
Acho que se amar é um movimento constante, mas, que, como uma dança, você precisa pegar o ritmo dos passos. Eu sei, não deveria ser assim, deveríamos aprender a nos amar assim como aprendemos a falar, a andar… Mas numa sociedade que nos cobra tantas coisas seria uma injustiça nos amar antes de amar o próximo, não é mesmo?
Mas é possível existir o segundo sem existir o primeiro? Quem tem dúvidas de que os dois andam lado a lado que vá pro final da fila repetir a prova.
Perdoar, aceitar, acolher, admirar, só pode ser genuíno quando nós damos o primeiro passo, e primeiro passo não em direção ao outro, mas sim em direção a nós mesmos.
Se autoamar é como jogo de xadrez, você diz pra todo mundo que sabe, porém, na prática, parece que bate aquela amnésia a ponto de você mal saber mover a primeira peça do tabuleiro. Falar sobre amor próprio pode até ser um en passant, uma conversa corriqueira de bar, porém um assunto constante a se destrinchar na terapia, com o terapeuta atento, pronto para anotar cada movimento entre fala, gesto e olhar.
Nessas trocas mais profundas, é como você pegar a lupa e se investigar minuciosamente sem deixar escapar os detalhes que, aos nossos olhos, são besteiras, mas que para o terapeuta vale ouro!
Eu falei “vale ouro”? Falar de amor próprio e como esse sentimento brota dentro de nós e desabrocha para mundo vale ouro de diferentes formas. É o maior ato de riqueza que podemos nos servir e, consequentemente, servir ao mundo!
Por isso, por mais que você não saiba jogar xadrez, vale a pena você ter todas as peças e, claro, o tabuleiro para quando você precisar, e vc vai precisar, lembrar que o primeiro passo você já deu 😍
