autoconhecimento · Pausa para um papo

Redes sociais pra que te quero?!

Em tempos onde a internet é a bola da vez, nós, usuários dela (incluindo adultos e crianças), estamos sujeitos a nos deparar também com o seu lado obscuro. Por isso, precisamos urgentemente nos voltar para essa ferramenta que veio para facilitar o nosso dia a dia com um olhar muito atento. Recentemente, a boneca mórbida e aterrorizante Momo virou notícia internacional por aparecer durante vídeos infantis no YouTube, amedrontando crianças e manipulando-as ao caminho do suicídio. Isso é apavorante. É o ápice da maldade do ser humano por traz de toda tecnologia. Diante desse fato que correu o mundo todo, matérias muito bem intencionadas surgiram com intuito de instruir os pais em como agir com relação a forma como os seus filhos interagem nas redes sociais, sobretudo no YouTube. O diálogo é o principal ponto de partida. Com ele, a criança tem um norte dos seus pais de como utilizar o entretenimento que a internet proporciona de maneira saudável, sem correr riscos, pois infelizmente estamos sujeitos a coisas muito negativas do outro lado da tela do celular, tablet ou computador.

Nós, como pais, sabemos da grande responsabilidade que temos na mão e textos nos instruindo sobre como agirmos com nossos filhos em relação ao assunto são sempre muito bem-vindos. Mas, aquela velha história de que primeiro precisamos olhar o nosso umbigo antes de observar o entorno vem à tona, por mais que se trate dos nossos filhos, já que para prestarmos atenção neles precisamos estar presentes não só em matéria, mas de corpo e alma também. E se tem algo que a internet faz é tirar muitas vezes a nossa atenção das pessoas com quem estamos e amamos. Nos desconectarmos de qualquer rede social durante o tempo com família e amigos é crucial, pois para aproveitar esses momentos é importante se perceber, notar o entorno. Sim, muitas vezes é um desafio, eu sei, a internet elevou na potência máxima o nosso pensamento e sensações que queremos estar online all the time! Porém, não é impossível ficar off durante horas, dias… Já fiquei várias vezes sem redes sociais e até celular. Das vezes que quebrei um aparelho parecia até um sinal para eu trabalhar a relação com as redes sociais em mim. Por isso digo, ficar off é benéfico para a gente e consequentemente para as pessoas ao nosso redor. Você já adotou algumas dessas atitudes abaixo? Se sim, o que achou? Se não, que tal tentar? Hihi 😉

– De manhã, evite olhar o celular assim que acordar, pois, quando não faz isso, o olhar celular deixa de ser prioridade do dia e você acaba esquecendo dele um pouco pelas próximas horas.

– Controle o seu tempo no celular! O insta, por exemplo, tem a função de programar o tempo que você passar dia olhando essa rede social.

– Pratique esportes. Caminhar, por exemplo, traz benefícios para o cérebro e libera serotonina, o mesmo hormônio, que segundos especialistas, liberamos quando as pessoas curtem nossas publicações nas redes sociais.

– Desligue o celular na hora de dormir ou fique longe dele. Ir dormir logo após ficar na rede social pode liberar uma pilha errada na gente e nos trazer certa ansiedade.

 

 

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Mulheres, ganhamos vozes, mas precisamos melhorar o tom

Amiguis, vou falar sobre o nosso empoderamento e o que eu acho que podemos melhorar. Mas, antes de tudo, um feliz Dia para todas nós, que, sim, somos sexo “Phoda” e não”Frágil”.

Não foi há muito tempo que as mulheres eram condicionadas a entender que o seu papel na vida social se baseava em cuidar da casa, da prole e promover um jantar com mesa posta aguardando o marido. O papel da mulher era colocar sempre os outros em primeiro lugar. E isso era retratado em filmes, pinturas e em qualquer outra expressão artística. Os tempos mudaram e hoje a mulher passou a ocupar vários outros papeis na sociedade e a grande liberdade de poder realizar escolhas (desde profissões, se come fora ou não até como se vestir). Em pleno começo de 2019, já vimos atriz com axilas ao natural em capa de revista, primeira-drama discursar em Libras na posse do presidente, mulheres vítimas de abusos romperem seus medos e tabus em busca de justiça. Para muitas, essa coragem se reverteu um punições sérias a ponto de roubarem suas próprias vidas, caso das ativistas femininas assassinadas cruelmente.

