Yoga e Meditação

Como manter a casa com boas vibrações

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Para manter o ambiente da casa equilibrado, com energia leve e agradável, Sol Vieira, que atua com radiestesia e radiônica (técnicas holísticas que utilizam instrumentos como pêndulo e gráficos no diagnóstico e tratamentos de bloqueios energéticos de pessoas, lugares e situações) há 25 anos, além de ser terapeuta de Aconselhamento Metafísico, Reikiana Master e Consultora de Feng Shui, listou algumas dicas. Veja as sete condições para manter a casa com bom astral.

1. Pare de reclamar

Deixe de reclamar, não reclame de mais nada, simplesmente faça, porque você reclamando ou não reclamando as tarefas vão continuar as mesmas. E quando você não reclama tudo fica mais leve, mais fácil.

2. Tenha o hábito da gratidão

Desenvolva sua capacidade de agradecer. Comece por você e por todos que te cercam. Agradeça por você existir e por todos que você ama também existirem, agradeça por todos os momentos que partilhou junto aos que já se foram. Na sua casa, agradeça por tudo que você tem, desde o cabo de vassoura até a TV de 50 polegadas. Sinta gratidão, inclusive pelas coisas que não estão do jeito que você gostaria, porque elas podem ser mudadas, mas talvez ainda não tenha chegado o momento. O sentimento de gratidão, já bem estudado pela neurociência, confere a nós a sensação de prazer e de plenitude e é isso que atrai a abundância, tanto nos relacionamentos pessoais quanto no profissional com a prosperidade.

3. Pratique o desapego

Se organize, deixe as coisas de forma prática para que você possa localizar todas as vezes que precisar. Providencie organizadores para chaves, para controles remotos, para carteiras, documentos e etc. Tire dos armários (de roupas, utensílios domésticos, documentos e etc.) tudo que não usa mais e doe. Ensine as crianças a fazerem o mesmo. Aparelhos, brinquedos e objetos quebrados devem ir para o lixo. Com uma casa organizada você consegue ter uma vida profissional e íntima mais tranquila, sem estresse. Dessa forma, você terá mais clareza em suas decisões.

4. Tenha disciplina

Coloque disciplina na casa, algumas pequenas regras podem facilitar a manter o local organizado, por exemplo, sujou, lave, não deixe para depois porque o acúmulo pesa, dispersa energia para realização de coisas legais e também sobrecarrega aquele que não gosta de bagunça.

5. Evite o perfeccionismo

O perfeccionismo e a mania de limpeza em excesso só te desgastam energeticamente e fisicamente. Existe um mundo lá fora, não se prenda a algo que é momentâneo, passageiro…

6. Aproveite a leveza da música e a beleza das flores

Ouça boas músicas e cultive ou coloque flores nos ambientes para que a energia da casa flua com mais harmonia. Desligue a TV que prende sua atenção para coisas ilusórias e que tanto traz notícias ruins. As paredes têm memória, todos os conflitos vivenciados na casa e também aqueles trazidos pela TV ficam gravados nas paredes e essa energia contamina os moradores, fica ressoando como um eco em nosso subconsciente.

7. Desenvolva a prática do ‘nadismo’

Tire alguns minutos por dia para curtir o seu cantinho favorito da casa, de preferência sem celular, pois o objetivo é curtir aquele cantinho e não curtir a conversa do celular. Fique por esse período sem fazer nada, aprecie o céu ou simplesmente fique olhando para o teto. Isso vai desocupar sua mente. É uma forma de meditação. Procure se aquietar, respire fundo e vai relaxando até se sentir revigorado. É nesse momento que, sem você perceber, que os pensamentos vão para o lugar certo e as ideias aparecem. Precisa treinar todos os dias para você começar a perceber as intuições.

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Como nutrir pensamento de força e vitalidade

“O corpo é literalmente construído e sustentado pela mente”, disse o Swami Tigre, um santo com quem Paramahansa Yogananda conversou e relatou em sua autobiagrafia (Autobiografia de um Iogue – Paramahansa Yogananda).

