
Experiências traumáticas, dores existenciais, conflitos internos… Estes, são só a pontinha do iceberg do que eu posso chamar de bloqueios que não permitem você ser feliz de verdade.
Enquanto tentamos buscar no outro o que só encontramos dentro de nós, essas lacunas emocionais vão sendo empurradas para debaixo do tapete como poeira.
Só que uma hora, esse pó todo insiste sai do lugar à medida em que andamos sobre o tapete. É, eu sei, cutucar a ferida não é fácil. Essa habilidade requer força de vontade para não fazer vista grossa para aquilo que precisa de boa dose de atenção e coragem para não abandonar o que vem pedindo socorro dentro de você.
Mais do que ajudar a lidar com suas próprias sombras, a psicoterapia pode ser seu salva-vidas para não se afogar nos conflitos internos. Ela pode te abrir para o plano mental de uma tal forma a ponto de não se reconhecer a mesma pessoa de dois anos atrás.
Se conhecer de forma profunda é investir na cura, é fazer as pazes com o passado e vislumbrar um futuro ais de vitórias do que de derrotas. Buscar ferramentas para se destrinchar é a maior prova de amor que você dá a você mesma.
Não existe caminho nem receita para você descobrir como e por onde seguir em direção às descobertas do seu ser e do aprimoramento pessoal. Mas se tem uma coisa que o autoconhecimento te leva é a viver uma vida de forma mais criativa.
Digo criativa no sentido de você contestar acontecimentos passados para ser melhor no presente e no futuro, além de questionar o “status quo” e buscar quebrar padrões coletivos.
Se para viver uma vida mais condizente com nossa verdadeira essência, onde existe a simbiose entre pensamentos e ações, é necessário se olhar no espelho e enfrentar a escuridão, que assim seja.
Ter nossos passos sincronizados em direção ao caminho da luz é percorrer o espírito de benevolência, se desintoxicando de todos os venenos mentais que um dia te levaram para a beira do abismo.
Esse pacto que você faz com você mesma te tira do entorpecimento de achar que o culpado de suas amarras e atitudes errôneas é o outro. Para mim, o relacionamento mais trabalhoso que temos é o que cultivamos com nós mesmas.
Não adianta fingir que somos o que não somos, não adianta fugir do resultado dos nossos atos, não adianta terceirizar a responsabilidade, pois, se tudo acontece como acontece, é porque, em algum momento, contribuimos para isso.
E apesar de todas as lutas e batalhas, posso te dizer uma coisa, mana, você pode resgatar o seu lado “mulher selvagem”, fazer as pazes com a sua criança e comandar o seu barco que navega nas marés da vida, por mais que as ondas testem a sua capacidade de resiliência. Seja forte, siga adiante e se supere! Beijos com carinho, Fernanda ❤.
