Oi mãramãmães, oi paripapães. Vcs, antes de terem a digníssima missão de criadores, idealizavam o mundo fantástico da maternidade e paternidade? Tipo, planejavam zilhões de coisas para que tudo saísse dentro dos conformes quando chegasse a tão esperada hora de aumentar a família? Outro dia uma colega disse que pretendia ter filho no próximo ano e que tinha que se preocupava com quais cursos preparatórios deveria fazer para estar mais preparada com a chegada do neném. Daí me veio uma coisa à cabeça: o quanto às vezes agente idealiza a maternidade e na hora da prática tudo (ou quase tudo) acontece diferente, de uma maneira mais natural, espontânea e instintiva. Tentando não desanimá-la com suas vontades (porque sonho é sonho), minha resposta a ela foi: deixa fluir e quando chegar a hora (a gravidez) vc decide se fará o curso, pois quando vc se tornar mãe aquela máxima de que “nasce um filho nasce uma mãe” vem à tona, pois é a mais pura verdade.
Quando engravidei, não estava planejando ser mãe. Vivia um momento de crise na minha profissão, sem emprego formal, e o pouco que entrava com meus trabalhos de freelancer não davam nem pra mim. Não tinha plano de saúde e consegui ter o melhor pré-natal do Brasil pelo SUS (isso mesmo!). Com a ajuda da família e dos amigos o universo da Helena foi ganhando forma e cor e a maternidade foi se incorporando aos poucos dentro de mim. Helena nasceu, muitas vezes surtei com minhas inseguranças, pertinentes a quem eu sou e à maternidade de primeira viagem, mas, no fim, lembrava da frase do pediatra dela, profissional prático e experiente que me tranquilizou em muitos momentos de pirações — aliás, um tema para eu contar para vocês a qualquer momento. Ele dizia: “escute sua intuição, apenas, você saberá o que fazer”.
Acho que maternidade não tem um segredo-chave, instruções, mais do que tudo é viver diariamente a experiência de ser mãe e pai. É dialogar com você mesmo sobre condutas, crenças e valores em prol de um ser em formação.
Uma delas dizia: “queremos que as pessoas fiquem mais atentas em não olhar tanto para o celular”. A frase parece óbvia, mas quantas vezes nos pegamos olhando em demasia o celular? Me assusta muito porque, embora nós, adultos, acreditamos convictamente de que temos controle sobre os nossos celulares, muitas vezes não é o que parece. Por esse comportamento praticado por muitas pessoas, fundamentado pela era da Inteligência Artificial, que crianças em Hamburgo foram às ruas clamar por socorro aos seus pais para que, em vez de ficarem o tempo todo conectados, deem mais atenção a eles.
É nesse cenário de caos onde estar online ultrapassa os limites do bom senso e torna uma prática que beira a uma doença somada à dependência é que estamos vivendo. As máquinas passam a ter comando sobre a gente e a sensação é de sermos vigiados o tempo inteiro por uma “força suprema” (antes fosse Deus!), que acompanha os nossos passos, sabe por onde andamos, o que vestimos e gostamos. Não, não quero ser controlada por máquinas, você quer? Porém, libero serotonina toda vez que olho minhas redes sociais e caço motivos para “não ficar de fora” desse mundo paralelo que se confunde com a realidade física. Que controvérsia, né? Que loucura estamos vivendo!
No entanto, ter essa percepção é um ótimo passo e encontrar um equilíbrio, como tudo na vida, é o caminho.
Vejam, vocês, o vídeo em que os mirins protestam. E que brinquemos mais com nossos filhos, netos, sobrinhos 😉
Se você se culpa por ter voltado a “trabalhar” e não estar full time com a cria, relaxa, faz parte, a maioria das mães fazem isso e todas sobrevivem.
Se você se culpa por ficar muito tempo com a cria e se sente sobrecarregada, estressada e exaurida, relaxa, está tudo bem, tudo passa.
Se você se culpa por ter cuidado um pouco de você e ter deixado de dar a “atenção” total para a cria, relaxa, está tudo sob controle, pra cuidar do outro você também precisa de cuidados.
Se você se cobra por não ter mantido aquela paciência praticada diariamente, fica tranquila, você não é de ferro e como qualquer ser humano tem seus “dias”.
Se você se arrependeu de ter investido uma grana com roupas e afins pra se sentir bem e atender a uma necessidade natural, tá tudo bem, você também precisa — e merece.