Ao longo das nossas vidas, acumulamos fraquezas e inseguranças que criam raízes em nossas mentes. Detectar círculos viciosos da nossa existência humana é tão difícil quanto fazer com que eles não façam mais parte dos hábitos que, em vez de nutrir, sugam nossas energias. 

Lutando com os tigres-de-bengala mais ferozes, Swami Tigre ficou reconhecido como o santo que transformava tigres em ‘gatos’. Sem força suficiente para enfrentar as feras mais indomáveis, primeiro ele cocriou a sua realidade. Por meio do pensamento, transformou fragilidade física no vigor da força para domar tigres selvagens. Foi assim, com o poder da mente que Swami Tigre venceu o animal mais feroz já visto.

“O corpo escravizado pelos hábitos limita a mente”, dizia. Sabe aquela velha-máxima que atraímos aquilo que pensamos? A experiência do santo Swami Tigre mostra essa força do nosso pensamento. Pois foi por sua inabalável persistência em pensamentos de saúde e força que ele superior sua desvantagem em lutar com um tigre forte e feroz.

O que é possível capitar nesse trecho do livro de Paramahansa Yogananda é que a nossa consciência humana absorve todos os nossos pensamentos e, a partir deles, construímos um corpo forte ou fraco. Qual a saúde que você quer para o seu corpo? Você deseja vitalidade? Para isso, como andam os ‘músculos’ da sua mente? Como vibrar no pensamento de força e vivacidade?

Depois da experiência de vencer o tigre-de-begala mais furioso, Swami Tigre partiu para o Himalaia para aprender sobre as ‘selvas que vagam a mente humana’ com seu guru. Cuidar do jardim da mente, do cérebro que nos sabota o tempo inteiro estão entre os ensinamentos de Swami Tigre, que precisou trabalhar a sua mente para conseguir driblar a fera que propôs a lutar.

Ele dizia: “O corpo é literalmente construído e sustentado pela mente. A fragilidade física tem origem mental; em círculo vicioso, o corpo escravizado pelos hábitos limita a mente”, dizia.

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Como descansar na pandemia

Olá!

Já fizemos aniversário de vida em pandemia e as mulheres serão, certamente, lembradas como heroínas desse momento que ficará marcado para sempre na nossa história. Desde o início da pandemia a OMS (Organização Mundial da Saúde) fez um alerta sobre a saúde mental e emocional das mulheres, que estão extremamente sobrecarregadas nessa altura do campeonato.

Em uma pesquisa feita pela Catho, 60% das mães brasileiras disseram se sentir mais sobrecarregadas durante a pandemia. Na linha de frente da covid, as mulheres representam maior quantidade. Aqui no Brasil, 84,7% dos auxiliares e técnicos de enfermagens são mulheres. O site think Olga revela que em torno de 70% das equipes de saúde do mundo é feminina.

As mulheres têm tirado leite de pedra para garantir a entrada financeira em casa e seguir com a manutenção do cuidado. Na China, a jornalista Sophia Li compartilhou no Instagram (veja aqui) a vida das mulheres que trabalham em hospitais. Muitas chegaram a raspar o cabelo por causa do equipamento de proteção e da falta de suprimentos e algumas até tiveram de usar fraldas de adulto para evitar de ir ao banheiro e tomar anticoncepcional para atrasar o ciclo menstrual.

Posso estar sendo redundante falando desse assunto, mas não me sai da cabeça isso toda vez que me sinto exausta ou falo com uma amiga que está se sentindo igual ou quando me deparo com algum dado novo sobre o impacto do desdobramento da pandemia sobre nós. Mas como se sentir menos cansada, estressada e atarefada? Como se cuidar para que quando essa catástrofe chegar ao fim tenhamos saúde para desfrutar da vida em liberdade? Fuçando fontes na internet, fiz uma lista pensando nisso, mas aceito sugestões do que andam fazendo para que a coisa não descambe de vez.

