É impressão minha ou estamos vivendo em um tempo de dizer “sim” para tudo o tempo todo? Será que tem a ver com a necessidade de autoafirmação desencadeada pelo uso exacerbado das redes sociais na qual precisamos “provar” o tempo todo que somos extremamente ocupados? Ou, talvez, ao mesmo tempo em que as pessoas estão cada vez mais reclusas em seus celulares elas também estão mais carentes e necessitam de mais afeto e contato com os outros? Muitos questionamentos vêem à cabeça quando eu paro e começo refletir sobre o impacto do uso do celular, que certamente traz muitos benefícios. Mas, voltando ao assunto inicial, percebo que com esse caos todo digital o “sim” se tornou corriqueiro, e o não, desapercebido. Mas já parou pra pensar que toda vez que você diz SIM para alguém ou uma situação você está dizendo NÃO a você mesma? Então quer dizer que nós estamos nos deixando cada vez mais de lado pra viver no piloto automático? E qual valor passaremos aos nossos filhos nesse sentido? A internet nos faz repensar a forma de educá-los. Os tempos dos meus pais, avós eram outros. Hoje, a atenção da mãe e do pai com os filhos é diferente. E a digitalização, somada às novas tecnologias, faz a gente não só refletir, mas tomar posturas que nossos antecessores “se pá” nem imaginavam.
Mas, e aí, como ficam as nossas vontades e necessidades? Elas precisam ser colocadas em cheque all the time em detrimento ao sim para tudo? Ponderação também cabe nessa hora. Não em excesso pode te tornar uma pessoa isolada, metida, e ainda, mesmo diante do colapso humano-digital, precisamos e sempre iremos precisar do outro, é da nossa natureza, e quem seja sempre assim.
Sempre gostei de ir ao cinema alone. É como marcar um encontro comigo mesma. E depois de quase quatro anos eis que me dei esse luxo. Na verdade foi meio que sem planejar. E já que eu estava sem a Helena, optei por fazer o que realmente eu sentia vontade. Aliás, a maturidade tem me feito escutar mais os meus desejos, e isto é L-I-B-E-R-T-A-D-O-R.
Apesar de eu aproveitar cada segundo quando estou sem a Helena, curtir meu tempo livre só é saborear a dualidade entre a euforia da liberdade suprema para além da instituição “Mãe” e a aflição da falta de um ser que preenche grande parte do meu tempo desde que veio a esse mundão. Vai entender essa sensação dúbia, né?
Desmamar de um filho é se readequar a uma nova história; como se a vida fosse divida em dois capítulos, um antes e outro depois da existência dele. Esse desprendimento entre mim e a Helena me faz lembrar o episódio de quando eu, aos dez anos de idade, voltava a andar depois de 40 dias em repouso absoluto por causa de uma nefrite aguda. Resgatar o nosso tempo individual depois da maternidade é bem isso: reaprender a andar. E apesar de ser algo inevitável e benéfico, tem sua pitada de desafios como tudo que é novo. Mas o importante é se entregar para aquele momento e focar no que aquela experiência traz.
No meu caso, o encontro com um dos meus diretores e atores prediletos já estava garantido. A trama? Era o longa Era uma Vez em… Hollywood. Estar ali em minha companhia no cinema foi flertar com o enredo até a última linha da ficha técnica, me esparramar pro lado sem ter que me preocupar se vou atrapalhar o vizinho, comer a pipoca no meu tempo e escolher a dose de manteiga na minha medida, nem muito nem pouco, no equilíbrio certo, como a balança do meu signo.
Embora eu considere normal a minha empreitada solitária, alguns podem associar a solitude no cinema com algo deprê, talvez? Podem até me achar um pouco fora da casinha eu querer esse tempo, mas estar ali é um momento de silêncio, um tempo de escuta.
Não que ir ao cinema com alguém seja chato, longe disso, mas por que não escolher ir só com você de vez em quando? A ideia pré-concebida de assistir a um filme em cartaz somente acompanhada pode te fazer deixar de curtir os momentos mais incríveis by yourself.