Assim como ELAS, há tantos outros símbolos femininos que nos representam em vários aspectos (determinação, otimismo, resiliência e compaixão, por exemplo). A mais recente é Lady Gaga, que para além do seu talento robusto, viralizou na internet com seu discurso comovente sobre ser resiliente e não desistir dos objetivos. Há outras contemporâneas dignas de inspiração como a atriz Emma Watson; a modelo Winnie Harlow, a primeira da história com vitiligo; a escritora J.K Rowling e por aí vai…

Mas, mesmo deixando o espartilho para vestir calças, alçando voos cada vez maiores, vez ou outra eis que o céu de liberdade parece ser pequeno para todas nós e colisões acontecem. Por quê? Será que é preciso aprender a se levantar mesmo que o rumo não seja o mesmo para todas? É preciso mais compreensão de que há espaço para todas? Antes, ser aceita por outras mulheres era uma necessidade de sobrevivência. Hoje, somos livres para escolhermos nossos grupos sociais. Mas isso não significa que, com todas as nossas diferenças, devemos nos guerrear.

É intrínseco do gênero feminino o espírito de cuidado, a exemplo dos mamíferos fêmeas que protegem e zelam por suas crias. Portanto, olhar o próximo é um traço que não exigimos muitos esforços para adquirir. Podemos usar esse instinto para dar espaço para cada uma ser o que quiser, sem julgamentos e ofensas.

As redes sociais, que existem desde os primórdios quando se faziam fogueiras para reunir os povos, hoje, mais modernizadas e em versões digitalizadas, perderam em grande parte o seu sentido inicial de acolher. No lugar disso, abriu-se espaço para pessoas alimentarem seus ódios, externarem suas fúrias e intolerância ao próximo. São constantes pré-julgamentos e postagens com tom de revolta de mulheres tomadas por raivas por não dividirem do mesmo pensamento que suas colegas.

Essa narrativa precisa mudar, definitivamente! Os estereótipos são tantos que basta piscar os olhos para encontrar um deles na tela do celular. Enfrentamos barreiras e quebramos paradigmas para estagnar no mundo da ira, inveja e revolta?

Que sempre lembremos de ser a mulher que nós gostaríamos que nossas filhas fossem. Que deixemos a rivalidade de lado e nos tornemos mais e mais unidas e empáticas umas com os outras. Que aproveitemos de todas as nossas características positivas inerentes ao nosso gênero para contribuir com o planeta.

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O poder do olho no olho

Senjuti Kundu

Dominar a psicologia infantil pode ser sim importante e eficaz muitas vezes, porém nada como uma conversa franca olho no olho, o famoso tete-à-tete. As experiências surgem e comprovam a minha tese. Outro dia, já exaurida em não saber mais qual língua falar para que a Helena entendesse de que era a hora do banho, dei um tempo, fui ao banheiro, abaixei a tampa do vaso e sentei ali. Me questionei: como falar, como agir para que ela me atenda sem promover desgastes emocionais, físicos e afins? Detalhe, até pouco há pouco tempo esse momento do dia era prazeroso para nós duas já que conversávamos e brincávamos, mesmo que ela estivesse caída de sono, mas, agora, passava a ser um pesadelo. A minha palavra era sucumbida por longas manhas no chão que antecipavam choros estridentes. Gente, não queria mais essa dinâmica à beira de ter um treco depois de uma rotina de trabalho. Definitivamente tinha que haver um basta!

