autoconhecimento · Pausa para um papo

Você está aberta para a vida?

Foto: Unsplash

Experiências traumáticas, dores existenciais, conflitos internos… Estes, são só a pontinha do iceberg do que eu posso chamar de bloqueios que não permitem você ser feliz de verdade.

Enquanto tentamos buscar no outro o que só encontramos dentro de nós, essas lacunas emocionais vão sendo empurradas para debaixo do tapete como poeira.

Só que uma hora, esse pó todo insiste sai do lugar à medida em que andamos sobre o tapete. É, eu sei, cutucar a ferida não é fácil. Essa habilidade requer força de vontade para não fazer vista grossa para aquilo que precisa de boa dose de atenção e coragem para não abandonar o que vem pedindo socorro dentro de você.

Mais do que ajudar a lidar com suas próprias sombras, a psicoterapia pode ser seu salva-vidas para não se afogar nos conflitos internos. Ela pode te abrir para o plano mental de uma tal forma a ponto de não se reconhecer a mesma pessoa de dois anos atrás.

Se conhecer de forma profunda é investir na cura, é fazer as pazes com o passado e vislumbrar um futuro ais de vitórias do que de derrotas. Buscar ferramentas para se destrinchar é a maior prova de amor que você dá a você mesma.

Não existe caminho nem receita para você descobrir como e por onde seguir em direção às descobertas do seu ser e do aprimoramento pessoal. Mas se tem uma coisa que o autoconhecimento te leva é a viver uma vida de forma mais criativa.

Digo criativa no sentido de você contestar acontecimentos passados para ser melhor no presente e no futuro, além de questionar o “status quo” e buscar quebrar padrões coletivos.

Se para viver uma vida mais condizente com nossa verdadeira essência, onde existe a simbiose entre pensamentos e ações, é necessário se olhar no espelho e enfrentar a escuridão, que assim seja.

Ter nossos passos sincronizados em direção ao caminho da luz é percorrer o espírito de benevolência, se desintoxicando de todos os venenos mentais que um dia te levaram para a beira do abismo.

Esse pacto que você faz com você mesma te tira do entorpecimento de achar que o culpado de suas amarras e atitudes errôneas é o outro. Para mim, o relacionamento mais trabalhoso que temos é o que cultivamos com nós mesmas.

Não adianta fingir que somos o que não somos, não adianta fugir do resultado dos nossos atos, não adianta terceirizar a responsabilidade, pois, se tudo acontece como acontece, é porque, em algum momento, contribuimos para isso.

E apesar de todas as lutas e batalhas, posso te dizer uma coisa, mana, você pode resgatar o seu lado “mulher selvagem”, fazer as pazes com a sua criança e comandar o seu barco que navega nas marés da vida, por mais que as ondas testem a sua capacidade de resiliência. Seja forte, siga adiante e se supere! Beijos com carinho, Fernanda ❤.

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A Bondade

Foto: Pexels

A bondade é como a juventude, tem viço de menina e fome de experimentar a vida. Quem é bondoso, já nasce com o coração generoso. Bondade é uma habilidade que já vem no nosso DNA. Quem tem essa característica correndo pelas veias sabe olhar com piedade, compaixão e acolhimento a quem lhe cerca. Ser bom é dar uma pitada de sal no tempero da experiência que é viver. As pessoas costumam confundir pessoas bondosas com pessoas ingênuas ou bobas quando na verdade as pessoas bondosas são ligeiramente espertas e sensíveis aos fatos do mundo. Ser bom é entregar de mão beijada ao outro o que você tem de mais valioso: seu coração. 

 

Quem tem alma nobre dificilmente vai se curvar para a maldade porque algo de precioso grita dentro de ti, que é fazer o bem, espalhar amor. Não que quem é bondoso não cometa falhas, pois ser falível faz parte da condição humana, mas, uma coisa é certa, quem é bondoso costuma ser mais feliz independentemente das agruras da vida. 

 

Quem tem o coração bom costuma olhar a vida por um prisma mais positivo, mesmo o destino dando todos os indícios de que a vida pode ser mais amarga do que a gente imagina. Eu diria que ser bondoso é carregar uma dose de resiliência, pois não se perder na estrada é o que o bondoso sabe de melhor fazer. 