Fiz essa semana um curso de storytelling, que aliás amei, e, analisando alguns comerciais em sala de aula achei interessante essa campanha da Dove e gostaria de compartilhar com vocês. Ela retrata a diferença muitas vezes gritante entre a forma como nós e os outros nos enxergamos. A mensagem levanta alguns tipos de questionamentos sobre a maneira como fazemos a nossa própria leitura, por exemplo: qual o padrão que uso como referência para me julgar? Será que não estou pegando pesado de mais comigo? O que posso fazer para ser menos autocrítica e me aceitar como sou? Nós, mulheres, temos a mania de nos cobrar de mais o tempo todo, e em tempos onde se vive a tirania do excepcional é preciso pegar mais leve, mas, claro, sem se livrar das responsabilidades que realmente fazem sentido. E aí, o que acharam do vídeo? Vocês já tinham visto?
Hoje é dia da gestante e quero homenagear todas as futuras mamães com um post divertido desse momento tão inesquecível nas nossas vidas. Durante a gravidez, a quantidade de hormônios aumenta no nosso organismo e o cérebro da mulher fica inchado. Me lembro da médica do meu pré-natal me explicando que é normal a gente ficar mais desligada e com dificuldade para raciocinar.
Durante essa fase os lapsos de desligamentos podem passar despercebidos e algumas situações podem ser até engraçadas. Hoje, eu lembro e dou risada, mas talvez na época eu nem me tocasse muito hahaha. Mas são essas coisas que fazem da gravidez um momento especial, vocês não acham?
E como normalmente eu gosto de levar as situações com mais bom humor, fiz uma lista de alguns acontecimentos engraçados na minha gravidez da Helena que quero compartilhar com vocês e ficaria feliz se também dividissem aqui algum momento engraçado. E viva a #vidacommaisbomhumor.
Eu e Helena de sete meses na barriga
1 – Assistir uma série freneticamente e não querer saber mais de nenhum outro programa. Vi as oito temporadas de Desperate Housewives e os quase 400 episódios em praticamente um mês, era dia e noite eu em frente à TV.
2 – Misturar coisas de comer que não combinam muito como arroz e farofa com creme de mandioquinha e cenoura. Como os sabores ficam mais ressaltados, adorava misturar as comidas que não tinham muito a ver.
3 – Usarroupas nada a ver. Inventei de comprar um macacão com estampa chamativa que me fazia parecer uma cortina inspirada nas estampas de Frida Kahlo. Só dava eu com ele na rua.
3 – Andar com a roupa do avesso. Era a rainha de usar blusa de trás pra frente (ainda faço isso de vez em quando).
4 – Achar que passou protetor labial quando na verdade é batom vermelho e ficar passando um lábio no outro, daí já dá pra imaginar o mico de andar pela rua com a boca toda borrada, né rsrs.
5 – Comer 9 laranjas com sal em uma noite. Sim, virei uma pessoa apta a entrar para aquelas competições de quem come mais rápido.
6 – Chorar com comerciais bobos. Ah eu era número 1 em fazer isso!