Parar tudo pra descansar o corpo. Muitas vezes quando falamos em descansar associamos isso com fazer uma atividade da qual nos dá prazer como ler, escutar música, cozinhar. Mas, neste caso, me refiro à relaxar a mente e o corpo com meditação e um sono daqueles que quando acordamos nem sabemos onde estamos.

Ligar a tela do zoom quando realmente precisar ajuda a desacelerar. Outro dia li uma matéria que falava do estresse que reuniões em aplicativos como o zoom têm causado. Apesar de prática, a comunicação com a máquina traz, por sua vez, sintomas que podem dificultar ainda mais a vida em pandemia. Ficar olhando pra sua imagem refletida na tela pode ser cansativo e não ter a mesma troca de comunicação que a presencial (falas mais pausadas e menos gestos) também. Você também é daquelas que só liga a câmera quando realmente é necessário?

Dar uma trégua no barulho da mente e notar a paisagem é um respiro criativo assim como observar uma arte, pintar [mesmo que seja os desenhos do caderno da filha].

Olhar além dos próprios sapatos é antídoto. Sabe quando ajudamos alguém e sentimos uma tremenda sensação de bem-estar e prazer? Ir além do nosso perímetro de preocupação nunca fez tanta diferença como agora.

A ideia de querer atingir o ápice do wellness e adotar todas as recomendações de rituais de beleza e de saúde ofertadas na internet é um verdadeiro tiro no pé e pode levar à exaustão e ao extremo da ansiedade. Pegar leve e aliviar essa pressão da autoimagem é regra para viver bem e em paz.

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As coragens de uma mãe

O medo, ou melhor, ‘os medos de quando nos tornamos mães’, já andou por aqui, em um post um tempo atrás. Talvez por instinto, aderimos alguns medos, mas, por outro lado, ganhamos uma força e uma coragem imensuráveis. Falar de coragem em um momento tão obscuro onde, por vezes, somos tomadas por certos temores é reforçar o nosso poder enquanto mães e mulheres, destacar aquele lugar quentinho de afeto e otimismo que nós sabemos ocupar e proporcionar como ninguém.

São as mulheres que, em maior proporção, estão na linha de frente do cuidado, são as mulheres que vêm se desdobrando de forma desproporcional para fazer com que a vida não pare. Países liderados por mulheres, como Alemanha e Dinamarca, tiveram o índice de casos e mortes da covid-19 mais controlados. Essa natureza do cuidado de onde nós viemos só pode ser adubada com doses generosas de resiliência, palavra tão batida, mas que sempre fez parte do nosso vocabulário. Por isso, você tem dúvida da sua força e coragem?

E se por acaso em algum momento questionar essa potência que esvai de dentro de você, lembre-se das suas conquistas e dos seus passos até aqui. Falando por mim, quando me tornei mãe ganhei coragens que, no mínimo, não sabia que as possuía. A começar pelo parto, onde você enfrenta pelo menos o medo da morte, supera dores e o incômodo do pós-cirúrgico em prol da mãe que acabou de se despontar.

Depois, de frente com os cuidados com aquele ser todo frágil e dependente, não existe possibilidade do medo crescer porque tem algo maior que você precisa sustentar pra poder proporcionar segurança, conforto e todos amparos imprescindíveis para essa vida em desenvolvimento. Então quando a criança adoece aí que você mostra o monstro gigante da força que habita o seu corpo.

Quer uma mãe em frangalhos é vê-la com seu filho com a saúde ameaçada. A gastrite ataca, a imunidade dispara lá no pé, mas aquela mulher está ali, pronta pro que der e vier, bebendo de uma fonte inesgotável de valentia. Sim, ser mãe é ter sua sua estabilidade emocional e mental testada constantemente. Um filho abala as estruturas e mede o quão grande é a nossa capacidade de lidar com os desafios da vida.

