autoconhecimento · Pausa para um papo

Cuide da sua casa interna para servir banquetes de alegrias, atrair amores genuínos e fazer reinar a paz de espírito

Foto: @interioryesplz

Outro dia, descobri um perfil no Instagram que me fez me sentir acolhida, o nome do perfil é @queridasanidade, cujo propósito é acolher pessoas que sofrem de doenças e transtornos mentais, desmistificando o tema “saúde mental”.

Há cerca de um ano e meio fui diagnostica com Transtorno de Ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT). Todos os eventos que acontecem em nossas vidas são escolhas nossas e eu decidi viver por muito tempo de uma forma que não condizia com meus valores e minhas crenças.

Tudo veio por terra quando engravidei. Mais que simplesmente amadurecer, a maternidade me fez despertar de um sono profundo. Por mim e pela minha filha decidi mudar a rota do meu destino, vivendo em busca do meu autoconhecimento com ajuda de psicoterapia para que eu pudesse ter as melhores ferramentas para ajudar no desenvolvimento e na educação da minha filha.

Já disse aqui que se conhecer dói, causa um desconforto nas nossas vísceras, chega a ser devastador em alguns momentos, levantando tudo pro alto como uma ventania forte que parece não passar. Mas daí, vem uma hora, e essa ventania acalma e você começa a organizar a sua casinha interna, entender da onde vem determinadas atitudes da mente (como diz meu psicólogo), por que eles surgem, como você pode tratá-las e superá-las.

Quem vive de Transtorno Obsessivo Compulsivo, que, no meu caso, se trata de pensamentos obsessivos compulsivos gerado por uma ansiedade, a qual desenvolvi desde a infância e se acentuou na vida adulta, está sempre tentando driblar as espécies de vultos que atravessam nosso cérebro. A sensação quando esse transtorno surge é de medo, dor e raiva, por exemplo.

Atrelado ao cérebro, o intestino é o nosso segundo cérebro, segundo cientistas, e o que o primeiro órgão não canaliza direito, acaba indo para o segundo, que tem correlação com nossa felicidade e nossa regulação de humor. Emoções como medo, raiva, dor e nojo podem passar pelo intestino e nos causar sofrimento e até doenças como gastrite nervosa.

De acordo com o estudo Existe uma relação entre a serotonina e o intestino? (clique aqui para ler), a serotonina é responsável por 95% serotonina, o vulgo hormônio, mais precisamente, o estabilizador do nosso humor. Por isso, quem sofre desses transtornos, como ansiedade e TOC, tem dificuldade de “digerir” certas emoções, uma vez que o cérebro, a grosso modo, não soube administrar.

Embora eu não tenha nascido com estes diagnósticos, portanto, não sou eles, aprendi a lidar, diariamente com cada um deles. É arrancando das forças que adquiri ao longo da minha trajetória que procuro cuidar de mim, buscando aqui dentro o amor e cuidado necessários para manter minha vibração elevada e não deixar essas atividades mentais atrapalhar o meu transitar pela vida.

Sou muito mais do que isso, sou quem ama a vida, independentemente de qualquer circunstância, meu sorriso é uma forma de agradecer o Criador por ter saúde e poder conquistar minhas coisas e cuidar da minha. Isso explica o porquê dele estar sempre estampado na minha cara.

Danço sozinha, tiro onda das minhas próprias atrapalhadas, me comovo com quem tem nas ruas a sua casa para morar, distribuo gentilezas a troco de nada.

A minha casinha interna, apesar das ventanias que dão o ar da graça quando menos espero, é um lugar decorado com amor, benevolência, fé e compaixão. E é essa casa que precisa estar impecável todos os dias para me receber com afeto e acolhimento para que meu chão não desabe.

Às vezes, essa casa precisa de faxina. É quando recolho os cacos do passado, sacudo a poeira das incertezas, arrumo meu armário e me desfaço das roupas que não me servem mais.

Cuidar da casa é encontrar goteiras quando menos se espera, é fazer aquela manutenção no jardim para remover pragas que tornam o solo infértil, é abrir a janela para a luz do sol entrar e invadir a alma.