Eis que me ocorre uma luz: ir ao Santo Google Nosso de Cada Dia. Ali estava eu pesquisando sobre como lidar com manhas e choros de crianças com dois anos (sim, pois a idade interfere muito na forma dos diálogos). De repente surge um texto profético na minha tela! Ao deslizar sobre ele, imaginei que talvez valesse a tentativa de aplicar aquelas sugestões naquele momento. Desesperada, bati o olho no trecho da matéria que me trazia a luz. Ele destacava o quão importante é nós nos abaixarmos na altura da criança para ficar olho no olho e falarmos de forma firme, sem titubear. Pois a criança entre dois e três anos presta atenção ao que falamos por cerca de 30 segundos, afinal ela está sempre explorando novas formas de brincar e por isso sua mente vive a mil. E muitas vezes não é que ela esteja nos desafiando ou nos desobedecendo mas apenas está entretida com outras coisas ‘mais interessantes’, assim dizia o especialista. Portanto, a nossa mensagem deve ser dita de maneira firme e objetiva.

Munida dessas dicas, voltei para a sala, me agachei na altura da Helena, falei firme que “agora era hora de tomar banho para dormir e descansar”. Ela retribuiu o meu olhar com um gesto positivo e fomos juntas de mãos dadas para o banho. Enfim, um desfecho tranquilizante para mim, apaziguador para a casa (e a vizinhança rs). Masss isso não significa que a manha na hora do banho não se repetirá ou qualquer outro motivo que culmine em birras. Porém, talvez em menor escala.

 

 

 

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Tenha filhos

Me identifiquei com o texto “Tenha Filhos” e gostaria de compartilhá-lo com vocês. Ele é uma descrição de diversas situações em que a maternidade nos coloca, desde economizar no tênis novo até se apegar à fé que antes estava um pouco perdida…  E como o texto diz, o melhor de tudo dessa experiência intensa, amarga e doce ao mesmo tempo é oportunidade de aprender e poder voltar atrás nas ideias. Não existe espelho nosso mais verdadeiro do que os nossos filhos para nos mostrar nossas ações, pensamentos e filosofias de vida. Vale a pena a breve leitura.

Happy family together hand in hand on the beach at sunset, summer time. Mother, father and a little child
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Maternidade relax

Maternidade divertida

Percebi nos olhos da Helena o quanto mergulhar de cabeça nos momentos em que estamos juntas faz bem para ela, e, sem dúvida, para mim também! Às vezes, estamos tão no automático que, quando paramos para ter o tempo com eles, não tiramos o pé do acelerador e eis que os zilhões de pensamentos continuam a todo vapor… Vocês já se pegaram nessa situação?

Esses dias pré e pós-festas de fim de ano tive momentos muito agradáveis com ela que me fizeram inclusive refletir sobre a importância de entrar na onda dos filhos, mas, para além disso, o quão faz bem sair do óbvio, do certinho, daquilo que é planejado, sabe?

Entrar com ela na piscina de roupa e tudo, pular, fazer ‘chuva’ de água com os pés me fizeram tão bem quanto para ela. Coisa simples, mas que tira as melhores risadas dela e me fazem sentir feliz. Notei que é necessário para mim, para ela, para a nossa relação sair do automático e fugir da mesmice. Que eu me permita sempre fugir do comum. De vez em quando, dormimos todos na sala e ficamos assistindo filme até pegar no sono. Alguém tem dúvida de que ela gosta? Aliás, quem não gosta disso? Desenvolvemos algumas atividades para curtirmos juntas ou em família, como tomar sorvete, fazer pic-nic e ir pra cozinha. Mas sempre tô pensando em ampliar esse repertório de novas diversões que, por sinal, eu adoro (quem tiver dicas, são sempre muito bem vindas!).

Ah, também tive ideia de criar um slogan só nosso. Relembrar as coisas legais do dia e inventar músicas para situações cotidianas também fazem parte da nossa diversão. E também improvisamos fantasias juntas!

Mas o que fazer para que os compromissos do dia a dia não nos façam esquecer do essencial da vida — ter momentos simples e que fogem do comum? Fernanda, que tal uma agenda? Ler esse post de vez em quando? Taí duas boas… Então, vamos exercitar o desapego da rotina nossa de cada dia e abrir a caixa da imaginação para o mundo encantado das nossas crianças? Mãe relax, ativar! 😀

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O aprisionamento do ‘sim’

Gentem, qual o grau de dificuldade de vocês em dizer não? O meu é grande! E agora que sou mãe me pego tendo que exercer essa palavra váaarias vezes.