Se você se culpou por ter esticado o expediente para encontrar a amiga, se socializar faz parte de uma mente saudável, respeite-se.
Se você se critica por ter dormido um pouco mais e não ter dado conta de “tudo”, relaxa, Roma não foi feita em um só dia, por que você tem de conseguir fazer tudo em 24 horas?
Se você se culpa por não ter ensinado a falar, andar e desfraldar seguindo os manuais de “conduta da melhor maneira de criar o filho”, relaxa, o que serve para os outros pode não se enquadrar para você e seu filho.
Se você se culpa por não ter voltado à vida de antes, fica tranquila, isso nunca acontecerá, pois, agora, você é um outro ser e bem-vinda ao universo em que doação, renúncia e amor andarão sempre juntos.
Você, assim como eu, já foi a uma entrevista de trabalho e se sentiu um pouco invadida pelo simples fato de ser mãe? Quê? É isso mesmo? Sim, é, amiga. E não estou dramatizando não, é fato mais que consumado que muitas recém-mães, ao tentar se recolocar no mercado de trabalho, se sentem “excluídas”, a começar na entrevista de empresa quando o foco deixa de ser as qualificações e competências para a vaga pleiteada e passa a ser a sua vida maternal. Chega a ser constrangedor.
Daí eu me pergunto: em vez de nos bombardear com perguntas sobre o que faremos caso o filho ou filha fique doente ou numa situação de ter que esticar o trabalho com quem a criança ficaria, por que não descobrir quais são as qualidades que nós mães desenvolvemos com a maternidade e que podem contribuir para o trabalho? Aprendemos muito e desenvolvemos algumas caraterísticas importantes com o papel de mãe. Pode ser que você tenha descoberto a caminho para os planejamentos, pode ser que aprendeu a ser mais organizada, a realizar várias tarefas ao mesmo, a escutar melhor a sua intuição, a ter mais empatia, a cozinhar, enfim… Mas algo aprendeu. Aliás, a vida de uma criança em si traz muitos aprendizados não só para a mãe, mas para o pai e família como um todo. Já reparou como uma criança para trazer mais amor? Já reparou como ela nos ensina? Cuidar de um ser já é um aprendizado constante de doação.
No entanto, antes da maternidade me transformar e trazer essa mudança orgânica, já existia uma profissional com determinadas competências que não podem ser anuladas por que eu, você nos tornamos mães. Isso não deve ser empecilho para as empresas. Porém, nada está perdido. O site Contrate uma Mãe foi desenvolvido especialmente para mães que querem se recolocar no mercado de trabalho. Com um layout todo engajado com essa questão, que faz questão de ressaltar o empoderamento feminino e as qualidades que uma mãe pode ter, é totalmente gratuito 🙂 !
Além disso, percebo que o mindset de muitas empresas vai contra esse “estigma” por parte de algumas e fazem questão de valorizar a mulher que é mãe. Essas instituições oferecem programas dedicados à maternidade, licenças estendidas e até creches (pasmem!) dentro de seus escritórios. Vamos torcer para que a cultura do “mãe sem vez” dê cada vez mais lugar para a “mãe da vez”!
Gentem, esse post vai para as gravidinhas de plantão lindas, maravilhosas. Não tem nenhum segredo daqueles que custam o olho da cara, mas, dentre as dicas de produtos que eu darei logo abaixo, alguma pode ser novidade pra você e mostrar que é essencial ter na sua lista de produtos importantes durante a gestação.
1- Protetor solar: use e abuse desse item indispensável a vida inteira, principalmente na gestação. Passe o dia inteiro no rosto e nos braços também, e principalmente à noite, pois as luzes (inclusive TV e computador) tem raios maléficos UVA e UVB e não queira arriscar a ficar com o rosto efeito borboleta, com uma mancha tipo duas asas do lado do nariz. Na gestação o surgimento de manchas na pele acontece com mais facilidade por causa do intenso estímulo hormonal que acontece nessa fase. Por isso, cuidado redobrado com a pele é regra. Se você é daquelas esquecidas, vale colocar lembretes pela casa e na geladeira, pois é importante repetir as camadas.