Dar de frente com questões que envolvem a maternidade nos obriga encarar quem somos, contestar tudo que nos foi um dia imposto como verdade absoluta. Afinal, a missão de preparar alguém pro mundo requer uma atenção especial à nós mesmas. E se antes encarar o status quo era amedrontador isso já não é mais.

Que mesmo diante do momento obscuro por qual todas passamos que nós saibamos utilizar toda nossa coragem para se ressignificar e seguir exercendo o nosso papel materno brilhantemente, dia após dia.

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Mulheres cansadas: quando a sociedade vai entender?

Uns anos atrás uma colega transformou o nosso almoço em uma aula sobre como dividir as tarefas de casa com o marido de forma justa e equilibrada. Firme e desapegada sobre a possibilidade de uma desordem da casa, foi categórica quando disse que ‘se fazia de rogada’ quando via que o lixo estava na hora de ser trocado e a pia transbordando de louça para lavar, obrigações estas que competiam ao marido.

Ruth Manus, em seu livro ‘Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas’, diz que “quando pedimos ‘ajuda’ estamos afirmando que aquele trabalho é 100% nosso e que somos totalmente responsáveis por aquilo, quando, na verdade, aquela obrigação é da outra parte”.

Num cenário em que a mulher e o homem trabalham fora, dividem as contas da casa, por que o peso maior da gestão da casa, dos filhos e de tantas outras burocracias da vida tem que recair sobre a mulher?

“Em geral, nós, mulheres, continuamos a reforçar a falsa ideia de que as mulheres são sempre, naturalmente e biologicamente capazes de sentir, expressar e gerenciar nossas emoções melhor do que os homens”, diz Dra. Michele Ramsey, Professora Associada de Artes e Ciências da Comunicação na Penn State Berks, em entrevista à Harper’s Bazaar

Talvez, por conta de todo o nosso histórico em que sempre fomos obrigadas a sermos fortes e a resistirmos a tudo caladas, carregamos essa tal necessidade de reafirmarmos [para nós mesmas] que damos conta de tudo, que somos emocionalmente fortes e solucionadoras de problemas. Mas, os tempos são outros.

Somos tão cobradas a atingir o sucesso 360 graus, em casa, no trabalho, no relacionamento, que não dá pra colocar tudo num bojo e fingir que está tudo bem, porque definitivamente não está. Então que tal começar nos livrando do controle de forma que o homem tenha suas obrigações na mesma medida que nós?

Bem, e quando se trata de mães que moram sozinhas com seus filhos, o buraco é beem mais embaixo, já que o papel de gerência da casa sempre vai ser nosso por sermos o único ponto focal desse ambiente. O que não impede de construirmos uma rede de apoio que envolve família, amigos e vizinhança e, sim, exigir a participação da outra parte, pois, se existe uma mãe que está fazendo “100%, 80%, 70% e se sente exausta é porque tem um outro lado que não está fazendo seus 50%”, lembra Ruth Manus.

Mas, voltando ao ponto de início e falando de nós mulheres como um todo, suportar toda essa carga de fazer a maior parte do trabalho doméstico, bem como o cuidado com os filhos, é cansativo e frustrante. Nessa toada de funções, lutamos contra a exaustão e a sensação de impotência todos os dias.

Em uma matéria no “The New York Times” com o título em tradução livre “Como a sociedade deu as costas às mães: não se trata apenas de esgotamento, mas de traição”, (leia aqui) a psiquiatra Wendy Dean diz que o “impacto esmagador sobre a saúde mental das mães que trabalham [na pandemia] reflete um nível de traição social. Não se trata de esgotamento, mas sim de uma escolha da sociedade”.

Contextualizando, a médica diz que o que estamos vivendo é mais profundo do que imaginamos, pois fomos traídas por escolhas erradas de pessoas com poder de decisão sobre uma nação e estamos pagando o preço por isso, tendo que fazer escolhas para as quais não nos resta outra opção.