Com dois anos e oito meses, a Helena tem testado bastante até onde vamos com o “não”. Às vezes, sem perceber, me pego permitindo ou cedendo certas coisas que poderiam dar lugar a essa palavra que, por vezes, soa como algo negativo, mas que terá um impacto positivo na vida dela, certamente. Essa questão abre prerrogativas para as minhas divagações de que o “não” não é de todo mal e tem seu lado positivo. Daí podemos trazer vários exemplos para além da maternidade, por exemplo: um amigo que te faz um convite e você está indisposto mas não recusa com receio de “pegar mal”. Venhamos e convenhamos, que, apesar de vivermos numa cultura na qual constantemente colocamos o outro em primeiro plano, autoqualificar nossas vontades menos importantes do que a de um terceiro é péssimo.

Mas, voltando ao tema do “não” para os filhos, tenho tentado ponderar quando dizer não e quando posso ser mais permissiva. Tá, OK, disse NÃO, porém, ela chora, esperneia, ai ai ai, faço um passeio em torno das minhas culpas, do cansaço e, por fim, entrego a ela a oportunidade para abusar, manipular e me ganhar: um sim, um tá bom ou um só dessa vez… Não, definitivamente não, Fernanda, vá até o fim e mantenha-se firme com o seu N-Ã-O.

Esse é um dilema que vivemos hoje em casa com Helena: saber ponderar quando sim, quando negociar ou quando não é não. E se seu filho vive a adolescência dos bebês ou os terrible two como no caso da minha Helena, daí, amiga, vamos ter que ser mais fortes ainda. Mediante a um não, ignorar as birrinhas, esperar acalmar para conversar, retirá-lo do meio das pessoas e no momento de tranquilidade ajudá-lo a entender os seus sentimentos para que possa aprender a lidar com eles. O psicoterapeuta Leo Fraiman diz: a criança PRECISA aprender a criar, a negociar, a ceder, a esperar e a se frustar.

Ufa, que tarefa árdua, mas quem disse que seria fácil?

Dizer “não” é um sinal de amor
Pausa para um papo

A arte de escutar

Silêncio. Alguém aqui já parou para prestar atenção no silêncio?

Percebi que o silêncio também ensina. Ele pode transformar, fortalecer e até mesmo acolher.

Na ausência dele, pode vir o medo, o desespero, a agonia, o sofrimento, a soberania. Na sua presença, a calmaria, o chocolate quente em dias nublados.

Escutar é melhor do que falar — em várias ocasiões, quase sempre, talvez. A razão do silêncio traz paz. Afinar a escutatória é perceber a respiração, aquietar o coração. É notar que existe um mundo para além de você. Exercitar a escuta é treinar acalmar a alma.

Como disse o escritor Rubens Alves em “A Escutatória”: “Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir”.

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Maternidade e como a idealizamos

Oi mãramãmães, oi paripapães. Vcs, antes de terem a digníssima missão de criadores, idealizavam o mundo fantástico da maternidade e paternidade? Tipo, planejavam zilhões de coisas para que tudo saísse dentro dos conformes quando chegasse a tão esperada hora de aumentar a família? Outro dia uma colega disse que pretendia ter filho no próximo ano e que tinha que se preocupava com quais cursos preparatórios deveria fazer para estar mais preparada com a chegada do neném. Daí me veio uma coisa à cabeça: o quanto às vezes agente idealiza a maternidade e na hora da prática tudo (ou quase tudo) acontece diferente, de uma maneira mais natural, espontânea e instintiva. Tentando não desanimá-la com suas vontades (porque sonho é sonho), minha resposta a ela foi: deixa fluir e quando chegar a hora (a gravidez) vc decide se fará o curso, pois quando vc se tornar mãe aquela máxima de que “nasce um filho nasce uma mãe” vem à tona, pois é a mais pura verdade.