2- Óleo natural de amêndoas doces: o segredo para evitar estrias! E o melhor, não vai te deixar pobre, porque, vamos combinar que o que tem de hidrante nas farmácias com um precinho salgado para grávidas se vendendo com superes poderes para evitar estria não é brinquedo. Então, amiga, vai por mim, esse ólinho aqui promete te deixar bem feliz. Mas tem que se besuntar a ponto de se você cair na areia virar uma grávida à milanesa. E passe pelo menos 3 vezes ao dia no corpo inteiro, inclusive na barriga, seios, quadril e braços.
3- Água termal: água, água, água, de todas a maneiras, de dentro pra fora e de fora pra dentro. Vai manter sua cútis viçosa e hidratada.
4- Ômega três ou óleo de peixe: muito provável que seu médico indica cápsulas de ômega três ou então peça para ele. E você pode incluir na dieta alimentos ricos em ômega três como castanhas e peixes. Essa propriedade tem muitos benefícios, entre eles, ajuda na criação da placenta e nas funções visuais e cognitivas do bebê. E ajuda na saúde dos seus cabelos e unhas.
5- Hidratante labial com FPS: a saúde dos seus lábios agradece. Não esqueça deles, que, aliás, também podem sentir os efeitos do sol.
Quantas vezes você se deparou cortando a pessoa numa conversa ou foi até marte e voltou enquanto a pessoa falava? Ou já se viu falando com alguém que parecia te ouvir quando, na verdade, em vez te querer entender a sua linha de raciocínio, já logo te interrompia com único objetivo de querer te responder? Pior: a pessoa te pergunta algo e não escuta sua resposta (xiiii, quem nunca?). E quando uma fala mais que o outro sendo que ninguém entendeu ‘lhufas’? Daí já não virou mais ruído e sim zumbido, barulho estridente, esganiçado (rsrs). Caracas, falar é fácil, difícil é se comunicar… cheguei a essa conclusão.
Nas minhas andanças pela internet encontrei este vídeo de uma TED sobre como falar de um jeito que o ouvinte queira ouvir e entender. Achei muito bom! Vejam e me falem o que acharam. Quem já conhece, assista de novo porque vale a pena 😉 !
Você sabia que o povo dinamarquês foi considerado o mais feliz do mundo durante quatro décadas e agora ocupa a terceira posição no ranking? Dentre tantas provas que revelam isso estão as edições do Relatório Mundial da Felicidade, publicado Pelas Nações Unidas, e as pesquisas realizadas pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD). O livro “Crianças Dinamarquesas”, de Jessica Joelle Alexander e Iben Dissing Sandahl, não traz só estas estatísticas como também ilustra de maneira clara e objetiva — bem como uma manual — as evidências que tornam essa cultura nórdica entre as mais felizes do mundo. Como uma jornalista e mãe curiosa que sou, mergulhei na leitura em busca de informações e tanto adorei que super indico tanto para os pais quanto para quem ainda não vive essa experiência, pois o livro faz a gente lançar mão de uma filosofia de vida que muitas vezes foge do habitual, do que estamos acostumados e fomos condicionados a enxergar, pensar e agir. Profundo? Ah vá, se reenquadrar a uma nova visão é mais fácil do que ganhar na loto. Não, não ganhei nada para fazer “propaganda”, eu simplesmente recomendo porquê é bom, faz a gente ampliar nossos horizontes enquanto pais e seres humanos. Hahaha tô filosofani muito, né?! Então bora pro que interessa e veja abaixo o que eu listei de interessante:
Se amar em primeiro lugar – Para ensinar nossos filhos se amarem e amarem o próximo o princípio básico é Nos Amar em primeiro lugar. O livro frisa isso logo de cara. Aquele pensamento de que nossos filhos vêem em primeiro lugar não é bem assim… Primeiro temos que nos cuidar, nos amar, para estarmos aptos a nos doar e cuidar das nossas crias.
Visão Otimista Realista – Fugir da linguagem limitadora, dos famosos rótulos, tanto negativos quanto positivos, pois elogio demais pode tornar a criança narcisista em sem determinação para encarar as dificuldades na vida adulta. O otimista realista é diferente do otimista exagerado — aquelas pessoas cujas vidas parecem ser tão perfeitas que às vezes soam falsas. Os otimistas realistas, característca nata dos dinamarqueses, minimizam os termos e ocorrências negativos e criam hábitos de interpretar situações de uma maneira mais positiva, ou seja, enxergam as experiências não só a partir do preto e branco, mas através de outras nuances. Exemplo: em vez de “Odeio andar de avião”, para eles seria assim: “Viajar é ótimo depois que saio do avião”; “Sou péssimo cozinheiro”, eles trocam por: “Tenho que seguir receitas para não errar.” E assim vai… Ah, algo que achei bem interessante é que eles não associam os filhos a seus comportamentos, afinal, por traz de posturas isoladas existem sentimentos e necessidades. Nesta caso, um exemplo: “Ah ela é chatinha para comer.” Negativo, ela pode estar assim porque pode estar com sono e cansada e naquele momento não quer comer.