Por isso, quando tocamos no assunto ‘dividir tarefas em casa’ estamos falando de política, em possibilitar à mulher espaço para ela cuidar da sua cabeça, do seu bem-estar, dos seus estudos, da sua carreira, de viver tempo pra si da sua maneira para que se sinta bem e, consequentemente, a sociedade possa receber dela o seu melhor.

Uma pesquisa do IBGE, feita em 2018, revelou que as mulheres dedicam, em média, 73% a mais do seu tempo às tarefas domésticas do que os homens. E, apesar da dupla jornada, ou seja, trabalho fora e dentro de casa, ser cada vez mais uma realidade de ambos os gêneros, precisamos fazer com que homens sejam nossos aliados feministas.

Ainda sobre o livro de Ruth Manus: “As tarefas domésticas e todos seus desdobramentos – econômicos, sociais e psicológicos – é assunto que afeta todas nós, em maior ou menor grau, e que precisa estar em pauta.”

A autora divide o relato da professora italiana Giulia Manera: “A mulher nunca foi emancipada. Ela foi requisitada pelo capital. As tarefas domésticas nunca foram exatamente redistribuídas ente o homem e a mulher. Essa fala é importante para pensarmos sobre uma série de coisas: sobre a condição de vida das mulheres trabalhadoras (especialmente no Brasil); sobre a forma como tratamos esse tipo de mão de obra e, sobretudo, como a imensa maioria dos homens não se considera nem mesmo parcialmente responsável por essas tarefas.”

Desapegando do controle e igualando meninas e meninos

Atire a primeira pedra quem nunca foi lá supervisionar a louça que o parceiro lavou ou que ficou ligando de hora em hora pra saber se o marido seguia todos os protocolos de cuidado com a criança?

Desapegando do hábito de querer ter um certo controle de como o outro domina as obrigações seremos mais felizes e teremos o que tanto buscamos e o que é JUSTO: homens assumindo metade das obrigações da casa.

Para isso, é preciso também que meninos vejam suas representações masculinas pondo a mão na massa e desenvolvendo tarefas domésticas naturalmente. Assim como meninas precisam ver o quanto isso é normal e que elas não devem carregar o mundo nas costas.

Nana Queiroz e Helena Bertho, no livro ‘Você já é feminista!’, utilizam uma pesquisa que demonstra a distribuição de tarefas domésticas entre crianças entre 6 a 9 14 anos. Vejam os dados: 81,4% das meninas arrumam a cama contra 11,6% dos meninos; 76,8% das meninas lavam a louça e só 12,5% dos meninos fazem o mesmo; 65,6% das meninas limpam a casa, ante 11,4% dos meninos.

Com a distribuição de tarefas domésticas feita de forma equilibrada e justa o assunto deixará, quem sabe, de ser o trending topic nas nossas conversas.

Fica aí um assunto de extrema importância para levarmos para o Dia das Mulheres.

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Por que, nós, mulheres, sentimos ainda tanto medo?

Colagem James Dawe

Uma das frases mais comuns de se escutar hoje em dia é ‘seja você mesma’. Nunca se falou tanto em autenticidade, em ser quem você é, vestir, ter o estilo e as escolhas que quiser. Quantas vezes já escutamos ‘seja você sem se preocupar com o que os outros vão pensar’? Mas como ser quem você é se fomos condicionadas durante a vida toda a agradar para caber num padrão?

Será que a estrutura na qual vivemos quer, realmente, receber uma mulher ‘livre’? Ou será que querem mulheres ‘robôs’, que concordam caladas com o que não lhes agrada, que não têm direito de ‘errar’ e que abandonam suas opiniões?

Já repararam que o tempo inteiro corremos o risco de sermos anuladas, massacradas, pondo em risco o lugar de liberdade onde cada uma de nós queremos chegar? Com o tribunal da internet sem direito à fala [em muitos casos], o desafio da comunicação mais clara e objetiva é ainda maior.