E se você passa por situações parecidas ou iguais as minhas, faça da sua casa o lugar que você tanto sonha em morar, pois, como única que a habita, sua missão é ser feliz dentro dela. Assim, você poderá servir um banquete de alegrias, atrair amores genuínos e fazer reinar a paz de espírito.

Com carinho, Fernanda ❤

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Sobre como aprender a se amar

Imagem: Pinterest

Acho que se amar é um movimento constante, mas, que, como uma dança, você precisa pegar o ritmo dos passos. Eu sei, não deveria ser assim, deveríamos aprender a nos amar assim como aprendemos a falar, a andar… Mas numa sociedade que nos cobra tantas coisas seria uma injustiça nos amar antes de amar o próximo, não é mesmo?

Mas é possível existir o segundo sem existir o primeiro? Quem tem dúvidas de que os dois andam lado a lado que vá pro final da fila repetir a prova.

Perdoar, aceitar, acolher, admirar, só pode ser genuíno quando nós damos o primeiro passo, e primeiro passo não em direção ao outro, mas sim em direção a nós mesmos.

Se autoamar é como jogo de xadrez, você diz pra todo mundo que sabe, porém, na prática, parece que bate aquela amnésia a ponto de você mal saber mover a primeira peça do tabuleiro. Falar sobre amor próprio pode até ser um en passant, uma conversa corriqueira de bar, porém um assunto constante a se destrinchar na terapia, com o terapeuta atento, pronto para anotar cada movimento entre fala, gesto e olhar.

Nessas trocas mais profundas, é como você pegar a lupa e se investigar minuciosamente sem deixar escapar os detalhes que, aos nossos olhos, são besteiras, mas que para o terapeuta vale ouro!

Eu falei “vale ouro”? Falar de amor próprio e como esse sentimento brota dentro de nós e desabrocha para mundo vale ouro de diferentes formas. É o maior ato de riqueza que podemos nos servir e, consequentemente, servir ao mundo!

Por isso, por mais que você não saiba jogar xadrez, vale a pena você ter todas as peças e, claro, o tabuleiro para quando você precisar, e vc vai precisar, lembrar que o primeiro passo você já deu 😍

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8 coisas para fazer para você

Foto por Rowan Chestnut/ Unsplash

Em tempos de Instagram em que a comparação acontece 24 horas por dia é comum a gente querer, mesmo que inconscientemente, viver a vida dos outros. Mas nos esquecemos que cada pessoa tem um mundo pessoal e desconhecido dentro dela. Suas experiências de vida, valores e expectativas são diferentes. Deixar de se ludibriar com a vida do colega do outro lado do celular e viver a nossa realidade é um trabalho contínuo em meio a esse ecossistema virtual maluco. Pensando nisso, montei essa lista. Me conta o que acharam, vai.

  1. Encontre os porquês. Tudo tem que existir um porquê e muitas as vezes a gente não questiona as coisas. Por que estamos sentindo de determinada maneira? Por que queremos fazer tal viagem? Qual o padrão que uso como referência para julgar a mim mesmo e aos que me cercam? Em alguns casos, a resposta pode demorar a vir, mas quanto mais levar tempo, mais consistente e precisa será a resposta.
  2. Se distancie das “telas” no fim de semana. Deixa o celular longe e, no máximo, atenda as ligações. Nada de rede social e nem Netflix. Aproveita a casa, vá ao parque, curta as coisas simples e analise depois o que repercutiu na sua mente e quais foram as ideias.
  3. Observe a sua respiração, se ela está curta ou se está te atrapalhando para falar.
  4. Faça alguma causa nobre que vai te trazer o sentimento de felicidade por ajudar o próximo, como visitar uma entidade e fazer doações.
  5. Se observe antes de se desculpar por tudo. Veja se realmente cabe uma desculpa ali ou se é exagero ou encanação sua.
  6. Leia um livro se realmente você quiser lê-lo e não porquê o mundo todo está falando dele. Pergunte-se: esse livro realmente é interessante para mim?
  7. Dê importância às coisas boas e deixe as ruins de lado. Quanto mais você falar dos problemas, maiores eles se tornarão. Então, enaltece as notícias que trazem boas sensações.
  8. Por fim, veja coisas que te façam rir de doer a barriga.