Elogiar o processo e o esforço – os dinamarqueses tomam muito, mas muuuuito cuidado ao elogiar seus filhos, uma vez que elogios em excesso podem culminar em uma pessoa no futuro extremamente vaidosa, egoísta e com uma visão fixa sobre as coisas, até mesmo acomodada, por assim dizer, e no primeiro problema que enfrentar correr o risco de desistir logo de cara. Exemplo: em vez de: “Parabéns, você é muito inteligente, acertou tudo!” substituir por:”Acho que esse exercício está fácil demais, vamos tentar outro mais difícil?”. Ou em vez de: “Nossa, que desenho lindo, parabéns!” trocar por: “Muito obrigada pelo desenho que fez pra mim! O que desenhou? No que estava pensando quando o criou?”
Resiliência – o espíritio de resilência estimulado pelos dinamarqueses é evidente. A começar pelos filmes que assistem, muitas vezes com finais tristes. O que foge de um padrão que estamos acostumados, não é mesmo? No entanto, assistir histórias com finais não muito gratos faz nos colocarmos naquela situação e nos tornarmos mais gratos por termos uma vida ‘perfeita’, digamos assim. Além disso, quando enfrentam problemas, os dinamarquesas os encaram sempre a partir de uma ótica positiva, enxergando sempre o lado bom das experiências. Muitas vezes até com um certo humor. Então se o filho está chateado por que não se saiu tão bem numa partida de futebol, o pai pode brincar com essa situação e dizer: “Mas porque está tão triste? Você quebrou a perna, quebrou? Não. Da outra vez você ganhou e dessa vez não se saiu tão bem, porém podemos treinar para que da próxima vez você se saia melhor!”
Pensar no outro – Trocar o EU por NÓS. Eles utilizam o termo de socialização hygge, que tem origem do termo alemão hyggja e significa “sentir-se satisfeito”. Em reuniões entre famílias e amigos eles deixam as diferenças de lado e se concentram no lado bom das pessoas que amam, o que torna o clima mais acolhedor e os momentos ainda mais felizes. Odeiam os dramas de adultos, negatividade e divisionismo. O foco é curtir os momentos, serem gratos e quererem passar isso a diante para suas crias. Participam de projetos coletivos, incentivam a ajudar o outro e aprendem a buscar o ponto forte e fraco do colega. A grosso modo, estimulam a empatia.
Ouvintes natos de seus filhos – eles não só escutam seus filhos, repetem o que eles falaram para deixar claro que os escutou, como também ajudam a resolver seus problemas e desavenças entre os amigos. Eles explicam as regras e fazem perguntas para ajudar seus filhos a entender melhor a situação.
Enfim, é um texto leve e muito objetivo. O único ponto negativo que achei é que acaba sendo redundante em algumas partes e muitas explicações que estão ali eu já tinha visto em leituras mais rápidas na internet, mas serve para reforçar valores bem interessantes.
Introduzir uma alimentação equilibrada e nutritiva na primeira infância dos filhos é uma missão importante que pode se tornar divertida e prazerosa
Adquirir uma alimentação nutritiva e saudável desde cedo é essencial para boa qualidade de vida e prevenir infecções e patologias na vida adulta. E o período mais importante que ajuda a determinar qual será a educação alimentar de alguém ao longo de toda sua trajetória está entre os seis meses – fase do desmame – e os dois primeiros anos de vida, quando inicia-se a introdução dos alimentos. “A criança entrará em contato com alimentos que nunca experimentou antes e se esta apresentação for feita de forma desastrada e sem orientação poderá repercutir de maneira negativa para sempre, refletindo, por exemplo, quando a criança for maior e não gostar de um determinado alimento.”, revela a pediatra Natasha Slhessarenko, do laboratório Exame.