 

Além do mais, o perdão é palavra de ordem de quem costuma trazer em seu peito porções extras de bem-aventurança, e a vida costuma devolver na mesma moeda a bondade que entregamos ao Universo. Há quem diga que quem sai por aí distribuindo sorrisos é uma pessoa boba-alegre. O sorriso é a expressão do que temos por dentro. Sorrir é a bondade dançando numa sociedade enrijecida e acostumada a não abrir os lábios para a preciosidade que é a vida.

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Enquanto a chegada de um amor preenche nosso peito, a desilusão esvazia

Via Pinterest

A desilusão faz você enrijecer os pensamentos, as palavras, as atitudes. É um misto de desesperança com falta de ânimo para investir com todas suas forças em um novo relacionamento. Enquanto a chegada de um amor preenche nosso peito, a desilusão esvazia. Esta última, anda com um pé na desconfiança e não mede esforços para se camuflar na rotina. Ela está nas conversas em aplicativos que não foram adiante, nos flertes mal sucedidos, nas andanças por aí, num amor que tinha tudo para vingar, mas, que por força maior e que não se explica, não se desenrolou.

Para os românticos desacreditados, a desilusão vira uma espécie de companheira, que te faz ligar a luz vermelha para qualquer pessoa que cogitar se aproximar de você. É como tomar doses de veneno que faz matar o amor antes mesmo dele ter nascido. Os desiludidos se sentem impotentes diante da esperança, eles mesmos se sabotam por achar que todo um passado periga de se repetir.

Acreditar num novo amor é quase como uma ameaça de existência para quem já não acredita mais numa relação romântica. Já que você criou um escudo de proteção, você quer, mesmo que inconscientemente, se livrar de qualquer sinal de fumaça de um novo amor.

A sorte é de quem, em meio a tantas desilusões, aprendeu que seu maior amor é você mesmo. Certo disso, mesmo com feridas abertas, se esforça como um malabarista para equilibrar os objetos atirados ao ar sem dar traços de que está descrente naquilo que faz o coração pulsar mais rápido, que faz tirar o fôlego e te fazer dormir sorrindo.

A desilusão traz segurança como de um trem que dificilmente vai sair do trilho e enfrentar as agruras de um amor. Estar descrente do amor é buscar nas estrelas o brilho para um caminhar distante dos outros, mas mais perto da gente.

P.s.: texto do meu segundo livro (quem souber o autor da colagem avisa, please!)

🌻 Lembrando que você pode comprar meu livro 1 clicando no link da bio do meu Instagram (@madreafina)! Beijos e bom restin de domingo!

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Uma parcela da população é mais sensível e sofre mais com as ‘dores do mundo’

Imagem: Poppy Cat (@smithy670)

Dizem que 15%  da população é altamente sensível, posso me considerar que estou nesse bololô. Tudo me dói, existir me dói, injustiça me dói, desigualdade me dói, qualquer tipo de preconceito me dói. Eu não tolero falta de respeito com ser humano. Meu pai e minha família sempre me criticaram por eu ser assim, cheia de “mimimi”.

Eu era aquela que, aos dez anos de idade, dava comida para crianças com fome, que se fosse preciso eu tirava da minha boca para dar para quem mais precisava. Eu choro, me inquieto, me indigno com a falta de justiça. Choro com propagandas, com imagens, com lembranças, com músicas. 

Ser uma pessoa sensível tem seus senões… Você acaba tomando a culpa pelo mundo ser o que é sua e daí, amiga, o nosso equilíbrio fica por um triz. Tudo pode virar ansiedade, tudo pode ser motivo para te assombrar se você não controlar esse demônio da mulher culpada/ impostora adormecido dentro de você.

Acho que pessoas mais sensíveis precisam de uma dose extra de psicoterapia. Sim, porque, além das suas dores, precisam lidar com as dores do mundo, e, pra digerir isso tudo, a juda de um profissional cai muito bem. Recorrer à leituras, filmes e músicas também são um santo remédio!

Se descosturar e se remendar por dentro é dar chance de você tentar de novo, é buscar um novo caminho para suas curas, é se apegar ao seu autoamor e fazer dele o combustível necessário para se despontar na vida.

Pessoas mais sensíveis, possuem a capacidade de ter mais compaixão e respeito ao próximo, pois sabem onde o calo pode apertar no outro. São pessoas mais cheias de dedo, que, por vezes, pisam em ovos na tentativa de não cometer os mesmos erros alheios.