Em seu livro Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas, Ruth Manus diz: “Vamos refletir e identificar quais são as amarras que nos prendem, mesmo quando são sutis. Vamos repetir diariamente para nós mesmas que somos livres para questionar os gostos e comportamentos que nos foram impostos desde o nascimento. E, acima de tudo, entender que ser diferente [quem você é] é uma qualidade, nunca um defeito.”.

Ser quem você é exige resistência, olhar suas dores e desafios a partir de uma ótica particular, uma vez que cada uma de nós tem sua história. E essa é a beleza da vida, cada uma ser quem é, preferencialmente, com apoio de todas. Quando falo em apoio não me refiro em termos que concordar 100% tampouco forçar uma amizade com outra mulher. É possível fazer críticas para a outra, mas que isso seja feito com os ouvidos atentos, sempre pela lógica de dar espaço para a pessoa falar, se colocando no lugar dela, compreendendo a luta particular de cada uma até aqui. Sororidade no sentido mais amplo da palavra.

Para que a engrenagem da máquina da mudança continue acontecendo e nossos medos limados, que nós, mulheres, coloquemos nossas diferenças de canto e respeitemos o espaço que cada uma escolheu ocupar. Um exercício diário de se olhar e buscar melhorar, tendo em mente que o erro acontece e vai acontecer, e, que bom, pois faz parte do crescimento. Ainda, em seu livro, Ruth diz “tenhamos em mente que, para aqueles que querem preservar o status quo, é muito mais interessante que nós, mulheres, estejamos desunidas, e nada conveniente que sejamos fortes e demos suporte umas à outras”.

Ser quem queremos ser é inegociável, libertador e exige sim coragem.

Prazeres da vida

4 páginas sobre plantas e flores e 6 inspirações de quintais de estar

Oie!

É sempre bom dar um respiro nos assuntos e viajar nas ideias, naquilo que enche nossos olhos e contribuem para que a nossa casa fique um refúgio cada vez mais aconchegante e com nosso jeito de viver, não acham? Reativando a seção que traz beleza e inspiração, pesquei da internet algumas ideias de decoração para quintais de estar, jardins e varandas. Ah, já deixo avisado, com uma nova moradia pra mobiliar e dar a nossa cara, pode ser que daqui pra frente eu compartilhe muitas coisas desse mundo com vocês. Acho que não é de todo mal, néee? Hahaha 🙂

Inspiração hygge por @apartmenttherapy
Área externa com mesas e cadeiras
Canto externo com buda
Área externa bege
Jardim estilo rústico
Varanda de estar

O Insta é aquele lugar na internet que a gente entra e que vai te puxando para uns @ mais interessantes que outro. Por isso, falar de inspiração é lembrar dessa rede social intuitivamente. Listo, abaixo, quatro páginas por lá que fazem a gente esquecer da vida e só pensar em flores e plantas, trazendo a natureza mais pra perto da gente, de onde ela nunca deveria ter saído.

@minhasplantas – Página da jornalista Carol Costa, que já publicou cinco livros voltados para jardinagem. Por lá, você encontra dicas de como cuidar das plantas e deixá-las mais bonitas. Carol também fala sobre hortas e inclusive tá com um curso gratuito sobre isso. Corre lá na página dela.

@floresparaosrefugiados – “Ateliê que cria arranjos fora da caixinha”. É dessa forma que as sócias Kety e Gabriela se denominam. Vale a pena conhecer as criações que mais parecem quadros vivos de flores de tão vívidas e criativas.

@liricasbotanica – Design, paisagismo, cenografia, arranjos. A arquiteta Simone Silveira Couto se encarrega de todas essas funções em seu ateliê. No seu site, tem a lojinha online com acessórios pra cabelo com composições de flores artificiais uns mais lindos que outros. Entra lá e vai que a atmosfera de carnaval te anime!

