma tremenda sensação de bem-estar e prazer? Ir além do nosso perímetro de preocupação nunca fez tanta diferença como agora.

A ideia de querer atingir o ápice do wellness e adotar todas as recomendações de rituais de beleza e de saúde ofertadas na internet é um verdadeiro tiro no pé e pode levar à exaustão e ao extremo da ansiedade. Pegar leve e aliviar essa pressão da autoimagem é regra para viver bem e em paz.