Por isso, o papel dos pais é fundamental na educação alimentar dos pequenos. “São eles que estarão apresentando os novos alimentos, seus sabores, suas texturas e as formas de preparo para a criança, portanto, serão os principais responsáveis por criar bons ou não tão bons hábitos alimentares no bebê.”, diz Dra. Natasha. A melhor forma dos pais colaborarem com a dieta dos filhos, segundo a especialista, é priorizar sempre alimentos frescos e naturais, como legumes, frutas e verduras, evitando ao máximo as chamadas ‘besteirinhas’ (doces, frituras e produtos industrializados, como refrigerantes, salgadinhos e biscoitos).
No entanto, a prática de muitos pais está na contramão do que uma boa saúde recomenda. De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2016, biscoitos, bolachas e bolos fazem parte da alimentação de mais de metade dos bebês brasileiros. O estudo ainda revela que os refrigerantes e sucos artificiais estão no cardápio de um terço das crianças com menos de dois anos.
Um dado preocupante levando em consideração que o os cinco primeiros anos de vida tem grande influência sobre o peso na vida adulta, sem contar os malefícios que a prática de uma má alimentação pode ocasionar na saúde das crianças. “De um lado, podemos ter a desnutrição, onde apesar da criança ingerir uma grande quantidade de comida, a qualidade muito ruim pode excluir nutrientes importantes para o organismo. Do outro, a obesidade com todas as doenças associadas, como diabetes, hipertensão, problemas articulares, emocionais e baixa autoestima.”, frisa o endocrinologista Sérgio Vêncio.
Segundo Anna Chiesa, Consultora Técnica do Programa Primeira Infância da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, a herança genética contribui para as preferências de determinados paladares, mas a cultura familiar e as experiências com os sabores é que vão definir principalmente os hábitos alimentares da criança. “Muita vezes o pai obriga a comer um alimento específico mas nem ele mesmo come, e a criança aprende muito mais imitando.”, revela. Diante disso, é recomendável que o pediatra conheça detalhadamente a alimentação da família e, assim, saiba a melhor forma de orientá-la.
Para a Dra. Natasha Slhessarenko, é mais fácil fazer com que a criança experimente diferentes legumes, verduras e frutas até os dois anos de idade, pois seu repertório com alimentos ainda é restrito. Nessa fase é frequente também – e natural – haver certa resistência da criança aos alimentos, já que ela não conhece totalmente os sabores. Os vegetais de cores verdes tendem a ser rejeitados, assim como os sólidos das papinhas logo após o desmame, uma vez que a criança deverá adquirir hábitos dos quais não estava acostumada, como sentar-se para comer e mastigar. “O ideal é tentar oferecer o mesmo alimento até oito vezes, nunca em dias consecutivos, e sob diferentes formas de preparo, para chegar a conclusão de que a criança não gosta daquela comida.”, completa a médica.
Uma dica funcional que pode ser usada após a criança sair da papinha – por volta de quase um ano – é utilizar verduras e legumes para decorar o prato e demonstrar para as crianças os alimentos de forma lúdica. Por exemplo: “vamos comer a arvorezinha” (referindo-se ao brócolis); “que tal uma florzinha?” (fazendo referência à couve flor); “olha que delícia o cabelo do (a) boneco (a)” (destacando a cenoura e a beterraba raladas).
Por volta dos três anos de idade, quando a criança passa a ter mais contato com ambiente externo e os amigos, eis que surge um novo momento importante na educação alimentar da criança. “Nesse período em que começam a frequentar a escola, as crianças adquirem autonomia em sua alimentação. Dessa forma, programas de educação nutricional integrados ao currículo escolar e à merenda devem ser construídos com a participação da família.”, ressalta a pediatra.
Nesta idade, uma boa forma de despertar a sua atenção para as frutas, legumes e verduras em casa é tornar a criança participativa durante a lavagem e o preparo destes alimentos (mas sempre com muito cuidado para evitar acidentes) e, até mesmo, levá-la à feiras e supermercados. Entre estas atividades, Natasha sugere explicar a importância de comer ‘verdes’ e experimentar novos alimentos para a saúde. “Assim, o paladar vai se aprimorando progressivamente e as suas preferências passam a se basear na textura, aroma e na apresentação dos alimentos, por isso deve-se deixar a criatividade fluir e caprichar no visual e paladar dos pratos.”, ressalta Dra Natasha. Certamente, estes costumes saudáveis, uma vez seguido à risca, só agregarão na boa saúde e disposição da criança.