@botanica.com.br – Loja focada em produtos com ilustrações botânicas e produtos como camisetas e canecas pra quem respira o mundo das plantas, flores e jardins.

maternidade

Como fazer a criança esperar

Será que é só aqui em casa que as coisas tem que ser tudo pra ontem? Outras mães se lamentam dessa mesma questão, será que faz parte dessa nova geração não saber esperar?

Colagem @thecollageclub

No seu livro “Crianças francesas não fazem manha”, Pamela Druckermann fala sobre como os franceses ensinam os filhos a esperarem. “A mãe sensível está ciente das necessidades, dos humores, interesses e capacidades do filho. Ela permite que essa percepção guie suas interações com o filho”, diz a autora. No entanto, ela reforça: “os pais e cuidadores franceses não conseguem acreditar que somos tão displicentes com essa habilidade [saber esperar] importantíssima. Para eles, ter filhos que precisam de gratificação instantânea tornaria a vida insuportável.”, diz Pamela.

Dentro dessa lógica da cultura francesa de educar, Pamela destaca alguns critérios que os franceses usam para educar os filhos sabendo da necessidade de esperar. “Aprender a criar recursos internos para lidar com a frustração e não esperar obter o que quer instantaneamente é regra básica pra vida”, assim reforça a autora. O autocontrole também é importante “para estar calmamente presente e se divertir em vez de ficar ansioso”, destaca.

A partir das páginas em que a autora discorre sobre esse tema, desenvolvi esses três tópicos para, quem sabe, ajudar a gente com a grande missão de ensinar nossos filhos a conquistar essa virtude.

Culinária

As atividades na cozinha, além de render ótimos bolos (ou não, mas o que vale é a farra, prefiro pensar assim), ensina a criança a se controlar. Fazer bolos é aula perfeita pra exercitar a paciência. No caso dos franceses, eles só comem o bolo no horário do goûter (o lanche da tarde deles). Ou seja, um belo exercício pra fazer a larica esperar.

Refeições

Outro ponto são as refeições em etapa. Nas escolas e creches, por exemplo, o almoço é servido em quatro fases (salada, um queijo, um prato principal e a sobremesa), tudo, em pequenas porções. Esse hábito serve como ‘cápsulas de treinamento’ para a paciência. Fico imaginando aqui em casa a gente fazendo as refeições em quatro pequenas etapas e Helena esperando pacientemente. Acho que já seria forçar hábitos que não tem a ver com a nossa cultura até, mas o exemplo é bacana. Aliás, um parênteses, lá na França a alimentação é tão levada à sério que existe uma comissão pra definir o cardápio das escolas e a discussão entre professores, nutricionistas e pais leva praticamente o dia inteiro.

Plantar

Lembra quando a gente plantava um feijão no copinho de plástico na escola e levava pra casa pra cuidar depois? Tomava daquele feijão como um filho. A ideia era a gente ter a paciência de ver o bichinho crescer. Os franceses tem razão quando levam os filhos pro jardim pra plantar.

Brincar sozinha

“A coisa mais importante é que ela aprende a ser feliz sozinha”, dez uma das mães sobre a filha com quem a autora conversou . A criança que aprende a brincar sozinha desenvolve a capacidade de saber esperar quando a mãe, por exemplo, está ao telefone. É, acho que preciso repensar num modo criativo de dizer “estou no telefone, espere um pouco”.

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Quem ficou do seu lado na pandemia?

Senhoras amigas
Imagem de Pexels

Essa semana uma amiga irmã contou que levou suas preces pra minha mãe [a que habita outras galáxias] quando fiquei com suspeita de covid depois de uma viagem à trabalho, mesmo tomando todos os cuidados recomendados. Fui na lua e voltei quando ela me disso isso. Não que eu duvide da fidelidade da sua amizade ou da capacidade dela de me amar, mas o fato dela se esforçar a tal ponto de trocar umas ideias com quem me trouxe pra essa existência, demonstrando tamanha preocupação e amor, me fez encher os olhos.