Alguém viu o texto “Então, não tenha filhos”, do palestrante Marcos Piangers, que circulou no Instagram por esses dias? E aí, o que acharam? Para quem não leu, la vai ele aqui:
“Não que eu seja o melhor palestrante de escola, mas o convite tem acontecido cada vez mais frequentemente. Não pra palestrar para crianças, mas pra pais. Algumas dão até o nome de Escola de Pais. Parece que os pais estão perdidos, omissos, distantes. Eu falo por mais de uma hora, mas o que as escolas querem mesmo que eu diga é só uma coisa: vocês têm que participar mais. Mas eu não tenho tempo, diz um pai. Estou na correria do dia a dia, diz outro. Mas tenho que pagar as contas, diz uma. Mas trabalho o dia todo e de noite tenho academia, diz outra. ENTÃO, NÃO TENHA FILHOS. Não tenha filhos se você não tem tempo, se tem muitas contas para pagar, se precisa ir na academia. Não tenha filhos se está muito cansado, se não tem saco para lidar com criança. Não tenha filhos. Uma proprietária de creche me contou que um pai chegou ao ponto de pedir para abrir a escola sábado e domingo, para ele deixar o filho lá no final de semana também. “Trabalho a semana toda e no fim de semana preciso dormir”, disse ele. ENTÃO, NÃO TENHA FILHOS. Entendo que filho se tornou uma moeda social, algo para gente tirar foto bonita e colocar no Instagram. Mas não tenha. Se não tiver tempo, paciência e dedicação, não tenha. Seja feliz sem filhos. E se já tem, então crie. Crie com todo amor e carinho. Crie com menos gastos e mais tempo junto. Filhos exigem reorganizar tudo o que você estava fazendo. Dura uns vinte anos. Vai passar rápido. Quando você menos esperar eles crescem e vão embora. Dai você faz o que quiser. Se é para ter filho, só preciso mesmo dizer uma coisa: você precisa participar mais.”
Embora, a frase escrita em caixa alta “ENTÃO, NÃO TENHA FILHOS” seja impactante, faz total sentido dentro da mensagem que o Piangers quer passar. Nós, mães e pais, nos deparamos com o desafio diário da doação, da renúncia, e em tempos onde a vida “off” dá cada vez mais espaço para o “on”, temos que nos recondicionar o tempo inteiro para participar de forma inteira na vida dos filhos. Sinto que é um exercício constante, árduo e diário. Mas, partindo do pressuposto do palestrante em que postar fotos ‘fofas’ virou uma necessidade como comer e dormir, se tornando mais importante do que certos valores como sentar-se à mesa em família, as palavras de Piangers é um chacoalhão de verdades.
O mundo muda o tempo inteiro e à medida que acontecem essas modificações precisamos nos atualizar enquanto pais. Falando sobre hoje, percebo a importância de sermos pais conscientes e presentes para um futuro mais saudável dos nossos filhos.
O que acham? Desejemos boa sorte a nós, sempre! Bjssss
Preciso compartilhar com vocês a minha primeira experiência de viajar sem a Helena. Hoje ela tem três anos e pela primeira vez desde que ela esteve na minha barriga eu nunca, mas nunca fiquei um fim de semana longe dela, quem dirá em outro estado. Masss aconteceu, e foi em uma viagem a trabalho. Confesso que quando soube que faria essa viagem, ao mesmo tempo que achei desafiante, só me vinha a minha filha na minha cabeça e zilhões de perguntas sobre como seria eu e ela ficarmos longe uma da outra por mais que um dia. Sim, como toda libriana nata fiz muitos questionamentos até parar e deixar fluir…
Minha primeira viagem a trabalho sem a Helena
Uma semana antes…
Aff, o medo de avião que carrego comigo desde que me conheço por gente, aliás, minto, quando eu era criança eu me lembro da minha primeira vez num avião, aos dois anos de idade, e achei o máximo estar no “céu”. Lembro exatamente da cena, eu admirada por estar entre as nuvens hahaha. Mas conforme crescemos vamos adquirindo medos (coisas chatas de adulto, vamos combinar?), e o de avião é um deles para mim.
Dois dias antes…
Fiquei muito melancólica, lembrava da Helena no trabalho e meus olhos enchiam de lágrimas. O sentimento de culpa veio sei lá quantas vezes. Compartilhei esse meu fantasma com algumas amigas, um delas foi a minha amiga do trabalho, aliás, essa é guerreira, já é íntima da Lelê de tanto escutar eu falar dela rs.
No grande dia…
Essa sensação de culpa persistia, mas tinha algo maior que se sobressaia: realizar um bom trabalho para qual eu fui direcionada. Talvez ansiedade? Sim, mas falar de ansiedade é redundância na era em que vivemos, né, minha gente?
