O poder do olho no olho

O poder do olho no olho

Senjuti Kundu

Dominar a psicologia infantil pode ser sim importante e eficaz muitas vezes, porém nada como uma conversa franca olho no olho, o famoso tete-à-tete. As experiências surgem e comprovam a minha tese. Outro dia, já exaurida em não saber mais qual língua falar para que a Helena entendesse de que era a hora do banho, dei um tempo, fui ao banheiro, abaixei a tampa do vaso e sentei ali. Me questionei: como falar, como agir para que ela me atenda sem promover desgastes emocionais, físicos e afins? Detalhe, até pouco há pouco tempo esse momento do dia era prazeroso para nós duas já que conversávamos e brincávamos, mesmo que ela estivesse caída de sono, mas, agora, passava a ser um pesadelo. A minha palavra era sucumbida por longas manhas no chão que antecipavam choros estridentes. Gente, não queria mais essa dinâmica à beira de ter um treco depois de uma rotina de trabalho. Definitivamente tinha que haver um basta!

Eis que me ocorre uma luz: ir ao Santo Google Nosso de Cada Dia. Ali estava eu pesquisando sobre como lidar com manhas e choros de crianças com dois anos (sim, pois a idade interfere muito na forma dos diálogos). De repente surge um texto profético na minha tela! Ao deslizar sobre ele, imaginei que talvez valesse a tentativa de aplicar aquelas sugestões naquele momento. Desesperada, bati o olho no trecho da matéria que me trazia a luz. Ele destacava o quão importante é nós nos abaixarmos na altura da criança para ficar olho no olho e falarmos de forma firme, sem titubear. Pois a criança entre dois e três anos presta atenção ao que falamos por cerca de 30 segundos, afinal ela está sempre explorando novas formas de brincar e por isso sua mente vive a mil. E muitas vezes não é que ela esteja nos desafiando ou nos desobedecendo mas apenas está entretida com outras coisas ‘mais interessantes’, assim dizia o especialista. Portanto, a nossa mensagem deve ser dita de maneira firme e objetiva.

Munida dessas dicas, voltei para a sala, me agachei na altura da Helena, falei firme que “agora era hora de tomar banho para dormir e descansar”. Ela retribuiu o meu olhar com um gesto positivo e fomos juntas de mãos dadas para o banho. Enfim, um desfecho tranquilizante para mim, apaziguador para a casa (e a vizinhança rs). Masss isso não significa que a manha na hora do banho não se repetirá ou qualquer outro motivo que culmine em birras. Porém, talvez em menor escala.

 

 

 

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