Outro dia, uma outra amiga me contou que sempre na virada do ano reserva parte dos seus pedidos em forma de oração para as pessoas que mais ama. Achei lindo ela se apropriar da sua crença de que sabe o que é ‘melhor’ pra gente. Uma prova estratosférica de que só quer o melhor para aqueles que lhe cercam, não é?

Fiquei pensando depois… a pandemia nos afastou do que era artificial e nos uniu do real, mesmo à distância. Reforçou laços, colocou novas pessoas, reprogramou rotas. E mesmo que nem sempre estamos com aquela disposição de antes desse dilúvio de falar com um amigo, uma mensagem de poucas palavras, um sinalzinho sempre vai existir do outro lado da ‘janela’ de quem realmente se preocupa conosco.

Durante esse quase um ano em confinamento, quem esteve do seu lado de verdade, assim, sem pestanejar? Quem foi, de fato, empático com suas dores? Quem cuidou de você mesmo longe e se sentindo cansado? Quem foi que você pendurou no pescoço feito um amuleto?

O universo se encarrega daquele alguém que não economiza no afeto, que lamenta suas dores e te faz esquecer a massa cinzenta que paira sobre sua cabeça.

A pandemia acentuou que, sim, somos sozinhos nesse planeta, mas, uma coisa é certa, vai ter sempre alguém pra recolher o brilho do céu e nos dar de presente.

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5 formas de organizar a rotina de trabalho

Ferramentas simples que podem te ajudar a organizar o dia a dia do home office

Você não precisa sentir vergonha por ter a sensação de não estar dando conta de tudo – embora o sentimento de culpa parece que vem junto do combo quando a gente se torna mãe. E se tem uma coisa que não pode ser ignorada é fato de nós, mães, estarmos mais sobrecarregadas ainda com a mudança de rotina desde o início do isolamento com a pandemia [já até cansei de falar disso por aqui rs].

Mas só um parênteses antes de dar continuidade ao assunto principal desse post, um estudo publicado no jornal acadêmico Gender, Work & Organization (Gênero, Trabalho & Organizações) é mais uma prova do cenário ‘mães e mulheres nessa crise sanitária’. Nele, é mostrado que a desigualdade de gênero medida por horas de trabalho aumentou de 20% a 50% durante a pandemia.

Retomando o que me trouxe até aqui, fiz uma lista com cinco formas de organizar a rotina de trabalho em casa tendo criança pra cuidar e um lar pra pôr em ordem. Espero que ajude vocês! E quem souber de alguma outra ferramenta bacana fique avonts pra dividir com a gente!

1- Trello: desde que descobri essa ferramenta não largo mais. Super intuitiva (basta criar os cartões e arrastar eles pra onde quiser!), ajuda a organizar o fluxo do trabalho e as ideias, e o melhor, é de graça pra usar. Acesso link dele aqui e se cadastra.

2- Bloco de notas do celular: pra quem tem um cérebro que não para como o meu o bloco de notas é um verdadeiro curinga. Coloco nele até anotações do que vou lendo pelo celular e tudo que me vem à cabeça. Quando não tô na frente do computador, ele me ajuda a não esquecer das ideias que vão brotando… O legal é que dar pra montar por pastas. Tenho uma do blog, é claro.

3- Agenda do Google: fácil e já te mostra uma visão do que tem no mês de tarefa. Usava muito para programar meus posts, mas agora tô mais focada no trello mesmo.

4- Grupo no WhatsApp: essa regra vale ouro! Monta um grupo só seu no whatsapp pra ir jogando ali suas referências de conteúdos que encontra pelas andanças na internet e as tarefas que considera prioridades para as próximas horas.

5- Caderninho não falha: o bem o velho papel não vai te largar na mão. Nele, anota as coisas que você tem pra fazer na noite anterior ou na manhã seguinte. Depois que passei a fazer isso, anotar minhas prioridades do dia, minha rotina ficou mais organizada e isso me ajudou a ter mais foco.