Também são pessoas que se cobram com mais frequência e também correm o risco de serem denominadas como egóicas, afinal, tudo pode ser motivo para se machucar quando na verdade o que elas estão buscando é viver em um mundo melhor, com mais empatia e amor.

Ei, migs, espero que esse texto faça sentido para você. Ficarei feliz e grata se puder comentar e/ou compartilhar o meu texto. Com amor, Fernanda ❤.

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Um Olhar Sobre Minha História, meu primeiro livro, é repleto de emoções e histórias reais, onde eu relato o drama do meu nascimento e minha vida durante a pandemia

A vida na pandemia não foi nada fácil para ninguém. Em casa com sua filha de quatro anos, Fernanda vive uma gangorra de emoções, como a descoberta de um novo amor um mês antes do lockdown, divórcio, cuidados com a casa, home office e maternidade, além das doenças mentais que enfrentou. Nesta obra, ela revela de forma autêntica todas essas questões da sua vida e não economiza nas palavras, mais que sinceras, para ter um papo aberto com o leitor sobre esses temas, muitas vezes pouco explorados.

Sobre a autora

Fernanda D’Angelo nasceu em São Paulo. Formada em jornalismo, atuou durante mais de dez anos com revistas impressas voltadas para o segmento de arquitetura e decoração. Ao se tornar mãe, criou o blog http://www.madreafina.com (Instagram: @madreafina), no qual discorre sobre temas de interesse feminino, como comportamento, maternidade acolhedora e sexualidade.

Para adquirir este livro em pré-lançamento, acesse: https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/um-olhar-sobre-a-minha-historia/

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A eterna culpa que insiste em bater na porta

Nessa semana, assisti a uma palestra do Swami Ishwarananda Siri, que atua em Kriya Yoga, que falava sobre carma e dharma (o vídeo está abaixo). Carma trata-se da ação e dharma do dever/processo, a missão da pessoa aqui na terra, por assim dizer. Sempre estive preocupada com o resultado. Mergulhada dentro da minha ansiedade, me via num mar sem fim de possibilidades quando me deparava com algum conflito ou uma autossabotagem. Hoje, consigo olhar mais para o meu dharma e tentar entender, durante todo o processo, qual o propósito de determinados acontecimentos em minha vida. Partindo do pressuposto de que ninguém é perfeito, tento me encontrar em meio a esse limbo em que me coloco como vilã, já que sempre detestei o estigma de vítima. Na minha cabeça, se não sou vítima, então serei vilã. A psicoterapia tem me ajudado e encontrar um meio termo, nem vítima nem vilã, apenas Fernanda, aquela que busca, em meio a tantas dores, agir em prol do bem, do amor. Se conhecer é um processo doloroso, onde várias camadas são descortinadas, uma mais desafiadora que a outra, muitas vezes, nem eu mesma me reconheço. Se olhar cara a cara é para os fortes. Tem gente que passa a vida inteira se escondendo de si mesmo, vociferando aos quatro cantos o erro alheio ou se projetando em terceiros. Longe de mim botar na conta do outro os meus débitos. Se não consigo saná-los, que eu os carregue em minha conta, pois, uma hora, espero, irei zerar toda essa dívida que devo a mim mesma. Mais compassiva e menos reativa, busco, nesse turbilhão de pensamentos, culpas, e autojulgamentos, encontrar a Fernanda que insiste em criar obstáculos para se derrubar. Se estamos nesta vida para desfrutar do amor, por que tentamos fugir dele na maior cara lavada? Se construir pode levar uma vida, mas se destruir, segundos. Nessa toada de sentimentos, tento buscar o que de mim deixei ir embora por uma falta de responsabilidade comigo mesma. Que o amor possa ser remédio para as minhas feridas e que minhas cicatrizes possam ajudar a decifrar quem eu fui e quem eu ainda me tornarei. 

Yoga e Meditação

A Paixão Pela Prática do Yoga

Conhecer a yoga e praticá-la foi uma das melhores e mais importantes decisões que tomei para minha vida! Yoga, que significa união, do corpo e da alma, do microcosmo e do macrocosmo, transformou a minha vida e acredito que essa prática se transformará ainda mais ao longo do tempo.

