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A Bondade

Foto: Pexels

A bondade é como a juventude, tem viço de menina e fome de experimentar a vida. Quem é bondoso, já nasce com o coração generoso. Bondade é uma habilidade que já vem no nosso DNA. Quem tem essa característica correndo pelas veias sabe olhar com piedade, compaixão e acolhimento a quem lhe cerca. Ser bom é dar uma pitada de sal no tempero da experiência que é viver. As pessoas costumam confundir pessoas bondosas com pessoas ingênuas ou bobas quando na verdade as pessoas bondosas são ligeiramente espertas e sensíveis aos fatos do mundo. Ser bom é entregar de mão beijada ao outro o que você tem de mais valioso: seu coração. 

 

Quem tem alma nobre dificilmente vai se curvar para a maldade porque algo de precioso grita dentro de ti, que é fazer o bem, espalhar amor. Não que quem é bondoso não cometa falhas, pois ser falível faz parte da condição humana, mas, uma coisa é certa, quem é bondoso costuma ser mais feliz independentemente das agruras da vida. 

 

Quem tem o coração bom costuma olhar a vida por um prisma mais positivo, mesmo o destino dando todos os indícios de que a vida pode ser mais amarga do que a gente imagina. Eu diria que ser bondoso é carregar uma dose de resiliência, pois não se perder na estrada é o que o bondoso sabe de melhor fazer. 

 

Além do mais, o perdão é palavra de ordem de quem costuma trazer em seu peito porções extras de bem-aventurança, e a vida costuma devolver na mesma moeda a bondade que entregamos ao Universo. Há quem diga que quem sai por aí distribuindo sorrisos é uma pessoa boba-alegre. O sorriso é a expressão do que temos por dentro. Sorrir é a bondade dançando numa sociedade enrijecida e acostumada a não abrir os lábios para a preciosidade que é a vida.

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Enquanto a chegada de um amor preenche nosso peito, a desilusão esvazia

Via Pinterest

A desilusão faz você enrijecer os pensamentos, as palavras, as atitudes. É um misto de desesperança com falta de ânimo para investir com todas suas forças em um novo relacionamento. Enquanto a chegada de um amor preenche nosso peito, a desilusão esvazia. Esta última, anda com um pé na desconfiança e não mede esforços para se camuflar na rotina. Ela está nas conversas em aplicativos que não foram adiante, nos flertes mal sucedidos, nas andanças por aí, num amor que tinha tudo para vingar, mas, que por força maior e que não se explica, não se desenrolou.

Para os românticos desacreditados, a desilusão vira uma espécie de companheira, que te faz ligar a luz vermelha para qualquer pessoa que cogitar se aproximar de você. É como tomar doses de veneno que faz matar o amor antes mesmo dele ter nascido. Os desiludidos se sentem impotentes diante da esperança, eles mesmos se sabotam por achar que todo um passado periga de se repetir.

Acreditar num novo amor é quase como uma ameaça de existência para quem já não acredita mais numa relação romântica. Já que você criou um escudo de proteção, você quer, mesmo que inconscientemente, se livrar de qualquer sinal de fumaça de um novo amor.

A sorte é de quem, em meio a tantas desilusões, aprendeu que seu maior amor é você mesmo. Certo disso, mesmo com feridas abertas, se esforça como um malabarista para equilibrar os objetos atirados ao ar sem dar traços de que está descrente naquilo que faz o coração pulsar mais rápido, que faz tirar o fôlego e te fazer dormir sorrindo.

A desilusão traz segurança como de um trem que dificilmente vai sair do trilho e enfrentar as agruras de um amor. Estar descrente do amor é buscar nas estrelas o brilho para um caminhar distante dos outros, mas mais perto da gente.

P.s.: texto do meu segundo livro (quem souber o autor da colagem avisa, please!)

🌻 Lembrando que você pode comprar meu livro 1 clicando no link da bio do meu Instagram (@madreafina)! Beijos e bom restin de domingo!

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Vivemos uma era de amores líquidos

Ilustração Nashid Chroma

A liquidez dos dias atuais, do mundo contemporâneo, que tudo se desfaz.
Do mundo que o sentir, se dissolve, que o partir se torna fuga e tudo resolve…
O mundo das relações, que se tornaram trocas de seres humanos dotados de emoções e sentimentos por outros, com os mesmos caracteres fisiológicos.
Que a falta de compreensão, paciência e tolerância, torna a vida, os problemas e sentimentos sem importância.
Vida esta, que precisa ser vivida com respeito a si próprio e ao outro ser humano.
Vida que se desfaz, quando um outro ser humano é incapaz de resolver os problemas e aquilo se tornar sólido.
Fluir e diluir, palavras que rimam, no entanto, são formas distintas.
Fluir é natural, a vida necessita ser vivida com suas alegrias e percalços, com seus altos e baixos, entendendo que todos seres humanos são dotados de vícios e virtudes, não é fácil, mas é o fluir.
A dissolução, liquidez, ocorre quando não se zela, quando tudo se derrete, quando não se importa com o que vai acontecer.
A vida, os sentimentos, são perecíveis, é necessário cuidado ao tocar, cuidado com o que falar.
Neste mundo de liquidez, onde a felicidade é para inglês ver, do bem estar individual, sem responsabilidade sentimental, seguindo o instinto animal, quero fugir.
O raso, não me atraí, profundidade e imensidão é o que me traz paz
A fluidez da vida, do enfrentamento é a minha cara.
As pessoas não são descartáveis, quase tudo é passível de conserto, se vale à pena, conserte, não descarte, tudo é aprendizado.
Viver é uma dádiva, precisamos saber viver e conviver com as diferenças…

Por Clarice Dias