CURIOSIDADES:
A importância das vitaminas:
– As vitaminas A e B, encontradas em frutas como banana e maçã, atuam no sistema ósseo e na circulação sanguínea da criança;
– A vitamina D, proveniente da luz solar e de peixes como atum, é importante para o fortalecimento de unhas, cabelos e também age na saúde muscular da criança;
– A vitamina C, consumida em sucos de laranja, acerola e na fruta goiaba, por exemplo, contribui para o sistema imunológico.
Fonte: entrevista Bruno Barbalarga (professor de educação física)
Atenção, pais!
Segundo o endocrinologista Sérgio Vêncio, para evitar que a comida seja interpretada como um aspecto de punição ou premiação, alguns comportamentos devem ser evitados, como: obrigar a criança a comer mais do que pode, eventualmente provocando refluxo e vômito; premiar um bom comportamento com guloseimas; castigar a criança com jejum e festejar com fast food.
Vocês não acham incrível como as redes sociais nos conectam com o universo maternal em seus mais diversos assuntos? Há de tudo, mas de tudo mesmo pelo mundo virtual. Por exemplo, uso muito Instagram, e lá encontro desde comunidades de diferentes lugares do mundo até mães que decidiram criar seu micronegócio e mulheres que transformaram a própria rede social como uma fonte de renda após a maternidade — profissão hoje em dia conhecida como influencer digital. Bingo para estas mães que não querem abdicar da criação do filho (o que muitas vezes parece ser uma atitude insana para a sociedade) e desvendaram uma forma de se sentir ativa não só dentro de casa e ainda tirar lucro disso. Engano meu ou não, compartilhar um estilo de vida virou uma grande potência da internet e relacionar-se com ‘queridinhos da rede’ que exibem uma conta cheia fotos de paisagens bonitas e a família perfeita desperta sensação de conforto e fome de desejo para quem está do outro lado conectado.
Traçando um viés otimista e real: as mulheres estão mais felizes no sentido de não estarem num escritório por mais de 10 horas por dia sem acompanhar o crescimento do filho e, ainda assim, encontraram a oportunidade de se sentirem úteis e terem uma perspectiva financeira. Mesmo que isso pareça promover a si mesma, o que faz totalmente sentido já que ser mãe pode ser a estratégia de um novo negócio.
Fora que essa nova forma das se relacionar traz um papel importante à tona de impedir ou amenizar aquele sentimento de solidão e ansiedade que a maternidade nos traz, afinal, agora podemos trocar ideias e encontrar inspirações — mesmo que virtualmente — com tantas mulheres na mesma (ou parecida) situação que a gente. Mesmo com todas suas falhas que muitas vezes transpassa o conceito romântico da maternidade que deve ser descontruído ao meu ver, as mídias ocupam, de certa forma, uma função de ajudar as mães mais do que atrapalhar, vocês não acham?
Fico pensando como não devia ser no tempo das nossas avós que não tinham internet, TV, era casa, filho e ponto. Acho que eu enlouqueceria. Elas foram guerreiras, hein! No mínimo, durante muito tempo a maternidade e seus desafios deram a muitas mulheres o combo dos sentimentos solidão e isolamento.
E mesmo que pareça falso de mais retratar imagens de mulheres perfeitas e não descabeladas, com a casa superarrumada e filhos limpinhos aquilo que consideramos como bonito, polido e inspirador é muito mais agrádavel de se enxergar do que imagens contrárias a isso, do meu ponto de vista. Eu mesmo uso a minha conta no Instagram para registrar e compartilhar o que me faz feliz e me trará boas recordações, como momentos com minha filha, marido e família, lugares e encontros. E talvez eu não tenha uma opinião formada sobre perfis que focam suas publicações em desgraças, tristezas, mazelas e na realidade nua a crua da maternidade. Sim, existe também. Outro diz zapeando pela internet encontrei um blog de uma pessoa X que foca nos conflitos entre seu marido e seus filhos, mas de uma forma com humor, o que achei legal. Não que eu me oponha a publicar essas coisas também, mas gosto de usar essa minha ‘porta para o mundo’ me conectando de maneira leve a agradável com aquilo que me faz bem e seguir esse padrão da cultura de massa. Quando olho uma revista gosto de encontrar coisas inspiradoras e que enchem os olhos. Gosto do que é belo e do que infla o peito de emoção e faz os olhos brilharem (libriana, minha gente! Hahaha). Mas isso não me impede de um dia publicar minhas dificuldades reais a fim de buscar ajuda.