Imagem dos mestres da linhagem Kriya Yoga

Embora eu esteja sem praticar, enfim, me perdi um pouco no meio do caminho e não posso dizer que parei de praticar por falta de tempo ou dinheiro. Pois hoje você consegue fazer aulas de graça pela internet (já fiz muito!) e dá sempre para acordar mais cedo. Mas ocorre que enjoei um pouco de meditação online e quero voltar a fazer presencial, no entanto, para isso, é necessário tempo e dinheiro, coisas que no momento da minha vida estão escassos, mas logo se ajeitarão.


Neste último final de semana fiz iniciação em Kriya Yoga, uma prática de meditação científica baseada no controle da respiração e da concentração dos chacras. “Kri” significa todas as atividades diárias e “ya” divindade. Essa linhagem, é uma das mais antigas de meditação e tem por objetivo remover sofrimentos físicos e mentais atingindo a autorrealização.

A prática é tocada nos chacras, que são centros energéticos. Com o tempo (tenho feito todos os dias), os órgãos dos sentidos são purificados e recebem ou dissipam energia. Segundo Kriya Yoga, a respiração é a alma, e sem a respiração não há vida, portanto, não existe corpo sem alma. Complementando, a linhagem se concentra em três qualidades de vidas durante a meditação: luz divina, som divino e pulsação divina.

A iniciação em Kriya Yoga durou dois dias, sábado e domingo. No primeiro dia teve a iniciação de fato e depois iniciamos a prática até domingo no final da tarde. Eles pediram para levar 5 flores e 5 frutas. Esqueci as flores, porém levei mais frutas do que deveria, levei duas mangas, uma caixa de uva e outra de peras.

Cedi 5 peras para uma pessoa que não havia levado frutas. Um dos voluntários até se emocionou com o meu certo exagero em levar tantas frutas. Em contrapartida, me doaram um vaso com flores para representar as cincos flores. Tanto as flores quanto as frutas oferecemos para o altar onde fica a imagem dos oito mestres. As flores significam a pureza de uma criança, a beleza interior do nosso ser, a doçura de se levar uma vida, a sua macieza (não machuca ninguém). Já as frutas dizem respeito aos carmas negativos, pois estamos entregando nossos carmas negativos aos mestres.

Com amor, Fernanda D’Angelo

Yoga e Meditação

Fazer terapia é se empoderar, se sentir dona de si, se amar

Imagem por @aykutmaykut

Toda mulher com quem já me deparei que é realizada na carreira e tem sua parcela de contribuição na sociedade faz ou já fez em algum momento da vida terapia. Uma coisa é fato, algumas questões da nossa vida, quando recebem a ajuda de um terapeuta, são muito mais fáceis de serem dissolvidas.

Só pelo fato de termos nascido mulheres em uma sociedade patriarcal já precisamos de terapia. E uma boa parte do nosso trabalho em ser mulher é tratar das nossas inseguranças que surgiram em decorrência de um silenciamento do nosso universo interno. Em suma, é aprender a ser feliz e realizada e ter prazeres sem sentir culpa.

Terapia para lidar com fins de relacionamentos, terapia para lidar com a conclusão de ciclos, com a morte, com o chefe, com as exigências do trabalho, com a família, para se conhecer melhor e buscar instruir os filhos da melhor forma e por aí vai… Terapia é para os fortes, ou melhor, para quem quer enfrentar seus medos de estar cara a cara com si mesma, porque você lida com suas sombras, suas fraquezas, mexe em camadas que são difíceis de descortinar.

Não tem essa do terapeuta pegar leve, porque se for suave o paciente não mergulha nas suas profundezas, não tira do incômodo as respostas que precisa. Ao contrário disso, quando se decreta amizade entre terapeuta e paciente, de duas uma, ou o paciente tem alta ou chegou a hora de buscar um novo profissional para colaborar com esse processo de autoconhecimento e (talvez) cura.

Já fiz terapia para lidar com término de relacionamento, para trabalhar a perda da minha mãe, para entender minhas angústias existenciais e lidar com frustrações profissionais. Mas, utilizando o jargão das academias de ginástica, a terapia na minha vida parece nunca “estar paga”, pois tem sempre um tema que pode ser costurado melhor com ajuda de um processo terapêutico.