Bom, trabalhei e depois fui para o aeroporto e Helena aparecia na minha mente de forma orgânica, tão normal quanto o ato de respirar. Olhei fotos, vi vídeos, perguntei dela. Me acalmei, estava tudo bem, pensei: “Fernanda, relaxa e se concentra na decolagem, ou melhor, devore a revista de bordo na sua frente. Olha pro céu pela janela e relembre a cena de quando você era um tico de gente e achou coisa de outro mundo voar”.
Cheguei no destino, que por sinal, tinha o mar azul de Pernambuco como quadro natural. Liguei o celular para falar com ela em vídeo. Ela estava mega feliz! E eu, mais feliz ainda e grata por ela estar ótima.
No dia seguinte (ainda em viagem a trabalho)
Acordei umas cinco da manhã com o cheirinho dela. Tá, vou contar para vocês, eu levei uma blusa dela usada para dormir sentindo o cheirinho dela, que sou viciada. Quem é mãe, vai me entender. E quem não é, acho que também hahahaha.
Quis ver o nascer do sol. Gente, lá em Pernambuco por volta das cinco da manhã o sol já nasceu. A terrinha é tão calorosa que até o sol de lá não quer perder tempo! Aliás, que povo receptivo, hein. Brasileiro é conhecido como um povo caloroso e acolhedor, mas lá em Pernambuco o pessoal é extremamente simpático, adora receber turistas, e ai se falar mal da terra dele.
Me preparando para o café da manhã, fui ao banheiro e por alguns segundos passou pela minha cabeça que eu tinha que ir logo porque a Helena estava me esperando do outro lado do banheiro, no quarto do hotel. Olha que louco, é a nossa cabeça de mãe nos pregando peça.
No café da manhã, toda criança que eu via lembrava dela e o quanto ela estaria feliz de estar ali. Respirava, olhava uma foto dela e voltava a minha cabeça para o trabalho.
No trabalho, me concentrei e consegui me desligar dela porque a função me chamava. Trabalhei, trabalhei, trabalhei. Voltei pro hotel, e nas poucas horas de descanso até continuar a pauleira à noite fui conhecer umas praias de Porto de Galinhas (o evento era por ali). Foi o tempo para tirar foto, molhar o pé na água e admirar um pouco a natureza em sua mais bela perfeição. Isso foi revigorante para mim.
Essa experiência me fez voltar para mim, desacelerar, fazer as coisas de uma outra forma, sem se preocupar com obrigações além das minhas. Me fez olhar para as minhas ideias e vontades, conversar comigo mesma. Me fez perceber o quanto é bom ter um tempo para nós mesmas, apesar do misto de sentimentos contraditórios.
Pôr do sol em Maracaípe (PE) no intervalo do trabalho
Na volta…
Ao voltar para a casa eu estava cheia de saudades e fui correndo para a casa ficar grudadinha com ela.
Mãe. Mãe é quem cuida, quem ama, quem dá à luz e quem proporciona também. Mãe, é a mãe; é a irmã; a vó (foto); a sogra; a tia postiça (ou não); a melhor amiga da mãe que te viu de calcinha quando ainda era um tico de gente. Mãe, é a amiga que acolhe. É a mãe da amiga que te conforta. É a madrasta que se preocupa. Há muitas mães por aí… todas são mulheres de alma genuína, em fios de aço encapados por seda, belas e fortes mesmo com suas imperfeições, mas que amam rumo ao infinito. Com certeza você, assim como eu, tem várias. Porém, não mais especiais, algumas ecoam importância maior, aquelas que trabalham arduamente (e como!) para construir quem somos, cheios de indagações e desafios como num quebra-cabeça e a quem nos permitiu o milagre da vida. Feliz da mães, tanto para aquelas que possuem esse papel declaradamente quanto para as outras que mesmo sem ser oficialmente uma possuem postura de mãe.
Hoje eu estava pensando sobre as forças e as fraquezas que a maternidade despertou em mim. Forças porque depois que me tornei mãe descobri coragens que eu não sabia que tinha e fraquezas porque também passei a ter vários medos que antes eu desconhecia ou, se tinha um ou outro deles, era de forma mais branda.