Quando engravidei, não estava planejando ser mãe. Vivia um momento de crise na minha profissão, sem emprego formal, e o pouco que entrava com meus trabalhos de freelancer não davam nem pra mim. Não tinha plano de saúde e consegui ter o melhor pré-natal do Brasil pelo SUS (isso mesmo!). Com a ajuda da família e dos amigos o universo da Helena foi ganhando forma e cor e a maternidade foi se incorporando aos poucos dentro de mim. Helena nasceu, muitas vezes surtei com minhas inseguranças, pertinentes a quem eu sou e à maternidade de primeira viagem, mas, no fim, lembrava da frase do pediatra dela, profissional prático e experiente que me tranquilizou em muitos momentos de pirações — aliás, um tema para eu contar para vocês a qualquer momento. Ele dizia: “escute sua intuição, apenas, você saberá o que fazer”.

Acho que maternidade não tem um segredo-chave, instruções, mais do que tudo é viver diariamente a experiência de ser mãe e pai. É dialogar com você mesmo sobre condutas, crenças e valores em prol de um ser em formação.

Ser mãe na prática e na imaginação
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Crianças manifestam contra o celular

Uma delas dizia: “queremos que as pessoas fiquem mais atentas em não olhar tanto para o celular”. A frase parece óbvia, mas quantas vezes nos pegamos olhando em demasia o celular? Me assusta muito porque, embora nós, adultos, acreditamos convictamente de que temos controle sobre os nossos celulares, muitas vezes não é o que parece. Por esse comportamento praticado por muitas pessoas, fundamentado pela era da Inteligência Artificial, que crianças em Hamburgo foram às ruas clamar por socorro aos seus pais para que, em vez de ficarem o tempo todo conectados, deem mais atenção a eles.

É nesse cenário de caos onde estar online ultrapassa os limites do bom senso e torna uma prática que beira a uma doença somada à dependência é que estamos vivendo. As máquinas passam a ter comando sobre a gente e a sensação é de sermos vigiados o tempo inteiro por uma “força suprema” (antes fosse Deus!), que acompanha os nossos passos, sabe por onde andamos, o que vestimos e gostamos. Não, não quero ser controlada por máquinas, você quer? Porém, libero serotonina toda vez que olho minhas redes sociais e caço motivos para “não ficar de fora” desse mundo paralelo que se confunde com a realidade física. Que controvérsia, né? Que loucura estamos vivendo!

No entanto, ter essa percepção é um ótimo passo e encontrar um equilíbrio, como tudo na vida, é o caminho.

Vejam, vocês, o vídeo em que os mirins protestam. E que brinquemos mais com nossos filhos, netos, sobrinhos 😉

Pausa para um papo

Poema para uma mãe

Se você se culpa por ter voltado a “trabalhar” e não estar full time com a cria, relaxa, faz parte, a maioria das mães fazem isso e todas sobrevivem.

Se você se culpa por ficar muito tempo com a cria e se sente sobrecarregada, estressada e exaurida, relaxa, está tudo bem, tudo passa.

Se você se culpa por ter cuidado um pouco de você e ter deixado de dar a “atenção” total para a cria, relaxa, está tudo sob controle, pra cuidar do outro você também precisa de cuidados.

Se você se cobra por não ter mantido aquela paciência praticada diariamente, fica tranquila, você não é de ferro e como qualquer ser humano tem seus “dias”.

Se você se arrependeu de ter investido uma grana com roupas e afins pra se sentir bem e atender a uma necessidade natural, tá tudo bem, você também precisa — e merece.

Se você se culpou por ter esticado o expediente para encontrar a amiga, se socializar faz parte de uma mente saudável, respeite-se.

Se você se critica por ter dormido um pouco mais e não ter dado conta de “tudo”, relaxa, Roma não foi feita em um só dia, por que você tem de conseguir fazer tudo em 24 horas?

Se você se culpa por não ter ensinado a falar, andar e desfraldar seguindo os manuais de “conduta da melhor maneira de criar o filho”, relaxa, o que serve para os outros pode não se enquadrar para você e seu filho.

Se você se culpa por não ter voltado à vida de antes, fica tranquila, isso nunca acontecerá, pois, agora, você é um outro ser e bem-vinda ao universo em que doação, renúncia e amor andarão sempre juntos.