Sou do time que, se pudesse, passaria a vida deitada num divã divagando sobre minhas ‘egotrips’. Motivos não faltam, pois é sobre destrinchar suas emoções e entregar o seu melhor para o mundo, com mais autoconhecimento e controle sobre suas emoções, é sobre reconhecer seus limites para viver em harmonia com o mundo à sua volta.

Ao que parece, a visão sobre fazer terapia mudou ao longo dos anos e o que era antes sinônimo de vergonha e segredo, agora, fazer terapia é um fator positivo e bacana de se mostrar para o mundo. Seja algo para você guardar a sete chaves ou lançar aos quatro ventos, minha amiga, se eu puder te dar um conselho é: faça terapia, se vista de você.

Se puder escolher, escolha se cuidar, se conhecer, essa é a maior prova de autoamor, o maior sinal de que você está dando ouvidos a você mesma e, seguindo a palavra do momento, se empoderando.

Com carinho, Fê ❤️

Pausa para um papo

Como olhar para o Dia Internacional da Mulher

Foto por Olivia Frolich para Vogue pORTUGAL

Estamos diante de mais um #DiaInternacionaldaMulher, um data mais do que tudo política e que serve para nós, mulheres, celebrarmos nossas conquistas, fortalecermos nossa luta – que possui muitas razões para existir – em busca da tão almejada equidade de gênero. Não só neste dia, mas neste mês, neste ano, hoje e sempre, quero deixar minha mensagem:

Que continuemos nos unindo para dar cada vez mais visibilidade aos nossos múltiplos papeis na sociedade, sejam eles quais forem, e que a nossa luta seja inclusive pela liberdade de escolhermos como queremos atuar no mundo. Que utilizemos da nossa força feminina para combater toda e qualquer forma de discriminação e violência a milhares de meninas e mulheres, que acontecem diariamente. Que não nos escondamos de ser quem somos na nossa mais pura essência porque o universo precisa de mulheres autênticas e que conheçam o seu poder. Que nossa voz ecoe tão longe a ponto de atrair cada vez mais homens para a nossa batalha. Que possamos servir de inspiração, apoio e abrigo para outras mulheres e que, em vez de competir, exerçamos a empatia como ferramenta para fortalecer a nossa corrente, porque isso faz toda a diferença.

Para honrar nossas ancestrais, pela nossa vida e pela vida das nossas descendentes, que possamos seguir juntas, fazendo a diferença neste mundo, pois somos capazes de mover muitas forças, colocar amor onde existe ódio, paz onde há guerra e trazer a beleza das flores onde há espinhos. 🌸❤️

Por Fernanda D’Angelo

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Vivemos uma era de amores líquidos

Ilustração Nashid Chroma

A liquidez dos dias atuais, do mundo contemporâneo, que tudo se desfaz.
Do mundo que o sentir, se dissolve, que o partir se torna fuga e tudo resolve…
O mundo das relações, que se tornaram trocas de seres humanos dotados de emoções e sentimentos por outros, com os mesmos caracteres fisiológicos.
Que a falta de compreensão, paciência e tolerância, torna a vida, os problemas e sentimentos sem importância.
Vida esta, que precisa ser vivida com respeito a si próprio e ao outro ser humano.
Vida que se desfaz, quando um outro ser humano é incapaz de resolver os problemas e aquilo se tornar sólido.
Fluir e diluir, palavras que rimam, no entanto, são formas distintas.
Fluir é natural, a vida necessita ser vivida com suas alegrias e percalços, com seus altos e baixos, entendendo que todos seres humanos são dotados de vícios e virtudes, não é fácil, mas é o fluir.
A dissolução, liquidez, ocorre quando não se zela, quando tudo se derrete, quando não se importa com o que vai acontecer.
A vida, os sentimentos, são perecíveis, é necessário cuidado ao tocar, cuidado com o que falar.
Neste mundo de liquidez, onde a felicidade é para inglês ver, do bem estar individual, sem responsabilidade sentimental, seguindo o instinto animal, quero fugir.
O raso, não me atraí, profundidade e imensidão é o que me traz paz
A fluidez da vida, do enfrentamento é a minha cara.
As pessoas não são descartáveis, quase tudo é passível de conserto, se vale à pena, conserte, não descarte, tudo é aprendizado.
Viver é uma dádiva, precisamos saber viver e conviver com as diferenças…

Por Clarice Dias