Por exemplo, sempre fui um pouco apavorada quando via alguém cair e se machucar. Hoje que sou mãe fiquei ainda pior com relação a isso rs. Confesso que não sou um primor em primeiros socorros, mas aprendi a duras penas durante esses três anos de vida materna que ser mãe é também ser um pouco enfermeira nas horas necessárias. Mesmo cagando de medo quando me deparo com a cena da Helena caindo e se machucando tento segurar a onda – confesso que não é tãaooo fácil assim – e evitar dela ficar mais apavorada.
Outro medo, ou melhor cautela nesse caso, é sobre dirigir nas estradas. Se antes eu tentava ser cuidadosa (inimigos falarão o contrário rs), agora eu sou cuidadosa ao quadrado. Mas um dos primeiros medos que me veio logo na maternidade foi o da Helena engasgar. Sério, me lembro de eu perguntar para a pediatra do neonatal o que fazer quando a bebê engasgasse. Eu ficava procurando os vídeos de primeiros socorros para casos de engasgo em bebês. Que doidera, eu sei…
Também tenho medo de andar com a Helena muito tarde da noite. Sem falar no medo de morrer ou de ficar doente, aff, cruz-credo!
E vocês, mamis lindas, qual o medo que adquiriram depois da maternidade? Algum que eu não destaquei aqui?
Em tempos onde a internet é a bola da vez, nós, usuários dela (incluindo adultos e crianças), estamos sujeitos a nos deparar também com o seu lado obscuro. Por isso, precisamos urgentemente nos voltar para essa ferramenta que veio para facilitar o nosso dia a dia com um olhar muito atento. Recentemente, a boneca mórbida e aterrorizante Momo virou notícia internacional por aparecer durante vídeos infantis no YouTube, amedrontando crianças e manipulando-as ao caminho do suicídio. Isso é apavorante. É o ápice da maldade do ser humano por traz de toda tecnologia. Diante desse fato que correu o mundo todo, matérias muito bem intencionadas surgiram com intuito de instruir os pais em como agir com relação a forma como os seus filhos interagem nas redes sociais, sobretudo no YouTube. O diálogo é o principal ponto de partida. Com ele, a criança tem um norte dos seus pais de como utilizar o entretenimento que a internet proporciona de maneira saudável, sem correr riscos, pois infelizmente estamos sujeitos a coisas muito negativas do outro lado da tela do celular, tablet ou computador.
Nós, como pais, sabemos da grande responsabilidade que temos na mão e textos nos instruindo sobre como agirmos com nossos filhos em relação ao assunto são sempre muito bem-vindos. Mas, aquela velha história de que primeiro precisamos olhar o nosso umbigo antes de observar o entorno vem à tona, por mais que se trate dos nossos filhos, já que para prestarmos atenção neles precisamos estar presentes não só em matéria, mas de corpo e alma também. E se tem algo que a internet faz é tirar muitas vezes a nossa atenção das pessoas com quem estamos e amamos. Nos desconectarmos de qualquer rede social durante o tempo com família e amigos é crucial, pois para aproveitar esses momentos é importante se perceber, notar o entorno. Sim, muitas vezes é um desafio, eu sei, a internet elevou na potência máxima o nosso pensamento e sensações que queremos estar online all the time! Porém, não é impossível ficar off durante horas, dias… Já fiquei várias vezes sem redes sociais e até celular. Das vezes que quebrei um aparelho parecia até um sinal para eu trabalhar a relação com as redes sociais em mim. Por isso digo, ficar off é benéfico para a gente e consequentemente para as pessoas ao nosso redor. Você já adotou algumas dessas atitudes abaixo? Se sim, o que achou? Se não, que tal tentar? Hihi 😉
– De manhã, evite olhar o celular assim que acordar, pois, quando não faz isso, o olhar celular deixa de ser prioridade do dia e você acaba esquecendo dele um pouco pelas próximas horas.
– Controle o seu tempo no celular! O insta, por exemplo, tem a função de programar o tempo que você passar dia olhando essa rede social.
– Pratique esportes. Caminhar, por exemplo, traz benefícios para o cérebro e libera serotonina, o mesmo hormônio, que segundos especialistas, liberamos quando as pessoas curtem nossas publicações nas redes sociais.
– Desligue o celular na hora de dormir ou fique longe dele. Ir dormir logo após ficar na rede social pode liberar uma pilha errada na gente e nos trazer certa ansiedade.
Amiguis, vou falar sobre o nosso empoderamento e o que eu acho que podemos melhorar. Mas, antes de tudo, um feliz Dia para todas nós, que, sim, somos sexo “Phoda” e não”Frágil”.
Não foi há muito tempo que as mulheres eram condicionadas a entender que o seu papel na vida social se baseava em cuidar da casa, da prole e promover um jantar com mesa posta aguardando o marido. O papel da mulher era colocar sempre os outros em primeiro lugar. E isso era retratado em filmes, pinturas e em qualquer outra expressão artística. Os tempos mudaram e hoje a mulher passou a ocupar vários outros papeis na sociedade e a grande liberdade de poder realizar escolhas (desde profissões, se come fora ou não até como se vestir). Em pleno começo de 2019, já vimos atriz com axilas ao natural em capa de revista, primeira-drama discursar em Libras na posse do presidente, mulheres vítimas de abusos romperem seus medos e tabus em busca de justiça. Para muitas, essa coragem se reverteu um punições sérias a ponto de roubarem suas próprias vidas, caso das ativistas femininas assassinadas cruelmente.
Assim como ELAS, há tantos outros símbolos femininos que nos representam em vários aspectos (determinação, otimismo, resiliência e compaixão, por exemplo). A mais recente é Lady Gaga, que para além do seu talento robusto, viralizou na internet com seu discurso comovente sobre ser resiliente e não desistir dos objetivos. Há outras contemporâneas dignas de inspiração como a atriz Emma Watson; a modelo Winnie Harlow, a primeira da história com vitiligo; a escritora J.K Rowling e por aí vai…
Mas, mesmo deixando o espartilho para vestir calças, alçando voos cada vez maiores, vez ou outra eis que o céu de liberdade parece ser pequeno para todas nós e colisões acontecem. Por quê? Será que é preciso aprender a se levantar mesmo que o rumo não seja o mesmo para todas? É preciso mais compreensão de que há espaço para todas? Antes, ser aceita por outras mulheres era uma necessidade de sobrevivência. Hoje, somos livres para escolhermos nossos grupos sociais. Mas isso não significa que, com todas as nossas diferenças, devemos nos guerrear.
É intrínseco do gênero feminino o espírito de cuidado, a exemplo dos mamíferos fêmeas que protegem e zelam por suas crias. Portanto, olhar o próximo é um traço que não exigimos muitos esforços para adquirir. Podemos usar esse instinto para dar espaço para cada uma ser o que quiser, sem julgamentos e ofensas.
As redes sociais, que existem desde os primórdios quando se faziam fogueiras para reunir os povos, hoje, mais modernizadas e em versões digitalizadas, perderam em grande parte o seu sentido inicial de acolher. No lugar disso, abriu-se espaço para pessoas alimentarem seus ódios, externarem suas fúrias e intolerância ao próximo. São constantes pré-julgamentos e postagens com tom de revolta de mulheres tomadas por raivas por não dividirem do mesmo pensamento que suas colegas.
Essa narrativa precisa mudar, definitivamente! Os estereótipos são tantos que basta piscar os olhos para encontrar um deles na tela do celular. Enfrentamos barreiras e quebramos paradigmas para estagnar no mundo da ira, inveja e revolta?
Que sempre lembremos de ser a mulher que nós gostaríamos que nossas filhas fossem. Que deixemos a rivalidade de lado e nos tornemos mais e mais unidas e empáticas umas com os outras. Que aproveitemos de todas as nossas características positivas inerentes ao nosso gênero para contribuir com o planeta.